domingo, 14 de janeiro de 2018
sábado, 13 de janeiro de 2018
Desafios…propostas de escrita muito bem aproveitadas por alguns alunos em Oficina de Escrita.
Texto
sem a vogal "O"- 77 palavras
Uma vida inteira,
uma vida inteira de mentiras! Mentiras inimagináveis, impensáveis,
especialmente de alguém assim. Ainda agora me custa a acreditar, aceitar,
aceitar é impensável. Nem que grande parte da angústia existente se juntasse
bastaria para aguentar a minha tristeza. A fase da desculpa... essa... já lá
vai, de tal maneira que lembrar-me seria despertar ainda mais a raiva que me
rege desde aquela tarde em que a verdade e a realidade se decidiram juntar.
Ana Pavão, 8.A
14 vezes a palavra “não”- 77 palavras
“Dois pretos
barrados à entrada de uma discoteca” era este o título da notícia com que me
deparei no outro dia. Fiquei chocada. Não, não é possível em 2017
isto ainda acontecer! Não, não faz sentido, não é humano! Só porque não nasceram com a
pele branca, não podem entrar numa discoteca? Não têm o direito de se divertir,
só porque não são brancos?! Não seja desprezível! Não seja preconceituoso! Diga
não ao racismo! Diga não, não à diferença!!
Ana Pavão, 8.º A
“A melhor prenda de sempre”
- 77 palavras
Para mim, o melhor
presente de sempre não foi propriamente algo material, mas sim emocional. Eu
fazia anos e estava a passar as férias da Páscoa na casa dos meus avós, em Vila
Real. Estávamos a jantar, olhei em redor e percebi a sorte que tinha: a minha
família preenchia uma mesa de vinte pessoas, onde todos se riam, todos unidos.
E não há nada melhor do que isto... poder estar com toda a minha família
reunida.
Ana Pavão, 8.º A
“Uma história de passagem de ano” - 77
palavras
31 sempre foi um
número estranho, mas naquela noite ainda mais estranho era. Estava num misto de
emoções. Por um lado, era toda aquela excitação da chegada de 2018; por outro,
só queria poder parar o tempo. Senti que não tinha cumprido tudo o que
prometera, tentado desculpabilizar-me pelo facto de não ter dependido somente
de mim, mas era uma questão de horas, de minutos, de segundos. E a meia-noite
chegou. Tapei os ouvidos e sorri.
A
Nossa Escola
Embora antiga, é
uma escola agradável e simples.
A escola D. Manuel
dispõe de um refeitório, de um ginásio com balneários já muito degradados, de
uma biblioteca acolhedora, mas que poderia estar aberta mais tempo, de uma
papelaria, de um auditório, de um bar, de campos exteriores desportivos e de
uma sala de alunos divertida.
É uma escola que,
na minha opinião, agrada aos alunos e que tem um bom ambiente, funcionários e
professores dedicados e sempre dispostos a ajudar. E é importante valorizar
isso, mais do que ser uma escola bonita ou moderna
( pelo menos é o
que acho). É claro que, como em quase todas as escolas, há pequenas situações
de violência e não é assim tão esporadicamente quanto isso. Mas embora não
concorde, acaba por ser normal entre jovens e, infelizmente, acho que cada vez
mais, hoje em dia, os jovens incentivam, motivam de alguma maneira este tipo de
situações.
Em relação à turma
do ano passado, o 7.ºA era uma boa turma (muito parecida com a atual), mas
demasiado grande. 26 alunos são demais, na minha opinião. Digo isto porque já
estive em turmas bastante mais pequenas e sei que é mais fácil para nós,
alunos, e sobretudo para os professores. Há menos barulho, logo mais
concentração, é mais fácil dar a aula! Era uma turma unida, o que é muito
positivo.
Acho que o “grande”
problema foi o barulho. fazíamos muito barulho nas aulas e era a principal
razão de queixa dos professores. Nós, na verdade, nunca fomos daquelas turmas
problemáticas, com alunos desrespeitadores e insolentes. Acho que tínhamos uma
boa relação com quase todos eles, o que é bastante bom. E não nos podemos
esquecer do nosso diretor de turma, que sempre nos ajudou tanto! A única
situação que considerei realmente grave foi a história do roubo nos balneários:
por cerca de quatro vezes desapareceu misteriosamente dinheiro do balneário das
raparigas, inclusive em dias que estava só a nossa turma, o que nos levou a
achar que só poderia ser uma de nós. É chato porque há sempre pessoas que se
acusam umas às outras sem no fundo terem provas... o que gera confusão,
obviamente! Foi um mistério que nunca se chegou a desvendar. E a única solução
teria sido essa pessoa acusar-se.
Este oitavo ano tem
tudo para correr bem. Basta querermos!
Ana
Pavão, 8.ºA
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
Trabalhos realizados pelos alunos do 5ºA
Após a leitura e a análise da obra
" A Fada Oriana", de Sophia de Mello Breyner Andresen, os alunos
ilustraram algumas cenas da referida obra. Todos os ilustradores estão de
Parabéns.
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
Os homens não sofrem
Os homens apenas fazem sofrer,
Mas a minha maior questão é:
Será que é por puro prazer?
Será que eles não têm como entender
Que ao passo que nos fazem sofrer
Mais que a dor que causam,
Causam vontade de morrer!
Por vezes, antes do meu ser adormecer,
Sinto vazia a minha alma,
Que deduzo se estar a perder,
Perdida na dor, embora calma.
Homens não sofrem,
Homens apenas sabem entristecer
O interior de uma pura mulher
Que levada nas ondas de um mar sedutor,
Acaba por sentir tão grande dor
Que prefere não envelhecer,
Mas jovem, pelo homem, morrer.
Jéssica Cruz Nº9 , 9C
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
DESAFIOS
DE ESCRITA…77
PALAVRAS E 14
VEZES A PALAVRA
NÃO
Não paro de
pensar em como éramos inocentes e não
tínhamos noção da vida e do quão difícil iria ser. Não me tragam memórias, às quais não consigo resistir e não
consigo não ter saudade de tudo o
que me tornou nesta pessoa. Dava tudo para não
crescer e parar o tempo. Mas não, não posso, não é possível… Ainda não
sei o porquê de não querer ser
adulta, mas não quero! Não queiram crescer muito depressa!
Inês Oliveira 8ºA nº10
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
A BORRACHA
Hoje viemos entrevistar a nossa companheira de escola, a
borracha. Ela é utilizada muito em toda a parte do mundo porque elimina tudo o
que já não necessitamos.
Entrevistador – Qual é o seu melhor amigo na escola?
Borracha – Os livros porque os posso apagar muito.
Entrevistador – E o seu pior inimigo?
Borracha - São os lápis porque me dão muito trabalho, pois nunca param
de escrever.
Entrevistador – Como é que a sua família é fabricada?
Borracha – Nós somos fabricados a partir da árvore da borracha, colhem a
seiva e depois levam-na para uma fábrica e mesmo no fim nascemos nós.
Entrevistador – Como é que vocês morrem?
Borracha – Nós morremos quando acaba a borracha.
Entrevistador – Qual é a melhor marca de borracha para si?
Borracha – A minha, claro, a MAPED!
Entrevistador – Obrigado pela sua colaboração e presença,
senhora borracha.
Borracha – De nada, foi um prazer.
Entrevistador – E assim o programa chega ao fim. Até para a
semana. Obrigada.
Trabalho realizado por:
Carlota Nascimento, Nº 7, 7ºA
Catarina Vieira, Nº 9, 7ºA
Riana Arotaritei, Nº 23, 7ºA
Turma Português Mais
Turma Português Mais
terça-feira, 14 de novembro de 2017
O TEMPO DÁ UMA ENTREVISTA
Hoje trago-vos o Sr. Tempo que nos vem falar sobre sua
experiência e importância no Mundo.
Entrevistador: Bom dia, Sr.
Tempo!
Sr. Tempo: Bom dia!
Entrevistador: Quanto tempo o
tempo tem?
Sr. Tempo: O tempo tem 60
milésimas por segundo, 60 segundos por minuto, 60 minutos por hora, 24 horas
por dia, 7 dias por semana, 4 semanas por mês e doze meses por ano. Ao todo já
passaram 13,7 mil milhões de anos!
Entrevistador: Então já tem
muita experiência nisto. Já alguma vez o senhor pensou em reformar-se?
Sr. Tempo: Não, porque gosto
de sentir que faço falta no dia a dia das pessoas.
Entrevistador: Esperemos, então,
que continue a pensar assim durante muito tempo. Quando o senhor se reformar,
quem o irá substituir?
Sr. Tempo: Não é a mim que
me cabe decidir isso, mas sim ao Mundo.
Entrevistador: Quem o elegeu
para representar um papel tão importante como controlar o tempo?
Sr. Tempo: Foi o Big Bang
que me criou, mas foi o Mundo quem me deu esta oportunidade.
Entrevistador: Muito obrigado
por ter aceitado o nosso convite!
Sr. Tempo: O prazer é todo
meu!
Entrevistador: Adeus e até à próxima!
Trabalho realizado por:
Mafalda Ferreira, Nº17, 7ºB
Rafaela Vieira, Nº21, 7ºB
Trabalho realizado na turma Português Mais
Trabalho realizado na turma Português Mais
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
A FLORESTA MUSICAL
Era
uma vez uma floresta encantada e musical. Um dia, um rapazinho chamado Diyi
estava a passear pela floresta quando ouviu uma música, a orquestra de sons.
Então o menino foi pelo som e descobriu uma floresta misteriosa e maravilhosa.
Do nada, uma voz disse:
- Vem cá, segue o som da minha voz.
O rapazinho estava com medo e não
conseguia voltar. Foi a caminho da voz misteriosa e viu uma enorme nogueira,
que começou a falar com ele com uma voz grossa:
- Quem és tu? E o que estás a fazer na
minha floresta?
- Eu sou o Diyi! Ouvi uma música e então
segui-a.
- Uma música ou a minha orquestra dos
amigos? Olha quem são…
A nogueira tirou os ramos da frente e
mostrou os cinco amigos: o Pop Pip, a cerejeira, era o pianista; o Tompoy, a
bananeira, era o trompetista; o Virtor, o pinheiro, era o violinista; a Lua, a
japoneira, a nossa cantora e…
- E eu sou o ritmo com o tambor… Bem,
foi bom conhecer-te, mas não vai ser por muito tempo, precisamos de ajuda para
continuarmos vivos.
- Como assim, vivos?!- perguntou o
menino, curioso.
- É que um homem quer serrar-nos porque
não gosta de árvores. Ele quer destruir-nos com a motosserra.
- Então precisamos de ajudar!
Diyi teve uma ideia: fazer um concerto e
convidar o presidente.
No
dia seguinte, à noite, quando já tudo ia começar, ocorreu um desastre: um homem
matou o Tompoy. Mas os homens do presidente viram e prenderam-no. Então o
presidente levou uma semente de bananeira como recompensa, mas não resultou.
Dias depois começou a chover e num
piscar de olhos um dos olhos de Tompoy
abriu. A cura era a chuva! Começou o concerto e todos trataram de proteger o
menino e o presidente da chuva.
- Gostei da chuva e, por isso, vou
mandar fazer uma proteção com chão de pedra e uma grade à volta – disse o
presidente. – Voltem a tocar para todos ouvirem!
As árvores gostaram da ideia e
concordaram.
E ASSIM VIVERAM FELIZES COM MÚSICA.
Lucas Salvador Martins, 6ºD
terça-feira, 7 de novembro de 2017
A VIDA DE UM BATOM
O batom é uma maquilhagem utilizada principalmente
pelas mulheres, mas há pessoas que o usam de outras maneiras. Vamos lá
descobrir:
Entrevistador-Boa tarde, Sr. Batom. Então você
gosta de ser quem é?
Batom-Sim, porque eu gosto de deixar as
pessoas bonitas.
Entrevistador-Então e só é utilizado para
isso?
Batom-Não, também sou utilizado para
traquinices. Por exemplo, este sábado, às duas da manhã, fui utilizado para pintar
a cara de um amigo de uma tal Filipa. Como esse seu amigo adormecera a meio de
uma direta, esse foi o seu castigo.
Entrevistador-Como se sentiu depois de fazer
essa tal de “prank”?
Batom-Senti-me tão mal que não fui trabalhar
durante três dias.
Entrevistador-Então e quem o foi substituir
durante a sua ausência?
Batom-Foi o giz vermelho, que fez um ótimo
trabalho, segundo o meu chefe.
Entrevistador-Muito obrigado pela sua colaboração,
Sr. Batom.
Batom-
Ora essa! O prazer foi todo meu.
Entrevistador-E assim ficamos a conhecer um
pouco mais sobre a vida dos batons. Até à próxima.
In Diretas Forever, Martim Neves e Filipa Regalo (7.ºE)
Transmitido
a 15 de maio de 2100
Trabalho realizado na turma Português Mais
A imaginação não tem limites. Por
isso é possível realizar uma entrevista a um escadote. Quem diria?
É preciso ter cuidado com os degraus!
É preciso ter cuidado com os
degraus? Sem dúvida. O escadote que trazemos aqui hoje contar-nos-á um
pouco mais acerca dos perigos e cuidados a ter com os degraus.
A- Bom dia, Sr.
escadote.
B- Bom dia!
A- É verdade que
existem vários perigos relacionados com a sua utilização?
B- É verdade, sim
senhor. Hoje em dia são registados muitos casos de acidentes de trabalho devido
à minha má utilização.
A- Quais são os
acidentes mais comuns?
B- Existem vários
tipos de acidentes, mas o mais comum é a queda de andaimes mais elevados.
A- Como podemos
prevenir todos estes géneros de acidentes?
B- Através da
utilização de material de proteção, nomeadamente o capacete.
A- É verdade que o
senhor dá azar a quem lhe passa por baixo?
B- Não, mas é uma superstição
que já existe há 5000 anos e que tem origem no antigo Egito. A razão deste
mito é o facto de um escadote aberto formar um triângulo e os egípcios
consideravam esta forma sagrada. Consideravam que os triângulos representavam a
trindade dos deuses, e passar por baixo de um triângulo era profaná-los.
A- Obrigado por ter
acedido ao nosso convite.
B- De nada. O
prazer foi todo meu. E não se esqueçam, é preciso ter cuidado com os degraus!
por Carolina Teixeira e Rosa Poranen, 7.ºB
Trabalho realizado na turma Português Mais
terça-feira, 31 de outubro de 2017
O Lápis do Mundo
Se eu pudesse um dia ser um lápis, eu não seria um lápis
branco, cinzento ou preto como o carvão…
Eu escolhia ser um
lápis de cor, de mil e uma cores. Podia ser grande, pequeno, grosso ou fino,
mas tinha que ser mágico.
Gostava de riscar
os momentos tristes e isolados das vidas das pessoas e desenhar momentos
alegres e divertidos.
Gostava de pintar
com a cor verde as florestas e de amarelo as casas que foram queimadas dos
fogos nos últimos incêndios.
Desenhava a chuva de azul quando houvesse fogos
para que fosse mais fácil apagá-los e desenhava-a também quando faltasse água
nas barragens.
Riscava as guerras
e pintava a paz.
Riscava o ódio, a
dor e as doenças.
Desenhava sorrisos,
mil sorrisos de todas as cores e um mundo melhor onde todos pudessem viver em
paz e harmonia.
Afonso
Matias
6º
D , N.º 1
terça-feira, 24 de outubro de 2017
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
Os livros, esses animais sem pernas, mas com olhar, observam-nos mansos
desde as prateleiras. Nós esquecemo-nos deles, habituamo-nos ao seu silêncio,
mas eles não se esquecem de nós, não fazem uma pausa mínima na sua vigia,
sentinelas até daquilo que não se vê. Desde as estantes ou pousados sem ordem
sobre a mesa, os livros conseguem distinguir o que somos sem qualquer expressão
porque eles sabem, eles existem sobretudo nesse nível transparente, nessa
dimensão sussurrada. Os livros sabem mais do que nós mas, sem defesa, estão à
nossa mercê. Podemos atirá-los à parede, podemos atirá-los ao ar, folhas a
restolhar, ar, ar, e vê-los cair, duros e sérios, no chão.
(...) Os livros, esses animais opacos por fora, essas donzelas. Os livros caem do céu, fazem grandes linhas retas e, ao atingir o chão, explodem em silêncio. Tudo neles é absoluto, até as contradições em que tropeçam. E estão lá, aqui, a olhar-nos de todos os lados, a hipnotizar-nos por telepatia. Devemos-lhes tanto, até a loucura, até os pesadelos, até a esperança em todas as suas formas.
José Luís Peixoto, in 'Abraço'
(...) Os livros, esses animais opacos por fora, essas donzelas. Os livros caem do céu, fazem grandes linhas retas e, ao atingir o chão, explodem em silêncio. Tudo neles é absoluto, até as contradições em que tropeçam. E estão lá, aqui, a olhar-nos de todos os lados, a hipnotizar-nos por telepatia. Devemos-lhes tanto, até a loucura, até os pesadelos, até a esperança em todas as suas formas.
José Luís Peixoto, in 'Abraço'
terça-feira, 19 de setembro de 2017
APRENDER A ESTUDAR
Estudar é muito importante, mas pode-se
estudar de várias maneiras…
Muitas vezes estudar não é só aprender o que vem nos livros.
Muitas vezes estudar não é só aprender o que vem nos livros.
Estudar não é só ler nos livros que há nas
escolas.
É também aprender a ser livres, sem ideias tolas.
Ler um livro é muito importante, às vezes, urgente.
Mas os livros não são o bastante para a gente ser gente.
É preciso aprender a escrever, mas também a viver, mas
também a sonhar.
É preciso aprender a crescer, aprender a estudar.
Aprender a crescer quer dizer:
aprender a estudar, a conhecer os outros, a ajudar os outros, a viver com os outros.
E quem aprende a viver com os outros aprende sempre a viver bem consigo próprio.
Não merecer um castigo é estudar.
Estar contente consigo é estudar.
Aprender a terra, aprender o trigo e ter um amigo também é estudar.
Estudar também é repartir, também é saber dar o que a gente souber dividir para multiplicar.
Estudar é escrever um ditado sem ninguém nos ditar;
e se um erro nos for apontado é sabê-lo emendar.
É preciso, em vez de um tinteiro, ter uma cabeça que saiba pensar, pois, na escola da vida, primeiro está saber estudar.
Contar todas as papoilas de um trigal é a mais linda conta que se pode fazer.
Dizer apenas música, quando se ouve um pássaro, pode ser a mais bela redação do mundo…
É também aprender a ser livres, sem ideias tolas.
Ler um livro é muito importante, às vezes, urgente.
Mas os livros não são o bastante para a gente ser gente.
É preciso aprender a escrever, mas também a viver, mas
também a sonhar.
É preciso aprender a crescer, aprender a estudar.
Aprender a crescer quer dizer:
aprender a estudar, a conhecer os outros, a ajudar os outros, a viver com os outros.
E quem aprende a viver com os outros aprende sempre a viver bem consigo próprio.
Não merecer um castigo é estudar.
Estar contente consigo é estudar.
Aprender a terra, aprender o trigo e ter um amigo também é estudar.
Estudar também é repartir, também é saber dar o que a gente souber dividir para multiplicar.
Estudar é escrever um ditado sem ninguém nos ditar;
e se um erro nos for apontado é sabê-lo emendar.
É preciso, em vez de um tinteiro, ter uma cabeça que saiba pensar, pois, na escola da vida, primeiro está saber estudar.
Contar todas as papoilas de um trigal é a mais linda conta que se pode fazer.
Dizer apenas música, quando se ouve um pássaro, pode ser a mais bela redação do mundo…
Estudar é muito
mas pensar é tudo!
mas pensar é tudo!
J. C. Ary dos Santos
(7 /12/1937-18 /1/ 1984 Lisboa)
(7 /12/1937-18 /1/ 1984 Lisboa)
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