terça-feira, 30 de setembro de 2014

As férias de A a Z , por Henrique Vicente - 6ºA



As férias de a a z
Andei de bicicleta e sprintei como seta.
Brinquei tanto com o dado que ficou estragado!
Com o sabão esfreguei como um cão.
Dei grandes saltos na piscina e chamei a minha mãe Cristina.
Em meu coração a professora ficou, que muito me ajudou.
Fiquei calado como um rato a olhar para o meu novo guarda-fato.
Ganhei uma medalha durante uma batalha.
Há muito tempo atrás eu brinquei em Monsaraz.
Ia para Lisboa quando vi uma menina boa.
Já fui a Alcoutim e brinquei com o Quim.
Lá para os lados de Faro vi um carro muito caro.
Mandei uma carta escrita para a minha amiga Rita.
No meu coração ficou o amigo que comigo brincou.
O meu cão nas férias comeu pão.
Pintei o meu retrato na parede do meu quarto.
Ri com o palhaço que me deu um grande abraço.
Sexta-feira a escola começou e o divertimento parou.
Tenho muita saudade de brincar com a Trindade.
Um dia  fui acampar e os meus amigos não esqueci de levar.
Vi os golfinhos atuar e fiquei com vontade de nadar.
Xilofone toquei e com o microfone cantei.
      Zangado fiquei por as férias terminar, agora estou feliz por amigos encontrar.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014


No Egito, as bibliotecas eram chamadas ''Tesouro dos remédios da alma''. De facto é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.



quarta-feira, 24 de setembro de 2014


OUTONO

Tarde pintada

Por não sei que pintor.

Nunca vi tanta cor...

... Tão colorida!

Se é de morte ou de vida,

Não é comigo.

Eu, simplesmente, digo

Que há fantasia

Neste dia,

Que o mundo me parece

Vestido por ciganas adivinhas,

E que gosto de o ver, e me apetece

Ter folhas, como as vinhas.



Miguel Torga, Diário X (1966)

quinta-feira, 18 de setembro de 2014



As FÉRIAS DE a A a Z
Amanhã vou de viagem, estou a preparar a bagagem.
Bailo sem parar, para o dia alegrar.
Com tudo arranjado, vamos para o aeroporto que nos leva ao Porto.
Depois de lá chegarmos, apanhamos outro avião, que nos leva ao Japão.
Embarcámos na aventura de o mundo percorrer para que também consigamos aprender.
Finalmente chegamos, podemos descansar. Mas pensando melhor, queremos é passear.

Gosto de estar de férias, não quero dar abébias.
Hoje quero aproveitar, aproveitar para brincar.
Incrível a paisagem, que nem ligo a esta aragem.
Justamente neste mundo, quero viver cada segundo.
Logo à noite é o jantar, com a serenata a acompanhar.
Magnífico estava o jantar, mas agora vamo-nos deitar.
Não consigo dormir de tão feliz que estou! Amanhã vou de viagem e nem sei para onde vou.
Oh, Magnifique Estou em França! Vou au restaurant dos queijos encher a pança.
Paris é de encantar, mas vou ter de viajar.
Quando numa terra nova aterrar, o mundo à minha volta quero explorar.
Roma! Ainda bem que aqui estou e o COLISEU é o primeiro sítio onde vou.
Siena, uma bela cidade, que por acaso me faz aumentar a saudade.
Tanto tempo no estrangeiro, que fico a pensar, se não será melhor um dia voltar.
Uma vez na vida poderei sonhar com viagens e paisagens de encantar.
Voltarei por fim a Portugal, à minha terra natal.
Xilofones, baixem a música de fundo, para que se possa sonhar com o mundo.
Zzzum” é o som do avião, que me leva de volta à casa do meu coração

Marta Santos 6.ºA







           AS FÉRIAS DE A a Z
Andei de bicicleta com a tia Anacleta.
Bandas de rock eu ouvi, depois eu dormi.
Cinema eu gostei de ver, os heróis a vencer.
Da praia eu gostei, fui à água e conchas apanhei.
Eu gostei das férias, não tiveram misérias.
Férias eu gosto, quando não há fogo posto.
Gonçalo Guiomar engoliu pirolitos no mar.
Hugo que viu um grande texugo.
Inácio, o meu amigo, perdeu o umbigo.
Jantares comi e televisão eu vi.
Lisboa vou a caminho, lá o meu avô tem uma casa de vinho.
Mariana, a minha irmã, comeu uma romã.
Na casa da minha avó, comi pão-de-ló.
Os meus jantares foram grandes manjares.
Praia todo o dia, era o que eu mais queria.
Quando as férias terminaram, tristes os meus irmãos ficaram.
Rui Martins ficou sem rins.
Sintra visitei, pelas árvores voei.
Tanto me diverti que não queria estar aqui.
Um jacaré comeu o meu pé.
Vimos golfinhos, muito bonitinhos.
Xadrez eu joguei, sempre ganhei.
Zangado fiquei quando a escola comecei.
  Pedro Cunha, n.º 23, 6A

As férias de A a Z



As férias de A a Z
Andei de bicicleta e fiz um furo na meta.
Bernardo, vai buscar o gelado.
Comi framboesa fora da mesa.
Dei um dado e encontrei um condado.
Encontrei um balão que tinha cara de cão.
Farto estou eu desse fato.
Guarda o teu guarda fato que eu já estou farto.
Hei, hei, hei, eu cheguei!
Indo para a igreja comi uma cereja.
João Ratão, vai ver o caldeirão.
Leão, leão, não mordas a minha mão.
Mano, és um grande bacano.
Nadei na piscina junto com a Gina.
O teu mano é um grande bacano.
Palerma cumpre o meu lema.
Quero entrar no quarto para ver o teatro.
Rato, Ratão, vai para dentro do caldeirão.
Sentes que mentes.
Tenho um teatro e lá dentro está o teu contrato.
Um gato com cara de pato.
Vem uma nuvem com muita ferrugem.
Xavier, olha a tua colher.
Zorro, tens um grande gorro.
Hugo Brito – 6ºA


Um texto que não poderia ficar esquecido, apesar de ter sido redigido no ano letivo transato pela minha querida aluna Carolina André, do 9.ºD. Já está na Escola Secundária, mas não nos esquecemos dela. Eis como ela definiu, no seu estilo tão próprio, a poesia.

Nem todos se atrevem a escrever-me. Devo dizer que sou complicada. Muitos nem tentam perceber-me. Têm almas pequenas.
Não nasci para todos, assim como o sol não nasceu para alguns.
Hoje acordei e decidi pegar num narrador de histórias vazias para me descrever.
Frases pequenas. Versos grandes.
“Devaneios da alma” é como deviam chamar-me.
-Quem és tu? – pergunta aquele que não tem rosto.
-Sou quem sou e sou quem tu gostavas de ser.
Eu atormento qualquer um, porque eu sou a verdade. As minhas metáforas são um pecado e a tinta que corre nas páginas leves torna-as pesadas. Quem tem a capacidade de me perceber é uma alma perdida, visto que vê o mundo sem cortinas.
Eu sou todos os poetas que se suicidaram por me dominarem.
Eu sou a irrequietude e fervor que corre na corrente de cada rochedo de altura humana.
Eu sou a aparente calmaria e a mente em turbilhão.
Eu sou todos aqueles que querem ser poetas, quando na verdade só querem ser poemas.
Eu sou alguém que foi deixado com um marcador de livros algures depois de me virarem as costas.
Eu sou alguém que pensa.
Eu sou alguém que não quer ser lido, mas que quer ser escrito.
Eu sou o buraco negro em qualquer um que sinta demasiado.
Eu sou todas as palavras floreadas que as pessoas que não me compreendem acham que sou.
Eu sou a dor, a morte, a tormenta.
Eu devia ser para quem realmente é.
Eu, eu, eu. Eu sou. Eu não. Eu sou o que não sou. Eu sou tudo o querem que seja. O mundo.
Prefiro papéis espalhados com tinta derramada.
E se nesta altura já sabes quem sou, foge. Pede ajuda a outra alma perdida e nadem até à superfície. Deixem de ser estátuas de movimento.
-Foge. – sussurrei ao ouvido de quem estava mais perto.
-Já me perdi. – respondeu, enquanto os seus joelhos tocaram no chão.
Eu avisei. Quando era tarde de mais, mas avisei.
Que gozo ver a perdição…
Carolina André., 9ºD

quarta-feira, 17 de setembro de 2014



BOM REGRESSO


Acabámos de iniciar um novo ano letivo. A equipa da Biblioteca Escolar deseja-te um bom regresso às aulas. 
Este  ano poderás continuar a contar com a nossa ajuda e com os mesmos serviços, requisição domiciliária e presencial, visualização de filmes e documentários, pesquisa na internet e espaço para realização de trabalhos individuais e em grupo e leitura informal.
Ao longo do ano letivo, serão disponibilizadas outras atividades e concursos em que poderás participar.