quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Dia mundial da gentileza


"Nenhum gesto de gentileza, por menor que seja, é perdido."
ESOPO

Trabalho realizado em Cidadania e Desenvolvimento, pelos alunos do 5ºC
Lista de verbos "negativos"


lista de verbos "positivos"





terça-feira, 12 de novembro de 2019





O eclipse

Hoje, depois de muito tempo, conseguimos trazer a Lua, o Sol e o Sr. Universo para uma entrevista universal.
Entrevistador- Boa tarde.
Sra. Lua- Boa noite.
Sr. Sol- Bom dia.
Sra. Lua- Isto é muito estranho, pois eu faço a noite e tu…
Sr. Sol- Eu sei, mas quando o eclipse acontece não há dia nem noite.
Sra. Lua- Porque sou um satélite e não um planeta anão?
Sr. Sol- Isso vais ter de perguntar ao Sr. Universo.
Sr. Universo- Pois quando fui criado achei-te demasiado pequena para um planeta. Então fiz-te um Satélite da Terra e as tuas setenta irmãs levei para Júpiter.
Sr. Sol- E eu, porque estou nesta galáxia tão grande?

Sr. Universo- Ah… eu sinceramente achei-te demasiado luminoso. Então, para não incomodares as minhas filhas, as galáxias, pus-te numa galáxia grande para a luz se manter apenas na tua galáxia.
Sra. Lua- Porque tenho eu um lado negro?
Sr. Universo- Isso é porque…
Sr. Sol- Deixa-me interromper. Isso também tem a ver comigo. Eu achei-te muito feia quando te vi. Então neguei-te a luz, mas o Sr. Universo disse que te tinha de iluminar pelo menos metade. Então, contrariado, obedeci.
Sra. Lua- Muito obrigado por virem.
Sr. Sol e Universo- Nós é que agradecemos. Ficamos a saber mais sobre nós e sobre os outros que nos rodeiam.
Sra. Lua- Espero que tenham um bom resto de dia ou noite.
Entrevistador- Vocês é que fizeram a entrevista. Eu não fiz nada aqui, mas obrigado por terem vindo e até à próxima.

Hugo Silva, 7.º A






quarta-feira, 6 de novembro de 2019




A respiração de novembro verde e fria
Incha os cedros azuis e as trepadeiras
E o vento inquieta com longínquos desastres
A folhagem cerrada das roseiras.

Sophia de Mello Breyner Andresen | "Antologia", pág. 203 | Círculo de Poesia Moraes Editores, 3ª. edição, 1975











SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN LEMBRADA NO DIA EM QUE COMPLETARIA CEM ANOS


A poeta, que abominava o termo poetisa, por o achar depreciativo, nasceu no Porto, a 06 de novembro de 1919 - faria hoje 100 anos -, e os nossos alunos homenagearam a sua memória e a sua obra, lendo alguns dos seus poemas às turmas, na nossa escola. Um enorme agradecimento a todos eles.
David Andrade- 7ºE
Dominic Chapman – 7.ºA
José Jesus- 7ºE
Laura Bubashvili – 7.ºA
Lia Barreiros – 7ºA
Lucas Afonso- 7.ºE
Keily Rausseo – 7.ºA
Frederica Esteves – 7.ºF
Dária Lupulescu - 9.ºA
Carlota Nascimento – 9.ºA
Catarina Vieira – 9.ºA
Matilde Cidrais - 9.ºA
Miguel Mota - 9.ºA






Escrita criativa

Adjetivos precisam-se…

-1.ª frase: Ainda é cedo, mas o relógio ferrugento da sala rompe o silêncio com o seu grito asmático, abafado pelos da vizinha a reclamar.

-2.ª frase: Quando entro pelas portas daquela biblioteca maravilhosa e gigante, é como se entrasse para um labirinto do qual não quero sair.

-3.ª frase: Perdida, Raquel procura no céu escuro como breu, a estrela distante e cintilante que a levará a casa.

-4.ª frase: O meu amigo é confidente e leal, por isso nesta fase difícil da sua vida, vou sê-lo, tal como ele foi para mim.

-5.ª frase: A peúga colorida e às riscas é uma sobrevivente, pois mesmo perdida continua a lutar por encontrar a gaveta certa.


Trabalho realizado, no âmbito da disciplina de português, por Lia Barreiros, nº 16, 7º A.

100 anos de Sophia

"Pertenço à raça dos que percorrem o labirinto/sem nunca perderem o fio de linho da palavra”, escreveu Sophia no poema Creta. E é a sua palavra que é amplamente celebrada cem anos depois do nascimento desta poeta maior, a 6 de novembro de 1919.


terça-feira, 5 de novembro de 2019


Uma entrevista à nossa casa

A Terra existe há cerca de 4,5 mil milhões de anos. É a nossa única casa que temos e, embora sonhemos ir até ao infinito, será sempre o ponto de partida e de segurança desta grande aventura.
Entrevistador: Bom dia, Terra.
Terra: Peço desculpa pela intervenção, mas, embora para si seja de dia, para mim não é de dia nem de noite. Eu vivo num lusco-fusco eterno. Enquanto para si, europeu, é de dia, na América é de noite. Mas bom dia para si.
Entrevistador: Perdão pelo engano. Nunca se sentiu tonta de andar há tanto tempo à volta do Sol e ao mesmo tempo à volta de si mesma? A sua vida, digamos, é um carrossel de emoções.
Terra: Bom, antes de começar esta incrível aventura que começou há 4,5 mil milhões de anos, tentei encontrar as lojas a que chamam farmácias, para comprar os comprimidos para o enjoo. Só que nem os humanos nem ninguém existiam ainda, então embarquei nesta viagem. No início, vomitei tanto que Neptuno se passou comigo quando, um dia, sem querer, vomitei em cima dele e ele atirou-me um meteorito. Lá se foram os dinossauros!
Entrevistador: Aqui está a explicação para a extinção dos dinossauros! A senhora Terra está preocupada com o aquecimento global?
Terra: Muito. Não é por mim. Eu vou sobreviver. Sobrevivi à extinção dos dinossauros. Vocês, humanos, vão-se extinguir e estão a levar seres vivos inocentes convosco. Ainda há volta a dar, mas apressem-se, pois neste momento a camada de ozono está a ser destruída, o gelo a derreter e a vida a desaparecer deste planeta que sou.
Entrevistador: Muito obrigado pela sua participação, Senhora Terra.
Terra: Obrigada eu.
Entrevistador: Já sabem: cuidem da nossa casa, a Terra.

Trabalho realizado, no âmbito da disciplina de Português, por Lia Barreiros, turma 7ºA, nº 16.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019




                             Entrevista a Domenico Scarlatti

        Domenico Scarlatti foi um músico do século XVII/XVIII, do tempo Barroco, onde a música era sempre muito festiva, alegre e grandiosa.

          Entrevistador: Boa tarde, Sr. Domenico Scarlatti!
        Domenico Scarlatti: Boa tarde! Para ter uma ideia de com quem estou a falar, tenho uma pergunta: tem algum interesse pelo piano?
       Entrevistador: Por acaso, até tenho! Mas, por favor, deixe-me ser eu a fazer as perguntas!
       D.S.: Está bem.
       Entrevistador: O.K.! Ainda bem! Vamos finalmente começar! Quando iniciou o seu interesse pela música/piano?
       D.S.: Comecei a estudar piano aos seis anos e a compor aos vinte.
       Entrevistador: Quais são as suas datas de nascimento e de falecimento (isto é estranho perguntar numa entrevista)?
       D.S.: Nasci no ano de 1685 e faleci em 1757.
       Entrevistador: Como é que se "apresentou ao mundo"?
       D.S.: Foi por um amigo meu, também grande compositor, Franz Listz, que compôs a peça mais difícil do mundo para piano! Tiveram de mudar o estilo do piano para essa peça! Chama-se "Campagnnela". Ele apresentou-me num dos seus concertos.
      Entrevistador: Antes de me despedir, gostava de dizer que as suas peças são muito bonitas. Muito obrigado pela sua colaboração!
      D.S.: Eu é que agradeço o convite!
      Entrevistador: Assim, ficámos a  conhecer  mais sobre um compositor do tempo Barroco.


                                                                                                                       Domenic Chapman, 7.ºA



«Quando o amor que nos liga a alguém é assim tão genuíno, perante a chance de não mais vermos a materialização física da pessoa que amamos à nossa frente, sofremos num vazio difícil de descrever (…)» (p. 33)

«Mas não será o cancro uma doença tanto para aqueles que o têm como para aqueles que os veem sofrer com ela?», diz-nos o autor no início do livro.
André Fernandes nasceu a 1 de fevereiro de 1991, em Lisboa. Aos 21 anos de idade, licenciou-se em Ciências da Comunicação através da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Um ano depois, publicou a sua primeira obra, "Tia Guida", um livro que fala sobre cancro, tanto para aqueles que o têm como para aqueles que os veem ter.

Tivemos o privilégio de receber o André na nossa escola, onde falou de uma forma despreconceituosa e cativante sobre esta doença. Obrigada, André, pela partilha, pelos riquíssimos e emocionantes momentos vividos connosco, pela ternura, pelo amor, pela experiência de vida...e sim...os dias devem ser vividos intensamente.





terça-feira, 29 de outubro de 2019

segunda-feira, 28 de outubro de 2019


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No entardecer da terra,
O sopro do longo outono
Amareleceu o chão.
Um vago vento erra,
Como um sonho mau num sono,
Na lívida solidão.

Soergue as folhas, e pousa
As folhas volve e revolve
Esvai-se ainda outra vez.
Mas a folha não repousa
E o vento lívido volve
E expira na lividez.

Eu já não sou quem era;
O que eu sonhei, morri-o;
E mesmo o que hoje sou
Amanhã direi: quem dera
Volver a sê-lo! mais frio.
O vento vago voltou.

Fernando Pessoa

Dia Internacional da Animação



A animação é uma arte que cria a ilusão de movimento através de uma sequência de imagens que exibem uma fase diferente de animação. A animação original era feita à mão mas atualmente a animação é feita principalmente por intermédio do computador, via CGI (Computer-generated imagery – imagens geradas por computador).

Foi a 28 de outubro de 1892 que se registou a primeira exibição de imagens animadas do mundo: a exibição do filme Pauvre Pierrot, por Emile Reynaud no seu teatro ótico, no Museu Grevin, em Paris.

Casa da Animação é quem organiza tradicionalmente as celebrações em Portugal.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019




A iniciativa Chá com Livros tem como objetivo criar um espaço de partilha de experiências e de leituras que,  de um  modo informal,  permitirá divulgar o gosto pelos livros através dos seus leitores mais apaixonados. Neste dia, encarregados educação trocarão impressões sobre os livros que mais os marcaram na sua vida pessoal.


sexta-feira, 18 de outubro de 2019


Decorreu, ontem, com sucesso, o encontro com o escritor David Machado, no auditório da nossa escola. Os alunos portaram-se bem e a escola agradece a todos aqueles que tornaram possível a realização desta atividade.






quarta-feira, 16 de outubro de 2019





Nas estantes os livros ficam
(até se dispersarem ou desfazerem)
enquanto tudo
passa. O pó acumula-se
e depois de limpo
torna a acumular-se
no cimo das lombadas.
Quando a cidade está suja
(obras, carros, poeiras)
o pó é mais negro e por vezes
espesso. Os livros ficam,
valem mais que tudo,
mas apesar do amor
(amor das coisas mudas
que sussurram)
e do cuidado doméstico
fica sempre, em baixo,
do lado oposto à lombada,
uma pequena marca negra
do pó nas páginas.
A marca faz parte dos livros.
Estão marcados. Nós também.

Pedro Mexia, in "Duplo Império"









Uma Casa Cheia de Livros

Os livros, esses animais sem pernas, mas com olhar, observam-nos mansos desde as prateleiras. Nós esquecemo-nos deles, habituamo-nos ao seu silêncio, mas eles não se esquecem de nós, não fazem uma pausa mínima na sua vigia, sentinelas até daquilo que não se vê. Desde as estantes ou pousados sem ordem sobre a mesa, os livros conseguem distinguir o que somos sem qualquer expressão porque eles sabem, eles existem sobretudo nesse nível transparente, nessa dimensão sussurrada. Os livros sabem mais do que nós mas, sem defesa, estão à nossa mercê. Podemos atirá-los à parede, podemos atirá-los ao ar, folhas a restolhar, ar, ar, e vê-los cair, duros e sérios, no chão.

(...) Os livros, esses animais opacos por fora, essas donzelas. Os livros caem do céu, fazem grandes linhas retas e, ao atingir o chão, explodem em silêncio. Tudo neles é absoluto, até as contradições em que tropeçam. E estão lá, aqui, a olhar-nos de todos os lados, a hipnotizar-nos por telepatia. Devemos-lhes tanto, até a loucura, até os pesadelos, até a esperança em todas as suas formas.

José Luís Peixoto, in Abraço




OS LIVROS

Apetece chamar-lhes irmãos,
tê-los ao colo,
afagá-los com as mãos,
abri-los de par em par,
ver o Pinóquio a rir
e o D. Quixote a sonhar,
e a Alice do outro lado
do espelho a inventar
um mundo de assombros
que dá gosto visitar.
Apetece chamar-lhes irmãos
e deixar brilhar os olhos

José Jorge Letria, Pela casa fora
1997




O David vem à escola

Encontro com o escritor David Machado, amanhã,
                     na nossa escola.



terça-feira, 15 de outubro de 2019

O poema duvidoso


Se te escrever um poema 
Qual vai ser tua reação,
Talvez um olhar ou um abrir do coração
Mas também o podes rasgar, rasgar sem compaixão 
Pois o amor dói
E não tem cura senão 
Uma amor correspondido, vivido.

                                                                                    Frederica Gomes, 7ºF

Olhares




Olho para os teu olhos verdes 
Verdes como duas esmeraldas
Esmeraldas cristalinas
Como as tua palavras.

Olho para o teu olhar castanho e profundo
Como a escuridão
Onde o teu sorriso
Realça o meu coração.

                                                   Frederica Gomes-7ºF