O mês de outubro é o Mês
Internacional da Biblioteca Escolar. Esta declaração foi aprovada pela International
Association of School Librarianship (IASL) em janeiro de 2008, quando o comité
executivo da IASL aprovou a mudança do Dia Internacional da Biblioteca Escolar
(celebrado todas as quadragésima segunda-feira de outubro) pelo Mês
Internacional da Biblioteca Escolar, o que permite aos responsáveis das
bibliotecas escolares de todo o mundo eleger o dia do mês de outubro que melhor
se adapte às suas necessidades com o fim de ressaltar a importância das
bibliotecas escolares.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
POST-IT POR AÍ
O que lhe passaria pela cabeça se, a caminho de um longo dia de trabalho, encontrasse uma nota Post-it que lhe dissesse que o tempo para relaxar é quando tem menos tempo? Ou se, no autocarro que apanha todos os dias para a escola, encontrasse uma nota que lhe aconselhasse a "seguir os seus sonhos"? Encontrámos um autor de um blogue que faz precisamente esse trabalho. Conheça aqui as suas notas Post-it.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Ninguém cheira melhor
nestes dias
do
que a terra molhada: é outono.
Talvez por isso a
luz,
Como quem gosta de
falar
da
sua vida, se demora à porta,
ou
então passa as tardes à janela
confundindo o
crepúsculo
com
as ruínas
de
cal mordidas pelas
silvas.
Quando se vai embora o pano
desce
rapidamente.
EUGÉNIO DE ANDRADE
terça-feira, 18 de setembro de 2012
sábado, 15 de setembro de 2012
ESTAMOS DE...
regresso
Significado de Regresso
s.m. - retorno, volta.
Sinónimos de Regresso: retorno, revinda e volta
Separação das sílabas de regresso: re-gres-so
sábado, 8 de setembro de 2012
INCÊNDIO
se conseguires entrar em casa e
alguém estiver em fogo na tua cama
e a sombra duma cidade surgir na cera do soalho
e do tecto cair uma chuva brilhante
contínua e miudinha — não te assustes
são os teus antepassados que por um momento
se levantaram da inércia dos séculos e vêm
visitar-te
diz-lhes que vives junto ao mar onde
zarpam navios carregados com medos
do fim do mundo — diz-lhes que se consumiu
a morada de uma vida inteira e pede-lhes
para murmurarem uma última canção para os olhos
e adormece sem lágrimas — com eles no chão
AL BERTO
Horto de Incêndio
Ed. Assírio e Alvim
alguém estiver em fogo na tua cama
e a sombra duma cidade surgir na cera do soalho
e do tecto cair uma chuva brilhante
contínua e miudinha — não te assustes
são os teus antepassados que por um momento
se levantaram da inércia dos séculos e vêm
visitar-te
diz-lhes que vives junto ao mar onde
zarpam navios carregados com medos
do fim do mundo — diz-lhes que se consumiu
a morada de uma vida inteira e pede-lhes
para murmurarem uma última canção para os olhos
e adormece sem lágrimas — com eles no chão
AL BERTO
Horto de Incêndio
Ed. Assírio e Alvim
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
domingo, 2 de setembro de 2012
bilhete de viagem
“Um homem, entretanto, tinha um bilhete de viagem para a própria alma,
mas desconhecia o local de embarque"
mas desconhecia o local de embarque"
terça-feira, 14 de agosto de 2012
PACIÊNCIA
Faz-se o amor como se fosse um castelo
de cartas. Copas, paus, ouros, espadas. Um equilíbrio
difícil. Negros sobre vermelhos, damas e valetes
no meio de reis e ases. Ponho uma carta
sobre a carta que tu puseste; e tu acrescentas
a essa ainda outra. Até onde? Nesse jogo, não
convém respirar com muita força; evitemos
os gestos bruscos, os que deitam tudo abaixo,
de súbito; e espreitemos o olhar de cada um de nós,
quando nos preparamos para fazer subir o castelo.
Assim, ponho a minha emoção sobre o sentimento
que me confessas. Não precisas de mo dizer;
basta que eu saiba que os teus dedos brincam
entre corações e manilhas; que a tua voz treme
quando o edifício se parece com um labirinto;
e que ambos descobrimos uma saída, para um lado ou outro
da toalha. Na mesa, com efeito, podem já
nascer as flores, cantar as aves que brotam
de uma ilusão de primavera, ou morrerem frases
e borboletas que esvoaçam numa corrente de ar.
Por que abriste a janela? Agoira que tudo caiu,
sem que um nem o outro tivéssemos feito alguma coisa
para isso, de quem é a culpa? Então,
aproveitemos este silêncio breve, enquanto a tarde
não chega, e recomecemos o jogo.
Nuno Júdice, A Fonte da Vida
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Sobre o vaguear pelo matagal a apanhar violetas
Isto não tem graça nenhuma e eu recomendaria qualquer outro tipo de atividade.
Visitai antes um amigo doente. Se isso for impossível, vejam um espetáculo ou
tomem um banho quente e leiam. Qualquer coisa é melhor do que ir para um matagal
com um daqueles sorrisos vazios e amontoar flores num cesto. Quando derdes por
vós estareis a saltaricar de um lado para o outro. Afinal, o que é que se vai
fazer com as violetas depois de as ter apanhado? «Ora, pô-las numa jarra»,
dizeis. Que resposta tão estúpida. Hoje em dia podeis telefonar à florista e
encomendá-las. Deixai que seja ela a vaguear pelo matagal, é para isso que se
lhe paga. Assim, se houver trovoada ou se por acaso aparecer um enxame de
abelhas, a florista é que será empurrada para o monte Sinai.
A propósito, não penseis, por causa disto, que sou insensível às alegrias da natureza, embora tenha chegado à conclusão de que como puro divertimento não há nada melhor do que passar quarenta e oito horas na Cidade de Borracha e Espuma em meados de Agosto. Mas isso é outra história.
WOODY ALLEN
Sem Penas
A propósito, não penseis, por causa disto, que sou insensível às alegrias da natureza, embora tenha chegado à conclusão de que como puro divertimento não há nada melhor do que passar quarenta e oito horas na Cidade de Borracha e Espuma em meados de Agosto. Mas isso é outra história.
WOODY ALLEN
Sem Penas
quinta-feira, 19 de julho de 2012
O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
Sophia de Mello Breyner Andresen
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
Sophia de Mello Breyner Andresen
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Poema Pial não tem final!
No dia 28 de maio
escutou-se Fernando
Pessoa na biblioteca da escola da estação.
Os alunos do 3º ano
vieram à biblioteca escutar o Poema Pial.
Estava muito calor, por isso ninguém tinha as mãos frias mas todos quiseram
metê-las nas… pias.
POEMA
PIAL
Toda
a gente que tem as mãos friasDeve metê-las dentro das pias.
Pia número UM
Para quem mexe as orelhas em jejum.
Pia número DOIS,
Para quem bebe bifes de bois.
Pia número TRÊS,
Para quem espirra só meia vez.
Pia número QUATRO,
Para quem manda as ventas ao teatro.
Pia número CINCO,
Para quem come a chave do trinco.
Pia número SEIS,
Para quem se penteia com bolos-reis
Pia número SETE,
Para quem canta até que o telhado se derrete.
Pia número OITO,
Para quem parte nozes quando é afoito.
Pia número NOVE,
Para quem se parece com uma couve.
Pia número DEZ,
Para quem cola selos nas unhas dos pés.
E, como as mãos já não estão frias,
Tampa nas pias!
Fernando Pessoa
Depois de se divertirem
com os versos do poeta, foi a vez de cada aluno escrever os seus. No final, ilustraram
os versos e leram-nos aos colegas.
temos artistas...
Os alunos do 3º ano da professora Beatriz Silvestre visitaram
a exposição Integrar
pela Arte, patente na Casa André Pilarte.
A exposição é uma mostra de trabalhos de pintura realizados
pelos Amigos da Alegria, alunos e residentes
da Fundação Irene Rolo. O Sr. Carlos Pinto desenvolveu esta iniciativa e
recebeu-nos de braços abertos. Lançou-nos um desafio e alguns alunos do 3ºC
deixaram desenhos seus para os Amigos da Alegria.
Gostámos muito de ver as vossas obras de arte.
Parabéns!
sexta-feira, 1 de junho de 2012
ATIVA, A ESCOLA
EU SEI UM SEGREDO...que revelei...
sexta-feira, 25 de maio de 2012
A
Associação de Pesquisa e Estudo da Oralidade (APEOralidade), com sede em
Albufeira – centra a sua atividade na investigação e publicação bibliográfica e
fonográfica da Literatura Oral Popular Tradicional: provérbios, linquintinas (lengalengas
e travalínguas), adivinhas, quadras, despiques, cantigas de baile de roda,
contos, romances… Promove a sensibilização e a divulgação do Património Oral
com uma intervenção lúdica, pedagógico-cultural, junto das instituições e da
comunidade local, regional, e nacional.
No
dia 15 de maio, pelas 10.15h, estiveram no Auditório da Escola Básica D. Manuel
I, junto das turmas do 2º ano da Escola Básica nº1.
EU SEI UM SEGREDO
No próximo dia 28 de maio, estarão na nossa escola os autores do livro " EU SEI UM SEGREDO". Comparece no auditório da escola e ficarás a saber o segredo que têm para nós...
“Eu sei um segredo” é um livro de poesia, escrito por José Guedes, professor de Língua Portuguesa, e conta com ilustrações da professora Carla Mourão, docente de Educação Visual. A obra, publicada pela Editora Estratégias Criativas, e dedicada ao público infanto-juvenil, é composta por dez segredos/poemas/histórias.
TSF conta-nos...
Quando a
televisão ainda era coisa rara e quase ninguém tinha ouvido falar de
computadores, a telefonia ocupava lugar de destaque nas casas portuguesas. Ao
serão sentavam-se pais, filhos, avós, vizinhos, amigos… todos a escutarem as notícias,
os programas de discos pedidos ou as novelas radiofónicas.
Uma realidade
que tu desconheces mas que, certamente, os teus avós ainda se lembram.
Todos os dias,
pelas 15 horas, a biblioteca da escola da estação vai ligar a telefonia e
sintonizar a TSF para escutar os contos dos irmãos Grimm, que ganham vida pela
voz de contadores reconhecidos:
Segunda-feira - Maria Morais
Terça-feira - Rodolfo Castro
Quarta-feira -
Cristina Taquelim
Quinta-feira -
António Fontinha
Sexta-feira -
Thomas Bakk
TSF (98.5)
Todos os dias
após os noticiários das 15h/20h30
Compacto dos 5
contos da semana ao sábado, depois das 12h
"Contos Grimm" é uma rubrica produzida pela
editora Boca - palavras que alimentam e pelo IELT - Instituto de Estudos de
Literatura Tradicional, responsável pelo simpósio internacional "The Grimm
Brothers Today", que se realiza em Lisboa, nos dias 21, 22 e 23 de Junho
segunda-feira, 21 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Há muito tempo atrás, no alto de uma montanha, um nobre soldado que
trabalhava para o rei, pensava dias e dias no tesouro da espada de ouro branco
maciço.
Um dia, o soldado estava a fazer a sua ronda quando reparou que passava pelo
chão um mapa para encontrar a receita da espada. Ele pensou em
partir de viagem.
Na manhã seguinte despediu-se da família e partiu em direção ao mar.
Caminhou e reparou que já estava anoitecendo. Viu uma casa no
meio daquele mato, então bateu à porta e quem a abriu foi um velho mago. O soldado perguntou:
- Hoje posso dormir aqui?
- Claro que sim! O que fazes por aqui neste mato perigoso e sombrio? Deves
procurar alguma coisa.
- Venho em direção ao mar para embarcar num bote e ir até a ilha de North
Rend.
- Sabes, eu dou-te um conselho. Não confies em ninguém, aqui as pessoas são
matreiras.
- Sim, seguirei o seu conselho. Vamos dormir para continuar a minha
jornada amanhã.
O novo dia começou. Nascia o sol parecendo uma galinha cantando, o soldado
despediu-se do mago e continuou a sua jornada.
- Já sinto o cheiro da maré, ah …ah… cheguei à praia.
Mas o soldado reparou que lá se encontrava um pequeno bote dentro de uma
cabana, mas nessa cabana se encontrava o amigo do soldado.
- Ei Artur, o que fazes aqui?
-Eu venho para te ajudar. Disseram-me que foste numa viagem à caça do
tesouro da espada.
-E como chegaste primeiro? – perguntou o soldado.
-Vim de cavalo. – respondeu ele.
-Vamos em direção à ilha!
E eles lá foram a caminho.
Passados 2 dias já estavam quase a chegar à ilha só que, de repente, dá-se
um tremor de terra e lá ao fundo surge um tsunami. Eles ficaram em pânico, não
podiam fazer nada, pensaram, pensaram até que foram abalados pela onda.
Acordaram numa ilha, que por sorte era a ilha do tesouro. Viram à frente
a espada, só que de repente apareceu um dragão branco, de olhos azuis, com os
dentes afiadíssimos. Assustados, começaram a fugir, mas o soldado pensou:
- Temos de o enfrentar!
O nobre soldado
sacou a sua espada e bateu no dragão, uma batalha difícil, onde, infelizmente o
soldado foi ferido. O Artur lembrou-se que trouxer a arma da sorte, mandando-a ao
soldado. O soldado deu um golpe no dragão e ele ficou em coma.
Finalmente, ele conseguiu chegar ao tesouro. Voltaram para casa, mas
ainda foram perseguidos por dragões pequenos, mas nada de mais. Quando voltaram,
o soldado foi logo treinar com a sua espada nova e ficou o mais forte do seu
reino.
João Graça – 5ºB
Profª Paula Amaral
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