quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016


DIA DAS AMIGAS

A biblioteca da escola da estação comemorou o Dia das Amigas, na passada 3ª feira, com atividades destinadas a todas as amigas da nossa escola. Durante os intervalos, as meninas foram convidadas a entrar e a participar nos jogos e nos passatempos que tinham como tema comum as histórias da Poppy.
Quem gosta de pintar pôde inscrever-se e participar no concurso de pintura de uma ilustração do livro “Uma Grande Confusão” e, assim, colorir a história com a sua imaginação e criatividade.
No final do dia, as amigas que escutaram a história “Catarina e a arca de chá” tiveram uma surpresa: chá quente e docinho!
Para recordar este dia, levaram como lembrança um marcador de livros, até porque Dia das Amigas é todos os dias.

Atividades

 Concurso de IlustraçãoDá – lhe cor… 


 Jogos e passatempos – Poppy em linha + atividades do sítio da Poppy

 Exposição de livros – “Livros Amigos”

 Sessão de Conto – “Catarina e a arca de chá”

  Hora do Chá – degustação de chás


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016


POEMA DO CORAÇÃO 

Eu queria que o Amor estivesse realmente no coração,
e também a Bondade,
e a Sinceridade,
e tudo, e tudo o mais, tudo estivesse realmente no coração.
Então poderia dizer-vos:
"Meus amados irmãos,
falo-vos do coração",
ou então:
"com o coração nas mãos".

Mas o meu coração é como o dos compêndios.
Tem duas válvulas (a tricúspida e a mitral)
e os seus compartimentos (duas aurículas e dois ventrículos).
O sangue ao circular contrai-os e distende-os
segundo a obrigação das leis dos movimentos.

Por vezes acontece
ver-se um homem, sem querer, com os lábios apertados,
e uma lâmina baça e agreste, que endurece
a luz dos olhos em bisel cortados.
Parece então que o coração estremece.
Mas não.
Sabe-se, e muito bem, com fundamento prático,
que esse vento que sopra e ateia os incêndios,
é coisa do simpático.
Vem tudo nos compêndios.

Então, meninos!
Vamos à lição!
Em quantas partes se divide o coração?

António Gedeão, Poesias Completas





No Coração, Talvez
No coração, talvez, ou diga antes:
Uma ferida rasgada de navalha,
Por onde vai a vida, tão mal gasta.
Na total consciência nos retalha.
O desejar, o querer, o não bastar,
Enganada procura da razão
Que o acaso de sermos justifique,
Eis o que dói, talvez no coração.

José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"

domingo, 7 de fevereiro de 2016


DEPUS A MÁSCARA

Depus a máscara e vi-me ao espelho.  
Era a criança de há quantos anos.
Não tinha mudado nada...
É essa a vantagem de saber tirar a máscara.
É-se sempre a criança,
O passado que foi
A criança.
Depus a máscara, e tornei a pô-la.
Assim é melhor,
Assim sem a máscara.
E volto à personalidade como a um términus de linha.

Álvaro de Campos, in "Poemas"




sábado, 6 de fevereiro de 2016

O QUE EU QUERO SER…



Os alunos do 2º ano foram à biblioteca  da escola da estação para escutarem os poemas da obra de José Jorge Letria, O que eu quero ser
Depois de uma leitura em jeito de jogo de adivinhas, os alunos deram asas aos seus sonhos e a imaginação coletiva compôs os seguintes versos:

Eu quero ser cabeleireira
Porque é uma profissão com arte.
Gosto de penteados à maneira,
Aqui ou em qualquer parte.


Eu quero ser mergulhador em alto mar,
Quero ver tubarões, peixes e peixinhos aos milhões
E com eles nadar, nadar, nadar
Sem nunca parar.

Eu quero ser futebolista
Porque gosto de jogar.
De bola nos pés sou um artista
E nunca me vou lesionar.
         Alunos do 2º C – Professora Fátima Valente



Eu quero ser artista
Porque gosto muito de pintar,
O sol, as nuvens, as borboletas e flores a brilhar.
Vou ser uma pintora famosa e “sair numa revista”.

Eu quero ser professora
Porque gosto de ensinar.
Vou fazer ditados e contas sem calculadora,
E se os alunos forem bem comportados,
                                                                   nunca me vou zangar.

Eu quero ser escritora
Porque gosto de escrever histórias de encantar.
De muitos livros serei a autora,
E levarei as crianças numa viagem a sonhar.

Alunos do 2º A – Professora Sónia Viegas


Eu quero ser domador de animais
Porque gosto de bichos da floresta,
Da savana, do pântano e muitos mais
E todos juntos fazemos uma festa.

Eu quero ser taxista
Porque gosto muito de guiar.
Sigo sempre pela pista
E levo os clientes a passear.

Eu quero ser cantora
Porque gosto muito de cantar.
Das minhas músicas serei compositora
E no palco irei brilhar.

            Alunos do 2º B – Professora Filomena Gil
A coordenadora da biblioteca realizou uma atividade acerca da obra " O Príncipe Feliz ", de Oscar Wilde, com as turmas do quarto ano.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016







UMA VISITA AO REI D.FILIPE II

   Certo dia, eu pensei em visitar o magnânimo Filipe II, Rei de Espanha, Portugal e de um vasto império, e comecei a interrogar-me como é que eu iria viajar para o passado!
Decidi ir a um museu procurar uma máquina do tempo para viajar até 1580. E encontrei-a!
Sem perceber como, estava no palácio do Escorial.
Entrei no palácio, deliciei-me com a grandeza e luxo ali instalados e vi aquela figura curiosa, em folhos atafulhado, brilhando como as leds de Natal:   D.Filipe II, Rei de Espanha e Portugal.
Quando entrei na sala fiquei ainda mais espantado pois ele comia num prato de prata lavrada.
- Boa noite! - exclamei.
- Entre - disse Filipe II.- Que me trazes, estranho das terras distantes?
Eu pensei em como poderia impressionar aquele Rei poderoso que já possuía tudo e lembrei-me que trazia um fecho éclair.
-Que objeto é esse ?–Interrogou Filipe II.
- O fecho éclair é um fecho que abre e fecha casacos que se usa na minha época . –exclamei, a medo.
-Já estou a ver.Tu já vives naqueles tempos mais avançados, não é ?-perguntou o Rei.
- Sim, Minha Majestade, eu já vivo nesses tempos.
- Queres alguma coisa em troca dessa coisa aí? Pode valer muito dinheiro. -disse o rei.
- Não, Sua Majestade. Deixa apresentar-me.Eu sou o Lourenço.
-Eu sou o Filipe II e esta é a minha mulher, Isabel I de Inglaterra.
-Tive uma ideia. Tu irás com a minha tripulação. Quem manda na parte marítima é Pedro Álvares de Cabral. Podes ir com ele até ao Brasil!
-Não me importava nada – respondi.
Dormi no palácio do rei Filipe II onde as camas eram de prata maciça.
De manhã cedinho parti para o Brasil com a tripulação de Filipe II e mais o seu filho, o príncipe Filipe, e quando voltei para casa contei as aventuras perigosas aos meus amigos.
 Não sei o que o Rei fez com o fecho Éclair!!


Lourenço Ferreira
DM4C

2016/01/25
Inspirado em:  « Poema do Fecho Éclair», de António Gedeão. 






O FECHO ÉCLAIR

     Eu estava a pedir um desejo, na floresta, e fechei os olhos. Mas, quando voltei a abri-los, estava à frente do castelo do Rei D. Filipe II.   Fui a andar na sua direção e encontrei seis guardas à porta.  Pedi-lhes para ir visitar o Rei D. Filipe II, mas os guardas disseram:
   -Não podes entrar. Só quem tem o fecho éclair.
    E eu fiquei muito chateada. Tive de voltar ao meu mundo real para ir buscar um fecho. Para eles, um fecho era valioso porque não havia aquilo na época.
    Quando voltei, encontrei o  meu amigo Rodrigo com um fecho éclair e eu tive a ideia de irmos juntos. Mais à frente estava o Bernardo e o Daniel e  resolvemos ir dizer a eles para irem connosco. Os guardas deixaram-nos entrar e nós ficámos a falar com o Rei. Mostrámos-lhe o fecho éclair, mas o Rei tinha medo porque nesse tempo não havia.
    -Eu gostei do fecho éclair. Por isso ofereço - vos uma visita ao castelo e uma dormida.
     Eu agradeci ao Rei e os meus amigos também. Nós aproveitámos para perguntar ao Rei umas coisinhas porque a nossa professora mandou fazer uma pesquisa.
    Quando voltámos, a nossa professora ficou contente por temos feito o trabalho de casa.
      E aquele dia foi especial para mim e para os meus amigos.
                                                               
D. Manuel I
Bruna Valente Domingos
Bernardo José Marques
4C


Inspirado em:  « Poema do Fecho Éclair», de António Gedeão.



quinta-feira, 28 de janeiro de 2016



A Vila das Cores


No passado dia 22, a biblioteca da Escola da Estação recebeu a visita do escritor Bruno Magina. O Autor apresentou a sua obra A Vila das Cores, às turmas do 2º B, 2º C e 3ºA, que gostaram muito de conhecer o António, o Manuel e os seus filhos adotivos, o Bernardo e a Gabriela. Com a Família Violeta compreendemos melhor que devemos respeitar as diferenças e que a diversidade nos enriquece o coração.
De seguida, houve uma sessão de perguntas e respostas acerca da história e das histórias do autor e dos vários alunos. A manhã terminou com uma sessão de autógrafos tão coloridos como a Vila das Cores.
Agradecemos ao Bruno Magina pela sua presença e pela sessão animada que dinamizou, bem como à Biblioteca Municipal Álvaro de Campos que proporcionou este encontro.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016


A prova do Concurso Nacional de Leitura realizou-se no dia 14 de janeiro, às 14.30, no auditório da nossa escola. Os alunos apurados foram: João Teixeira,nº13, do 9ºC; Inês Livramento, nº15, e Beatriz Silva, nº5, ambas do 9ºB. Parabéns aos alunos e que a leitura seja, para eles, um prazer que se prolongue ao longo dos tempos.




terça-feira, 19 de janeiro de 2016


BIBLIOTECA VERDE

– Papai, me compra a Biblioteca Internacional de Obras Célebres.
São só 24 volumes encadernados em percalina verde.
– Meu filho, é livro de mais para uma criança!...
– Compra assim mesmo, pai, eu cresço logo.
– Quando crescer, eu compro. Agora não.
– Papai, me compra agora. É em percalina verde,
só 24 volumes. Compra, compra, compra!
– Fica quieto, menino, eu vou comprar.
– Rio de Janeiro? Aqui é o Coronel.
Me mande urgente sua Biblioteca
bem acondicionada, não quero defeito.
Se vier com um arranhão, recuso. Já sabe:
Quero a devolução de meu dinheiro.
– Está bem, Coronel, ordens são ordens.
 
Segue a Biblioteca pelo trem-de-ferro,
fino caixote de alumínio e pinho.
Termina o ramal, o burro de carga
vai levando tamanho universo.
Chega cheirando a papel novo, mata
de pinheiros toda verde.
Sou o mais rico menino destas redondezas.
(Orgulho, não; inveja de mim mesmo)
Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres.
Tenho de ler tudo. Antes de ler,
que bom passar a mão no som da percalina,
esse cristal de fluida transparência: verde, verde...
Amanhã começo a ler. Agora não.
Agora quero ver figuras. Todas.
Templo de Tebas, Osíris, Medusa, Apolo nu, Vénus nua...

Nossa Senhora, tem disso nos livros?!...
Depressa, as letras. Careço ler tudo.
A mãe se queixa: Não dorme este menino.
O irmão reclama: Apaga a luz, cretino!
Olha que eu tomo e rasgo essa Biblioteca
antes que pegue fogo na casa.
Vai dormir, menino, antes que eu perca a paciência e te dê uma sova.
Dorme, filhinho meu, tão doido, tão fraquinho.
Mas leio, leio... Em filosofias tropeço e caio,
cavalgo de novo meu verde livro,
em cavalarias me perco, medievo;
em contos, poemas me vejo viver.
Como te devoro, verde pastagem!...
Ou antes carruagem de fugir de mim
e me trazer de volta à casa
a qualquer hora num fechar de páginas?
Tudo que sei é ela que me ensina.
O que saberei, o que não saberei nunca,
está na Biblioteca em verde murmúrio
de flauta-percalina eternamente.

                               (Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

15 de janeiro de 1929, data do nascimento de Martin Luther King



Foi uma das maiores personalidades da história da humanidade. Lutou contra a desigualdade racial através de discursos e protestos.

Martin Luther King era um pastor norte-americano e em 1964 recebeu o prémio Nobel. Foi um dos maiores líderes contra a opressão racial.
O seu discurso mais famoso chama-se “Eu tenho um sonho” (“I have a dream”) pronunciado em 1963 no Lincoln Memorial em Washington.
Os seus ideais de justiça, não-violência e amor ao próximo eram inspirados em outro grande mestre: Gandhi.
Em 1955, coordenou um boicote aos autocarros da cidade de Montgomery. Os líderes negros da cidade decidiram boicotar o transporte após a prisão de uma mulher negra (Rosa Parks) que se recusou a ceder o lugar para uma passageira branca. Por causa do protesto, King foi preso e recebeu ameaças de morte.
Após tantos protestos, a Suprema Corte decidiu tornar ilegal o transporte público separatista. Esta decisão deu vitória ao protesto e King foi considerado um líder respeitado. Por causa disto, tornou-se presidente da Conferência de Lideranças Cristãs do Sul (organizado pelos padres negros sulistas).

Outros protestos de King:
* Campanha a favor dos direitos civis no Alabama.
* Realização de um censo para aprovar o voto dos negros.
* Luta para melhorar a educação e a moradia dos negros nos estados do sul.
* Luta contra a discriminação racial.
King não foi somente um defensor dos direitos dos negros, ele também defendia as mulheres.
Porém, em 1965, King começou a criticar a participação dos EUA na Guerra do Vietnam e a sua influência perante os negros começava a incomodar várias pessoas. Foi então que no dia 4 de abril de 1968 ele foi assassinado.
Mas até hoje ele é lembrado, discutido e estudado nas escolas. Nos EUA existe um feriado para relembrar os seus feitos e  suas lutas.


FRASES DE MARTIN LUTHER KING

“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”.

“Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios”.

“Eu também sou vítima de sonhos adiados, de esperanças dilaceradas, mas, apesar disso, eu ainda tenho um sonho, porque a gente não pode desistir da vida”.

“Quem aceita o mal sem protestar, coopera realmente com ele".



Entre o Sono e o  Sonho
Entre o sono e sonho,
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.

Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.

Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.

E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre —
Esse rio sem fim.

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

sábado, 9 de janeiro de 2016

Eis algumas fotografias que mostram a exposição realizada pelos alunos do 7.º ano na Biblioteca, sob orientação da professora Paula Serrano e  no âmbito da disciplina de Ciências Naturais. Parabéns aos alunos e à professora!







DIA DE REIS

O Dia de Reis foi comemorado na biblioteca da Escola da Estação com a leitura de O Cestinho de Romãs, um conto tradicional português adaptado pela escritora Maria Alberta Menéres.
Os alunos do 2º C, da professora Fátima Valente, deram um final diferente a este conto. Seguiram a receita da avó Adelina, confecionaram a Salada de Laranja e Romã e descobriram que é saudável e deliciosa. No final, as opiniões foram unânimes:

Hummm!!! Que delícia!



















segunda-feira, 4 de janeiro de 2016


As personagens literárias desejam um bom ano de 2016.


O Dia Mundial do Braille ocorre a 4 de janeiro

A data de 4 de janeiro assinala o nascimento de Louis Braille, o criador do sistema de leitura e de escrita Braille, que permite através do toque facilitar a vida das pessoas invisuais e a sua integração na sociedade. Louis Braille ficou cegou aos 3 anos de idade e aos 20 anos conseguiu formar um alfabeto com diferentes combinações de 1 a 6 pontos que se alastrou pelo mundo e que ainda hoje é usado como forma oficial de escrita e de leitura das pessoas cegas.
O Braille é composto por 64 sinais, gravados em papel em relevo. Estes sinais são combinados em duas filas verticais e justapostas, à semelhança de um dominó ao alto.
Em Portugal, destaque-se o papel do Núcleo para o Braille e Meios Complementares de Leitura, no âmbito do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P, que no Dia Mundial do Braille organiza vários eventos para celebrar a efeméride.