


não sou uma mulher moderna
não me ligo à net
gosto de compras ao vivo
cujas listas faço em cadernos de argolas
que depois esqueço
e só me lembro de elixir para aclarar a voz,
tenho tantas embalagens
como Warhol de Tomato Soup
ou de detergente Brillo,
para que ao chegares a casa
te envolva, te abrace e te queira
mas nem só de voz vive o homem,
dizes tu,
e então a minha saúda-te
como a daqueles que vão morrer.
Ana Paula Inácio
revista Telhados de Vidro, nº3


De tarde, no campo, nenhum pássaro cantou;
e só neste fim de dia um vento traz o assobio
da primavera melancólica: despedidas,
imagens breves, nenhuma inspiração. O sopro nocturno,
porém, anuncia um reflexo de espelho no fundo
do corredor. A voz surge de um dos quartos
em que a ausência se perde. Um baço
murmúrio se aproxima do gemido que evoca
o mar - sem que a onda se decida, quebrando
o som agonizante. Então, abro a porta
e chamo-te; sabendo que só a noite me responderá.
Nuno Júdice, in «Poesia Reunida 1967 -2000»,

... é o título de uma colecção de livros da Gradiva.
«Não há homens mais inteligentes do que aqueles que são capazes de inventar jogos. É aqui que o seu espírito se manifesta mais livremente. Seria desejável que existisse um curso inteiro de jogos tratados matematicamente.» Leibniz, 1715
Alguns livros desta coleção acabaram de chegar à nossa biblioteca. Se gostas de desafios, passa por lá e aventura-te...Os títulos são sugestivos!
"O festival mágico da matemática"
"Ah, apanhei-te!" -( paradoxos de pensar e chorar por mais...)
"Rodas, vida e outras diversões matemáticas"
"Matemática, magia e mistério"
"Jogos, conjuntos e matemática" - (enigmas e mistérios)
"Matemáquinas" -(o ponto de encontro da matemática com a tecnologia)
"Círculos viciosos e o infinito" - (antologia de paradoxos)
"Aventuras matemáticas"



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