segunda-feira, 26 de novembro de 2018


O Jardim
Consideremos o jardim, mundo de pequenas coisas,
calhaus, pétalas, folhas, dedos, línguas, sementes.
Sequências de convergências e divergências,
ordem e dispersões, transparência de estruturas,
pausas de areia e de água, fábulas minúsculas.

Geometria que respira errante e ritmada,
varandas verdes, direções de primavera,
ramos em que se regressa ao espaço azul,
curvas vagarosas, pulsações de uma ordem
composta pelo vento em sinuosas palmas.

Um murmúrio de omissões, um cântico do ócio.
Eu vou contigo, voz silenciosa, voz serena.
Sou uma pequena folha na felicidade do ar.
Durmo desperto, sigo estes meandros volúveis.
É aqui, é aqui que se renova a luz.

António Ramos Rosa, in "Volante Verde" 




sexta-feira, 23 de novembro de 2018

As férias de A a Z




Abri a porta apesar desta estar torta.
Bebi tanta Fanta que fiquei santa.
Comi a minha meia numa ceia.
Deitei-me na areia a apanhar ar mas fui apanhada pelo mar.
Encontrei no meio do meu sofá uma pá.
Fui visitar o meu avô ao hospital mas na maca encontrei um animal.
Ganhei uma viagem para Paris mas perdi o avião por um triz.
Havia uma galinha que saia todos os dias da casa da vizinha.
Ia ter com a Maria mas acabei como acabaria.
Lição para quê se mais ninguém a lê.
Molhei-me no ar sequei-me no mar.
Nada para fazer até me faz ter vontade de correr.
O cão do vizinho mordeu-me o focinho.
Paddel é comigo mas não recomendo a nenhum amigo.
Quis comprar o luar mas em vez disso trouxe o mar.
Ri tanto que até parecia um canto.
Saí para a rua numa noite com uma grande lua.
Tenho saudades de aí estar, mas não quero voltar.
Um dia fui comprar pão e ofereceram-me um cão.
Visitei um museu que era escuro como breu.
Xadrez é o jogo que mais gosto de jogar vezes e vezes sem parar.
Zanguei-me porque as férias acabaram e as aulas começaram.

                                                               Frederica, 6ºA

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

A MINHA AMIGA FLICKA

Procura esta aventura na tua Biblioteca!
Kenneth McLaughlin (Ken) é um pacato e sonhador rapaz de 10 anos que vive com a sua família num rancho do Wyoming. Após longos meses num colégio interno, Ken regressa a casa para as férias e reencontra as calmas e vastas paisagens que ele tanto adora e, sobretudo, os magníficos cavalos que a sua família cria e cuja liberdade ele tanto admira. 
O seu sonho é possuir um cavalo só seu, mas o pai, severo e autoritário, recusa-se a desperdiçar um dos seus valiosos animais - meio de sustentação da família - com um sonhador como o filho.             Uma história admirável e intemporal que, muito mais do que uma mera história de cavalos, é um inspirador relato do crescimento de um jovem e da sua busca de auto-confiança.

Uma trilogia moçambicana- MIA COUTO

"Mulheres de Cinza" é o primeiro livro de uma trilogia sobre os derradeiros dias do chamado Estado de Gaza, o segundo maior império em África dirigido por um africano. Ngungunyane (ou Gungunhane, como ficou conhecido pelos portugueses) foi o último de uma série de imperadores que governou metade do território de Moçambique. Derrotado em 1895 pelas forças portuguesas comandadas por Mouzinho de Albuquerque, Ngungunyane foi deportado para os Açores onde veio a morrer em 1906. Os seus restos mortais terão sido trasladados para Moçambique em 1985.
Existem, no entanto, versões que sugerem que não foram as ossadas do imperador que voltaram dentro da urna. Foram torrões de areia. Do grande adversário de Portugal restam areias recolhidas em solo português.

Esta narrativa é uma recreação ficcional inspirada em factos e personagens reais.



"A Espada e a Azagaia" é o segundo voluma da trilogia, onde se relata a guerra travada no Sul de Moçambique, no final do século XIX, entre Portugal e o Império de Gaza, e que teve como protagonistas Mouzinho de Albuquerque e Gungunhana.
Este volume termina com a vitória das tropas portuguesas em Coolela e Chaimite e a prisão de Gungunhana.

Estes dois volumes já estão disponíveis na tua Biblioteca!

LENDAS ALGARVIAS

Os algarvios Fernando Santos Graça, jornalista, e Ricardo Inácio, artista plástico, ambos naturais do concelho de Loulé, uniram-se para recriar as tradicionais lendas algarvias no livro «Lendas Algarvias», editado pela Arandis Editora.
Este livro de lendas é composto por 50 ilustrações inéditas da autoria de Ricardo Inácio, que dão um traço de modernidade aos textos tradicionais  recolhidos e coligidos por Fernando Santos Graça. Agora também disponível na nossa Biblioteca.

Uma nova aventura

Procura na tua Biblioteca "Uma aventura em Conímbriga"
O Professor Jorge convidou os nossos heróis a visitar as ruínas de Conímbriga e representarem algumas figuras romanas na recriação histórica que ali se realiza todos os anos. O Chico, como gladiador romano, ficou de defrontar o Dragão, também figurante de gladiador, e que, por sinal, além de ser chefe de uma quadrilha é também muito mal-encarado. A luta entre os dois gladiadores torna-se mais violenta e o João, que pensa que a luta está a ser mais a sério do que deveria ser, mandou uma pedrada ao Dragão, que não gostou nada e decidiu, no fim do combate, perseguir os nossos amigos para ajustar contas. 

Continua a ler para saberes mais sobre esta aventura!

Uma escola muito à frente

   Já temos aqui para ti...
"Uma escola muito à frente"
Autoras: Margarida Fonseca Santos
                        Maria João Lopo de Carvalho



Já imaginaste uma escola muito à frente, em que todas as tarefas são repartidas pelos professores, alunos e funcionários? Já imaginaste se tu e os teus colegas tivessem de ficar ao serviço do recreio, da papelaria, do bar? Ou até se dessem aulas aos alunos mais novos? Pois é isto que acontece na Escola Martim Moniz, isto e muito mais: uma chave mágica que a Mariana desencanta e que supostamente abre todas as portas, um exercício muito à frente sugerido pela professora de Português e que vai gerar a maior confusão; um beijo forçado durante um concerto dos Plátanos para causar ciúmes ao Manuel, um acidente que põe a família Machado toda em sobressalto; e a entrada em ação do António, o colega por quem o coração da Margarida vai palpitar. Porém, muito mais à frente ainda vai ser a rebelde Maria do Carmo, a filha do diretor da escola. Prepara-te para a conheceres e não te deixes ficar para trás!

Novos livros disponíveis na Biblioteca

Encontram-se prontos a ser lidos  dois livros novos de Ana Saldanha.
Aventura-te e leva-os contigo!




"Irlanda Verde e Laranja"
O Ulster é uma das quatro províncias da Irlanda. Queres descobrir esse país verde e laranja com a Cláudia e os amigos? Vem fazer esta viagem, onde, entre outras coisas, vais desvendar o mistério do homem do carro vermelho.
Boas leituras!




"A caminho de Santiago"
Acompanha a Cláudia e os seus amigos na peregrinação a terras de Santiago. Quem é o homem misterioso que lhes aparece em todo o lado? E quem anda a soar o alarme de incêndios pelos hotéis onde ficam os nossos amigos? Anda daí descobrir a resposta a esta e a outras perguntas!




2ºconcurso BOOK TRAILERS 2019

A Rede de Bibliotecas de Tavira leva a cabo um concurso de Book Trailers no Concelho de Tavira, com o principal objetivo de dinamizar e promover a leitura, a cultura e as Bibliotecas.
 Um book trailer é um vídeo curto que tem como objetivo apresentar de maneira breve e visual a atmosfera de um livro, sem mostrar a trama completa nem o desenlace, de maneira a sugerir e criar o interesse do leitor para ler aquele livro.

Quem pode participar?
Podem participar no concurso o público escolar e toda a comunidade em geral do concelho de Tavira. A participação pode ser individual ou, no máximo, uma equipa até 4 (quatro) elementos. 
Os candidatos, individualmente ou em equipa, apenas poderão apresentar um Book Trailer a concurso. O Book Trailer deve ser baseado num livro à escolha (ficção ou não);

 Prazo de entrega de trabalhos: 
Até 28 de fevereiro de 2019 

Apresentação dos trabalhos:
 O Book Trailer deverá ter uma duração mínima de 30 segundos e no máximo 2 minutos;  deve ser inédito e não poderá ter sido apresentado noutro concurso; poderá conter no máximo 2 (duas) imagens da obra (capa ou ilustrações do livro), sendo as restantes, obrigatoriamente, ou originais ou livres de direitos de autor, ou devidamente referenciadas;  

 Serão excluídos do concurso todos os Book Trailers que não apresentem os requisitos e as bases solicitadas, bem como os apresentados fora do prazo estipulado.

  Critérios de Seriação:
  Criatividade e inovação;  Qualidade artística (banda sonora e imagens);  Qualidade técnica (captação, edição e pós produção);  Argumento e realização; Correção linguística. 

Prémios
 Será premiado um vencedor por cada categoria:
Ensino Básico: 1.º Ciclo;
Ensino Básico: 2.º Ciclo; 
Ensino Básico:3.º Ciclo;
Ensino Secundário; 
 Público em Geral;
 Pode ser atribuída uma menção honrosa, por decisão do júri.  

Regulamento


A vida dos livros na biblioteca do meu pai


    Às vezes oiço sussurrar e acho que já sei de onde esses sussurros vêm…da biblioteca do meu pai.
     Há uns dias para cá comecei a investigar este caso e já tenho imensas teorias.
Muitas vezes quando passo pela biblioteca dele oiço bichanar. Acho que são os livros!  Quando o meu pai ou eu pegamos num deles calam-se… já percebi tudo!
    Quando saímos de casa começam a falar , falar e a falar… há dias em que devem fazer festas, pois chegamos a casa e há vestígios de batata frita no chão. Ainda há pouco tempo me desapareceu um pacote de batatas fritas. Aqui há coisa!!!
    Ou então, quando saímos de casa também podem sair dos sítios e moverem-se; é por isso que o meu pai, às vezes, não sabe de alguns, que devem ficar a dormir por aí em qualquer lado. Sim, a dormir, ou acham que eles à noite descansam? Não, não, eles ficam a murmurar a noite toda e a beber o seu chazinho, que é o pó que anda no ar. Pois… assim é que eu acordo à noite.
     Temos aqui um grande mistério, mas por agora não sei mais nada. Para o ano já devo ter mais pistas e depois contar-vos-ei a todos, até à professora.
Assim acabo esta história, com uns “pozinhos de perlimpimpim”e a história terminou aqui .
                                                                               Luísa José/6ºC
 

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Trabalhos elaborados  pelos alunos do 5.º ano (5.º C, E e F) no âmbito da Disciplina de História e Geografia de Portugal. Nesta atividade, foram usados materiais recicláveis. 








quinta-feira, 15 de novembro de 2018

AS PALAVRAS




Transformo-as à noite

Faço delas nuvens

Caem durante o dia

Em pequenas gotas azuis.

Precisam de ser tratadas

Para as dizermos com carinho,

Muitas chegam frias e congeladas

Em solidão sozinhas e abandonadas,

Sem qualquer razão.


                                                                        Maria Inês- 6ºA

sexta-feira, 9 de novembro de 2018





LUA ADVERSA

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua…
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua…)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua…
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu…

Cecília Meireles

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Canção de Outono

Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?
E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando àqueles
que não se levantarão…
Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
– a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão…
Cecília Meireles

Ação do Projeto Ecovalor




No dia 31 de outubro, quatro turmas do 4º ano assistiram a uma palestra de sensibilização para a separação dos lixos, realçando a importância da reciclagem. Foram realizados jogos em equipas com o objetivo de aprenderem a colocar o lixo no respetivo ecoponto.


A professora coordenadora da Biblioteca, Isabel Pinheiro, leu a alguns alunos o livro de José Fanha, "O dia em que o mar desapareceu", livro recomendado para apoio a projetos relacionados com a natureza/defesa do ambiente nos 3º, 4º de escolaridade. Trata-se de uma história com preocupações de educação ecológica e ambiental que conta o mau comportamento de uma horrorosa família de pássaros bisnaus que sujam a praia e o mar e fazem com que o mar fique triste e desapareça.  No final, o mar salva-se da poluição e volta a ser o maravilhoso mar que todos conhecemos.

domingo, 4 de novembro de 2018


TEXTO SOBRE O DIA DE LOS MUERTOS

No México, celebra-se no dia 1 e 2 de novembro o “Día de Los Muertos”. Na nossa escola, Escola Básica D. Manuel I – Tavira, foi feita uma exposição alusiva a este tema e cuja finalidade é dar a conhecer à comunidade escolar a tradição mexicana.
No ano de 2015, foi filmado no México, o desfile do “Día de los Muertos” que apareceu no início do filme “Spectre 007” de James Bond, que se celebra no dia 1 e 2 de novembro. Segundo a tradição mexicana, no dia 1 descem as almas das pessoas adultas e no dia 2 de novembro descem as almas das crianças. Neste mesmo ano, a Unesco decretou esta festa como Património Imaterial da Humanidade.
 De acordo com a tradição mexicana, nestes dias fazem-se três tipos de altares diferentes. O altar em casa que tem três degraus e é o que está representado no centro da mesa da nossa escola, o altar do cemitério que tem sete degraus e o altar tzompantli, que era feito antigamente pelos aztecas, cuja estrutura era feita em madeira e que prestava homenagem ao senhor do Inframundo (Diabo). Este altar era feito com os crânios dos guerreiros que perdiam as batalhas e que depois dos aztecas lhes tirarem o escalpe colocavam os crânios nestes altares em fila. Atualmente, este altar é feito no Zocalo, frente à Camara Municipal da cidade do México, cuja estrutura é feita em aço e os crânios não são verdadeiros. Seguidamente, temos também representado neste altar dois esqueletos aztecas que transportam para o altar tzompantli dois crânios. Eles faziam isto para prestar homenagem ao seu Deus mas também para pedir proteção para as suas colheitas.
O outro altar está decorado com velas, flores, comida, foto, a caveira tipicamente mexicana, o sal e o arco. No último degrau coloca-se sempre um arco feito com as flores de Cempasúchil que representa a ultima etapa, ou seja, para os mexicanos a alma da pessoa que morreu tem que passar por 7 etapas diferentes até estar totalmente purificada. Quando chega ao último degrau significa que a alma está pronta para fazer a passagem de um mundo para o outro.
As flores de Cempasúchil assim como as velas servem para iluminar e indicar o caminho desde o altar feito no cemitério até ao altar de casa e vice-versa. A fotografia que é posta no último degrau junto do arco serve para recordar a pessoa que faleceu porque se não for colocada no altar depois de a pessoa ter morrido e passar para o reino dos mortos ela é totalmente esquecida. O sal serve para purificar o local e não corromper a alma do defunto quando ela desça à terra. A caveira tem um significado especial para os mexicanos, pois, ela não representa a morte mas sim a longevidade. No México quando se oferece uma caveira a alguém estamos a desejar-lhe uma longa vida. Existem caveiras de todo tipo, de cerâmica, de chocolate e de pasta de açúcar. As últimas são comestíveis mas têm o mesmo significado. No altar também se coloca a comida que o morto mais gostava para lhe prestar homenagem.
A Catrina representa a morte, mas também é a representação caricaturesca da mulher da alta sociedade do final do século XIX princípios do século XX que passeava pelas principais ruas das Avenidas do México na parte da tarde, com vestidos de rendas e um chapéu com flores e duas penas de avestruz. O nome Catrina provém do nome Catrin que significa mulher bem vestida, elegante, distinguida.

Professora Olívia Valente















sexta-feira, 2 de novembro de 2018



«Quando o amor que nos liga a alguém é assim tão genuíno, perante a chance de não mais vermos a materialização física da pessoa que amamos à nossa frente, sofremos num vazio difícil de descrever (…)» (p. 33)

«Mas não será o cancro uma doença tanto para aqueles que o têm como para aqueles que os veem sofrer com ela?», diz-nos o autor no início do livro.


André Fernandes nasceu a 1 de fevereiro de 1991, em Lisboa. Aos 21 anos de idade, licenciou-se em Ciências da Comunicação através da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Um ano depois, publicou a sua primeira obra, "Tia Guida", um livro que fala sobre cancro, tanto para aqueles que o têm como para aqueles que os veem ter.
Tivemos o privilégio de receber o André na nossa escola, onde falou de uma forma despreconceituosa e cativante sobre esta doença.  Obrigada, André, pela partilha, pelos riquíssimos e emocionantes momentos vividos connosco, pela ternura, pelo amor, pela experiência de vida...e sim...os dias devem ser vividos intensamente.




segunda-feira, 29 de outubro de 2018




28 DE OUTUBRO - DIA MUNDIAL DA TERCEIRA IDADE

A existência, em Portugal, de um dia dedicado à Terceira Idade, tem como fim chamar a atenção para a situação financeira, social e afetiva em que vive a maior parte dos cidadãos desta faixa etária. Embora uma pequena parcela da população idosa aufira rendimentos suficientes para levar uma existência minimamente aceitável, a maioria passa bastantes dificuldades, competindo aos filhos suprir as necessidades económicas dos pais idosos e, sobretudo, distribuir-lhes carinho idêntico àquele que deles receberam enquanto foram jovens. As crianças, por sua vez, deverão respeitar e valorizar o papel dos avós na vida familiar. Socialmente, nada há mais triste que abandonar idosos em lares, não permitindo a cooperação e a partilha de saberes entre as diferentes gerações. Conta-se que, há muitos anos, numa terra longínqua, sempre que alguém atingia uma idade avançada, o seu filho entregava-lhe um cobertor e abandonava-o num monte, onde ficava a aguardar a morte. Certo dia, um idoso, ao chegar a sua vez de ser deixado no referido monte, devolveu o cobertor ao filho, dizendo-lhe: "fica com ele, assim já terás dois cobertores para te aqueceres quando também chegar a tua vez de para aqui vires". Só então o filho se apercebeu de quão terrível era aquele costume e trouxe o pai de volta ao seio familiar.








quinta-feira, 25 de outubro de 2018

As letras também se comem

                                       DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO -16/10/2018

O Dia Mundial da Alimentação celebra-se anualmente a 16 de outubro, o dia da fundação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, em 1945.
A Biblioteca associou-se a esta efeméride, contando a história "Eu nunca na vida comerei tomate", da autoria de Lauren Child . Estiveram presentes três turmas do 3º ano, que ouviram atentamente a história da pequena Lola que, tal como muitos meninos da sua idade, não é uma criança fácil na hora das refeições. Mas Charlie, o seu irmão mais velho, dá a volta à situação!  Lola faz birras e não gosta nada de comer ervilhas, cenouras, batatas, cogumelos, esparguete, ovos e salsichas estão fora de questão e diz que nunca na vida comerá tomate! Na hora da refeição, o paciente irmão vai juntar uma boa dose de imaginação a cada alimento, para tentar dar a volta à esquisitinha Lola. 


A aluna Bárbara Trindade, do 3ºC, escreveu um texto, do qual retiramos este precioso testemunho. Parabéns, Bárbara! Esperamos-te na próxima aventura...


             No dia 16 de outubro fui à biblioteca da minha escola.
          Lá, eu e os meus colegas de turma ouvimos a história “ Eu nunca na vida comerei tomate” que falava sobre dois irmãos, o Charlie e a Lola. Quem nos contou a história foi a professora Isabel Pinheiro.
          A menina Lola não gostava de comer alguns alimentos saudáveis. Então, o Charlie engendrou um plano para a irmã começar a comê-los.
(... )Naquele dia, a menina comeu todos os alimentos saudáveis que o irmão lhe deu e gostou. Entretanto… a história acabou.
          A seguir, fomos escrever, numa tabela, alguns alimentos saudáveis e alguns alimentos não saudáveis. Também descobrimos nomes de frutas e de legumes em sopa de letras. Por fim, provámos todos os alimentos que o Charlie deu a provar à Lola.
            Adorei esse dia! Foi fantástico!”

                                                                                       Bárbara Trindade - DM-3C