domingo, 8 de abril de 2012


                                      QUERIDA FILHA


Há muito tempo, no meio do bosque, vivia um pobre camponês (e esse era eu), que não tinha nada, mas era muito feliz ao lado da sua filha, que, por tão bonita, tinha muitos pretendentes que estavam sempre à sua porta…
Farto disto, decidi pedir a uma família minha conhecida para ficar a tomar conta da minha filha. Assim ficou combinado, sempre que pudesse, iria visitá-la.
Um dia quando lá fui, deparei-me com um cenário que me deixou intrigado, não estava ninguém. Mas encontrei um bilhete que dizia:

<> <><>
Vendemos a tua filha,

Para ganhar dinheiro,

Achamos que não te ias

Importar, assim não tens que te preocupar onde a vais deixar…

Obrigada… 
  Desesperado gritei:

  -“Ai! O que vai ser de mim sem a minha querida filha?”
Fui para casa, mas a partir daquele momento os meus dias passaram a ser um verdadeiro inferno!

Certo dia quando andava muito atarefado no trabalho, apareceu-me um pássaro que cantava uma doce melodia, mas quando parou rematou:
 “- Eu sei onde está a tua filha!”
 “-O quê, quem, como!?”- perguntei eu muito admirado.
  “- Eu, sei onde está a tua filha, do outro lado da colina, num castelo muito feio, mesmo no cimo da montanha, com um rei e uma rainha com cara de maus…”- insistia o pássaro.
Mal ouvi isto peguei na carroça, em alguma comida, água e desapareci…
Ao fim de alguns dias de viagem passei por uma zona negra, de onde apareceram milhares de fadas más que me lançaram todos os tipos de feitiços. Partiram-me a carroça toda, só deram tempo para eu saltar para cima do cavalo e fugir. Só parei quando avistei um castelo no cimo de uma montanha (era realmente feio) …
Comecei a subir, mas quando cheguei ao topo deparei-me com guardas, com cara de maus, que pareciam que já estavam à minha espera (como é que sabiam que eu vinha a subir a montanha é, e continuará a ser um verdadeiro mistério), os guardas pegaram em mim e levaram-me ao rei e à rainha para decidir o que fariam comigo.
“-O que me esperava?” Quando lá cheguei assustei-me, eram mesmo feios: com nariz comprido, boca de lado e sem dentes mas, sobretudo, eram gordos e tinham mesmo cara de maus! Depois de muito pensarem, decidiram...   
Daí a uns instantes, lá estava eu, no meio de duas verdadeiras feras. Muito assustado comecei a correr pela arena. De repente apareceu um sábio, não sei de onde, mas parecia que trabalhava para o rei, que, por mais estranho que pareça, me deu conselhos:
-Se não queres acabar como eu, engana-os para ver se chocam um com o outro…
E desapareceu sem deixar rasto, nem me deixou agradecer!
Fiz exatamente o que o sábio me disse, e resultou…
Assim que as feras chocaram, nem pensei duas vezes e fui à procura da sua filha, que, nesse preciso momento, se entrava na igreja para se casar com o filho do rei, uma criatura ainda mais feia do que os pais. Ao fim de muito procurar, cheguei à igreja do castelo, avistei a noiva que era precisamente a minha filha, havia acabado de se sentar…
Eu, sem pensar, interrompi a cerimónia:
-Ela não se pode casar!
-Porque não? – Perguntou o rei
-Porque… Porque… Porque não tem a roupa certa… - rematei eu. -Eu sim, tenho-a - continuei.
O rei de tão ingénuo que era deixou-a ir…
Peguei nela e fugimos dali em cima do cavalo.
No caminho de regresso fomos perseguidos por monstros horríveis com pés gigantes que nos tentaram agarrar mas, por serem tão trapalhões e por terem os pés tão grandes, tropeçavam e caíam e discutiam entre eles... Nós aproveitamos e fugimos como se não houve-se amanhã.
Chegados a casa, à porta estavam muitos rapazes. Á espera de quem? perguntam vocês. Já se esqueceram da minha filha? Ela tinha muitos pretendentes…
Eu decidi que estava na altura de a deixar seguir em frente e escolher o seu amor. Assim foi, ela escolheu quem queria, e viveram juntos e felizes para todo o sempre… E eu também encontrei a paz ao lado da mãe desse rapaz…
E agora aqui para nós, esta história é tudo mentira!   
       
JOANA LOURENÇO


A menina e o Tesouro

Era uma vez uma menina chamada Catarina. Ela é simpática, inteligente e adora a aventura.

A Catarina queria encontrar um tesouro. O maior tesouro para ela era uma aventura, partilhada com o seu amigo Gabriel.

Então decidem que a aventura que vão ter é encontrar um lugar para passar as férias e brincar aos reis e princesas no seu reino mágico.

À procura dessa aventura, a Catarina sugere que, ambos encontrem um mapa do Algarve que tenha lugares onde possam passar as férias de Carnaval. Os dois amigos decidem ir a uma loja de turismo e encontram um sábio que lhes conta várias lendas acerca do Algarve.

Uma das lendas que o sábio contou é sobre uma princesa que gostava muito da neve, e como em Tavira não existe neve, o príncipe mandou plantar árvores que ficam cheias de flores que parecem neve, para agradar à princesa.

O desafio que têm de ultrapassar é descobrir quais eram essas árvores.

Os dois amigos decidem ir dar um passeio por Tavira e tentar descobrir quais eram as árvores que tinham flores que pareciam neve.

Encontram um castelo que fica no cimo da cidade e de onde conseguem ver uma grande paisagem. Ao longe vêm umas árvores cobertas de florinhas brancas que pareciam neve. Então decidem ir até lá com as suas bicicletas.

Pelo caminho têm de atravessar muitas ruas estreitas e de calçada romana e uma ponte que foi construída pelos Romanos. Quando chegam ao pé das árvores, estava lá um grupo de crianças a brincar às conquistas de reinos. Esses meninos convidam a Catarina e o Gabriel a brincar também.

A Catarina era a princesa, que o sábio lhes falou e que tinha saudades da neve, e o Gabriel era o príncipe. Viviam num castelo com muitos guardas que serviam para defender os príncipes dos bandidos que lhes queriam roubar os tesouros.

O príncipe Gabriel é ferido durante uma batalha. A princesa Catarina cuida dele e o príncipe para lhe agradecer manda plantar as árvores que dão flores que pareciam neve, para que ela deixasse de ter saudades da neve do seu país.

Depois de curado, o príncipe Gabriel enfrenta os seus inimigos numa grande batalha, e desta vez, vitoriosamente conquista mais um castelo para o seu reino.

O príncipe Gabriel vive feliz com a sua princesa, que já não tem saudades da neve e é feliz.

Os dois amigos perguntam às outras crianças o nome daquelas árvores e descobrem que eram amendoeiras.

No final da brincadeira os dois amigos ficam felizes com esse dia de férias passado juntos.

A Catarina fica feliz com a sua grande aventura, sendo esta mais um valioso tesouro que ela vai guardar na sua vida.

Inês Madama De Jesus

Nº-9           turma- 5C    -17\02\2012

sexta-feira, 30 de março de 2012



António Ramos Rosa, Dalila Carmo e Tiago Bettencourt, uma combinação perfeita!

domingo, 25 de março de 2012

Minha culpa

Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem
Quem sou? Um fogo-fátuo, uma miragem...
Sou um reflexo... um canto de paisagem
Ou apenas cenário! Um vaivém

Como a sorte: hoje aqui, depois além!
Sei lá quem sou? Sei lá! Sou a roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!...

Sou um verme que um dia quis ser astro...
Uma estátua truncada de alabastro..
Uma chaga sangrenta do Senhor...

Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador...
FLORBELA ESPANCA 

                          Florbela Espanca

sexta-feira, 23 de março de 2012

Quem andar durante esta semana no Sobe e Desce, enquanto faz a viagem pela cidade, pode entreter-se a ler um pequeno excerto ou um poema de um autor português, ou de expressão portuguesa; no verso da folha, que se encontra mesmo à sua frente, pendurada no assento, pode conhecer a biografia do autor ou autora e saber ainda em que bibliotecas pode encontrar outros livros. Ao todo são quarenta autores. A iniciativa pertence ao grupo concelhio das bibliotecas de Tavira, que engloba as bibliotecas escolares e a biblioteca Municipal.
Esta é mais uma atividade inserida na Semana da Leitura.

terça-feira, 20 de março de 2012

Vai alta no céu a lua da Primavera.
Penso em ti e dentro de mim estou completo.

Corre pelos vagos campos até mim uma brisa ligeira.
Penso em ti, murmuro o teu nome; e não sou eu: sou feliz.

Amanhã virás, andarás comigo a colher flores pelo campo,
E eu andarei contigo pelos campos ver-te colher flores.
Eu já te vejo amanhã a colher flores comigo pelos campos,
Pois quando vieres amanhã e andares comigo no campo a colher flores,
Isso será uma alegria e uma verdade para mim.

Fernando Pessoa (1888-1935)

domingo, 18 de março de 2012


Um Livro para o meu amigo

Esta atividade desenrola-se desde o início do mês de Março e consiste na redação de um postal dirigido a um amigo da escola. Nesse postal, cada aluno deve recomendar a leitura de um livro que tenha lido anteriormente (ou escutado na BE).
“Um livro para o meu amigo” é um convite à leitura e à partilha destes grandes amigos do homem: os livros!



As letras, as palavras, as histórias e os desenhos que lhes dão cor marcam presença a muitas vozes e com muitos traços, na comemoração da Semana da Leitura, de 19 a 23 de março, na BE da Escola da Estação...
Poderás participar em:
Um livro para o meu amigo
 Sessão de Poesia
  Histórias a 2 línguas
  Adivinha quem vem contar…
 Festival de Poesia cantada
  Leitura em vários sotaques
  Mostra do Livro Infantil Ilustrado

sexta-feira, 16 de março de 2012

Estes são os livros que as nossas concorrentes terão de ler para continuarem a aventura do "CONCURSO NACIONAL DE LEITURA", a realizar na Biblioteca Municipal de Olhão, dia 18 de abril. Escolha algo controversa, mas...FORÇA, miúdas!


"PARA MAIORES DE DEZASSEIS", de Ana Saldanha
Plano Nacional de Leitura - Livro recomendado para os 7º, 8º e 9º anos de escolaridade, destinado a leitura autónoma. 
 O tema central do livro, embora delicado, é extremamente atual: uma rapariga de 15 anos que se envolve com um homem de 29 anos. A protagonista feminina, Dulce, é uma "Lolita" do século XXI: rapariga adolescente, antes uma criança gordinha, que se reinventa fisicamente mas que altera também o seu interior para se adaptar às pessoas com as quais se cruza. Emocionalmente uma criança, mas com corpo de mulher, utiliza o poder que a sociedade lhe dá para seduzir um homem adulto sem pensar nas consequências. O protagonista masculino, Eddie, não é exactamente o «Lobo Mau», mas veste muito a pele de cordeiro: mais velho, mais experiente, é nitidamente um efebófilo. Sente o medo de ser apanhado em falta e a ilegalidade da situação, mas está viciado na excitação, no perigo e na adoração dela.





"O Rapaz que Prendeu o Vento",de Bryan MealerWilliam Kamkwamba

Plano Nacional de Leitura- Livro recomendado para os 7º, 8º e 9º anos de escolaridade, destinado a leitura autónoma.Também recomendado para as Novas Oportunidades, destinado a leitura autónoma - Grau de Dificuldade II.
William Kamkwamba nasceu no Malawi, onde vivia na mais absoluta pobreza e, aos 13 anos, teve de abandonar a escola por falta de meios. Mas isso não refreou o seu otimismo nem a sua vontade de aprender e, graças a uma biblioteca escolar, continuou a acompanhar as matérias escolares. Um dia descobriu um livro que mudaria por completo a sua vida e que explicava o funcionamento dos moinhos de vento. Utilizando materiais improvisados, muitas vezes recolhidos em sucatas, William conseguiu montar dois moinhos de vento e, assim, fornecer energia elétrica e água à sua pequena comunidade. O seu feito tornou-se notícia em todo o mundo e é contado neste livro cativante, que retrata os problemas que afligem o continente africano e sugere que as melhores soluções não partem necessariamente da ajuda dos países ricos. 

quarta-feira, 14 de março de 2012

A TRAÇOS LARGOS

A TRAÇOS LARGOS
 Nas estantes da biblioteca ou nas prateleiras do teu quarto, nas montras das livrarias ou dos alfarrabistas, as cores dos livros saltam à vista. Durante a próxima semana, integrada na comemoração da Semana da Leitura, os livros abrem-se para mostrar as suas histórias e as suas ilustrações. Num breve percurso de cinco décadas, podes encontrar livros onde as cores e os traços são a marca de uma época.A mesma história pode ser ilustrada de maneira diferente?Ao observarmos a ilustração podemos descobrir o ilustrador?Num livro antigo e num livro novo podemos encontrar a mesma história acompanhada de diferentes ilustrações?
 Vem ver e descobrir, na Mostra Cronológica do Livro Infantil Ilustrado, na biblioteca da estação

quinta-feira, 8 de março de 2012

a mulher mais bonita do mundo


A Mulher Mais Bonita do Mundo
estás tão bonita hoje. quando digo que nasceram
flores novas na terra do jardim, quero dizer
que estás bonita.

entro na casa, entro no quarto, abro o armário,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio
de ouro.

entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.

há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.

estás tão bonita hoje.

os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.

estás dentro de algo que está dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.

os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.

de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.

José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"


terça-feira, 6 de março de 2012




Não, não é ainda a inquieta
luz de março
à proa de um sorriso, (...)
não, é só um olhar.
Eugénio de Andrade

sábado, 3 de março de 2012

é já na próxima semana!







O desafio “CIÊNCIA NA BIBLIOTECA” é coordenado pela Biblioteca Escolar, pela professora Rita Lopes, de Ciências Naturais e pela professora Mª João Costa, de Ciências Físico-Químicas.


O desafio está aberto a todos os alunos do 3º ciclo.


O desafio é composto por 2 eliminatórias.


Cada desafio / eliminatória é composto por 2 questões: uma sobre Ciências Naturais e outra sobre Ciências Físico-Químicas.


Os desafios são resolvidos na biblioteca.


Durante o prazo estipulado, os alunos podem continuar a resolução do mesmo desafio, em dias diferentes, mas o trabalho nunca sai da biblioteca, sendo sempre entregue à professora responsável pela biblioteca.


Para resolver os desafios, os alunos podem consultar todos os recursos existentes na biblioteca.


São apurados para a 2ª eliminatória / final os 3 alunos, de cada ano letivo (7º, 8º e 9º), que obtiverem os melhores resultados na 1ª eliminatória.





sexta-feira, 2 de março de 2012


Inspetor Gatotas e o Mistério da Caduca
Era uma vez uma menina chamada Margarida que vivia numa casa com um grande quintal e uma horta cheia de legumes: cenouras, alfaces, couves, tomate,rabanetes

No seu quintal, a Margarida tinha uma árvore chamada Caduca.
Um dia, depois do almoço, a Margarida foi ver a sua amiga Caduca. Quando chegou perto dela percebeu que a árvore estava cheia de sede.

- Que estranho! Ainda ontem, ao final da tarde, o avô regou-a. – Disse a Margarida para si própria. – Mas que mistério…

Não havia dúvidas, este mistério era assunto para um inspetor de longos bigodes.
Inspetor Gatotas
Não alinha em batotas
O inspetor Gatotas era um velho gato vadio que às vezes dormia no armazém das ferramentas do avô Mestre Zé.
Em boa hora, o Gatotas passou sorrateiramente por cima do telhado e viu o rato que há muito roía tudo o que encontrava na horta.
Jaquelino, o ratito do campo, estava com a cabeça debaixo da terra, e nem deu pela presença do velho gato. O inspetor Gatotas desceu rapidamente do telhado e escondeu-se atrás da Caduca a observar o que se passava. De repente, aproximou-se, torceu os bigodes e miou satisfeito:

- Miauuuu! (que significa já sei!)

O mistério estava desvendado, Jaquelino era o responsável pela sede da Caduca. A verdade era que, sem pedir autorização, escavou um túnel desde as raízes da árvore até à sua casa. Era aí, num venho alguidar de plástico verde que o ratinho tinha construído uma piscina (quase olímpica!) e por isso desviava a água que deveria matar a sede à Caduca.
Inspetor Gatotas e o Mistério da Caduca
Quando a Margarida voltou da escola, o velho Gatotas deitou-se no parapeito da janela do seu quarto e ronronou-lhe toda a história.
Na manhã seguinte, a menina e o avô taparam o túnel e foram regar a árvore com muita água.
A Caduca ficou muito satisfeita, por isso, todas as tardes, oferece uma sombra fresquinha onde o avô se deita para descansar, a Margarida aproveita para brincar e o velho Gatotas se consola a refrescar os bigodes.

(Entretanto, conta-se que o Jaquelino procurou outra horta onde morar, mas o inspetor Gatotas mia a bom miar que o ratito, depois da sua piscina secar, foi tomar banho no poço e… nunca mais ninguém o viu. Ao certo, ao certo, não se sabe o que terá acontecido…).
Autoria - 2ºB - (Profª Fátima)


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012


Participação no Projeto da Biblioteca Escolar

A árvore Caduca

Num enorme jardim, cercado por arbustos de variadíssimas espécies, situado perto da escola do 1º ciclo de uma vila do interior norte de Portugal, vive a Árvore Caduca. Caduca é uma linda árvore de grande porte, que tem o poder de ouvir e falar com as crianças da vila. A única árvore daquele jardim.

Na primavera, os seus ramos cobrem-se de folhas e de flores cor-de-rosa. No verão, fica carregada de saborosos e suculentos frutos. No Outono, a sua folhagem começa a mudar de cor, o verde-esmeralda passa a amarelo pintalgado de vermelho; e, por fim, mais murcha com tom de palha acaba por cair.

Agora, com a chegada do inverno, Caduca está muito triste. Os seus ramos nus formam rendilhados intermináveis que se erguem para o céu solitários. Caduca espera ansiosa pela chegada da sua amiga neve e pela companhia das crianças.

As crianças gostam muito desta sábia árvore, amiga e confidente. Todos os dias, a caminho da escola, passam pelo jardim e cumprimentam-na ou correm para ela a contar as novidades: “-Caduca, queres saber o que me aconteceu?!”,

“-Caduca, hoje vou visitar a minha avó!”. Ouvem-se as crianças gritar: “-Caduca, Caduca…”.

Mas a árvore sente a falta das suas brincadeiras, do corrupio e da algazarra dos animais e das aves que nas estações mais quentes a procuram e rodeiam, ora abrigando-se nos seus ramos, ora comendo satisfeitas os seus deliciosos frutos.

Certo dia, ao verem o desânimo da amiga árvore, a Laura e o João tomaram uma decisão, e resolveram pô-la em prática. Mal acabaram de chegar à escola contaram a todos os amigos a surpresa que pretendiam fazer. Todos concordaram. Voltaram a reunir-se à hora do intervalo da escola para combinarem tudo.

Os rapazes e as raparigas de rostos risonhos gritavam, trocavam ideias e opiniões, chamavam uns pelos outros entusiasmados, agrupavam-se e tomavam decisões no pátio da escola.

Logo pela manhã, de um lindo dia de Janeiro, ouvem-se as alegres vozes de um grupo de coral a cantar os Reis. A melodia paira no ar e espalha-se, entoando por toda a parte.

Chegou, finalmente, o tão esperado dia! Dentro da sala de aula os alunos curiosos, e com a permissão da professora vão até à janela. Alguns dizem: “-É o cantar dos Reis!”, “-Estão a cantar no jardim!” ou “-Podemos ir até ao jardim ver, professora?!”.

A professora, conhecedora de tudo, foi com os seus alunos até ao jardim, perto da Caduca. Aí, um grupo de rapazes e raparigas, com as caras rosadas pelo frio, cantava e tocava alegremente. Todos se sentiam felizes.

De repente, começam a cair muito leve, levemente, pequenos flocos de neve. Depois, com mais intensidade, a neve vai cobrindo e esbranquiçando tudo. Os ramos da Caduca ficam enfeitados de branco. Os meninos e meninas correm, riem e brincam com a neve. Aqui, um grupo de crianças faz um boneco de neve; além, outros deitados fazem anjos de neve.

A Caduca está feliz, porque agora tem a companhia da criançada, a brincar na neve, e a companhia dum pequeno pinheirinho que o pai do João tinha plantado naquela manhã.

Texto escrito pela turma do 3º A,

com a orientação da professora Ana Gorgulho

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012



UMA FLOR CHAMADA MARIA, de Alves Redol
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