terça-feira, 22 de abril de 2014


Fnac oferece contos inéditos de João Tordo no Dia Mundial do Livro

A Fnac escolheu simbolicamente o Dia Mundial do Livro para lançar o novo site da Estante, a nova revista para apaixonados por livros.
No site, e apenas durante o dia de quarta-feira (dia 23), vão estar disponíveis quatro livros para download, entre os quais dois contos inéditos e exclusivos de João Tordo e ainda os «Contos», de Eça de Queirós.
Amanhã, exclusivamente, a FNAC vai permitir a todos os que visitem o novo site da Estante, descarregarem quatro livros de forma gratuita:

- «Contos», de Eça de Queirós;
- «História Alegre de Portugal», de Manuel Pinheiro Chagas
- «O Outro», conto inédito e exclusivo de João Tordo
- «A Quinceañera», conto inédito e exclusivo de João Tordo

O novo site da Estante terá todos os conteúdos da revista impressa em formato digital e tem como principal objetivo fazer chegar este novo mundo dos livros a toda a comunidade lusófona, no ano em que se celebram os 800 anos da Língua Portuguesa (tema de capa da primeira edição da revista).

«O nosso objetivo, hoje e sempre, é a promoção dos livros, da literatura portuguesa e da Língua Portuguesa, tanto a nível nacional, como além-fronteiras. Não quisemos que este projeto se ficasse apenas pelo papel porque a nossa intenção é que todos possam ter acesso aos conteúdos originais da nossa Estante», explica Jorge Guerra e Paz, responsável de Marketing e Comunicação Cultural da FNAC em Portugal.
A Estante é um projeto pioneiro da FNAC a nível mundial, com periodicidade trimestral, e cuja primeira edição (gratuita) já se encontra disponível em todas as FNAC do país.

Disponível a partir do dia 23 de abril em www.revistaestante.fnac.pt

sexta-feira, 18 de abril de 2014


O VÍCIO DE LER

O vício de ler tudo o que me caísse nas mãos ocupava o meu tempo livre e quase todo o das aulas. Podia recitar poemas completos do repertório popular que nessa altura eram de uso corrente na Colômbia, e os mais belos do Século de Ouro e do romantismo espanhóis, muitos deles aprendidos nos próprios textos do colégio. Estes conhecimentos extemporâneos na minha idade exasperavam os professores, pois cada vez que me faziam na aula qualquer pergunta difícil, respondia-lhes com uma citação literária ou com alguma ideia livresca que eles não estavam em condições de avaliar. O padre Mejia disse: «É um garoto afetado», para não dizer insuportável. Nunca tive que forçar a memória, pois os poemas e alguns trechos de boa prosa clássica ficavam-me gravados em três ou quatro releituras. Ganhei do padre prefeito a primeira caneta de tinta permanente que tive porque lhe recitei sem erros as cinquenta e sete décimas de «A vertigem», de Gaspar Núnez de Arce.
Lia nas aulas, com o livro aberto em cima dos joelhos e com tal descaramento que a minha impunidade só parecia possível devido à cumplicidade dos professores. A única coisa que não consegui com as minhas astúcias bem rimadas foi que me perdoassem a missa diária às sete da manhã. Além de escrever as minhas tolices, era solista no coro, desenhava caricaturas cómicas, recitava poemas nas sessões solenes e tantas coisas mais fora de horas e de lugar que ninguém entendia a que horas estudava. A razão era a mais simples: não estudava.
No meio de tanto dinamismo supérfluo, ainda não entendo por que razão os professores se interessavam tanto por mim sem barafustar com a minha má ortografia. Ao contrário da minha mãe, que escondia do meu pai algumas das minhas cartas para o manter vivo e outras mas devolvia corrigidas e às vezes com os parabéns por certos progressos gramaticais e o bom uso das palavras. Mas ao fim de dois anos não houve melhorias à vista. Hoje o meu problema continua a ser o mesmo: nunca consegui entender por que se admitem letras mudas ou duas letras diferentes com o mesmo som e tantas outras normas sem razão.

Gabriel García Marquez, in Viver para Contá-la




VÃO SER ANOS DE SOLIDÃO

Morreu Gabriel García Márquez. Provocou um terramoto com "Cem anos de solidão" e volta a causá-lo agora que a doença o venceu.
Nasceu na Colômbia e morreu no México. Gabriel García Márquez, Nobel da Literatura em 1982, sofria de problemas respiratórios há vários anos. Esta quinta-feira, aos 87 anos, já não resistiu. Vão ser anos de solidão: não haverá mais livros novos dele para nos acompanhar. Como não houve nos últimos 10 anos.

quarta-feira, 16 de abril de 2014


ESTE LIVRO

Este livro. Passa um dedo pela página, sente o papel
como se sentisses a pele do meu corpo, o meu rosto.

Este livro tem palavras. Esquece as palavras por
momentos. O que temos para dizer não pode ser dito.

Sente o peso deste livro. O peso da minha mão sobre
a tua. Damos as mãos quando seguras este livro.

Não me perguntes quem sou. Não me perguntes nada.
Eu não sei responder a todas as perguntas do mundo.

Pousa os lábios sobre a página. Pousa os lábios sobre
o papel. Devagar, muito devagar. Vamos beijar-nos.



José Luís Peixoto

segunda-feira, 14 de abril de 2014

PORCÃO



Porcão
É Porcão mas não é porco nem cão. É muito invejado pelas porcas e cadelas. Gosta de viver em casa e fora dela. Quando há comida nada lhe escapa, já para não falar das suas folgas. Gosta de correr mas não é rápido. Imagina só! Estar na rua e encontrar um Porcão a correr, ficarás com a boca aberta! 
 Gonçalo Machado, 6ºE


 

TARTAVALA-MARINHO



                                 Tartavala-marinho
Metade tartaruga/metade cavalo-marinho.
A tartavala-marinho come muitas algas e vive no mar.
A tartavala-marinho tem a cauda pequena, a cabeça grande, as patas enormes e uma carapaça muito dura.
A tartavala gosta de muita água, gosta de brincar com os irmãos que também são tartavalos-marinhos.
Sofia -6ºD

DRAGITÁRIO



                                         O Dragitário
O Dragitário mata cavaleiros, voa até ao fim do mundo e nada até muito fundo. É forte, atira flechas e tem uma cauda longuíssima, que usa como espada.
Santiago Bucho, 6D

BUFÁGUIA



O bufáguia

O meu animal é enorme, é como se fosse … Uma águia multiplicada por quatro: é a bufáguia.
O bufáguia come zebras, girafas e outros animais da selva,exceto os que são iguais a si. Ele tem um nariz um pouco achatado, tem asas com mais de quatro metros, quatro pernas gordas, pêlos na cabeça e penas no resto do corpo.
O que gosta mais de fazer é caçar, embora a sua dimensão não facilite.

João Lopes Monteiro-  6º D

quinta-feira, 10 de abril de 2014

PINGOLA, PESCOÇO EM GOLA....


O Pingola é um pinguim com o pescoço em forma de gola. Tem cerca de quarenta centímetros de altura e pesa cerca de dez kg. Seu pelo é branco e preto e até os há verde ou roxa. Come pes-se-lã e faz sete refeições por dia.                  
Vive na Antártida numa planície chamada Pingo- Nádia.
Gosta de nadar nas águas frias da Pingo- Nádia.
Ao domingo à tarde joga futebol com os outros pingolas e de manhã gosta de apanhar banhos de sol. 
DANIELA VITÓRIA, 6ºC