sexta-feira, 11 de maio de 2012

O GRITO


       É sábado  à tarde no centro comercial. Muita gente, um barulho ensurdecedor, um calor asfixiante. De repente, ouve-se um grito cortante. Aquele som desagradável ecoou na minha cabeça. Parei. Toda a gente parou. O barulho parou. O grito parou.
     Um silêncio profundo instalou-se no centro comercial até que foi cortado por outro grito estridente e desesperado! Mais uma vez, tudo parou. As pessoas começaram a andar, afastando-se de tudo e de todos. Eu permaneci parada no mesmo lugar.
Decidi continuar a minha vida. Quando o meu pé se descolou do escuro e frio chão, um choro suavíssimo sobressaiu no meu das passadas das pessoas. Esse ia-se tornando cada vez mais alto e violento.
      Gritos de desespero e tortura ressoaram nos meus ouvidos! Não parava! Gritava e chorava sem parar! Entrei em pânico. Comecei a correr perdida! Procurei a origem do som, mas parecia vir de todas as direções! Parei e olhei em meu redor. Fiquei espantada! As pessoas continuavam as suas vidas, as suas compras.
Como era possível ignorarem um choro terrível e um grito de ajuda? Corri em direção a um casal. A minha expressão de pânico preocupou-os.
     - Não ouvem? Não ouvem? Porque o ignoram? – Perguntei.
     - Está-se a sentir bem? Não ouvimos o quê? – Responderam eles.
     - O GRITO! NÃO O OUVEM?! – Voltei a questionar.
     Gritei isto com todas as minhas forças. O casal assustado começou a fugir.
Encostei-me a uma parede e deixei-me escorregar até ao chão. Estaria a endoidecer? Estaria a imaginar? Estaria doente? Pensei. Só depois me apercebi que o choro e o grito tinham parado. Os meus olhos perderam a força e senti-me tão fraca…
O meu corpo cambaleou para o lado e o meu coração parou.
Era eu. Era eu que gritava. Era eu que precisava de ajuda. Eu desapareci… 
                                                                                                
 Joana Perestrelo      
Profª Alexandra Soares            

A minha janela

      Quando abro a janela do meu quarto vejo tudo o que alguém que gosta da natureza pode admirar. Assim que a deslizo suavemente para o lado, sinto uma brisa. Uma brisa fresca, calma e pura. Nem sempre é calma, pois quando as nuvens se zangam, sopram com tanta força que transformam essa agradável brisa em ventos violentos e cheios de raiva. Às vezes, o Sr. Sol decide aparecer e com o seu energético sorriso ilumina a minha bela vista.
      E querem saber como é essa beleza da natureza? Eu digo-vos! À minha frente vejo um vasto campo cheio de flores e relva tão verdinha como as ervilhas minúsculas que a minha mãe põe na sopa. Não é uma comparação muito boa, eu sei, mas foi o melhor que eu consegui arranjar.
Continuando, mesmo à frente do meu muro estão as minhas amigas figueiras, a Careca e a Calma. Pessoalmente gosto mais de chamá-las  C.C.
São muito queridas, apesar de não fazerem nada…mas pronto, eu gosto muito delas.
     À minha direita está a casa da minha vizinha que está sempre a gritar com o marido. Coitado! O que o senhor tem que aturar.
À minha esquerda tenho uma pequena estrada que separa a minha casa de outro grande campo. Esse campo está sempre cheio de vacas!
    E é isto que eu vejo quando abro a minha janela...

Joana Perestrelo - 6ºF
Profª Alexandra Soares

segunda-feira, 7 de maio de 2012

À procura de um tesouro


            Há muitos, muitos anos, vivia numa ilha deserta um jovem aventureiro que era procurador.
         Andava há algum tempo à procura de um tesouro. Foi pedir indicações a um velho, um velho muito velho e perguntou:
         -Senhor,  sabe onde é a gruta dos Piratas Amaldiçoados?
         -Sim, meu jovem, tenho  um mapa, posso-te dar se quiseres.
         -Está bem!
         O jovem aventureiro despediu-se do seu amigo “velho”.
Seguindo o mapa, parte à aventura, de barco. No caminho encontra um amigo, o Harry, que vai com ele no barco.
Seguindo a rota descrita no mapa, deparam-se com um grupo de piratas a fazer descarga de ouro.
Os piratas, ao verem que estavam a ser observados, ficaram muito zangados e mandaram-nos parar junto deles.
Os dois amigos ficaram encurralados. Os piratas prenderam-nos com uma corda ao seu barco, até que Harry teve uma ideia brilhante: lembrou-se que tinha um punhal no bolso.
Cortou a corda e safaram-se, atirando-se para dentro de águas. Foram para o barco e puseram-se em fuga a caminho da ilha.
Quando chegaram olharam para o mapa e viram que estavam a norte da ilha. Ancoraram e foram para o meio da ilha  seguindo as indicações do mapa. Quando lá chegaram verificaram que lá morava um inimigo dele de há muito tempo - o anão, que era um homem de estrutura baixa e o seu irmão, o gigante, que era de estrutura bastante alta.
O azar foi que os dois irmãos se aperceberam que tinham companhia na ilha e descobriram que eram os seus inimigos. Perseguiram-nos até à gruta dos Piratas Amaldiçoados.
Conseguiram capturar o aventureiro e o seu amigo, levaram-nos e prenderam-nos numa jaula. Estes ficaram lá durante algum tempo.
Eles são condenados à morte.
Harry, com o seu punhal castanho, conseguiu enfraquecer o cadeado e libertar-se mais uma vez dos bandidos.
 Foram a correr para a gruta, escavaram um buraco e fizeram uma armadilha para que os inimigos caíssem e ficassem lá presos.
Ao escavarem o buraco descobriram o tesouro lá enterrado que tanto procuravam.
E regressam a casa. Mas os aliados do inimigo, sabendo que eles tinham descoberto o tesouro, perseguem-no até à sua casa tentando roubá-lo.
Mas o aventureiro e o amigo temendo que lhes roubassem o tesouro e lhes fizessem mal, dirigiram-se à polícia e contaram o que tinha acontecido.
Fazendo assim com que os bandidos fossem presos.
Fernando Reis - 5ºB
Profª Paula Amaral

sábado, 5 de maio de 2012

LUA ADVERSA


Tenho fases, como a lua,
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...).
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles, in 'Vaga Música'

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A CRIANÇA SALVADORA



             Era uma vez um rapazinho  chamado Gaspar. Ele era muito curioso e gostava  de fazer muitas  experiências  e jogos engraçados.
       Ele animava  os que estavam tristes  e dava-lhes alegria . Todos gostavam muito dele. Tinha  apenas  dez anos.
                Um dia andava a dar uma volta de bicicleta pelo jardim quando viu um camponês sentado à sombra de uma laranjeira, muito triste. O rapaz foi ter com ele e perguntou-lhe :
                 - Porque está  assim  tão triste, senhor Amadeu? Está doente?
                 - A minha mulher está doente, tem uma doença  que pode ser grave, se eu não lhe arranjar o remédio que ela precisa  rapidamente.
                - E  o que é? Se eu o puder ajudar...
                 - Ela precisa de uma alga que há no alto mar, mas eu não tenho como lá chegar. - disse o camponês, a chorar.
                - Não chore, eu tenho um amigo que é marinheiro e ele talvez nos possa ajudar.
                Então o Gaspar foi ter com o amigo marinheiro, o Zé do Polvo, e disse-lhe:
                - Bom dia, senhor Zé do Polvo, tenho um amigo que tem a mulher muito doente e precisa de uma alga que só há no alto mar para a curar. Será que o senhor nos pode ajudar?
                 - Claro que sim, meu rapaz! Prepara-te e amanhã  a seguir ao almoço vamos buscar a alga. Diz ao senhor Amadeu que fique descansado que nós a traremos.
                 - Ok, vou já tratar disso, obrigado e até amanhã.
                 O rapaz foi para casa, consultou a internet  e pesquisou sobre o assunto. Encontrou um livro com o título " A Sabedoria" que  falava sobre como lidar com o mar... e pensou que seria um objeto precioso para ter à mão naquela  aventura no mar, talvez fosse um bem precioso. Na manhã seguinte foi à livraria comprá-lo.
                Ao sair de casa, a avó disse-lhe:
                - Gaspar, vais para o mar, leva este talismã para que te ajude nos maus momentos, pois ele  é um tesouro para mim, tem me ajudado muito nos maus momentos da minha vida...
                Depois do almoço, o rapaz vai ter com o senhor Zé do Polvo e vão para o alto mar no seu barquinho. Na viagem, o rapaz lê ao marinheiro os conselhos que estão no livro e também as experiências de um sábio para o tratamento de doenças como a da mulher do senhor Amadeu.
               Já vão a algumas milhas do cais quando, de repente, salta para cima do livro um pequeno vulto: era um mágico para lhe explicar que há algas de vários tipos e qual seria a que ele tinha que trazer. Este mágico passa a ser o seu grande amigo, que lhe fala de uma amiga sua que é fada e também o poderá ajudar e acompanha-os na viagem.
                 De repente o marinheiro vê-se confrontado com um obstáculo que lhe aparece à frente do barco, uns monstros marinhos que os querem atacar. Então o rapaz fica assustado, olha para o mágico e espera que ele tenha uma atitude para os afastar, mas como ele fica sem palavras, o rapaz resolve atirar-lhe o lanche que levavam e diz ao marinheiro para andar mais rápido em direção às grutas. Enquanto os monstros se distraem a comer, eles tentam esconder-se nas grutas.
                Dali conseguem ver os monstros afastarem-se  e respiram de alívio, pois  já podem continuar a viagem porque os monstros os perderam, graças ao lanche.
                 Chegam ao lugar onde estão as algas, e depois de as apanharem são confrontados com um reino desconhecido. Como o rapaz é muito curioso quer observar e tirar algumas fotografias ao que lhe é desconhecido, mas é confrontado com mais um adversário. Desta vez um extraterrestre! Parece uma bola com alguns pelos que, às vezes, se transformam em picos muito afiados e com um olho só muito brilhante.
                O extraterrestre salta para cima da mão do rapaz e ele vai fazer-lhe uma festa, mas  os pelos  transformam-se em picos e o rapaz fica com a mão ferida, atirando-o para a água.
                Muito assustado, o mágico grita-lhe:
                - Estás condenado à morte!
                O rapaz, que não esperava ouvir aquilo, começou a chorar, olhando para a sua mão, vendo-a a sangrar e com muitas dores.
                - Tem calma, rapaz, não vais desistir, viemos para ajudar a mulher do Amadeu, não podemos desanimar! - diz o marinheiro também um pouco assustado.
                Então o mágico diz-lhe:
                - Gaspar, vamos pôr uma destas algas milagrosas na tua mão e ficarás bom num instante!
                Agora é o mágico que faz uma magia e deixa o monstro a dormir, apanhando mais umas algas para trazer, pois ainda poderão precisar de mais!
                O rapaz mostra ao mágico o talismã que a avó lhe dera. De regresso a casa ainda são perseguidos por aliados do seu inimigo, outros extraterrestres, mas que agora já não têm tanta força, pois estão sob a magia do mágico que os acompanha e a força que o talismã tem para os proteger. O marinheiro lembra-se que tem as armadilhas de apanhar os polvos no barco  e  atira-as para água. Os monstros, ao sentirem aquilo na água, entram para dentro e ficam presos dando tempo para que o barco se afaste e o percam de vista.
                Quando chegam a terra, vão ter com o senhor Amadeu que corre logo à mulher. Esta,  após  colocar  as  algas,  começa logo a melhorar.
                Passados  dois  dias  já estava curada. O senhor Amadeu vai ter com o Gaspar para lhe agradecer, pois ele foi um "HERÓI ", salvou-lhe a mulher. Convidou-o para uma festa de agradecimento, a ele e ao senhor Zé do Polvo.
                Na festa estiveram presentes os aventureiros: Gaspar, Zé do Polvo e o Mágico, onde são descritas todas as aventuras que passaram naquela tarde ...
                Todos gritam e aplaudem ao rapaz de dez anos:
                - VIVA O GASPAR!
                - VIVA A CRIANÇA SALVADORA!
    
              Vasco Pereira  5 º B  Nª 25
                   Profª Paula Amaral        
                                                                                                      

sexta-feira, 27 de abril de 2012

AS ESTÓRIAS DO SERAFIM



Serafim esteve na nossa escola, ontem, para mais umas estórias... cozinheiro nas artes da boa disposição, Serafim conta para afagar silêncios fundos e afagar tristezas demoradas. Desta vez os privilegiados foram os alunos das turmas A, C e D do 8º ano e os alunos do 4º ano.
Jorge Serafim foi técnico da Biblioteca Municipal de Beja durante muitos anos, no setor infanto-juvenil, desenvolvendo funções na área da narração oral e na promoção do livro e da leitura. Desde 2007 trabalha exclusivamente não só como narrador/mediador de leitura, como também fazendo algumas incursões pela escrita. 

“Tenho em mim que as palavras repõem os sentidos à beira-mar do corpo. Fazem temperatura. Reinventam a meteorologia. Traçam geografias. Escavam caminhos nos sentimentos. As palavras dão uso aos homens. Amadurecem-nos. As palavras serão frutos se os homens forem árvores. E que a rega da fala cumpra o seu dever. Aguar para respirar.”
Jorge Serafim

quinta-feira, 26 de abril de 2012


A aventura em busca do Unicórnio
  Era uma vez uma menina pequena e aventureira, que gostava muito de ter um animal, de preferência, mágico.
     Um dia, ela pensou que fosse possível encontrá-lo e por isso passou dias e dias a ler livros sobre animais mágicos.
     Ela tomou uma decisão apressadamente e disse:
     - Vou procurar um unicórnio no castelo do gigante.
     De repente apareceu uma fada que cantou uma rima esquisita:
     - Eu irei aparecer,
     Mas tu não me irás ver,
     Ajuda hei de te dar,
     Sem parar!
     A menina ficou muito baralhada, mas mesmo assim continuou a querer ir ao castelo.
     Foi de imediato preparar uma mochila com tudo o que ia precisar, montou-se na sua bicicleta e pôs-se a caminho com o mapa que tinha encontrado num dos livros.
     Passadas algumas horas, encontrou na estrada um cão perdido, cheio de fome e sede.
     A menina tinha na mochila comida e água, por isso deu um pouco ao cão.
     Depois pensou:
     - Ele é amigo, será que quer ir comigo?
     Então deu uns passos à frente para ver se o cão vinha a trás. Ele veio e por isso continuaram a aventura.
     Passado pouco tempo, encontraram umas árvores com um olho mágico, que se pôs a andar à roda para os hipnotizar.
     Mas o cão, como era esperto, não olhou e conseguiu desipnotizar a menina batendo 5 palmas.
     Um dia depois, ao passar uma floresta, eles encontraram um monstro peludo com dentes de vampiro.
     O cão teve uma ideia:
     - Tu tens uma corda na mochila?
     - Sim!- Respondeu a menina.
     O cão tirou a corda da mochila, enrolou-a à volta dos pés do monstro e jogaram-no para um buraco que estava perto deles.
     Continuando a sua aventura, chegaram a uma ponte que estava fechada. Nessa ponte encontraram uma cabana, de onde saiu um velho com barba branca até aos pés.
     O velho disse com uma voz rouca e cansada:
     - Se querem por aqui passar, uma palavra sábia têm que me dar!
     A menina e o cão ficaram todos atrapalhados, mas o cão reparou que dentro da cabana estava a palavra “unicórnio”.
     O cão sussurrou ao ouvido da menina:
     - Por favor, diz a palavra “unicórnio”!!!
     A menina respondeu bem alto:
     - “Unicórnio”!
     O velho, apesar de muito contrariado, lá abriu a ponte, deixando-os passar.
     Passadas algumas horas, depois de muito pedalarem, vislumbraram ao longe o castelo do gigante.
     Aproximaram-se para descobrir a melhor entrada para o castelo, sem serem vistos.
     Entraram por uma pequena janela que estava coberta de arbustos. Mal entraram foram ter à casa de banho do gigante.
     O susto ao vê-lo foi tão grande que gritaram bem alto.
     O gigante, que nesta altura estava a tomar banho na sua gigantesca banheira, saltou ainda despido e correu atrás deles para os apanhar.
     Como não conheciam o castelo, foram ter a uma sala que não tinha saída.
     Rapidamente o gigante agarrou a menina com a sua enorme mão, mas deixou escapar o cão por entre as pernas.
     O gigante prendeu a menina numa gaiola que estava dentro das masmorras do castelo.
     O cão, no jardim do castelo, avistou ao longe o unicórnio e foi ter com ele.
     - Unicórnio!! Unicórnio!! - Disse-lhe muito assustado:
     - Por favor, vem comigo ajudar a minha amiga menina e depois vens connosco para a sua casa.
     - Ajudar-te? Contra o gigante mal humorado? É um prazer, pois eu já não o consigo aturar!
     E lá foram os dois, tentando não serem vistos pelo gigante, salvar a menina que estava presa, muito triste e desolada, naquela masmorra húmida, mal cheirosa, cheia de musgos e fria.
     O unicórnio tinha o poder da transparência, e quem lhe tocasse também ficava invisível por breves minutos.
     Ficaram ambos invisíveis, tiraram a chave ao gigante enquanto este dormia e foram soltar a menina.
     Já iam no jardim, quando o poder da transparência desapareceu. Então foram avistados pelos monstros - guardas do gigante, que deram o sinal de alarme, acordando-o.
     O gigante ficou furioso ao ver que a prisioneira tinha fugido e mandou os seus monstros apanhá-los e matá-los.
     Começou a perseguição, mas os monstros estavam a aproximar-se muito. Estavam desesperados!
     Finalmente soou uma voz ao ouvido do unicórnio:
     - Usa o teu chifre para lançares chamas sobre os monstros. (Esta era a voz da fada que os tinha prometido ajudar.)   
     Neste instante o unicórnio começou a lançar fogo forte sobre os monstros que logo começaram a arder e a fugir.
     Esta foi a maneira de se verem livres do gigante.
     Rapidamente, a cavalo do unicórnio, chegaram a casa, onde se abraçaram e muito felizes prometeram nunca mais se separarem…    

 Miriam Brito  5ºB Nº18
Profª Paula Amaral

                           
                                   UMA GRANDE AVENTURA
 Há muitos anos atrás, um pobre camponês era triste, pois para ser feliz queria ter de volta algo que a rainha má lhe tinha roubado. Ele foi pedir conselhos a um velho, que vivera no palácio. Pôs num saco, comida, água, agasalho e algo para se proteger. No dia seguinte, partiu no seu burrinho, numa madrugada fria de nevoeiro. No caminho vê um rato a afogar-se num rio. O camponês atirou-se à água, apesar desta estar gelada e salvou-o. O rato ficou grato e o camponês, com a sua bondade, fez mais um amigo!
     No decorrer da viagem passaram por uma montanha, mas acharam que iam demorar tempo na subida; arriscaram, então, ir por uma gruta onde sabiam existir muitos perigos.
     Depois de muito andarem, chegaram ao palácio da rainha má. O camponês mal lá chegou foi preso  só porque pedira que lhe devolvessem o que a ele pertencia.  
     O burro e o rato, ao ouvirem tal, planearam que o burro daria um coice no guarda e o rato pegaria nas chaves e tirá-lo-ia dali. Ao porem o plano em prática, libertaram-no.
    Em seguida o camponês disfarçou-se de cozinheiro e na comida pôs umas ervas que provocaram o sono a todos os habitantes do palácio, incluindo a rainha má. Cuidadosamente e cheio de medo, o pobre camponês tirou a chave que estava presa num fio ao pescoço da rainha e libertou então o que ele procurava. Nada mais, nada menos do que a princesa!
  Quando iam no caminho de regresso, na floresta, foram vítimas de uma emboscada. Os soldados da rainha má iam atacar e os aldeões amigos do nosso querido camponês salvaram-no, porque o consideravam um herói por ter salvado a princesa das garras da rainha má.
   Com a ajuda do povo prenderam a rainha má e a princesa e o camponês passaram a governar o reino com justiça!   

Marta Inácio - 5ºB
Profª Paula Amaral

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Grandes ou pequenos, com muitas ou poucas páginas, de lombada fina ou grossa, os livros são todos diferentes... e os leitores também!


Recostados no sofá, sentados na relva do jardim, no recreio, na praia, no terraço ou na carrinha a caminho da escola, todos os lugares são bons para leres um livro. Quando tu quiseres, quando te apetecer, em silêncio ou em voz alta, a escolha é tua!

E como será que se faz um livro?
Vem descobrir e experimentar na Biblioteca da Estação!

domingo, 22 de abril de 2012

A ÁRVORE DOS DESEJOS

               Em exposiçaõ na nossa Biblioteca
A ÁRVORE DOS DESEJOS - 6ºB - FORMAÇÃO CÍVICA
Criação de uma peça artística a partir da elaboração de mandalas individuais com os desejos de cada um, lembrando que tudo faz parte de um centro unificador (sementes, embrião, células...) e se desenvolve e expande em forma circular e nos leva ao infinito...

DESEJOS EXPOSTOS

Somos todos peças de um enorme puzzle e de cada vez que um descobre o seu lugar, o que tem de único, contribui para que o outro se descubra a si mesmo...estamos todos interligados como numa enorme mandala. Foi esta a filosofia subjacente ao projeto " A Árvore dos Desejos" que a turma do 6ºB desenvolveu em Formação Cívica, com a colaboração da encarregada de educação Teresa Lucena.



sexta-feira, 20 de abril de 2012

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA 2012

De entre os 90 concorrentes, a nossa Inês Horta (7ºB) conseguiu um honroso 3º lugar. A menina que gosta de ler e tem no olhar a serenidade de uma história com final feliz...está de parabéns!



CONCURSO NACIONAL DE LEITURA
FASE DISTRITAL
No passado dia 18 de abril,  três alunas da nossa escola prestaram prova na fase distrital do CONCURSO NACIONAL DE LEITURA, o que deixa este "canto" muito orgulhoso e com o doce sabor da vitória. Parabéns, Mariana, Wimina e Inês!





                                              PERCURSOS GERAÇÕES 


O Agrupamento Vertical de Escolas D. Manuel I associa-se, através das Ações de Formação para Adultos em Competências Básicas e das bibliotecas escolares, à comemoração do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre as Gerações - 2012.

PERCURSOS GERAÇÕES é um programa estruturado a pensar no envolvimento ativo dos formandos das Ações de Formação para Adultos em Competências Básicas, através de diferentes atividades que possibilitem a recuperação e a partilha de diversos saberes, bem como a descoberta de novas linguagens e realidades vivenciais.

Objetivos:

à Contribuir para o efetivo envelhecimento ativo;
à Desenvolver ações que possibilitem a recuperação e a valorização dos saberes individuais e coletivos;
à Promover a relação entre gerações, estabelecendo laços de solidariedade e a não discriminação com vista a uma maior coesão social;
à Contribuir para o fortalecimento da auto-estima;
à Promover o intercâmbio de conhecimentos e de experiências.
 Rodas de Contos
Sessões de contos baseadas nas histórias de tradição oral, partilhadas entre gerações. As sessões são realizadas nas BE e dinamizadas pelos formandos e por alunos de uma turma convidada.
 Outros olhares
Visita a exposições de arte e património arquitetónico, de acordo com a oferta existente no concelho, e a cenários reais de vida quotidiana (Mercado municipal, CCPlaza, Bombeiros Municipais, Parque da Água …)
 Segredos do Ofício
Apresentação e partilha de conhecimentos específicos de diversas áreas profissionais dos formandos. As sessões são destinadas aos alunos mais novos e realizar-se-ão nas escolas pólo e nas EB de Tavira. Esta ação integra igualmente, sessões destinadas aos formandos e dinamizadas por convidados externos.
 Joga
Recuperação de jogos tradicionais, individuais e de grupo, em sessões abertas a alunos do 1º ciclo, a dinamizar nas escolas pólo e nas EB de Tavira.
 Parceiros:
 Bibliotecas Escolares
Bombeiros Municipais de Tavira
Centro Comercial Gran Plaza
Câmara Municipal de Tavira
Museu Palácio da Galeria
BM Álvaro de Campos
C Ciência Viva 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

                        

                        Um amor perdido
Esta história passa-se no ano de 2143, no futuro. Um aventureiro de nome José, alto, bonito, rico e de muito bom coração, pensou no seu maior desejo: encontrar um amor perdido! Mas a sua cidade de nome Tavirex era isolada por um deserto e só havia lá idosas.
Então, ele foi ter com o seu avô, o idoso mais sábio da cidade e perguntou-lhe:
- Onde é que posso encontrar um amor perdido?
O avô respondeu-lhe:
- No planeta de plasticina, já ao virar da esquina.
Logo que o avô disse isto, ele sentiu-se preparado e começou a andar, mas primeiro foi a casa preparar um mochila com coisas que pudesse precisar, como comida.
Ele andou quilómetros e quilómetros, até que viu que afinal era mais longe do que pensava, e precisava de um transporte. Então chamou:
   - Ó Sissi!
    De repente, vindo do céu, apareceu um cão astronauta que disse:
    - Chamou, meu dono?
    - Sim, chamei, Sissi, e preciso que me leves no teu foguetão para o planeta de plasticina!
    - Sim, meu dono. - disse o cão.
    Entraram no foguetão e foram até ao céu. Logo que entraram no espaço viram um monstro, um monstro monstruoso! Era um peixe-aranha gigante! Só havia uma coisa a fazer!
     - Tens fome? - perguntou o cão.
     - Porque eu quero comer peixe!
      O cão saltou do foguetão e comeu o peixe gigante de uma só dentada!
      Por fim, o José avistou 3 galáxias e exclamou:
    - Deve ser numa destas, mas como vou saber qual?! Já sei! Usa o teu faro, Sissi, para farejar qual delas é.
    E  foi isso que o cão fez.
    - É a terceira! - disse o cão.
     Finalmente avistaram o tal planeta de plasticina, aterraram e viram um castelo verde, muito bem camuflado. Aproximaram-se e viram que o portão era verde. O cão, mal se encostou no portão, disse:
   - Quem me dera que “Abre-te Sésamo!” resultasse!
   E não é que resultou: o portão abriu-se e eles entraram. Mas ficaram surpreendidos porque tudo era verde: o chão, as paredes e até a mobília! De repente, ouviu-se uma voz grossa, vinda do fundo de um corredor:
    - Osvalde! Vai vire o que se passar no corredore!
     Ao ouvirem isto, José e o seu cão esconderam-se e viram um extra-terrestre vestido de empregado que, ao vê-los, disse:
    - Alerte! Alerte! Introse! Introse!
     Ao ouvir isto, o dono do castelo salta da cama vestido com um pijama cor-de-rosa choque, entra num armário e sai vestido de guerreiro. Ele é um extra-terrestre gigante! É verde, tem 3 olhos e 4 braços! Ele diz:
    - Tus parlar portuguis?
    Eles responderam que sim. O extra-terrestre furioso respondeu:
    - Bamos lotar! (Ele não sabia falar bem a língua portuguesa).
     Logo que disse isto, o corredor transformou-se num ringue de boxe, o extra-terrestre, sem hesitar deu-lhe um soco e o José perdeu o combate, sendo condenado à morte. O cão, vendo esta triste cena, disse ao ET:
      - Se o libertares, dou-te todo o dinheiro que quiseres.
      O ET, pensou, pensou, e decidiu libertar o José em troca de ficar a nadar em dinheiro, mal sabendo que este era falso. Aproveitando esta oportunidade, em que o ET estava distraído, foram até às masmorras e libertaram uma prisioneira humana, que lá se encontrava por não querer casar com o dono do castelo. Ela era linda como os raios de sol e as flores da primavera! Chamava-se Madalena. Escapando-se, voltaram com ela para a Terra. O ET empregado, Osvalde, ainda os persegue mas o cão manda mais dinheiro pelo espaço e ele, para o apanhar, deixa os fugitivos escapar.
     Depois disso, já de regresso à Terra, o José e a Madalena casaram e viveram felizes para sempre, com o seu fiel cão, Sissi.
Diogo Nascimento, 5º B, Nº 8
Profª Paula Amaral





Há muitos, muitos anos, vivia num casebre, perto de uma floresta, um pobre camponês. O pobre coitado nunca tinha sorte: não conseguia obter dinheiro a partir da parte das plantações que vendia.
Certo dia lembrou-se de que havia uma lenda sobre um talismã. Quem o usasse ficaria cheio de sorte. Nem pensou mais um segundo e foi ter com o seu amigo Manuel, perito em lendas.
- O que te traz aqui, Joaquim? – Perguntou o Manuel.
- Preciso da tua ajuda. – Respondeu o Joaquim.
Então, o Joaquim explicou ao Manuel o que queria. O Manuel deu-lhe um mapa em que estava assinalado o local onde se encontrava o talismã.
Quando chegou a casa, preparou tudo o que precisaria para a viagem: decidiu que iria fazer o caminho a pé; levaria uma mochila com mantimentos…
No dia seguinte, bem de manhãzinha, partiu à aventura!
No mapa estava o itinerário: a primeira coisa a fazer era atravessar a floresta, para chegar ao castelo onde estava o talismã.
Começou a caminhar pela floresta, e qual não foi o seu espanto quando viu uma fada.
- Queres vir comigo procurar o Talismã da Sorte? – Perguntou o Joaquim.
- Pode ser, e já agora, sou a Marta. – Respondeu a fada.
- Eu sou o Joaquim.
E lá continuaram eles a sua caminhada. Mas pararam a certa altura: à sua frente estava um dragão enorme.
- Podemos passar? – Perguntou a fada.
-Não, sem antes me derrotar! – Respondeu o dragão.
A fada Marta ofereceu-se para lutar contra o dragão. Com a sua magia, amarrou o dragão com cordas mágicas muito resistentes.
Seguiram caminho e, ao chegar ao fim da floresta, encontraram um castelo, alto, feito de pedra.
Entraram e foram para o salão. Lá encontraram um feiticeiro, muito velho, com uma barba enorme. No fundo da sala estava o talismã, mas o feiticeiro estava a guardá-lo.
Assim que avançaram, o feiticeiro lançou um feitiço para ficarem imobilizados. A Marta ainda conseguiu escapar, mas o Joaquim não. O Feiticeiro pôs o Joaquim numa cela, onde passou a noite. De madrugada a Marta foi à sua cela:
- Vou fazer um feitiço para saíres daí! Perlimpimpim! – Disse ela.
- Obrigado! - Disse o Joaquim.
- Agora toma esta varinha: ela tem o poder de hipnotizar qualquer pessoa.
O Joaquim foi de mansinho à cadeira onde estava o velho Feiticeiro, disse umas palavras e o Feiticeiro foi buscar o talismã e deu-lho.
A Fada e o Joaquim saíram do castelo e começaram o caminho de regresso para casa.
Mas, de repente, apareceram os irmãos do Feiticeiro e pareciam mesmo zangados!
A Marta lançou-lhes um feitiço para eles desaparecerem e continuaram o caminho para casa.
Quando chegaram, o Joaquim pediu aquilo que desejava e no fim:
- Marta, queres ficar com o talismã?
- Pode ser. Vou pedir para que nos possamos encontrar muitas vezes! – Respondeu ela.
Assim termina esta aventura.

Sara Gama 5ºB
Profª Paula Amaral

domingo, 15 de abril de 2012

SEMANA DA LEITURA 2012 - UM RODOPIO DE LETRAS

Para assinalar a Semana da Leitura (de 19 a 23 de março), a Rede de Bibliotecas de Tavira concebeu uma Galeria de Autores de expressão portuguesa que figurou nos transportes urbanos da nossa cidade, o Sobe e Desce.
Findo esse período de reforço de motivação para a leitura, compilaram-se todos os autores da nossa galeria no presente e-book.


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Viu hoje a luz do dia e brevemente estará na nossa biblioteca

«Eu tenho a certeza de ti, tu tens a certeza de mim. Amor, essa palavra. Mãe, choves essa palavra dentro de mim. És a minha mãe inteira e eu sou o teu filho inteiro.»
Com uma simplicidade que desarma, Peixoto traz-nos uma história sobre um filho que tem de aprender a partilhar com todo o mundo o que de mais precioso tem. Um exemplo de um altruísmo desmedido.
Corremos pelo passeio de mãos dadas. A minha mão a envolver a mão fina dela: a força dos seus dedos dentro dos meus. Na noite,os nossos corpos a correrem lado a lado. Quando parámos: as nossas respirações, os nossos rostos admirados um com o outro: olhámo-nos como se nos estivéssemos a ver para sempre. Quando os meus lábios se aproximaram devagar dos lábios dela e nos beijámos, havia reflexos de brilho, como pó lançado ao ar, a caírem pela noite que nos cobria.

José Luís Peixoto, in 'Cemitério de Pianos'
UM DOS MAIS REQUISITADOS NOS ÚLTIMOS TEMPOS
Autor do bestseller internacional O Mundo de Sofia que em 1995 foi o romance que mais vendeu em todo o mundo, registando 25 milhões de cópias, Gaarder traz-nos em A Rapariga das Laranjas um romance mais direccionado ao público jovem. Através de uma belíssima carta de amor para um filho de quem o pai sabe que não poderá acompanhar o crescimento, esta obra é um hino à vida e ao mistério insondável que ela encerra.