sexta-feira, 29 de maio de 2026
Projeto Latitude
Vamos mudar de Escola!
terça-feira, 26 de maio de 2026
IV Encontro da Rede de Bibliotecas do Baixo Guadiana
sábado, 23 de maio de 2026
VAMOS MUDAR DE ESCOLA!!!
Mais um dia na Rádio Gilão
quinta-feira, 21 de maio de 2026
quarta-feira, 20 de maio de 2026
terça-feira, 19 de maio de 2026
Projeto LATITUDE
Para comemorarmos o dia Mundial da Língua Portuguesa, construímos este padlet, para o visionarem é
só clicarem no link para o acesso abaixo:
Dia Mundial da Língua Portuguesa
Informamos que estamos a colaborar com 5 Agrupamentos: AE Vale Aveiras; AE Pombal; AE Santa Maria da Feira; AE S.Jorge e EPE Suiça.
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Dia da Espiga
O Dia da Espiga é uma tradição popular portuguesa celebrada na quinta-feira da Ascensão, quarenta dias depois da Páscoa. Neste dia, muitas pessoas vão ao campo apanhar um ramo chamado “espiga”, composto por várias plantas e flores, como trigo, papoilas, malmequeres e ramos de oliveira. Cada elemento do ramo tem um significado especial: o trigo representa o pão e a abundância, a oliveira simboliza a paz, e as flores trazem alegria e felicidade. Esta tradição está ligada à natureza, à agricultura e à esperança de boas colheitas. Antigamente, era também um dia de convívio entre famílias e amigos, que aproveitavam para fazer piqueniques ao ar livre. O Dia da Espiga continua a ser celebrado em muitas regiões de Portugal, ajudando a manter vivas as tradições e a ligação entre as pessoas e a natureza. Para simbolizar este dia a Biblioteca fez uma pequena exposição e alguns alunos pintaram desenhos.
quinta-feira, 7 de maio de 2026
quarta-feira, 6 de maio de 2026
terça-feira, 5 de maio de 2026
domingo, 3 de maio de 2026
Dia da MÃE

POEMA À MÃE
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.
Tudo porque já não sou
o menino adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal…
Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade, Os amantes sem dinheiro, 1950 (1.ª edição)
Edição utilizada: Poesia, Lisboa, Assírio & Alvim, 2017






