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domingo, 25 de abril de 2021

25 de abril, o meu Tesouro

Depois de ouvirem esta história, os alunos do 5ºB também quiseram escrever sobre este Tesouro, a Liberdade.


 25 de abril é o dia da Liberdade,

Antes não podiam dizer a verdade.

A régua era o pior pesadelo das crianças,

Naquela altura não faziam tantas danças.


As cartas as mulheres tinham de mostrar,

Para Salazar não as confrontar.

As mulheres, calças não podiam usar,

Para o governo não envergonhar.


Os homens tinham de a guerra enfrentar,

Para não chatear Oliveira Salazar.

Os homens as espingardas tinham de levar,

Para a António Salazar não contrariar.

Afonso Leal e Inês Rodrigues- 5ºB




Vivia-se num mundo Cinzento,

Governado por António de Oliveira Salazar,

Com as suas regras injustas,

Quase nem se podia falar.


Neste país de Ditadura,

Onde nada se podia fazer,

Bastava comprar uma Coca-Cola,

Vinha a pide para nos prender.


Foi no dia 25 de Abril de 1974,

Que se deu a grande revolução,

Os homens trocaram as balas,

Por cravos que ergueram na mão.


Passados 47 anos,

A poucos dias de festejar,

A descoberta deste tesouro,

Que fez este país mudar.


Passámos então,

A viver em Liberdade,

Com mais compreensão,

E cheios de felicidade.

Martim Mateus, 5ºB

terça-feira, 6 de setembro de 2011

NA BIBLIOTECA




O que não pode ser dito
guarda um silêncio
feito de primeiras palavras

diante do poema, que chega sempre
demasiadamente tarde,

quando já a incerteza
e o medo se consomem
em metros alexandrinos.
Na biblioteca, em cada livro,

em cada página sobre si
recolhida, às horas mortas em que
a casa se recolheu também
virada para o lado de dentro,

as palavras dormem talvez,
sílaba a sílaba,
o sono cego que dormiram as coisas
antes da chegada dos deuses.

Aí, onde não alcançam nem o poeta
nem a leitura,
o poema está só.
E, incapaz de suportar sozinho a vida, canta.



MANUEL ANTÓNIO PINA
Cuidados intensivos

segunda-feira, 25 de julho de 2011

já não é possível


Já tudo é tudo. A perfeição dos
deuses digere o próprio estômago.
O rio da morte corre para a nascente.
O que é feito das palavras senão as palavras?

O que é feito de nós senão
as palavras que nos fazem
Todas as coisas são perfeitas de
Nós até ao infinito, somos pois divinos.

Já não é possível dizer mais nada
mas também não é possível ficar calado.
Eis o verdadeiro rosto do poema.
Assim seja feito a mais e a menos.


manuel antónio pina
ainda não é o fim
nem o princípio do mundo
calma
é apenas um pouco tarde
erva daninha

1982

domingo, 20 de dezembro de 2009

O CAVALINHO DE PAU DO MENINO JESUS


Com a ironia e o talento a que Manuel António Pina nos habituou, este conto leva-nos, na companhia do Pai Natal, à gruta do Menino Jesus, onde somos impedidos de entrar por dois seguranças... os guardas dos Reis Magos. Sem desrespeitar o presépio nem tirar a magia ao Natal, o autor acrescenta-lhes humor... e um cavalinho de pau...
"O cavalinho de pau do Menino Jesus e outros contos", de António Manuel Pina- Porto Editora
Recomenda-se, pois então!