sexta-feira, 13 de abril de 2012


                       A FESTA

Era uma vez uma criança chamada Mafalda. Ela era bonita, tinha os olhos azuis esverdeados e o cabelo era castanho e liso.
Num dia de Inverno, de manhã, a Mafalda acordou, foi à janela e reparou que estava a nevar. Foi tomar o pequeno almoço e foi para a escola.
A Mafalda quando chegou à sala, já vinha um pouco atrasada. A professora perguntou logo se ela tinha feito o trabalho de casa.
Quando chegou a hora do recreio, a Mafalda foi contar logo à sua amiga que estava apaixonada pelo Henrique e que tinha um desejo. O desejo era fazer uma festa com rapazes e raparigas. Os rapazes escolhiam o seu par. A Verónica achou uma bela ideia.
Quando a Mafalda chegou a casa perguntou à mãe:
-Mãe, posso fazer uma festa?
-Mas que tipo de festa, Mafalda?
-Uma festa onde estão rapazes e raparigas, os rapazes escolhem o seu par.
-Onde, Mafalda?
-Se possível no castelo da prima Cristina.
-OK, podes, mas com uma condição, tens de me dar 30 bjs.
A Mafalda foi logo fazer os convites.
De manhã foi para a escola e entregou logo os convites…
À tarde, quando chegou a casa, foi-se vestir para ir para a festa. Já tinha o seu par, era o Henrique. Quando se acabou de vestir tocaram à porta. Era o Henrique.
-Vamos, Mafalda?
-Sim, vamos! Adeus, mãe, até logo.
Quando iam para o castelo, a roda do carro rompeu-se. Lembraram-se que tinham visto um cavalo atrás, e estava uma carroça ali. Foram buscar o cavalo e encaixaram-no na carroça.
-Mãe, podes ir, nós vamos sozinhos para o castelo.
-OK, mas portem-se bem.
-Adeus, mãe.
-Adeus, filho.
Quando chegaram ao castelo só lá estavam a Verónica e o Francisco.
-Olá meninos, tudo bem?
-Sim. E vocês? – perguntou a Verónica.
-Também.
Foram todos para a parte de cima do castelo. A Mafalda e o Henrique foram os primeiros a chegar. A Mafalda diz baixinho:
-Olha um bandido.
O Henrique desce depressa e diz para os outros não irem, porque haveria maneira de salvar a Mafalda. Desceram todos e o Henrique e o Francisco subiram para salvar a Mafalda. Quando chegaram lá acima viram uma jaula, mas não viram o bandido.
-Mafalda! – gritou o Henrique – estás aí?
-Sim, Henrique, estou, podes me salvar?
-Como? O bandido tem a chave! – disse o Henrique.
-Já é tarde, não queres ir para casa dormir? – disse o Francisco.
-OK, só se me prometeres que volto amanhã.
-Sim, eu venho contigo amanhã. – disse o Francisco.
-Posso ir, Mafalda?
-Podes.
-Até amanhã. – disseram os dois.
-Xau, até amanhã.
Durante a noite a Mafalda lembrou-se de que tinha deixado a chave que abria tudo em cima da mesa. Também se lembrou de que tinha o telemóvel no bolso. Com o telemóvel podia esticá-lo na tecla super esticado. Carregou na tecla e o telemóvel esticou, esticou, esticou e esticou. O telemóvel trouxe a chave e ela abriu a jaula. Libertou -se.
A Mafalda foi logo telefonar para o Henrique:
-Olá! Libertei-me, podes- me vir buscar?
-Claro, vou já para aí.
Quando o Henrique chegou, a Mafalda foi logo abraçá-lo.
-Vamos?
-Sim, vamos.
Foram pelo caminho e viram fazerem cortes de luzes. Ficaram com medo. Pararam a carroça e saíram.
-O que querem?
Eles não responderam e foram-se embora.
O Henrique e a Mafalda foram para casa...
Cresceram, cresceram, casaram e foram felizes para sempre...

Joana Filipa Gonçalves de Jesus

5ºC – Profª Paula Amaral



quinta-feira, 12 de abril de 2012


                     ROSA E O TESOURO ENTERRADO
        Há muitos, muitos anos, nasceu numa aldeia pequena uma menina pobre, ela chamava-se Rosa. Rosa era linda, linda como uma flor, uma flor muito delicada e frágil; tinha o cabelo preto, pelos ombros; a pele clara cor de pão com sardas pela zona do nariz; os seus grandes olhos negros sempre brilharam, muito, muito; ela era muito destemida, muito atenciosa e muito simpática.
        Um dia, ia ela a voltar da escola, e ia a pensar como poderia ajudar a sua família, quando:
        - O que é isto!?
        Um papel velho tinha, por causa do vento, vindo direitinho à cara dela. Ela tirou-o da sua cara e viu que era um mapa do tesouro; era aquilo que precisava para ajudar a sua família! Viu que não era muito difícil chegar ao sítio onde estava enterrado o tesouro. De repente uma fada aparece:        
        - Olá, Rosa.
        - Como é que tu sabes o meu nome? – Perguntou Rosa.
      - Eu sou a tua fada-guardiã, nunca me viste?! 
    Rosa ia preparar-se para responder mas a sua fada antecipou-se:
     - Ainda bem, cumpri as regras do ”supremo-livresco-das-fadas-guardiãs” – Disse a fada de Rosa, engrossando a voz.
     -Não sei porquê! 
     - Eu vou ajudar-te sempre que me chamares. Eu chamo-me Neblina Josefina. Eu sei que não é nada bonito o meu nome, mas é um nome, está bem! Bom, continuando, chama-me por este chupa-chupa de iogurte de morango.
        Neblina Josefina entregou-lhe o chupa-chupa e logo no segundo a seguir:
      - Puff! 
     A fada da Rosa desapareceu. Ela enfiou o chupa-chupa no bolso das calças e começou a correr para casa. Mal chegou ao seu quarto, pegou na sua única mochila (a da escola) e tirou tudo de lá de dentro, pegou na sua lanterna, num pouco de água e de comida, em roupa quente e lavada, num pequeno saco-cama, numa tenda pequena de montar, que os seus pais tinham comprado há muito tempo atrás quando tinham dinheiro e só dois filhos para cuidar, e em outras coisas essenciais. A mochila era pequena, mas a menina era muito arrumada e por isso coube lá tudo. Despediu-se dos pais, dos avós, das duas irmãs e dos três irmãos. Rosa não tinha dinheiro nenhum, por isso ia ter de fazer a viagem toda a pé, mas mesmo assim partiu à aventura.
        Andou por bosques, por montes, por montanhas mas nunca desanimou, pois sabia por que é que o estava a fazer: pela sua família. Rosa não era nem nunca foi uma menina egocêntrica, portanto continuou sempre, nunca parou! Quando o sol foi para a cama e a lua acordou, ela parou  numa clareira de árvores com folhas muito verdes, montou a tenda rapidamente e a seguir comeu e bebeu um pouco do que tinha trazido. Deitou-se e adormeceu em três tempos.
        Na manhã seguinte, acordou muito cedo. Vestiu-se rapidamente e, ao sair da tenda para a arrumar e tomar o pequeno-almoço, deu de caras com um veado, mas um veado gordo e mais parecendo  um peluche!
        - Uau…! – Exclamou Rosa ao cair, de novo no saco-de-cama.
        De repente, o veado começou a falar:
        - Olá, eu sou o veado Bolinha! Os outros veados riram-se de mim por eu ser gordinho, por isso vim para cá para me esconder deles! Só depois notei que havia uma tenda aqui e que havia algo a mover-se lá dentro e vim ver o que era!
        - OK… Eu sou a Rosa – disse ela, sorrindo para Bolinha, ao perceber que este devia ser… bem… um bom veado. - Queres vir comigo procurar um tesouro enterrado?
        - Claro, assim não penso naqueles veados patetas! Sobe para o meu dorso, assim vamos mais rapidamente.
        Rosa subiu para cima de Bolinha e puseram-se a caminho. Apesar de Bolinha ser gordinho corria muito rápido, a viagem foi muito mais fácil.
        Uns dois quilómetros à frente encontraram um pirata com má cara, e não é má cara de não dormir, é mesmo má cara!
- Eu sou o Pirata Espertalhão e se pela minha ponte querem passar, primeiro a mim têm de derrotar! – Disse o pirata - Mas é claro que sabem que de um duelo de adivinhas estou a falar!
- Vá, diz lá a primeira! – Pediu Bolinha.
- Está bem: 1ª - Num barco havia três homens. O barco virou-se mas só dois homens molharam o cabelo. Porquê? – Atirou o Pirata Espertalhão, semicerrando os olhos.
Rosa pensou, pensou e finalmente descobriu:
- Já sei! Porque o 3º era careca!
- Não vou desanimar, pois uma ainda tens de desvendar! – Respondeu o Pirata cheio de confiança – Esta não vai descobrir: 2ª - O que é que de dia fica no céu e à noite debaixo de água?
Desta vez Bolinha antecipou-se:
- Essa é fraca, já a ouvi um montão de vezes, Pirata Antiquado!
- Isso é um insulto! Vá, então, qual é a resposta certa?
- A dentadura, de dia fica no céu-da-boca e de noite dentro do copo de água! – Ripostou Bolinha, muito confiante.
- Vá, podem passar, eu não sou um pirata desonesto! – Disse ele, de joelhos no chão a bater com os punhos no chão.
- És um bom pirata! – Disse Rosa, com um sorriso – Vamos Bolinha!
Passaram a ponte em segurança e foram dar ao pátio de um enorme palácio.
Entraram lá dentro e vira nuns tronos um rei e uma rainha, eles pareciam simpáticos por isso Rosa desceu do dorso de Bolinha e começou:
- Olá, eu sou a Rosa. Eu e o meu amigo Bolinha viemos há procura de um tesouro enterrado! Sabem de algum?
- Querido, eles estão a falar do tesouro do Pirata Cabeçudo, segundo a lenda o pirata tinha muitos milhões de euros e enterrou-os juntamente com a sua alma! Vamos ficar ricos! – Sussurrou a rainha para o rei, com muito entusiasmo, depois virou-se de novo para Rosa e disse, muito chateada por não os poder ajudar: - Não, desculpa não sei nada sobre esse tal tesouro! Mas como já está escurecer podem ficar cá a dormir temos estábulos muito confortáveis, onde o teu veado pode ficar, Rosa! Já agora, eu sou Mafalda e este é o meu marido Alexandrino, somos os reis de Liláslandia.
- A senhora e o seu marido podem chamar-me Bolinha, vossas altezas! – Respondeu, muito rapidamente, Bolinha.
- Está bem, Bolinha. Daqui a duas horas o jantar será servido. Não se atrasem! O César mostra-te o teu quarto, Rosa. E o Henrique leva o Bolinha para o Salão dos Animais”, para ser escovado, antes da festa que vamos dar! Tenho vestidos no guarda-roupa do teu quarto, usa-os, eram da minha irmã mais nova, tens mais ou menos 11 anos, não é? Então servem-te, tens de ir muito bonita! A festa começa 22:45. – Informou a rainha Mafalda.
César mostrou o caminho para o seu quarto a Rosa. E o Henrique levou Bolinha para o salão de beleza.
Rosa tomou banho, procurou o vestido perfeito, maquilhou-se, penteou-se e arranjou-se, foi jantar e só uma hora depois foi para a festa. Desde que chegaram não tinha visto mais o Bolinha mas finalmente, na festa, viu-o: estava todo limpinho e com um laço com xadrez vermelho e verde. Estava muita gente na festa mas não viam os reis, sabem porquê? Porque os reis tinham invadido o quarto de Rosa, roubado o mapa e foram cavar no local do “X” e imaginem: conseguiram desenterrar o tesouro.
- Já viste, a lenda deste tesouro é mentira, aquela do: “Só a pessoa que tiver um motivo puro pode retirar o tesouro da terra e usa-lo da maneira que bem entender!” – disse o rei Alexandrino para a mulher.
- Sim, está bem. Mas é melhor voltarmos rapidamente para a festa senão aquela miudinha e o seu burrinho de estimação ainda descobrem que lhes tiramos o mapinha do tesouro. – Respondeu a rainha Mafalda, com alguma pressa.
- Isso vai ser difícil, majestade, porque nós já descobrimos! – Disse a Rosa.
Mas antes que ela pode-se fazer qualquer coisa a rainha lançou um feitiço que a prendeu a ela e a Bolinha dentro de uma jaula para animais. Mas Rosa lembrou-se que tinha o chupa-chupa no bolso do vestido (nunca andava sem ele), tirou-o de lá e usou-o para chamar a fada Neblina Josefina:
- Ajuda-me, tira-me desta jaula!
- Claro, querida, os teus desejos são ordens! – Respondeu uma voz doce e clara: era a voz de Neblina Josefina.
De repente apareceu ela, tirou Rosa e Bolinha de dentro da armadilha e num encanto mágico prendeu os reis na jaula que tinha prendido Rosa e Bolinha.
Rosa pegou no seu tesouro, pediu à sua fada que abrisse um portal de volta para casa e assim aconteceu, mas antes que a rainha má pudesse mandar criados atrás do tesouro Neblina Josefina fechou o portal.
Rosa deu aos pais o tesouro e o resto da sua vida foi maravilhoso: os pais viveram sem dificuldades, com o seu novo animal de estimação Bolinha e a sua nova melhor amiga a sua própria fada: Neblina Josefina.
                        Fim!
                       
BEATRIZ SILVA - 5º C
Profª Paula Amaral 


O portal
Numa tarde de primavera, no bosque do coreto, estava o João Aventureiro, que era alto, de olhos azuis, de cabelo louro, simpático, gentil e, como é óbvio, muito, mas mesmo muito, aventureiro.
O João Aventureiro estava sempre metido em sarilhos, mas nunca ninguém o descobria. Por ser um mestre das malandrices, toda a gente o achava muito inteligente, mas ele não o achava, e, por isso, o seu único desejo era a sabedoria. Ele adorava ser aventureiro, mas também precisava de ter alguns truques na manga e, para isso, o ideal era ter a sabedoria.
Na precisa tarde de primavera, no bosque do coreto, João Aventureiro, viu que, de repente, as pessoas tinham desaparecido, não havia ninguém, apenas, um senhor velho.
O João Aventureiro, muito envergonhado, foi ao pé do velho e perguntou-lhe:
 - Onde estão todos?
 - Finalmente… - disse o velho.
 - Finalmente, o quê? – perguntou o João.
 - Finalmente vieste ter comigo. – respondeu o velho.
 - Mas sabe onde estão todos? – perguntou novamente o João.
 - Desapareceram há muitos dias, e só tu os podes salvar! – afirmou o velho.
 - Porquê eu?! – Perguntou admirado João Aventureiro.
 - Porque eu estou um velho marreco quase com setenta anos e tu andas aí a fazer tudo e mais alguma coisa, ora essa. Estes são os passos que deves seguir: vai a casa buscar saco-cama, comida, água, roupa e uma bengala. Agora pega na minha bengala e bate com ela no chão seis vezes e verás o que te vais acontecer. – explicou o velho.
Então João Aventureiro pegou na bengala e tac, tac, tac, tac, tac, tac.
Quando deu por ele, reparou que, estava num portal que o transportava para vários sítios.
No caminho, ainda dentro do portal, o João Aventureiro reparou num animal. Então decide falar com ele:
 - Olá, eu sou o João Aventureiro, o que fazes aqui?
 - Olá, eu sou a Vaca Vakosa, no meio de uma viagem fiquei aqui presa e não consegui andar, mas não me soltes, eu gosto de aqui estar.
 - Ok, adeus. – respondeu o João Aventureiro.
Estava o João Aventureiro a caminho quando, de repente, lhe aparece à frente um sinal de STOP o João Aventureiro pára e lê o cartaz, que diz:
 “Leia isto com muito cuidado,
          para passar não pode ficar parado,
         pense  com cabeça: quanto é 1+1?,
                responda a isto como se fosse sagrado,
                pois três tentativas eu te estou dando.”
João não pensou 2 vezes pois sabia que 1+1=2, mas não sabia como responder, foi então que, do nada veio um papel e uma caneta e lá o João Aventureiro escreve: 1+1=2.
Colocou a sua resposta no sinal de STOP e nesse preciso momento apareceu outro sinal que dizia:

                                       “Este resultado está errado,
                                        Pois para a próxima tem mais cuidado.”
Então João pensou, pensou, pensou mas não viu outra resposta, é então que chega a Vaca Mimosa, irmã da Vaca Vakosa e lhe diz a solução:
                  
 



1+1=5             

João percebeu a solução e escreveu no papel: 1+1=5. Então os sinais saem e João chega a uma ilha.
A ilha era gigante, exótica, como se fosse o Havai.
Como não sabia onde estava começou a tentar fazer abrigo. No caminho da procura de materiais encontra uma cabana, como já estava a escurecer decidiu bater à porta, como ninguém atendeu entrou dentro de casa, João como já estava cansado deitou-se na cama e adormeceu.
Quando acordou reparou que estava . . . . preso por uma corda prestes a cair num lago de crocodilos!!!! A única coisa que viu foi um homem horrível que parecia o diabo. João começou a tentar soltar-se mas nem se soltava nem o “diabo” falava.
De repente vindo do nada, João, viu o velho. O velho não lhe falou, simplesmente quando o “diabo” se virou libertou-o.
O João Aventureiro agradeceu muito ao velho e começou a correr o máximo que podia, até que ouve:
- João, João Aventureiro, aqui, ajuda, socorro!
João Aventureiro procurou, procurou até que avistou numa mini-ilha, toda a população. Quando João se vira para trás para ir buscar materiais para fazer a jangada deu de caras com o “diabo” ambos lutaram e o João Aventureiro ganhou. Assim fez o “diabo” escravo e construiu a jangada obrigando o “diabo” a bater as pernas como se fosse  o motor da jangada e assim salvou toda a população.
A seguir, com a bengala, João bateu 6 vezes e levou toda a população para o bosque, também levou o “diabo” e lá no bosque castigaram.
De repente João Aventureiro acorda, percebe que toda aquela aventura tinha simplesmente sido um sonho fantástico.
Apesar da aventura não ter sido real o velho era real e as vacas também.
FIM!
JOANA SOL - 5º C        
LÍNGUA PORTUGUESA- profª Paula Amaral


domingo, 8 de abril de 2012


                                      QUERIDA FILHA


Há muito tempo, no meio do bosque, vivia um pobre camponês (e esse era eu), que não tinha nada, mas era muito feliz ao lado da sua filha, que, por tão bonita, tinha muitos pretendentes que estavam sempre à sua porta…
Farto disto, decidi pedir a uma família minha conhecida para ficar a tomar conta da minha filha. Assim ficou combinado, sempre que pudesse, iria visitá-la.
Um dia quando lá fui, deparei-me com um cenário que me deixou intrigado, não estava ninguém. Mas encontrei um bilhete que dizia:

<> <><>
Vendemos a tua filha,

Para ganhar dinheiro,

Achamos que não te ias

Importar, assim não tens que te preocupar onde a vais deixar…

Obrigada… 
  Desesperado gritei:

  -“Ai! O que vai ser de mim sem a minha querida filha?”
Fui para casa, mas a partir daquele momento os meus dias passaram a ser um verdadeiro inferno!

Certo dia quando andava muito atarefado no trabalho, apareceu-me um pássaro que cantava uma doce melodia, mas quando parou rematou:
 “- Eu sei onde está a tua filha!”
 “-O quê, quem, como!?”- perguntei eu muito admirado.
  “- Eu, sei onde está a tua filha, do outro lado da colina, num castelo muito feio, mesmo no cimo da montanha, com um rei e uma rainha com cara de maus…”- insistia o pássaro.
Mal ouvi isto peguei na carroça, em alguma comida, água e desapareci…
Ao fim de alguns dias de viagem passei por uma zona negra, de onde apareceram milhares de fadas más que me lançaram todos os tipos de feitiços. Partiram-me a carroça toda, só deram tempo para eu saltar para cima do cavalo e fugir. Só parei quando avistei um castelo no cimo de uma montanha (era realmente feio) …
Comecei a subir, mas quando cheguei ao topo deparei-me com guardas, com cara de maus, que pareciam que já estavam à minha espera (como é que sabiam que eu vinha a subir a montanha é, e continuará a ser um verdadeiro mistério), os guardas pegaram em mim e levaram-me ao rei e à rainha para decidir o que fariam comigo.
“-O que me esperava?” Quando lá cheguei assustei-me, eram mesmo feios: com nariz comprido, boca de lado e sem dentes mas, sobretudo, eram gordos e tinham mesmo cara de maus! Depois de muito pensarem, decidiram...   
Daí a uns instantes, lá estava eu, no meio de duas verdadeiras feras. Muito assustado comecei a correr pela arena. De repente apareceu um sábio, não sei de onde, mas parecia que trabalhava para o rei, que, por mais estranho que pareça, me deu conselhos:
-Se não queres acabar como eu, engana-os para ver se chocam um com o outro…
E desapareceu sem deixar rasto, nem me deixou agradecer!
Fiz exatamente o que o sábio me disse, e resultou…
Assim que as feras chocaram, nem pensei duas vezes e fui à procura da sua filha, que, nesse preciso momento, se entrava na igreja para se casar com o filho do rei, uma criatura ainda mais feia do que os pais. Ao fim de muito procurar, cheguei à igreja do castelo, avistei a noiva que era precisamente a minha filha, havia acabado de se sentar…
Eu, sem pensar, interrompi a cerimónia:
-Ela não se pode casar!
-Porque não? – Perguntou o rei
-Porque… Porque… Porque não tem a roupa certa… - rematei eu. -Eu sim, tenho-a - continuei.
O rei de tão ingénuo que era deixou-a ir…
Peguei nela e fugimos dali em cima do cavalo.
No caminho de regresso fomos perseguidos por monstros horríveis com pés gigantes que nos tentaram agarrar mas, por serem tão trapalhões e por terem os pés tão grandes, tropeçavam e caíam e discutiam entre eles... Nós aproveitamos e fugimos como se não houve-se amanhã.
Chegados a casa, à porta estavam muitos rapazes. Á espera de quem? perguntam vocês. Já se esqueceram da minha filha? Ela tinha muitos pretendentes…
Eu decidi que estava na altura de a deixar seguir em frente e escolher o seu amor. Assim foi, ela escolheu quem queria, e viveram juntos e felizes para todo o sempre… E eu também encontrei a paz ao lado da mãe desse rapaz…
E agora aqui para nós, esta história é tudo mentira!   
       
JOANA LOURENÇO


A menina e o Tesouro

Era uma vez uma menina chamada Catarina. Ela é simpática, inteligente e adora a aventura.

A Catarina queria encontrar um tesouro. O maior tesouro para ela era uma aventura, partilhada com o seu amigo Gabriel.

Então decidem que a aventura que vão ter é encontrar um lugar para passar as férias e brincar aos reis e princesas no seu reino mágico.

À procura dessa aventura, a Catarina sugere que, ambos encontrem um mapa do Algarve que tenha lugares onde possam passar as férias de Carnaval. Os dois amigos decidem ir a uma loja de turismo e encontram um sábio que lhes conta várias lendas acerca do Algarve.

Uma das lendas que o sábio contou é sobre uma princesa que gostava muito da neve, e como em Tavira não existe neve, o príncipe mandou plantar árvores que ficam cheias de flores que parecem neve, para agradar à princesa.

O desafio que têm de ultrapassar é descobrir quais eram essas árvores.

Os dois amigos decidem ir dar um passeio por Tavira e tentar descobrir quais eram as árvores que tinham flores que pareciam neve.

Encontram um castelo que fica no cimo da cidade e de onde conseguem ver uma grande paisagem. Ao longe vêm umas árvores cobertas de florinhas brancas que pareciam neve. Então decidem ir até lá com as suas bicicletas.

Pelo caminho têm de atravessar muitas ruas estreitas e de calçada romana e uma ponte que foi construída pelos Romanos. Quando chegam ao pé das árvores, estava lá um grupo de crianças a brincar às conquistas de reinos. Esses meninos convidam a Catarina e o Gabriel a brincar também.

A Catarina era a princesa, que o sábio lhes falou e que tinha saudades da neve, e o Gabriel era o príncipe. Viviam num castelo com muitos guardas que serviam para defender os príncipes dos bandidos que lhes queriam roubar os tesouros.

O príncipe Gabriel é ferido durante uma batalha. A princesa Catarina cuida dele e o príncipe para lhe agradecer manda plantar as árvores que dão flores que pareciam neve, para que ela deixasse de ter saudades da neve do seu país.

Depois de curado, o príncipe Gabriel enfrenta os seus inimigos numa grande batalha, e desta vez, vitoriosamente conquista mais um castelo para o seu reino.

O príncipe Gabriel vive feliz com a sua princesa, que já não tem saudades da neve e é feliz.

Os dois amigos perguntam às outras crianças o nome daquelas árvores e descobrem que eram amendoeiras.

No final da brincadeira os dois amigos ficam felizes com esse dia de férias passado juntos.

A Catarina fica feliz com a sua grande aventura, sendo esta mais um valioso tesouro que ela vai guardar na sua vida.

Inês Madama De Jesus

Nº-9           turma- 5C    -17\02\2012

sexta-feira, 30 de março de 2012



António Ramos Rosa, Dalila Carmo e Tiago Bettencourt, uma combinação perfeita!

domingo, 25 de março de 2012

Minha culpa

Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem
Quem sou? Um fogo-fátuo, uma miragem...
Sou um reflexo... um canto de paisagem
Ou apenas cenário! Um vaivém

Como a sorte: hoje aqui, depois além!
Sei lá quem sou? Sei lá! Sou a roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!...

Sou um verme que um dia quis ser astro...
Uma estátua truncada de alabastro..
Uma chaga sangrenta do Senhor...

Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador...
FLORBELA ESPANCA 

                          Florbela Espanca

sexta-feira, 23 de março de 2012

Quem andar durante esta semana no Sobe e Desce, enquanto faz a viagem pela cidade, pode entreter-se a ler um pequeno excerto ou um poema de um autor português, ou de expressão portuguesa; no verso da folha, que se encontra mesmo à sua frente, pendurada no assento, pode conhecer a biografia do autor ou autora e saber ainda em que bibliotecas pode encontrar outros livros. Ao todo são quarenta autores. A iniciativa pertence ao grupo concelhio das bibliotecas de Tavira, que engloba as bibliotecas escolares e a biblioteca Municipal.
Esta é mais uma atividade inserida na Semana da Leitura.

terça-feira, 20 de março de 2012

Vai alta no céu a lua da Primavera.
Penso em ti e dentro de mim estou completo.

Corre pelos vagos campos até mim uma brisa ligeira.
Penso em ti, murmuro o teu nome; e não sou eu: sou feliz.

Amanhã virás, andarás comigo a colher flores pelo campo,
E eu andarei contigo pelos campos ver-te colher flores.
Eu já te vejo amanhã a colher flores comigo pelos campos,
Pois quando vieres amanhã e andares comigo no campo a colher flores,
Isso será uma alegria e uma verdade para mim.

Fernando Pessoa (1888-1935)

domingo, 18 de março de 2012


Um Livro para o meu amigo

Esta atividade desenrola-se desde o início do mês de Março e consiste na redação de um postal dirigido a um amigo da escola. Nesse postal, cada aluno deve recomendar a leitura de um livro que tenha lido anteriormente (ou escutado na BE).
“Um livro para o meu amigo” é um convite à leitura e à partilha destes grandes amigos do homem: os livros!



As letras, as palavras, as histórias e os desenhos que lhes dão cor marcam presença a muitas vozes e com muitos traços, na comemoração da Semana da Leitura, de 19 a 23 de março, na BE da Escola da Estação...
Poderás participar em:
Um livro para o meu amigo
 Sessão de Poesia
  Histórias a 2 línguas
  Adivinha quem vem contar…
 Festival de Poesia cantada
  Leitura em vários sotaques
  Mostra do Livro Infantil Ilustrado

sexta-feira, 16 de março de 2012

Estes são os livros que as nossas concorrentes terão de ler para continuarem a aventura do "CONCURSO NACIONAL DE LEITURA", a realizar na Biblioteca Municipal de Olhão, dia 18 de abril. Escolha algo controversa, mas...FORÇA, miúdas!


"PARA MAIORES DE DEZASSEIS", de Ana Saldanha
Plano Nacional de Leitura - Livro recomendado para os 7º, 8º e 9º anos de escolaridade, destinado a leitura autónoma. 
 O tema central do livro, embora delicado, é extremamente atual: uma rapariga de 15 anos que se envolve com um homem de 29 anos. A protagonista feminina, Dulce, é uma "Lolita" do século XXI: rapariga adolescente, antes uma criança gordinha, que se reinventa fisicamente mas que altera também o seu interior para se adaptar às pessoas com as quais se cruza. Emocionalmente uma criança, mas com corpo de mulher, utiliza o poder que a sociedade lhe dá para seduzir um homem adulto sem pensar nas consequências. O protagonista masculino, Eddie, não é exactamente o «Lobo Mau», mas veste muito a pele de cordeiro: mais velho, mais experiente, é nitidamente um efebófilo. Sente o medo de ser apanhado em falta e a ilegalidade da situação, mas está viciado na excitação, no perigo e na adoração dela.





"O Rapaz que Prendeu o Vento",de Bryan MealerWilliam Kamkwamba

Plano Nacional de Leitura- Livro recomendado para os 7º, 8º e 9º anos de escolaridade, destinado a leitura autónoma.Também recomendado para as Novas Oportunidades, destinado a leitura autónoma - Grau de Dificuldade II.
William Kamkwamba nasceu no Malawi, onde vivia na mais absoluta pobreza e, aos 13 anos, teve de abandonar a escola por falta de meios. Mas isso não refreou o seu otimismo nem a sua vontade de aprender e, graças a uma biblioteca escolar, continuou a acompanhar as matérias escolares. Um dia descobriu um livro que mudaria por completo a sua vida e que explicava o funcionamento dos moinhos de vento. Utilizando materiais improvisados, muitas vezes recolhidos em sucatas, William conseguiu montar dois moinhos de vento e, assim, fornecer energia elétrica e água à sua pequena comunidade. O seu feito tornou-se notícia em todo o mundo e é contado neste livro cativante, que retrata os problemas que afligem o continente africano e sugere que as melhores soluções não partem necessariamente da ajuda dos países ricos. 

quarta-feira, 14 de março de 2012

A TRAÇOS LARGOS

A TRAÇOS LARGOS
 Nas estantes da biblioteca ou nas prateleiras do teu quarto, nas montras das livrarias ou dos alfarrabistas, as cores dos livros saltam à vista. Durante a próxima semana, integrada na comemoração da Semana da Leitura, os livros abrem-se para mostrar as suas histórias e as suas ilustrações. Num breve percurso de cinco décadas, podes encontrar livros onde as cores e os traços são a marca de uma época.A mesma história pode ser ilustrada de maneira diferente?Ao observarmos a ilustração podemos descobrir o ilustrador?Num livro antigo e num livro novo podemos encontrar a mesma história acompanhada de diferentes ilustrações?
 Vem ver e descobrir, na Mostra Cronológica do Livro Infantil Ilustrado, na biblioteca da estação

quinta-feira, 8 de março de 2012

a mulher mais bonita do mundo


A Mulher Mais Bonita do Mundo
estás tão bonita hoje. quando digo que nasceram
flores novas na terra do jardim, quero dizer
que estás bonita.

entro na casa, entro no quarto, abro o armário,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio
de ouro.

entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.

há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.

estás tão bonita hoje.

os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.

estás dentro de algo que está dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.

os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.

de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.

José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"


terça-feira, 6 de março de 2012




Não, não é ainda a inquieta
luz de março
à proa de um sorriso, (...)
não, é só um olhar.
Eugénio de Andrade

sábado, 3 de março de 2012

é já na próxima semana!







O desafio “CIÊNCIA NA BIBLIOTECA” é coordenado pela Biblioteca Escolar, pela professora Rita Lopes, de Ciências Naturais e pela professora Mª João Costa, de Ciências Físico-Químicas.


O desafio está aberto a todos os alunos do 3º ciclo.


O desafio é composto por 2 eliminatórias.


Cada desafio / eliminatória é composto por 2 questões: uma sobre Ciências Naturais e outra sobre Ciências Físico-Químicas.


Os desafios são resolvidos na biblioteca.


Durante o prazo estipulado, os alunos podem continuar a resolução do mesmo desafio, em dias diferentes, mas o trabalho nunca sai da biblioteca, sendo sempre entregue à professora responsável pela biblioteca.


Para resolver os desafios, os alunos podem consultar todos os recursos existentes na biblioteca.


São apurados para a 2ª eliminatória / final os 3 alunos, de cada ano letivo (7º, 8º e 9º), que obtiverem os melhores resultados na 1ª eliminatória.





sexta-feira, 2 de março de 2012


Inspetor Gatotas e o Mistério da Caduca
Era uma vez uma menina chamada Margarida que vivia numa casa com um grande quintal e uma horta cheia de legumes: cenouras, alfaces, couves, tomate,rabanetes

No seu quintal, a Margarida tinha uma árvore chamada Caduca.
Um dia, depois do almoço, a Margarida foi ver a sua amiga Caduca. Quando chegou perto dela percebeu que a árvore estava cheia de sede.

- Que estranho! Ainda ontem, ao final da tarde, o avô regou-a. – Disse a Margarida para si própria. – Mas que mistério…

Não havia dúvidas, este mistério era assunto para um inspetor de longos bigodes.
Inspetor Gatotas
Não alinha em batotas
O inspetor Gatotas era um velho gato vadio que às vezes dormia no armazém das ferramentas do avô Mestre Zé.
Em boa hora, o Gatotas passou sorrateiramente por cima do telhado e viu o rato que há muito roía tudo o que encontrava na horta.
Jaquelino, o ratito do campo, estava com a cabeça debaixo da terra, e nem deu pela presença do velho gato. O inspetor Gatotas desceu rapidamente do telhado e escondeu-se atrás da Caduca a observar o que se passava. De repente, aproximou-se, torceu os bigodes e miou satisfeito:

- Miauuuu! (que significa já sei!)

O mistério estava desvendado, Jaquelino era o responsável pela sede da Caduca. A verdade era que, sem pedir autorização, escavou um túnel desde as raízes da árvore até à sua casa. Era aí, num venho alguidar de plástico verde que o ratinho tinha construído uma piscina (quase olímpica!) e por isso desviava a água que deveria matar a sede à Caduca.
Inspetor Gatotas e o Mistério da Caduca
Quando a Margarida voltou da escola, o velho Gatotas deitou-se no parapeito da janela do seu quarto e ronronou-lhe toda a história.
Na manhã seguinte, a menina e o avô taparam o túnel e foram regar a árvore com muita água.
A Caduca ficou muito satisfeita, por isso, todas as tardes, oferece uma sombra fresquinha onde o avô se deita para descansar, a Margarida aproveita para brincar e o velho Gatotas se consola a refrescar os bigodes.

(Entretanto, conta-se que o Jaquelino procurou outra horta onde morar, mas o inspetor Gatotas mia a bom miar que o ratito, depois da sua piscina secar, foi tomar banho no poço e… nunca mais ninguém o viu. Ao certo, ao certo, não se sabe o que terá acontecido…).
Autoria - 2ºB - (Profª Fátima)