quarta-feira, 27 de maio de 2015

AS GRAVATAS DO MEU PAI



Esta é a história de um menino que tinha pressa de crescer. Ele achava que, se usasse uma das gravatas do seu pai, se tornaria num senhor alto e importante! Por isso resolveu experimentá-las uma a uma, fossem estas felizes, preguiçosas, apaixonadas, aventureiras ou despistadas. Mas nenhuma condizia com aquilo que sentia.

As Gravatas do Meu Pai de Pedro Seromenho

ALGUMAS OBRAS DE PEDRO SEROMENHO














sexta-feira, 22 de maio de 2015

O MEU EU...



Se eu fosse poeta
Seria uma marioneta.

Se eu quisesse voar
A minha casa era no ar.

Se eu fosse pintora
Era uma grande criadora

Há quem diga quE É CAMARÁRIO
MAS AFINAL É IMAGINÁRIO!

HÁ QUEM DIGA SER SARDINHA
MAS NA VERDADE É UMA ESPINHA.

HÁ QuEM DIGA PALAVRÕES
QUANDO COME UNS CAMARÕES.

SE EU SOUBESSE NADAR
EU IA POR AÍ VIAJAR
E COMPRAR BARBATANAS
PARA COMER BANANAS.

SE EU ANDASSE DE CARRINHO
COMPRAVA UM NINHO.
SEGURANÇA EM 1º LUGAR

POIS O NINHO É O MEU LAR.

                             Carolina Bento, 6ºA

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Ser serpente



Há coisas maravilhosas! Um aluno do 6ºano, depois de terminar a sua Prova Final de Português, ainda teve fôlego para dar asas à sua imaginação... " Estava entediado..." disse-me ele, estendendo-me o seu rascunho... Ainda há quem nos maravilhe!



A serpente, um dia,
Descobriu o que queria:

Queria ser ave,
Saber voar…
Não ser só uma serpente
Que nem sequer sabe andar.

Ficava impressionada
Com o que via.
A ave voava elegantemente
E o esforço nem se via.

Era fácil para ela
Mas para ele não.
Ele só queria voar
E divertir-se, pois então.

Lembrou-se de se matar
Para depois
Numa ave reencarnar.

Era uma boa ideia
E por isso se matou.
E quando acordou
Levantou voo e voou…


Pedro Cunha -6ºA

segunda-feira, 18 de maio de 2015

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO

Quando William Shakespeare escreveu "Sonho De Uma Noite De Verão", no século XVI, não imaginava que um dia, no século XXI, um menino de 8 anos nascido em Brasília, crescido em Salvador,residente em Tavira, Portugal,  e a frequentar o 5ºano na Escola D. Manuel I, ia recitar uma parte de sua obra. Parabéns, Dudu! Os sonhos não têm idade(s)....

quinta-feira, 14 de maio de 2015

novidades editoriais







Histórias da Terra e do Mar
Enquanto Lúcia se deslumbra com o brilho de um mundo a que quer pertencer, Hans desafia os mares para fazer cumprir o seu destino.
Nestas histórias, em terra e no mar, as personagens procuram a sua verdadeira vida, que se revela nos espaços, na noite, no silêncio, no som do mar. 




Os Maias

Trata-se da obra-prima de Eça de Queirós, publicada em 1888, e uma das mais importantes de toda a literatura narrativa portuguesa. Vale principalmente pela linguagem em que está escrita e pela fina ironia com que o autor define os caracteres e apresenta as situações. É um romance realista (e naturalista), onde não faltam o fatalismo, a análise social, as peripécias e a catástrofe próprias do enredo passional.
A obra ocupa-se da história de uma família (Maia) ao longo de três gerações, centrando-se depois na última geração e dando relevo aos amores incestuosos de Carlos da Maia e Maria Eduarda.
Mas a história é também um pretexto para o autor fazer uma crítica à situação decadente do país (a nível político e cultural) e à alta burguesia lisboeta oitocentista, por onde perpassa um humor (ora fino, ora satírico) que configura a derrota e o desengano de todas as personagens. 







Eis os alunos da nossa escola que participaram no Concurso Nacional de Leitura, Fase Distrital, em Lagos: da nossa escola, Matilde Garcia, do 7ºC; Miguel Oliveira, do 8ºA e Leonardo Carmo, do 9ºE. O Miguel Oliveira ficou classificado em 4ºlugar. Parabéns a todos pelo gosto pela leitura e pela generosidade que demonstraram ao darem visibilidade à nossa escola. 

quarta-feira, 13 de maio de 2015



Amor na adolescência
Constato que o amor na adolescência não é uma estupidez de todo. Algumas pessoas tornam-se insuportáveis, demasiado felizes; porém, outras tornam-se melancólicas, pois tiveram um final desagradável.
O amor é importante, é uma maneira de nos exprimirmos, é uma maneira de demonstrar o afeto pelo próximo. O amor deixa-nos felizes. Isso é bom. O amor faz com que nos sintamos bem e ter aquele enorme sorriso parvo estampado na cara de orelha a orelha.
O amor faz com queiramos acreditar que o mundo é o paraíso, que não existem coisas más, que nada pode destruir aquela alegria. Contudo, somos adolescentes, magoamo-nos facilmente com coisas muito simples e sem importância. Não temos facilidade em controlar os nossos sentimentos, somos um tanto ‘’bipolares’’ no que toca a amores. Quando nos magoamos, ficamos tristes, abalados, chorosos, isolados, come se nada pudesse melhorar os dias. Mas, tudo melhora. Tudo!
Entendo o que é o amor: é uma coisa bonita, com senso, mas triste e que nos faz sofrer pela vontade de ser feliz.

Bárbara Coelho nº3 8ºF



quarta-feira, 6 de maio de 2015

COM OS LIVROS CRIAMOS LAÇOS




Foi a 6 de Maio de 1889 que a Torre Eiffel foi oficialmente aberta ao público durante a Exposição Universal em Paris. Tornou-se um ícone mundial da França e uma das mais conhecidas estruturas do mundo.
Inaugurada em 31 de Março de 1889, a Torre Eiffel foi construída para honrar o centenário da Revolução Francesa. Era para ser uma estrutura temporária, mas tomaram a decisão de não desmontá-la.
Tudo começou com competição de design arquitectónico para um monumento, mais de cem designs foram submetidos ao concurso. O comité do Centenário escolheu o projeto do engenheiro Gustave Eiffel, de quem herdaria o nome, da torre com uma estrutura metálica que se tornaria, então, a estrutura mais alta do mundo construída pelo homem.
Com seus 317 metros de altura, possuía 7300 toneladas quando foi construída, sendo que atualmente deva passar das 10000, já que são abrigados restaurantes, museus, lojas, entre muitas outras estruturas que não possuía na época de sua construção.
Em 2009 vai ser redesenhada a plataforma panorâmica do último andar e conferir uma nova silhueta à torre, o projecto expandirá a área acessível ao público de 280 para 580 metros quadrados numa estrutura em kevlar, com projecto do arquiteto francês David Serero.
A torre é visitada anualmente por 6,9 milhões de pessoas.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

NOVIDADES EDITORIAIS





Rosa brava
Em 1368, D. Leonor Teles de Menezes, a mulher mais desejada do Reino, casa com o morgado de Pombeiro, D. João Lourenço da Cunha. O matrimónio é imposto por seu tio, D. João Afonso Telo, conde de Barcelos. Mulher fora do tempo, aceita contrariada o casamento, que a melancolia da vida do campo não ajuda a ultrapassar. Por isso, decide abandonar o marido e parte para Lisboa, para gozar a vida de riqueza e luxúria que a Corte proporciona. Perversa e ambiciosa, não tem dificuldade em seduzir o jovem monarca, D. Fernando, alcançando, desse modo, o poder que sempre desejou. Mas a nobreza, o clero e o povo não veem com bons olhos esta aliança de adultério com o Rei. E menos ainda quando a formosa Leonor Teles se envolve com o conde Andeiro... "Rosa Brava" é um romance baseado na investigação histórica que, por entre intrigas palacianas, traições, assassínios e guerras com Castela, reinventa, numa linguagem cativante, uma das personagens mais fascinantes da História de Portugal.




Um Piano para Cavalos altos

Uma cidadela cercada pela natureza onde os lobos são ameaça. Um muro que serve de barreira. Uma sociedade exemplarmente organizada, anos após um grande desastre. Um governo que sabe que o medo é motor e que legisla música. Uma fábrica que produz empadas e apronta cremações. Um microcosmo familiar onde um filho é amarrado a um piano. Um homem dotado da capacidade de sonhar com aquilo que ainda não aconteceu, mas que é certo ir acontecer. Uma rebelião que se levanta. Um cavalo que não perde elegância. Um corvo que gralhará na hora da sorte. Um Piano para Cavalos Altos pretende ser uma metáfora de um mundo regido pela ordem, pela disciplina. Uma premente reflexão sobre o poder: o poder do controlo, o poder da comunicação, o poder do corpo.



Uma Menina está perdida no seu Século à procura do Pai

Ao longo da sua curiosa viagem, Marius e Hanna (ou Hannah…) encontrarão vários insólitos personagens, como um fotógrafo que coleciona fotos de animais e pessoas com deficiências, uma família que cola cartazes em todo o mundo com o intuito de despertar as mentes de todos, dois proprietários de um hotel que deram nomes de campos de concentração aos quartos, um antiquário que adora inventar histórias, os sete "Séculos XX", etc. A pluralidade de personagens criada por Gonçalo M. Tavares é realmente deslumbrante, impossível não nos agarrarmos a eles, cada um com a sua história particular, muitas marcadas pela Grande Guerra. Uma Menina Está Perdida... é, por isso, um daqueles romances que se podiam quase dividir em contos. Não é o desfecho da história que interessa, mas sim as histórias mais pequenas contidas no livro. Mas é este artifício, este fio narrativo que liga todos os episódios, que o torna uma obra maior.




A Mulher que matou os Peixes

Entre variados assuntos,  no livro A mulher que matou os peixes, Clarice Lispector aborda o tema da morte e da tristeza de maneira simples e, ao mesmo tempo, significativa. A construção literária é, em si, encantadora: Clarice é a própria narradora e, em um discurso direto, conversa com as crianças. Nos faz acreditar que ela está ali, presente durante a leitura.
Para começar, termina com qualquer tipo de mistério assumindo logo no início a  sua culpa na morte dos peixes. Para provar que o seu crime não foi intencional,  conta-nos a  sua relação com vários animais. Uma das histórias, por exemplo, é a de dois cachorros que eram amigos mas, por ciúme do dono de um deles, acabam a brigar. Esta briga leva os dois cachorros à morte. Depois de contar como tudo aconteceu, diz: “Vocês ficaram tristes com essa história? Vou fazer um pedido para vocês: todas as vezes que vocês se sentirem solitários, isto é, sozinhos, procurem uma pessoa para conversar. Escolham uma pessoa grande que seja muito boa para crianças e que entenda que às vezes um menino ou uma menina estão sofrendo…”


sábado, 25 de abril de 2015

Um jogo sensacional

       
          
        Tinha sido uma meia-final alucinante. Tínhamos ganho 3-1 ao Friburgo e isso garantiu-nos a passagem à final. E hoje treinávamos quando o “mister” perguntou:
         - Sabem com quem jogaremos a final do mundial infantil?
         - Não! - respondemos em coro.
         - Jogaremos contra o …
Mas foi imediatamente interrompido.
       - Vá, mister! – insistiu o Daniel, o Flash (porque é rápido como uma flecha).
         - Jogaremos contra o Atlético de Munique. – revelou ele.       
         - O quê!?! – reagiram em coro.
         - Bom, se querem ganhar o jogo…há que treinar! – insistiu o mister.
       No dia da grande final, não sei bem, mas creio que estavam cerca de 2000 espectadores. A bola saiu a favor deles, mas recuperámos a bola num instante. Eu passei ao Sotero, mas este, depois de uma entrada brusca, perdeu a bola. Não foi assinalada falta. O nº7 (da equipa adversária) avançou tão rápido que pensei que era mais rápido do que o Daniel. Passou a um indivíduo que, por arte de magia, fez a bola ressoar para o fundo da baliza. Golo!! E estava o primeiro para o Atlético de Munique. Estávamos desmoronados, quando o público nos deu ânimo. Contudo, fomos recuperando e, quando nos dirigíamos à baliza adversária, o árbitro apitou, para o final da primeira parte. Perdíamos por uma bola a zero.
      O árbitro apitou para a segunda parte. Daniel soltou-se pela ala. Cruzou para o Francisco, que ia cabeceando a bola quando um defesa, na grande área, derrubou-o ao chão, provocando a grande penalidade. Na cobrança, João rematou com tanta força que a bola acertou na cara do guarda-redes, e, num golpe de sorte, acertou na barra e entrou na baliza. E… gooooolooooo! Estava feito o primeiro para nós. Não demorou nada a avançarmos diretamente à baliza e o Sotero mandou um balázio para o fundo da baliza que até furou a rede. Estava feito o segundo golo para nós e, um minuto depois, o árbitro apitou para o final do jogo. Tínhamos ganho o jogo: 2-1! Que sensacional! Levámos a taça para o nosso estádio e comemorámos com champanhe e um bolo fantástico.

                              Ricardo Lopes , Mariana Jesus , 5º A

O primeiro dia de aulas!



         Estava com tanto medo do meu primeiro dia de aulas, mas ao mesmo tempo sentia-me impaciente. Perguntava-me... Como será a escola? Como serão os professores? Como será a turma?
         Mas a minha ansiedade ia acabar naquele instante. Assim que entrei com o meu irmão achei tudo muito diferente.
         -“Máquina de cartões?!? Mas o que é isto? “- pensei, incrédula.
         Deu o primeiro toque e eu não sabia para onde me havia de virar... eram salas e mais salas. Mas encontrei uns amigos e eles dirigiram-me para o átrio e para a sala com a professora. 
         Saímos a correr para a fila do almoço. Sentia-me com medo dos grandalhões do nono ano e, especialmente, dos Cefs. Mas foram simpáticos comigo e não passaram à minha frente.
         Achei engraçado ter muitos professores e muitas disciplinas e finalmente ter os meus cadernos com a minha própria letra! Para mim foi divertido. 
         Nesta escola há muito espaço para conviver e brincar com os amigos e isso agrada-me. Perdi o medo de todos, porque achava que com o meu irmão na escola, nada me podia acontecer. 
         Adorei contar esta história, mas tenho de ir, que já tocou para entrar! 

                    Ana Sofia Pavão , 5º A 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

DIA MUNDIAL DO LIVRO 2015

O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor é uma oportunidade para 

reconhecer o poder dos livros na mudança das nossas vidas para melhor e para 

apoiar os livros e os que os produzem.

Irina Bokova, Directora-General of UNESCO

DIA MUNDIAL DO LIVRO




segunda-feira, 20 de abril de 2015

MOSTRA QUE SABES



Se andas no 5º ou 6º ano e leste o livro "A Fada Oriana", de Sophia de Mello Breyner Andresen, participa no concurso "Mostra que sabes", que se realizará no dia 29 de abril, pelas 14h30m , na tua Biblioteca.  Para isso, deverás inscrever-te até ao dia 24 de abril, Poderás fazê-lo junto da professora bibliotecária ou da funcionária da biblioteca. FICA O DESAFIO! MOSTRA QUE SABES...

sexta-feira, 17 de abril de 2015



PARA TI

Foi para ti
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo

Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que talhei
o sabor do sempre

Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só
amando de uma só vida

Mia Couto

quinta-feira, 16 de abril de 2015



Reconto do texto em estudo

O lobo, a cabra e o cabrito
           
           A mãe cabra, ao sair de casa para ir pastar no prado,
           recomenda ao seu filho amado:
            - Aqueles que aqui quiserem entrar, a senha vão ter que perguntar!
           Maldito lobo e a sua raça, que venha cá alguém e o desfaça!...
            O lobo, ao escutar, na memória está a guardar.
           Mal a mãe cabra vê sair, bate à porta e para entrar vai pedir.
           O cabrito ouve na porta bater e o que se está a passar vai ver.
           O lobo disfarça a voz com vaidade e da frase, só diz metade.
           O cabrito, desconfiado, pede a pata, nada envergonhado.
           O lobo, sem saber o que fazer, vai-se embora a correr.
           Quando a mãe cabra voltar, o cabrito vai-lhe contar.
           A mãe fica preocupada mas o cabrito não quer saber de nada…

                                                                                                      David Serafim de Jesus
EB D. Manuel I – Turma 4º C