quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
No âmbito da
disciplina de Físico-Química,
os alunos das turmas
A, B e C do 7.º ano elaboraram trabalhos sobre o tema “Exploração
espacial ao longo dos tempos”, que
se encontram em exposição na Biblioteca da Escola Básica D. Manuel I.
A maioria dos
trabalhos foi realizada em pares, tendo alguns deles uma excelente qualidade,
pelo que os alunos estão de parabéns.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
DIA DAS AMIGAS
A biblioteca
da escola da estação comemorou o Dia das Amigas, na passada 3ª feira, com
atividades destinadas a todas as amigas da nossa escola. Durante os intervalos,
as meninas foram convidadas a entrar e a participar nos jogos e nos passatempos
que tinham como tema comum as histórias da Poppy.
Quem
gosta de pintar pôde inscrever-se e participar no concurso de pintura de uma
ilustração do livro “Uma Grande Confusão” e,
assim, colorir a história com a sua imaginação e criatividade.
No final
do dia, as amigas que escutaram a história “Catarina e a arca de chá” tiveram uma
surpresa: chá quente e docinho!
Para
recordar este dia, levaram como lembrança um marcador de livros, até porque Dia das Amigas
é todos os dias.
Atividades
Concurso de Ilustração – Dá – lhe cor…
Jogos e passatempos – Poppy em
linha + atividades do sítio da Poppy
Exposição de livros – “Livros Amigos”
Sessão de Conto – “Catarina e a arca de chá”
Hora do Chá – degustação
de chás
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
POEMA DO CORAÇÃO
Eu
queria que o Amor estivesse realmente no coração,
e
também a Bondade,
e
a Sinceridade,
e
tudo, e tudo o mais, tudo estivesse realmente no coração.
Então
poderia dizer-vos:
"Meus
amados irmãos,
falo-vos
do coração",
ou
então:
"com
o coração nas mãos".
Mas
o meu coração é como o dos compêndios.
Tem
duas válvulas (a tricúspida e a mitral)
e
os seus compartimentos (duas aurículas e dois ventrículos).
O
sangue ao circular contrai-os e distende-os
segundo
a obrigação das leis dos movimentos.
Por
vezes acontece
ver-se
um homem, sem querer, com os lábios apertados,
e
uma lâmina baça e agreste, que endurece
a
luz dos olhos em bisel cortados.
Parece
então que o coração estremece.
Mas
não.
Sabe-se,
e muito bem, com fundamento prático,
que
esse vento que sopra e ateia os incêndios,
é
coisa do simpático.
Vem
tudo nos compêndios.
Então,
meninos!
Vamos
à lição!
Em
quantas partes se divide o coração?
António Gedeão, Poesias Completas
No Coração, Talvez
No coração, talvez, ou diga antes:
Uma ferida rasgada de navalha,
Por onde vai a vida, tão mal gasta.
Na total consciência nos retalha.
O desejar, o querer, o não bastar,
Enganada procura da razão
Que o acaso de sermos justifique,
Eis o que dói, talvez no coração.
José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"
domingo, 7 de fevereiro de 2016
DEPUS
A MÁSCARA
Depus a máscara e vi-me ao espelho.
Era a criança de há quantos anos.
Não tinha mudado nada...
É essa a vantagem de saber tirar a máscara.
É-se sempre a criança,
O passado que foi
A criança.
Depus a máscara, e tornei a pô-la.
Assim é melhor,
Assim sem a máscara.
E volto à personalidade como a um términus de linha.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
sábado, 6 de fevereiro de 2016
O QUE EU QUERO SER…
Os alunos
do 2º ano foram à biblioteca da escola da estação para escutarem os
poemas da obra de José Jorge Letria, O que eu quero ser…
Depois de
uma leitura em jeito de jogo de adivinhas, os alunos deram asas aos seus sonhos
e a imaginação coletiva compôs os seguintes versos:
Eu quero ser cabeleireira
Porque é uma profissão com arte.
Gosto de penteados à maneira,
Aqui ou em qualquer parte.
Eu quero ser mergulhador em alto mar,
Quero ver tubarões, peixes e peixinhos aos milhões
E com eles nadar, nadar, nadar
Sem nunca parar.
Eu quero ser futebolista
Porque gosto de jogar.
De bola nos pés sou um artista
E nunca me vou lesionar.
Alunos do 2º C – Professora Fátima Valente
Eu
quero ser artista
Porque
gosto muito de pintar,
O
sol, as nuvens, as borboletas e flores a brilhar.
Vou
ser uma pintora famosa e “sair numa revista”.
Eu
quero ser professora
Porque
gosto de ensinar.
Vou
fazer ditados e contas sem calculadora,
E
se os alunos forem bem comportados,
nunca
me vou zangar.
Eu
quero ser escritora
Porque
gosto de escrever histórias de encantar.
De
muitos livros serei a autora,
E
levarei as crianças numa viagem a sonhar.
Alunos do 2º A – Professora Sónia Viegas
Eu
quero ser domador de animais
Porque
gosto de bichos da floresta,
Da
savana, do pântano e muitos mais
E
todos juntos fazemos uma festa.
Eu
quero ser taxista
Porque
gosto muito de guiar.
Sigo
sempre pela pista
E
levo os clientes a passear.
Eu
quero ser cantora
Porque
gosto muito de cantar.
Das
minhas músicas serei compositora
E
no palco irei brilhar.
Alunos do 2º B – Professora Filomena Gil
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Certo dia, eu pensei em visitar o magnânimo Filipe II, Rei de Espanha,
Portugal e de um vasto império, e comecei a interrogar-me como é que eu iria
viajar para o passado!
Decidi ir a um museu procurar uma
máquina do tempo para viajar até 1580. E encontrei-a!
Sem perceber como, estava no palácio
do Escorial.
Entrei no palácio, deliciei-me com a
grandeza e luxo ali instalados e vi aquela figura curiosa, em folhos
atafulhado, brilhando como as leds de Natal: D.Filipe II, Rei de Espanha e Portugal.
Quando entrei na sala fiquei ainda
mais espantado pois ele comia num prato de prata lavrada.
- Boa noite! - exclamei.
- Entre - disse Filipe II.- Que me
trazes, estranho das terras distantes?
Eu pensei em como poderia impressionar aquele Rei poderoso
que já possuía tudo e lembrei-me que trazia um fecho éclair.
-Que objeto é esse ?–Interrogou Filipe II.
- O fecho éclair é um fecho que abre e fecha casacos que se
usa na minha época . –exclamei, a medo.
-Já estou a ver.Tu já vives naqueles tempos mais
avançados, não é ?-perguntou o Rei.
- Sim, Minha Majestade, eu já vivo nesses tempos.
- Queres alguma coisa em troca dessa coisa aí? Pode
valer muito dinheiro. -disse o rei.
- Não, Sua Majestade. Deixa apresentar-me.Eu sou o
Lourenço.
-Eu sou o Filipe II e esta é a minha mulher, Isabel I de
Inglaterra.
-Tive uma ideia. Tu irás com a minha tripulação. Quem
manda na parte marítima é Pedro Álvares de Cabral. Podes ir com ele até ao
Brasil!
-Não me importava nada – respondi.
Dormi no palácio do rei Filipe II onde as camas eram
de prata maciça.
De manhã cedinho parti para o Brasil com a tripulação
de Filipe II e mais o seu filho, o príncipe Filipe, e quando voltei para casa
contei as aventuras perigosas aos meus amigos.
Não sei o que o
Rei fez com o fecho Éclair!!
Lourenço Ferreira
DM4C
2016/01/25
Inspirado em: « Poema do Fecho Éclair», de António Gedeão.
O FECHO ÉCLAIR
Eu estava a pedir um desejo, na floresta, e fechei os olhos. Mas,
quando voltei a abri-los, estava à frente do castelo do Rei D. Filipe II.
Fui a andar na sua direção e encontrei seis guardas à porta.
Pedi-lhes para ir visitar o Rei D. Filipe II, mas os guardas disseram:
-Não podes entrar. Só quem tem o fecho éclair.
E eu fiquei muito chateada. Tive de voltar ao meu
mundo real para ir buscar um fecho. Para eles, um fecho era valioso porque não
havia aquilo na época.
Quando voltei, encontrei o meu amigo Rodrigo
com um fecho éclair e eu tive a ideia de irmos juntos. Mais à frente estava o
Bernardo e o Daniel e resolvemos ir dizer a eles para irem connosco. Os
guardas deixaram-nos entrar e nós ficámos a falar com o Rei. Mostrámos-lhe o
fecho éclair, mas o Rei tinha medo porque nesse tempo não havia.
-Eu gostei do fecho éclair. Por isso ofereço - vos
uma visita ao castelo e uma dormida.
Eu agradeci ao Rei e os meus amigos também.
Nós aproveitámos para perguntar ao Rei umas coisinhas porque a nossa professora
mandou fazer uma pesquisa.
Quando voltámos, a nossa professora ficou contente
por temos feito o trabalho de casa.
E aquele dia foi especial para mim e para os
meus amigos.
D. Manuel I
Bruna Valente Domingos
Bernardo José Marques
4C
Inspirado em: « Poema do Fecho Éclair», de António Gedeão.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
A
Vila das Cores
No passado dia 22, a biblioteca da Escola da
Estação recebeu a visita do escritor Bruno
Magina. O Autor apresentou a sua obra A Vila das Cores, às turmas do 2º
B, 2º C e 3ºA, que gostaram muito de conhecer o António, o Manuel e os seus
filhos adotivos, o Bernardo e a Gabriela. Com a Família Violeta compreendemos
melhor que devemos respeitar as diferenças e que a diversidade nos enriquece o
coração.
De seguida, houve uma sessão de
perguntas e respostas acerca da história e das histórias do autor e dos vários
alunos. A manhã terminou com uma sessão de autógrafos tão coloridos como a Vila das
Cores.
Agradecemos ao Bruno Magina pela sua presença e pela sessão animada que dinamizou,
bem como à Biblioteca Municipal Álvaro de Campos que proporcionou este
encontro.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
A prova do Concurso Nacional de Leitura realizou-se no dia 14 de janeiro, às 14.30, no
auditório da nossa escola. Os alunos apurados foram: João
Teixeira,nº13, do 9ºC; Inês Livramento, nº15, e Beatriz Silva, nº5, ambas do 9ºB.
Parabéns aos alunos e que a leitura seja, para eles, um prazer que se prolongue
ao longo dos tempos.
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
BIBLIOTECA VERDE
– Papai, me compra a Biblioteca Internacional de Obras Célebres.
São só 24 volumes encadernados em percalina verde.
– Meu filho, é livro de mais para uma criança!...
– Compra assim mesmo, pai, eu cresço logo.
– Quando crescer, eu compro. Agora não.
– Papai, me compra agora. É em percalina verde,
só 24 volumes. Compra, compra, compra!
– Fica quieto, menino, eu vou comprar.
– Rio de Janeiro? Aqui é o Coronel.
Me mande urgente sua Biblioteca
bem acondicionada, não quero defeito.
Se vier com um arranhão, recuso. Já sabe:
Quero a devolução de meu dinheiro.
– Está bem, Coronel, ordens são ordens.
Segue a Biblioteca pelo trem-de-ferro,
fino caixote de alumínio e pinho.
Termina o ramal, o burro de carga
vai levando tamanho universo.
Chega cheirando a papel novo, mata
de pinheiros toda verde.
Sou o mais rico menino destas redondezas.
(Orgulho, não; inveja de mim mesmo)
Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres.
Tenho de ler tudo. Antes de ler,
que bom passar a mão no som da percalina,
esse cristal de fluida transparência: verde, verde...
Amanhã começo a ler. Agora não.
Agora quero ver figuras. Todas.
Templo de Tebas, Osíris, Medusa, Apolo nu, Vénus nua...
Nossa Senhora, tem disso nos livros?!...
Depressa, as letras. Careço ler tudo.
A mãe se queixa: Não dorme este menino.
O irmão reclama: Apaga a luz, cretino!
Olha que eu tomo e rasgo essa Biblioteca
antes que pegue fogo na casa.
Vai dormir, menino, antes que eu perca a paciência e te dê uma
sova.
Dorme, filhinho meu, tão doido, tão fraquinho.
Mas leio, leio... Em filosofias tropeço e caio,
cavalgo de novo meu verde livro,
em cavalarias me perco, medievo;
em contos, poemas me vejo viver.
Como te devoro, verde pastagem!...
Ou antes carruagem de fugir de mim
e me trazer de volta à casa
a qualquer hora num fechar de páginas?
Tudo que sei é ela que me ensina.
O que saberei, o que não saberei nunca,
está na Biblioteca em verde murmúrio
de flauta-percalina eternamente.
(Carlos Drummond
de Andrade)
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
15 de janeiro de 1929, data do nascimento de Martin Luther King
Foi uma das maiores personalidades da história da humanidade. Lutou
contra a desigualdade racial através de discursos e protestos.
Martin Luther King era um
pastor norte-americano e em 1964 recebeu o prémio Nobel. Foi um dos maiores líderes
contra a opressão racial.
O seu discurso mais famoso
chama-se “Eu tenho um sonho” (“I have a dream”) pronunciado em 1963 no Lincoln Memorial em
Washington.
Os seus ideais de justiça,
não-violência e amor ao próximo eram inspirados em outro grande mestre: Gandhi.
Em 1955, coordenou um
boicote aos autocarros da cidade de Montgomery. Os líderes negros da cidade
decidiram boicotar o transporte após a prisão de uma mulher negra (Rosa Parks)
que se recusou a ceder o lugar para uma passageira branca. Por causa do
protesto, King foi preso e recebeu ameaças de morte.
Após tantos protestos, a
Suprema Corte decidiu tornar ilegal o transporte público separatista. Esta
decisão deu vitória ao protesto e King foi considerado um líder respeitado. Por
causa disto, tornou-se presidente da Conferência de Lideranças Cristãs do Sul
(organizado pelos padres negros sulistas).
Outros protestos de King:
* Campanha a favor dos direitos civis no Alabama.
* Realização de um censo para aprovar o voto dos negros.
* Luta para melhorar a educação e a moradia dos negros nos estados
do sul.
* Luta contra a discriminação racial.
King não foi somente um
defensor dos direitos dos negros, ele também defendia as mulheres.
Porém, em 1965, King
começou a criticar a participação dos EUA na Guerra do Vietnam e a sua
influência perante os negros começava a incomodar várias pessoas. Foi então que
no dia 4 de abril de 1968 ele foi assassinado.
Mas até hoje ele é
lembrado, discutido e estudado nas escolas. Nos EUA existe um feriado para relembrar
os seus feitos e suas lutas.
FRASES DE MARTIN LUTHER KING
“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos
bons”.
“Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida:
amor no coração e sorriso nos lábios”.
“Eu também sou vítima de sonhos adiados, de esperanças
dilaceradas, mas, apesar disso, eu ainda tenho um sonho, porque a gente não
pode desistir da vida”.
“Quem aceita o mal
sem protestar, coopera realmente com ele".
Entre o Sono e o Sonho
Entre o sono e sonho,
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.
Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.
Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.
E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre —
Esse rio sem fim.
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
sábado, 9 de janeiro de 2016
DIA DE REIS
O Dia de Reis foi comemorado na biblioteca da Escola da Estação
com a leitura de O Cestinho de Romãs, um conto tradicional português adaptado pela
escritora Maria Alberta Menéres.
Os
alunos do 2º
C, da professora Fátima Valente, deram um final diferente a
este conto. Seguiram a receita da avó Adelina, confecionaram a Salada de
Laranja e Romã e descobriram que é saudável e deliciosa. No final, as opiniões
foram unânimes:
Hummm!!!
Que delícia!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
O Dia Mundial do Braille
ocorre a 4 de janeiro
A data de 4
de janeiro assinala o nascimento de Louis Braille, o criador do sistema de leitura
e de escrita
Braille, que permite através do toque facilitar a vida das pessoas
invisuais e a sua integração na sociedade. Louis Braille ficou cegou aos 3 anos
de idade e aos 20 anos conseguiu formar um alfabeto com diferentes combinações
de 1 a 6 pontos que se alastrou pelo mundo e que ainda hoje é usado como forma
oficial de escrita e de leitura das pessoas cegas.
O Braille é
composto por 64 sinais, gravados em papel em relevo. Estes sinais são
combinados em duas filas verticais e justapostas, à semelhança de um dominó ao
alto.
Em Portugal,
destaque-se o papel do Núcleo para o
Braille e Meios Complementares de Leitura, no âmbito do Instituto
Nacional para a Reabilitação, I. P, que no Dia Mundial do Braille organiza
vários eventos para celebrar a efeméride.
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