sexta-feira, 15 de janeiro de 2016



Entre o Sono e o  Sonho
Entre o sono e sonho,
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.

Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.

Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.

E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre —
Esse rio sem fim.

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

sábado, 9 de janeiro de 2016

Eis algumas fotografias que mostram a exposição realizada pelos alunos do 7.º ano na Biblioteca, sob orientação da professora Paula Serrano e  no âmbito da disciplina de Ciências Naturais. Parabéns aos alunos e à professora!







DIA DE REIS

O Dia de Reis foi comemorado na biblioteca da Escola da Estação com a leitura de O Cestinho de Romãs, um conto tradicional português adaptado pela escritora Maria Alberta Menéres.
Os alunos do 2º C, da professora Fátima Valente, deram um final diferente a este conto. Seguiram a receita da avó Adelina, confecionaram a Salada de Laranja e Romã e descobriram que é saudável e deliciosa. No final, as opiniões foram unânimes:

Hummm!!! Que delícia!



















segunda-feira, 4 de janeiro de 2016


As personagens literárias desejam um bom ano de 2016.


O Dia Mundial do Braille ocorre a 4 de janeiro

A data de 4 de janeiro assinala o nascimento de Louis Braille, o criador do sistema de leitura e de escrita Braille, que permite através do toque facilitar a vida das pessoas invisuais e a sua integração na sociedade. Louis Braille ficou cegou aos 3 anos de idade e aos 20 anos conseguiu formar um alfabeto com diferentes combinações de 1 a 6 pontos que se alastrou pelo mundo e que ainda hoje é usado como forma oficial de escrita e de leitura das pessoas cegas.
O Braille é composto por 64 sinais, gravados em papel em relevo. Estes sinais são combinados em duas filas verticais e justapostas, à semelhança de um dominó ao alto.
Em Portugal, destaque-se o papel do Núcleo para o Braille e Meios Complementares de Leitura, no âmbito do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P, que no Dia Mundial do Braille organiza vários eventos para celebrar a efeméride.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015



PALAVRAS DE QUE EU GOSTO

Família é um mundo de amor que nos ajuda, encoraja nos momentos mais difíceis da nossa vida, que nunca nos desilude, mesmo que nós façamos erros.

Amor é a melhor sensação do universo, que a gente deve sentir. Ninguém pode mentir e dizer que nunca sentiu amor.  

Liberdade é só sentida pelas pessoas que já estiveram presas por alguma razão ou sentimento. Nunca senti isso, mas, se estivesse nessa situação, gostaria que as pessoas me ajudassem .

Viver é ter tudo dentro de nós, quer dizer, toda a gente tem tudo dentro dela. Vou exemplificar: é sentir que os quatro cantos do universo estão em sintonia.

Povo é onde encontramos as pessoas pobres e desprotegidas. Não devemos excluir as pessoas pobres porque elas são nossas amigas.

Amizade é sentir que confiam em nós como se nos víssemos ao espelho pela primeira vez.

Brincar é diversão de infância, risos e gargalhadas, conquistas de novos amigos e reencontro com outros que já conhecemos.

Amigo é saber em quem podemos confiar. Está sempre presente, nos maus e bons momentos da nossa vida.

                                        Daniela Vitória  nº 8 8ºB


                                 



DIA MUNDIAL DA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

O Dia Mundial da Declaração Universal dos Direitos Humanos foi comemorado na biblioteca escolar da Escola da Estação com o visionamento de um PowerPoint alusivo ao tema. No final, os alunos do 3º A debateram a questão da defesa dos Direitos do Homem na atualidade, e concluíram que todos podemos contribuir para a defesa dos direitos do humanos, quando:
- Respeitamos as opiniões e ideias dos colegas;
- Aceitamos as diferenças;
- Resolvemos os problemas através das palavras e não da violência;
- Ajudamos as outras pessoas.


LENDA DA MOURA DO CASTELO

Na passada 5ª feira, os alunos do 3º B e C foram ao castelo de Tavira para escutar a Lenda da Moura Encantada, numa atividade de articulação entre as docentes titulares de turma e a biblioteca escolar. Após um breve enquadramento histórico, que permitiu conhecer D. Paio Peres Correia, os alunos tiveram oportunidade de partilhar diferentes versões das lendas de mouras encantadas de Tavira. 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

CONCURSO DE ORTOGRAFIA

Decorreu hoje a 5ª edição do Concurso de Ortografia, onde participaram os representantes selecionados em todas as turmas do 2º ciclo. Depois de uma interessante e renhidíssima  disputa, o nosso aluno mais novo (9 anos), Eduardo Pereira, do 6ºF,  saiu vencedor. PARABÉNS, Dudu! Continua o teu caminho com dedicação, esforço e persistência... que serás sempre o espelho da felicidade. O Eduardo recebeu dois livros, que prometeu ler brevemente para os apresentar aos colegas da turma. 











sexta-feira, 11 de dezembro de 2015



DIA DE NATAL

Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros – coitadinhos – nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.

Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa excelência verificou a hora exata em que o Menino Jesus nasceu?)
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente acotovela, se multiplica em gestos esfuziante,
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.

Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
E como se tudo aquilo nos dissesse diretamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.

A oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra – louvado seja o Senhor! – o que nunca tinha pensado comprar.

Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora já está desperta.
De manhãzinha
salta da cama,
corre à cozinha em pijama.

Ah!!!!!!!

Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.

Jesus,
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.

Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.

Dia de Confraternização Universal,
dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.

António Gedeão

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Os nossos alunos com Necessidades Educativas Especiais gostam de escrever...




PALAVRAS DE QUE EU GOSTO

Música é a minha vida, pois sem ela a vida não tinha ritmo, não era ninguém. É algo que me faz sentir bem. É aquilo que não me deixa cair.

Família é algo que tenho sempre comigo. É o meu porto de abrigo. É o amor maior que há em mim.

 Amizade é eu saber com quem posso contar e saber que tenho pessoas ao meu lado que não me desiludem.

Conviver é algo que adoro, algo que não me importo de estar a fazer.

O meu pai é alguém que eu sei que está comigo até ao fim, uma das pessoas mais importantes. É alguém que me protege.

Os meus irmãos são aquelas pessoas em quem confio mais. São o meu maior porto de abrigo. Sem eles não era o que sou hoje.

Liberdade é poder voar, poder sair e saber que lá fora há um mundo à minha espera e eu poder ir.

Felicidade é quando algo em mim está bem, quando estou na fase de sorrir o dia todo e saber que tudo está bem.

Povo é uma sociedade com pessoas pobres e outras ricas mas, no fundo, somos todos iguais.

Viver, por vezes, pode ser complicado. Caímos, mas temos que nos levantar porque nunca sabemos se vem algo melhor.

Amor - sem ele ninguém vive. Todos nós sentimos amor, pelos amigos, pelo/a companheiro/a, pela família…

Confiança é algo que às vezes não tenho, mas sei que com ela a minha vida fica mais completa!
     
                                   Realizado por: Beatriz Rodrigues, 8º B, n.º 5




sexta-feira, 27 de novembro de 2015




Regresso à  escola

Nós somos alunos do 4ºC, da escola D.Manuel I, em Tavira.
No dia quinze de setembro viemos à apresentação com os nossos pais. A turma tem alunos novos, mas também  tem menos alunos. Temos uma nova professora, chamada Leonor.
Os primeiros dias foram divertidos e  calmos  porque  fizemos  trabalhos   fáceis e leves,  fizemos o apadrinhamento aos  meninos do 1ºano  e  mostrámos- lhes a escola.
Aprendemos que temos de estudar vários temas  nas disciplinas e  realizámos uma ficha de avaliação  diagnóstica   de português, ouvindo música  relaxante.

 Esperamos que neste ano sejamos amigos e que não rejeitemos ninguém, porque todos temos os mesmos sentimentos e direitos.

Texto coletivo DM4C

18/09/2015

terça-feira, 24 de novembro de 2015



Dez minutos…uma aula de substituição…empenho…escrever o texto no computador…imaginação e boa educação…eis os ingredientes que fizeram o Pedro Cunha do 7.ºA escrever este delicioso poema.





Ser poeta é ter asas para voar
Não da maneira normal
Como aves brancas como a cal
A voar no pensamento, a imaginar

Ser poeta é sentir amor,
Felicidade, tristeza e dor
Para poemas escrever
E um sorriso ter
Quando chegar a hora de ler

Ser poeta é ser rico
Não em dinheiro
Ser rico em sentimentos
Nem que só se tenha uma moeda
Para comprar uma caixa de lenços

E para acabar
Ser poeta é ser feliz
Pois quem é poeta
Escreve até chegar à meta

A meta da vida
Em que para ela se vai olhar
E vai-se lembrar

Daqueles belos poemas
Que ficou sempre a escrever
E no seu leito
Quando estiver a morrer

Vai sorrir
E deste mundo partir

Pedro Cunha




segunda-feira, 23 de novembro de 2015



Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.

Cecília Meireles MEIRELES, C. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora Nova