quinta-feira, 19 de novembro de 2015



O menino que escrevia versos


Mia Couto


De que vale ter voz
se só quando não falo é que me entendem?
De que vale acordar
se o que vivo é menos do que o que sonhei?

(VERSOS DO MENINO QUE FAZIA VERSOS)




— Ele escreve versos!
Apontou o filho, como se entregasse criminoso na esquadra. O médico levantou os olhos, por cima das lentes, com o esforço de alpinista em topo de montanha.
— Há antecedentes na família?
— Desculpe doutor?
O médico destrocou-se em tintins. Dona Serafina respondeu que não. O pai da criança, mecânico de nascença e preguiçoso por destino, nunca espreitara uma página. Lia motores, interpretava chaparias. Tratava bem, nunca lhe batera, mas a doçura mais requintada que conseguira tinha sido em noite de núpcias:
— Serafina, você hoje cheira a óleo Castrol.
Ela hoje até se comove com a comparação: perfume de igual qualidade qual outra mulher ousa sequer sonhar? Pobres que fossem esses dias, para ela, tinham sido lua-de-mel. Para ele, não fora senão período de rodagem. O filho fora confeccionado nesses namoros de unha suja, restos de combustível manchando o lençol. E oleosas  confissões de amor.
Tudo corria sem mais, a oficina mal dava para o pão e para a escola do miúdo. Mas eis que começaram a aparecer, pelos recantos da casa, papéis rabiscados com versos. O filho confessou, sem pestanejo, a autoria do feito.
— São meus versos, sim.
O pai logo sentenciara: havia que tirar o miúdo da escola. Aquilo era coisa de estudos a mais, perigosos contágios, más companhias. Pois o rapaz, em vez de se lançar no esfrega-refrega com as meninas, se acabrunhava nas penumbras e, pior ainda, escrevia versos. O que se passava: mariquice intelectual? Ou carburador entupido, avarias dessas que a vida do homem se queda em ponto morto?
Dona Serafina defendeu o filho e os estudos. O pai, conformado, exigiu: então, ele que fosse examinado.
— O médico que faça revisão geral, parte mecânica, parte eléctrica.
Queria tudo. Que se afinasse o sangue, calibrasse os pulmões e, sobretudo, lhe  espreitassem o nível do óleo na figadeira. Houvesse que pagar por sobressalentes, não importava. O que urgia era pôr cobro àquela vergonha familiar.
Olhos baixos, o médico escutou tudo, sem deixar de escrevinhar num papel. Aviava já a receita para poupança de tempo. Com enfado, o clínico se dirigiu ao menino:
— Dói-te alguma coisa?
—Dói-me a vida, doutor.
O doutor suspendeu a escrita. A resposta, sem dúvida, o surpreendera. Já Dona Serafina aproveitava o momento: Está a ver, doutor? Está ver? O médico voltou a erguer os olhos e a enfrentar o miúdo:
— E o que fazes quando te assaltam essas dores?
— O que melhor sei fazer, excelência.
— E o que é?
— É sonhar.
Serafina voltou à carga e desferiu uma chapada na nuca do filho. Não lembrava o que o pai lhe dissera sobre os sonhos? Que fosse sonhar longe! Mas o filho reagiu: longe, porquê? Perto, o sonho aleijaria alguém? O pai teria, sim, receio de sonho. E riu-se, acarinhando o braço da mãe.
O médico estranhou o miúdo. Custava a crer, visto a idade. Mas o moço, voz tímida, foi-se anunciando. Que ele, modéstia apartada, inventara sonhos desses que já nem há, só no antigamente, coisa de bradar à terra. Exemplificaria, para melhor crença. Mas nem chegou a começar. O doutor o interrompeu:
— Não tenho tempo, moço, isto aqui não é nenhuma clinica psiquiátrica.
A mãe, em desespero, pediu clemência. O doutor que desse ao menos uma vista de olhos pelo caderninho dos versos. A ver se ali catava o motivo de tão grave distúrbio. Contrafeito, o médico aceitou e guardou o manuscrito na gaveta. A mãe que viesse na próxima semana. E trouxesse o paciente.

Na semana seguinte, foram os últimos a ser atendidos. O médico, sisudo, taciturneou: o miúdo não teria, por acaso, mais versos? O menino não entendeu.
— Não continuas a escrever?
— Isto que faço não é escrever, doutor. Estou, sim, a viver. Tenho este pedaço de vida — disse, apontando um novo caderninho — quase a meio.
O médico chamou a mãe, à parte. Que aquilo era mais grave do que se poderia pensar. O menino carecia de internamento urgente.
— Não temos dinheiro — fungou a mãe entre soluços.
— Não importa — respondeu o doutor.
Que ele mesmo assumiria as despesas. E que seria ali mesmo, na sua clínica, que o menino seria sujeito a devido tratamento. E assim se procedeu.
Hoje quem visita o consultório raramente encontra o médico. Manhãs e tardes ele se senta num recanto do quarto onde está internado o menino. Quem passa pode escutar a voz pausada do filho do mecânico que vai lendo, verso a verso, o seu próprio coração. E o médico, abreviando silêncios:
— Não pare, meu filho. Continue lendo...


Mia Couto nasceu na Beira, em Moçambique, em 1955. Foi jornalista e atualmente é professor e biólogo. É sócio correspondente, eleito em 1998, da Academia Brasileira de Letras, sendo sexto ocupante da cadeira 5, que tem por patrono Dom Francisco de Sousa. Como biólogo, dirige a Avaliações de Impacto Ambiental, IMPACTO Lda., empresa que faz estudos de impacto ambiental, em Moçambique. Mia Couto tem realizado pesquisas em diversas áreas, concentrando-se na gestão de zonas costeiras. Além disso, é professor da cadeira de ecologia em diversos cursos da Universidade Eduardo Mondlane (UEM).




segunda-feira, 16 de novembro de 2015

NOVIDADES EDITORIAIS


E cá estamos…para mais leituras, mais histórias, mais poesia, mais magia…





Folhas Caídas, vindas a lume em abril de 1853, e Flores sem Fruto, publicadas dezasseis anos antes, espelham a conturbada interioridade do poeta, um ser dominado por sentimentos contraditórios, dividido entre a imagem ideal do amor e a turbulência da paixão sensual.
Os poemas destas duas coletâneas, imbuídos de uma vivência erótica até então nunca confessada, constituem um marco inovador na expressão do sentimento amoroso.



No alto da encosta do rochoso Monte Eskel, a família de Miri ganha o seu sustento a extrair pedra da própria montanha. Mas a vida de Miri mudará com a chegada da notícia de que a futura princesa será escolhida na pequena aldeia onde ela vive. Todas as raparigas elegíveis têm de frequentar uma academia improvisada, por forma a prepararem-se para a vida no palácio. Uma vez na escola, Miri vê-se a braços com uma concorrência feroz entre as raparigas e com os seus próprios desejos contraditórios para ser a escolhida. Contudo, quando o perigo espreita a academia, é Miri, que tem o nome de uma florzinha das montanhas, quem tem de descobrir uma maneira de salvar as colegas - e o futuro da sua querida aldeia.


Academia de Princesas é um romance fantástico e de aventuras, sobre a amizade, o amor e o valor da coragem. Este livro valeu a Shannon Hale o Prémio Newbery Honor, que distingue os melhores livros em língua inglesa dirigidos ao público juvenil.



O Conto da Ilha Desconhecida é um livro do escritor português José Saramago, lançado em 1997. É uma história na qual, em poucas páginas, o autor descreve metaforicamente o mundo, referindo também aspetos do ser humano, suas ambições e, em especial, as suas frustrações. Através desse texto o autor realiza também uma crítica à burocracia, logo no início de seu texto.
A obra retoma um mote caro a Fernando Pessoa: "Para viajar, basta existir". É quando o sonho e a imaginação tornam a aventura possível e a ficção é capaz de levar o homem daqui para ali, saindo ele do lugar ou não.
Trata-se de um homem que, depois de insistir muito, consegue do rei uma embarcação para procurar uma ilha que, segundo ele, ainda não tinha sido descoberta por viajantes e geógrafos.

"O homem nem sonha que, não tendo ainda sequer começado a recrutar os tripulantes, já leva atrás de si a futura encarregada das baldeações e outros asseios, também é deste modo que o destino costuma comportar-se connosco, já está mesmo atrás de nós, já estendeu a mão para tocar-nos o ombro, e nós ainda vamos a murmurar, Acabou-se, não há mais que ver, é tudo igual."

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

As alunas monitoras do 7ºD, Inês Pádua, Luana Lourenço, Lara Fernandes e o  Ricardo Ferreira, durante o mês de outubro, "Mês Internacional das BE", criaram desenhos e escreveram frases alusivas aos livros e leitura e colocaram-nas pela escola. No Halloween enfeitaram a biblioteca. Parabéns pelo esforço e pelo empenho.






sexta-feira, 6 de novembro de 2015


HÁ ESCOLAS QUE SÃO GAIOLAS E HÁ ESCOLAS QUE SÃO ASAS.

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controlo. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.


Rubem Alves

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

No dia 19 de outubro, recebemos  a visita da jovem escritora Liliana Fernandes, (ex-aluna da nossa escola), autora do livro "Amor de mãe não tem número", editado pela Chiado Editora.





















 Realizaram-se duas sessões: às 9.20 ( para o 5ºA e 5ºD) e às 14.20 ( para as turmas do 4ºA, B e C e 5ºC).

 A escola agradece a sua presença e deseja-lhe muito sucesso.

domingo, 21 de junho de 2015

A flor de Inverno

                                                   
A flor de inverno                                                                   
É aquela que atormenta,                                                             
Que passa despercebida 
Na brisa sempre atenta. 


Nas horas sem luz, 
No meio do nada, 
Mesmo sem capuz 
Nunca fica atordoada. 

Branca como lírio,
Fria e prudente
Que na grande estação
Se torna a mais ardente.

É a flor de inverno
Que só morre quando se cansa
Que nem morre com pontapé
Que nem morre com lança.

Ana Afonso- 6ºA

.                                                          .





quarta-feira, 17 de junho de 2015



Terminou mais um ano letivo. Entre lápis, cadernos e livros, encontram-se, com certeza, experiências enriquecedoras, saberes e afetos que se foram conquistando com o tempo.

 A Biblioteca deseja a todos umas férias merecidas, boas leituras e um…até breve.

terça-feira, 9 de junho de 2015

POEMA DE SARA MARREIROS, 5ºD


Se eu não fosse criança,
este dia não poderia festejar,
este dia tão fresco como a alegria,
e tão belo como o olhar.

Se eu não fosse criança,
nos campos não podia rebolar,
se eu não fosse criança,
não poderia levar a imaginação a passear
e no mais alto das estrelas sonhar.

No dia da criança,
todos nós vamos despertar,
no olhar dos adultos
a criança que nos está a olhar.


                              Sara Marreiros- 5ºD

quinta-feira, 4 de junho de 2015


Livro do Amor

O mais singular livro dos livros
É o Livro do Amor;
Li-o com toda a atenção:
Poucas folhas de alegrias,
De dores cadernos inteiros.
Apartamento faz uma secção.
Reencontro! um breve capítulo,
Fragmentário. Volumes de mágoas
Alongados de comentários,
Infinitos, sem medida.
Ó Nisami! — mas no fim
Achaste o justo caminho;
O insolúvel, quem o resolve?
Os amantes que tornam a encontrar-se.

Johann Wolfgang von Goethe, in "Divã Ocidental-Oriental"
Tradução de Paulo Quintela

quarta-feira, 3 de junho de 2015

A escrita, por Marcos Pacheco, 6ºA

                                               
 
Se eu fosse uma caneta
Escreveria sem parar.
Escrevia, escrevia, escrevia
Até a folha acabar.
Se eu fosse uma folha
Não deixava a caneta parar
Ela ia escrever
Até a folha acabar.
Se eu fosse um poeta
Iria continuar a escrever…
Escrevia, escrevia, escrevia
Até a mão me doer.
                                    Marcos Pacheco- 6ºA


Ser cão, por Pedro Cunha, 6ºA


Ser cão é tão bom
Como um bombom.

Ser cão é descansar
Não ter trabalho escolar.

Ser cão é divertido
E tudo fica tão colorido.

Ser cão é engraçado
E quando fazemos cocó em casa
 o dono fica zangado.
Ser cão é brincadeira,
Roçar o pelo na madeira.

Ser cão é dormir
E poder do dono fugir.

Mas isso eu não quero,
Que o meu dono eu adoro!
Não quero estar na rua
Porque para arranjar um dono tão bom
Muito tempo eu demoro!

Pedro Cunha, 6ºA



NOVAS AQUISIÇÕES


O Ouro dos Corcundas

A guerra entre Absolutistas e Liberais está ao rubro quando Vicente Maria Sarmento retorna a Chão de Couce, após receber a notícia da morte do pai. Mas esse regresso tem um sabor duplamente amargo; em Lisboa, onde viveu os últimos anos, Vicente Maria pertenceu a um bando de salteadores e esteve preso no Limoeiro, donde só saiu por obra e graça dos malhados, que assaltaram a cadeia para libertar os partidários de D. Pedro. Antes de seguir para casa da mãe, para sossego do corpo e do espírito, Vicente Maria dirige-se para a Venda do Negro, acabando a noite nos braços da puta Tomásia, que nunca esqueceu e a quem promete casamento e vida honesta. Contudo, o seu regresso reacende na vila antigos ódios e paixões e os seus inimigos estragam-lhe os planos. Não lhe resta, pois, senão juntar- se a um novo grupo de bandidos, esperando que as pilhagens lhe rendam o bastante para se pôr a milhas dali com a amada. Quem também se vê em apuros é D. Miguel, atacado por todos os lados, a quem as vénias dos corcundas já de nada servem…



Pisco significa Pájaro

Num centro de acolhimento para menores, Jordi, um jovem espanhol que trabalha numa ONG, conhece Jordí, um menino peruano. Jordí promete a Poli que encontrará a sua família…..



Lugares escuros

Libby tinha sete anos quando a mãe e as duas irmãs foram assassinadas no «Sacrifício a Satanás de Kinnakee, no Kansas». Enquanto a família jazia agonizante, Libby fugiu da pequena casa da quinta onde viviam e mergulhou na neve gelada de janeiro. Perdeu alguns dedos das mãos e dos pés, mas sobreviveu e ficou célebre por testemunhar contra Ben, o irmão de quinze anos, que acusou de ser o assassino. 
Passados vinte cinco anos, Ben encontra-se na prisão e Libby vive com o pouco dinheiro de um fundo criado por pessoas caridosas que há muito se esqueceram dela. 
O Kill Club é uma macabra sociedade secreta obcecada por crimes extraordinários. Quando localizam Libby e lhe tentam sacar os pormenores do crime (provas que esperam vir a libertar Ben), Libby engendra um plano para lucrar com a sua história trágica. Por uma determinada maquia, estabelecerá contacto com os intervenientes daquela noite e contará as suas descobertas ao clube… e talvez venha a admitir que afinal o seu testemunho não era assim tão sólido.
À medida que a busca de Libby a leva de clubes de striptease manhosos no Missouri a vilas turísticas de Oklahoma agora abandonadas, a narrativa vai voltando atrás, à noite de 2 de janeiro de 1985. Os acontecimentos desse dia são recontados através da família de Libby, incluindo Ben, um miúdo solitário cuja raiva contra o pai indolente e pela quinta a cair aos pedaços o leva a uma amizade inquietante com a rapariga acabada de chegar à vila. 








Se eu fosse  o vento

Eu era uma beleza
Uma força da natureza
Como um majestoso leão
A caçar a sua presa.

Se eu fosse o vento
Era amigo dos passarinhos
Gaivotas, pombas, pardais
A voar todos contentinhos
Sem parar nos quintais dos vizinhos.

Se eu fosse o vento
Produzia energia
Estaria em todo o lado
No campo ou na cidade
A originar eletricidade.

Se eu fosse o vento
Era uma brisa suave
Agradável e calminha
Que nos dias de calor
Era a mais fresquinha.

Se eu fosse o vento
Não era um tormento
Mas sim um amigo
Leal e simpático
Que te protegia do perigo.


Diogo Soares , 7.ºC

segunda-feira, 1 de junho de 2015

O MAR

Há quem diga que o mar,
Um dia irá balançar,
E nunca mais voltar;

Há quem diga que as pessoas,
Se irão abalar,
Com a ida do mar;

Há quem diga que as coisas,
Irão mudar,
Com a viagem do nosso mar;

Há quem diga que os animais,
Se irão descontrolar,
Sem a presença do mar;

Há quem diga que a vida,
Irá acabar,
Com a ida daquele mar;

Há quem diga que o mar,
Algum dia irá voltar,
Mas não se sabe o que se há de passar;

Há quem diga que a terra,
Aí irá desabar,
Se a vida não continuar;

Há quem diga que os peixes,
Irão ficar
Sem uma pinga para nadar;

Há quem diga que esta história,
Está quase a acabar,
Sem nada para estimar;

Há quem diga que o mar,
Irá perdoar,
E que a vida irá finalmente recomeçar.

                                                                                 
 Carolina Costa e Stephanie Martins - 6ºA


domingo, 31 de maio de 2015



O Vento

Se eu fosse o vento
Voaria para o mais além
Que eu me levaria,
Sem ninguém
Para falar.

Refrescava tudo e todos
Por onde passava
E sem desistir do sonho de destruir a poluição,
Lá ia eu a andar pelo céu.
E só pensava no futuro.

Estava acordado dia e noite
A trabalhar
Com esperança de um dia,
Ser homenageado e adorado,
Por muitos como um deus.

Seria difícil, com a poluição
Que quase não respiraria.
Eu teria que dar uma mensagem
Ao mundo,
Para pararem e começarem a pensar.

E com a ajuda das nuvens
Conseguiria com esforço
Sem desistir
E nunca parar com o plano                                                                       
Para o futuro                                                                                                                                       Renato Rodrigues   7ºC              






sábado, 30 de maio de 2015

JOGADOR

Se eu fosse jogador
Seria um matador.
Para a equipa ganhar
Eu tenho que me esforçar.

Para não perder
Tenho que vencer.
Para não fracassar
Eu tenho que me esforçar.

O guarda-redes é uma muralha
O defesa é uma palha,
O médio falha todos os passes
O avançado só faz massacres.

A presidente passa
Tudo a fino pente.
O treinador é um gamador,
Rouba bolas
E compra pistolas.

Esta é a minha equipa
Pode ser boa ou má,
Mas eu estou sempre cá
E na bancada está a Filipa
Sempre a apoiar para a equipa
Ganhar!

O nosso estádio é uma novidade
Para as pessoas de idade
Porque está ali há muitos anos
E já teve muitos planos.

Este é o meu sonho!
Quando a escola acabar
É nisto que me vou tornar…
                                                    Rita Silva e Miguel André, 6ºA

sexta-feira, 29 de maio de 2015



No dia 27 de Maio, as alunas do 5ºA, Cíntia e Mariana, monitoras da biblioteca, foram ao J.I. Eco, acompanhadas pela coordenadora, e levaram aos meninos das salas verde, azul e amarela, um conto vietnamita: “o gato sol”, no Kamishibai (teatro de papel).
O agradecimento e a generosidade de todos resultou num saquinho de biscoitos feitos por eles !!  Obrigada, J.I.Eco!!




No dia 27 de maio, o escritor e ilustrador Pedro Seromenho esteve no auditório da nossa escola, onde realizou duas sessões com as turmas de 3º e 4ºanos.

O Pedro contou as histórias dos seus livros como se fossem viagens, desenhou e encantou !!