quinta-feira, 16 de setembro de 2010

adivinha quem vem contar...




O irmão da Inês, a mãe do Guilherme, a mãe do Nuno, a mãe da Alice, a mãe do Rúben, a mãe da Mariana, a tia da Carolina e a mãe da Ana Catarina vieram à biblioteca da nossa escolar para lerem e contarem histórias, ao longo do ano lectivo passado. Gostámos tanto que queremos mais!!!
Pede a alguém da tua família para vir este ano.
Quem será o próximo a vir ler ou contar uma história?
Vamos tentar adivinhar…

A Biblioteca continuará com o projecto iniciado no ano lectivo transacto "ADIVINHA QUEM VEM CONTAR..." mas para que assim seja precisa de colaboradores...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

trilho de contadores


Conheces alguém que goste e saiba contar histórias?
Convida-o a vir à nossa biblioteca para nos ler ou contar uma história. Pode ser um amigo, o professor de natação, a vizinha do 2º andar, a amiga da tua avó, a professora de ballet, uma amiga do grupo de escuteiros…
Quem aceitará o convite?
Quem será o primeiro a entrar neste trilho de contadores?


O DESAFIO ESTÁ LANÇADO!

ler jornais é saber mais


A Biblioteca Escolar , como centro de recursos educativos, não se limita a livros e computadores; assim, de modo a oferecer a toda a comunidade escolar ferramentas que possam contribuir para a sua formação e informação, este nosso "canto" disponibiliza alguns jornais e revistas. Para consulta local ou domiciliária dispomos do Jornal de Letras, Postal do Algarve, Jornal do Baixo Guadiana, revista Visão, Blitz, Fórum Estudante, Courier Internacional, Noesis e as recém-chegadas National Geographic, Amiguinho e Zona Y. Brevemente, muito brevemente, aumentaremos esta lista com as revistas Visão Júnior e Exame Informática.
É sempre um bom pretexto para nos visitares!!

domingo, 12 de setembro de 2010

conta-me histórias...em Beja

Durante três dias, as histórias serão as protagonistas de um encontro de narradores, em Beja...É a XI Edição das Palavras Andarilhas, de 16 a 18 de Setembro.
Tudo isto começou por ser um encontro de narração oral, inspirado na Maratón de Cuentos de Guadalajara, mas foi integrando outras áreas: escrita criativa, ilustração, animação do livro e da leitura...e cresceu!Agora, as Palavras Andarilhas são "uma festa da palavra falada e escrita, que chega a milhares de pessoas", diz Cristina Taquelim, da Biblioteca Municipal de Beja e uma das organizadoras do evento.


Programa aqui

terça-feira, 7 de setembro de 2010

sempre foi assim





Sempre foi assim

Corre, corre meu menino
estica o peito para a frente
mete pernas ao caminho
meu dezreizinhos de gente
e até mais ver

Mete pernas pelo mundo
escreve de terras distantes
um postal de vez em quando
p´ra lembrar como era dantes
e até mais ver

Anda comigo
e já vais ver que não te minto
quando digo
que já sinto
o que vai ser
em nós diferente

Sempre foi assim
dizem
sempre foi assim
sempre foi assim
mas está a ser diferente.
SÉRGIO GODINHO

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Um Dia Na Praia

"UM DIA NA PRAIA", de Bernardo Carvalho, Planeta Tangerina.


Há muitas maneiras de contar uma história. E uma delas é sem palavras, em silêncio, ouvindo apenas o som do mar e o murmurar da imaginação.
Neste livro, as imagens acompanham os gestos de uma dia na praia que acabou de forma totalmente inesperada...

PROCURA-O NA TUA BIBLIOTECA

domingo, 29 de agosto de 2010

em dia de algum aniversário


Pequeno Poema

Quando eu nasci,

ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias,

nem o Sol escureceu

nem houve estrelas a mais...

Somente,

esquecida das dores,

a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,

não houve nada de novo

senão eu.

As nuvens não se espantaram,

não enlouqueceu ninguém...

para que o dia fosse enorme,

bastava

toda a ternura que olhava

nos olhos de minha mãe.




SEBASTIÃO DA GAMA

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Há-de flutuar uma cidade




Há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu... como seriam felizes as mulheres
à beira mar debruçadas para a luz caiada
remendando o pano das velas espiando o mar
e a longitude do amor embarcado

por vezes
uma gaivota pousava nas águas
outras era o sol que cegava
e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite
os dias lentíssimos... sem ninguém

e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta... dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua
assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão

(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)

um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade.

Al Berto

este é um fogo que arde e que se vê...


A propósito das árvores que por aí ardem, lembrei-me de "Horto de incêndio", de Al Berto, último livro de poesia publicado. O poeta morreria a 13 de Junho de 1997, no ano da sua publicação.

"A poesia tem-me levado ao despojamento daquilo que é lixo e me atrapalha a vida. Cada vez mais me parece que a poesia é a única linguagem capaz de atingir o rosto de um deus e feri-lo moralmente, nem que fosse por um milésimo de segundo"

Al Berto


In HABLAR/Falar de Poesia,nº1 - 1997

domingo, 1 de agosto de 2010

exibicionismo


exibicionismo

essa vontade
que eu tinha
de nas águas
te perder…
para depois
te pescar
à linha,
com muita
gente a ver.

Luís Pignatelli (1935-1993)

domingo, 25 de julho de 2010

vá a banhos e leve um livro


FEIRA DO LIVRO, EM TAVIRA

Decorre até dia 3 de Agosto, das 20h às 24h, no Jardim do Coreto, junto à Praça da Ribeira, mais uma edição da Feira do Livro. Aproveite e leve aquele livro que há muito tempo desejava ler, pois por lá abundam livros que já não se encontram nos circuitos normais...

domingo, 18 de julho de 2010

em tempo de "pic-nics"...


Naquele “pic-nic” de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão de bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, indo o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos
E pão de ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!


CESÁRIO VERDE - 1855/1886

UMA PRENDA BOA





A livraria Book-it, no Centro Comercial Gran Plaza de Tavira, ofereceu à nossa Biblioteca alguns livros, como tinha já assumido esse compromisso aquando da sua colaboração no Cantinho da Leitura que decorreu no 1º aniversário do Centro Comercial.
Da generosa lista constam os títulos das imagens, assim como:
"Não me mexas"e "Hora do Banho", de Francesc Rovira
"Os dinosssauros" ; "A recolha do lixo" ; "O jardim de infância" - Colecção Despertar, da Editora Verbo

sábado, 17 de julho de 2010

A BE/CRE AGRADECE AO 7ºE

A Be/Cre agradece ao 7ºE e à sua professora de Língua Portuguesa a iniciativa, organização e realização da Feira do Livro Usado que decorreu em Tavira durante a Semana da Juventude, cuja receita reverteu integralmente para a Biblioteca Escolar, o que permitirá a aquisição de novos materiais (livros, dvd´s, cd´s...).
Num singelo gesto de agradecimento foi oferecido a cada aluno um diploma, que poderá ser arquivado para mais tarde relembrar tão nobre iniciativa...

domingo, 11 de julho de 2010

toda a gente sabe que a noite é longa...


Não há motivo para te importunar a meio da noite,
como não há leite no frigorífico, nem um limite
traçado para a solidão doméstica.

Tudo desaparece. Nada desaparece. Tudo desaparece
antes de ser dito e tu queres dormir descansada. Tens
direito a um subsídio de paz.

Se eu escrever um poema, esse não é motivo para te
importunar. Eu escrevo muitos poemas e tu trabalhas
de manhã cedo.

Toda a gente sabe que a noite é longa. Não tenho o
o direito de telefonar para te dizer isso, apesar dessa
evidência me matar agora.

E morro, mas não morro. Se morresse, perguntavas:
porque não me telefonaste? Se telefonasse, perguntavas:
sabes que horas são?

Ou não atendias. E eu ficava aqui. Com a noite ainda
mais comprida, com a insónia, com as palavras
a despegarem-se dos pesadelos.


José Luís Peixoto
-Gaveta de Papéis - 2008


Música: Nine Inch Nails - Ghosts I ;

Personagens:Vítor Costa e Daniela Gigante

A ESCRITA É O DESCONHECIDO


"A escrita é o desconhecido. Antes de escrever não sabemos nada acerca do que vamos escrever. Com toda a lucidez.
É o desconhecido de nós mesmos, da nossa cabeça, do nosso corpo. Não é sequer uma reflexão, escrever é uma espécie de faculdade que temos ao lado da nossa pessoa, paralelamente a ela, de uma outra pessoa que aparece e que avança, invisível, dotada de pensamento, de cólera, e que, por vezes, pelos seus próprios factos, está em perigo de perder a vida.
Se soubéssemos alguma coisa do que vamos escrever, antes de o fazer, antes de escrever, nunca escreveríamos. Não valeria a pena.
Escrever é tentar saber aquilo que escreveríamos se escrevêssemos - só o sabemos depois - antes, é a interrogação mais perigosa que nos podemos fazer. Mas é também a mais corrente. "

Marguerite Duras, in "Escrever"