O preguiru é um animal muito invejado pela
preguiça e pelo canguru. O preguiru é mais relaxado do que a preguiça e mais
rápido do que o canguru. O preguiru vive nas selvas de África, saltando de
árvore em árvore e apanhando frutos para comer. Os seus preguirus pequenos, nos
primeiros de vida, vivem no marsúpio nas costas. O preguiru é um animal em
perigo de extinção.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
A Giralinha é bonitinha!
“Giralinha”
metade girafa/ metade
galinha
Esta é a história da giralinha, não é girafa nem galinha, é
giralinha.
A giralinha tem um
pescoço enorme, roi folhas com o seu bico e assim lhe passa a
fome.
A giralinha não é animal de capoeira e de selva também não, anda
por aí à solta e dá passeios quando lhe convém .
Coberta de penas para nas vistas dar, se gozam com ela não
se vai importar.
Lourenço Pereira, 6ºE
CORCUTIXA
O Corcutixa gosta de
comer insetos e carne; vive na terra e no mar. Sobe as paredes e salta muros. Tem
uma boca enorme e até é capaz de comer duas ovelhas ao mesmo tempo. E quando
perde a cauda cresce-lhe uma maior.
Nelson Silva, 6ºE
quarta-feira, 2 de abril de 2014
UMA CARTA ÀS CRIANÇAS PARA O DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL
Um apelo à leitura e ao uso da imaginação marca a mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil, que se assinala na quarta-feira, e que é divulgada em forma de carta para as crianças de todo o mundo.
A mensagem é assinada pela escritora irlandesa Siobhán Parkinson e divulgada pelo Conselho Internacional sobre Literatura para os Jovens (IBBY), para assinalar o Dia Internacional do Livro Infantil, a 02 de abril, coincidindo com o dia de aniversário do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.
"Sem o escritor, a história nunca teria nascido, mas sem os milhares de leitores em todo o mundo, a história não viveria todas as vidas que pode viver", recorda Siobhán Parkinson.
A mensagem defende que "separadamente, mas também em conjunto, eles [os leitores] recriam a história do escritor com a sua própria imaginação: um ato ao mesmo tempo privado e público, individual e coletivo, íntimo e internacional".
"Isto deve ser aquilo que o ser humano faz melhor", resume.
Todos os anos, o IBBY convida um autor de um dos países membros para assinalar o Dia Internacional do Livro Infantil com uma mensagem que celebre a prazer da leitura e a importância da literatura para os mais novos.
"A imaginação do escritor trabalha e gira e molda ideias e sons e vozes e personagens e acontecimentos numa história, e a história é apenas feita de palavras, batalhões de rabiscos que marcham ao longo das páginas. E depois chega o leitor e os rabiscos ganham vida", escreveu Siobhán Parkinson.
Em Portugal, este a mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é acompanhada de um cartaz com uma ilustração de Ana Biscaia, que venceu em 2013 o Prémio Nacional de Ilustração.
In Lusa
MONSTROS À SOLTA
Na biblioteca da escola da estação andam monstros à solta!
Chegaram há poucos dias e, ao que parece, vieram para ficar…
Têm um ar poderoso, observador, curioso, simpático, alegre, amistoso… Até hoje, não consta que tenham tido qualquer comportamento agressivo, mas nunca se sabe…
Agradecemos quaisquer informações acerca da sua proveniência, carácter e gostos. Antes de mais, precisamos de saber os seus nomes para que possamos estabelecer um convívio mais próximo e, quem sabe, aventuras inimagináveis!
Propomos a todos as alunos da escola da estação que batizem cada um dos novos habitantes da BE. Basta preencher um cupão e colocar na caixa de correio da biblioteca.
O concurso decorre nas duas primeiras semanas de aulas do 3.º período. Ficamos à espera da vossa participação. Sejam criativos!
POMAR
DE PALAVRAS
Para comemorar o Dia da Árvore, a biblioteca
da escola da estação convidou todas as famílias dos alunos a participarem na
atividade POMAR
DE PALAVRAS.
Propusemos que a mãe, o pai, os irmãos, os
avós, tios, primos…cada um escrevesse a palavra de que mais gosta de dizer e/ou
escutar, para que esta viesse a “crescer” no ramo de uma das árvores da nossa
biblioteca.
A pouco e pouco, com o despontar da Primavera,
o POMAR DE
PALAVRAS da nossa BE está a crescer e lá para o 3.º período pensamos
que poderá dar bons frutos.
terça-feira, 1 de abril de 2014
SEMANA DA
LEITURA
Nos dias 18 e 19, dois grupos de alunos leram para
alunos de 11 turmas do 2.º e 3.º ciclo poemas de autores portugueses de várias
épocas e autores africanos; um grupo de alunos leu poemas para as 6 turmas do
2º e 3ºano. Os alunos que participaram nesta atividade foram: Adão Graça (5.ºA);
Lourenço e Rodrigo (6.º G); Cristina, Laura, Joana Nora, José e Pedro (7.ºA);
Edmilson e Luís Chaves ( 7.ºG) ; Maria Bragança ( 8.ºA); Sofia (8.ºB);
Anastasiya, Mariana e Fabiana (8.ºE).
No dia 21, Dia Mundial da Poesia, os alunos leram mais
poemas, desta vez na biblioteca; os monitores Tomás
Bravo e Lourenço ofereceram os
prémios, em livros, aos melhores leitores do 1.º período: ao Hugo Brito, do 5.ºA e ao
João Pires, do 9.ºC. Houve ainda uns momentos musicais, que a Maria Beatriz, o Miguel Oliveira, a Laura Correia e o
Pedro Ferreira, do 7.ºA nos proporcionaram, tocando para nós algumas
músicas em guitarra.
sexta-feira, 28 de março de 2014
Creio
nos anjos que andam pelo mundo
creio nos anjos que andam pelo mundo,
creio na deusa com olhos de diamantes,
creio em amores lunares com piano ao fundo,
creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes;
creio num engenho que falta mais fecundo
de harmonizar as partes dissonantes,
creio que tudo é eterno num segundo,
creio num céu futuro que houve dantes,
creio nos deuses de um astral mais puro,
na flor humilde que se encosta ao muro,
creio na carne que enfeitiça o além,
creio no incrível, nas coisas assombrosas,
na ocupação do mundo pelas rosas,
creio que o amor tem asas de ouro. Amém.
Natália Correia
quinta-feira, 27 de março de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
No início,
era uma mania escondida. Escrever era só um porto para encostar minhas internas
comichões. Numa manhã, apanhei-me a querer esvoaçar sentimentos, como direi? Desengaiolar-lhes.
Depois sim, vieram as estórias.
Eram
tantíssimas. Eu era uma própria estória em movimento. Acusavam-me: você
inventa...! Minha desatenção no escutar desembocava em meus aumentos no contar.
Minha avó sorria, ela me estava a espreitar essa mania. E eu mesmo gostava de
fazer colagens das estórias dos mais velhos – meu barro prematuro.
Então pus
novas máscaras nas mentirinhas e nas invenções espontâneas e atrevi-me a
escrevinhar. Desatei – com o coração – a admirar grandes artífices das letras.
Surpreendi-me, intimidei-me: essas pessoas já cutucaram toda beleza do
mundo..., eu sou o mais atrasado!
Mas nesse
sítio mágico – a Humanidade, encontrei alguns simples mestres literários. Um me
disse abruptamente: vá mas é buscar seus próprios universos, não olhe de lado.
Cada búzio, cada concha!
Aceitei-me.
Minhas memórias, meus laços, minhas lágrimas. Li outros como quem cumprimenta
mais velhos; e mesmo sem conhecer, entrei em conversações com alguns deles.
Tudo numa contínua estreia da descoberta: a literatura me era já muito sagrada.
Estes
momentos de aqui são tão «eu» que quase me encabula espreitar-lhes. Acompiladas
salteadamente no tempo, estas estórias é que me sentenciaram: nós somos seu
primeiro livro. Você, inversamente, é que renasceu nas nossas costas. Nunca
mais deixámos de nos boleiar mutuamente, estóriasieu.
E – quando
senti as palavras do Eduardo White acenderem-me uma deliciosa comichão, entrei
em tréguas comigo mesmo: dentro tens alguém que te procura e que acordado te
faz sonhar. Dentro, é no coração. Afinal, murmurei-me, esse «momento» chamado
coração é o «aqui» mais próximo de cada um.
Assim me
confesso.
Ondjaki
Este é o motivo de quem escreve como e com Ondjaki –
desengaiolar sentimentos. E descobrir que todos voam, não havendo pequenos nem
grandes. Essa visitação aos muitos que somos, às múltiplas dimensões da nossa
existência: é esta a razão de ler estes Momentos
de Aqui.
Mia Couto
BOM DIA CAMARADAS
(romance)
"MAS, CAMARADA ANTÓNIO, tu
não preferes que o país seja assim livre?"
Eu gostava de fazer essa pergunta
quando entrava na cozinha. Abria a geleira, tirava a garrafa de água. Antes de
chegar aos copos, já o camarada António me passava um. As mãos dele deixavam no
vidro umas dedadas de gordura, mas eu não tinha coragem para recusar aquele
gesto. Servia-me, bebia um golo, dois, e ficava à espera da resposta dele. O
camarada António respirava primeiro. Fechava a torneira depois. Limpava as
mãos, mexia no fogo do fogão. Então, dizia:
— Menino, no tempo do branco isto
não era assim...
Depois, sorria. Eu mesmo queria
era entender aquele sorriso. Tinha ouvido histórias incríveis de maus tratos,
de más condições de vida, pagamentos injustos, e tudo mais. Mas o camarada
António gostava dessa frase dele a favor dos portugueses, e sorria assim tipo
mistério.
— António, tu trabalhavas para um
português?
— Sim... — sorria. — Era um
senhor diretor, bom chefe, me tratava bem mesmo...
Os Memoráveis - JORGE,
LÍDIA
Uma revisitação
literária aos mitos fundadores da Revolução e da Democracia.
Em 2004, Ana Maria Machado, repórter portuguesa em
Washington, é convidada a fazer um documentário sobre a Revolução de 1974,
considerada pelo embaixador americano à época em Lisboa como um raro momento da
História. Aceitado o trabalho, regressa, contrata dois antigos colegas, e os
três jovens visitam e entrevistam vários intervenientes e testemunhas do golpe
de Estado, revisitando os mitos da Revolução. Um percurso que permite
surpreender o efeito da passagem do tempo não só sobre esses “heróis”, como também
sobre a sociedade portuguesa, na sua grandeza e nas suas misérias.
Transfiguradas, como se fossem figuras sobreviventes de um tempo já
inalcançável, as personagens de Os Memoráveis tentam recriar o que foi a ilusão
revolucionária, a desilusão de muitos dos participantes e o árduo caminho para
uma Democracia. Paralela a esta ação decorre uma outra, pessoal e íntima: a
história do pai da protagonista, António Machado, que retrata em privado o
destino que se abate sobre todos os outros. Todos vivem na Democracia, uma
espécie de lugar de exílio. Mas um dia, todas as misérias serão esquecidas,
quando se relatar o tempo dos memoráveis.
HISTÓRIAS
À BOCA CHEIA
A festa à volta dos livros e da leitura continua
na BE da escola
da estação.
Histórias à boca cheia é
um conjunto de atividades integradas na Semana da Leitura e na Comemoração do Mês da Saúde
Oral, dinamizando o projeto SOBE.
Hoje, foi dia de recebermos a visita dos meninos
da sala amarela e da sala verde do Infantário O Eco.
Visitaram uma pequena exposição relacionada com a
higiene oral, a partir da qual conversamos acerca de comportamentos saudáveis
para conseguir ter uns dentes fortes e brilhantes.
O menino que detestava escovas de dentes, da autoria de Zehra
Hicks, editado pela Presença, foi a história que ouviram ler e descobriram que
se pode fazer muitas coisas com a escova de dentes… mas o mais importante é
escovar os dentes várias vezes ao dia!
domingo, 23 de março de 2014
MUSICANDO...
Cheiro a Café
João Afonso
Uma noite escrevi o teu nome
num café
a cafeteira adormece breve
mesmo ao pé
O mar que passa
pela vidraça
senta-se à mesa
cheira a café
Não me enjeites quando te escrevo
o que à memória me vem
contas contadas, contas da história
que a ninguém devo, a ninguém
Já não vejo razão para calar
as múrmures águas na areia
sobre a praia a maré cheia
enche toda antes de vazar
A noite dura para além da tarde
cerveja com levedura
vaga de espuma entre o meio dia
calma a garganta que arde
O tesouro no ventre do mar
não será para quem mareia
como é bom dormir, acordar
preguiçar em branca açoteia
O sentido que eu tive da vida
num café
o que foi certo para mim um dia
já não o é
O mar que passa
pela vidraça
senta-se à mesa
cheira a café
Cão vadio, cão sem raça
pela rua a vaguear
candeeiro
de luz baça
café moído
a exalar
À noite os
casais devassam
os enigmas
duma luz mansa
os sonhos
idos de criança
como
farrapos soltos que passam.
sábado, 22 de março de 2014
sexta-feira, 21 de março de 2014
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