domingo, 23 de fevereiro de 2014

Visita a Beja


















No dia 13 de fevereiro, nós, o 5ºA, fomos de autocarro até Beja para visitarmos a Biblioteca Municipal, que tem como padroeiro o grande escritor, José Saramago.
   Partimos da escola por volta das 8h 15m e fomos até Mértola, onde fizemos uma paragem. De seguida, continuamos viagem até Beja.
   Quando lá chegámos, fomos recebidos por uma guia da biblioteca que nos convidou a entrar para comermos alguma coisa.
   Depois fizemos uma visita e ficamos a saber que:
- o edifício foi aberto em 1993;
-José Saramago recebeu o prémio Nobel há 15 anos;
-os livros da biblioteca estão organizados pelo apelido dos autores (por ordem alfabética),por cores,dentro de cada categoria;
-a biblioteca está dividida em 3 espaços;
-os artigos que saem de mês a mês, de semana a semana...são artigos periódicos;
-há um livro com muitos jornais arquivados que são muito importantes  para a história da cidade.
  Quando saímos da biblioteca fomos para um espaço anexo  chamado"A Floresta do Papel", onde ouvimos contar 3 histórias
(uma sobre o brasão de Beja ; outra sobre uma menina chamada Momo e uma sobre um menino chamado João e a sua aventura).
Aprendemos que um boi e uma cobra representam a cidade, daí o brasão da cidade ter representado uma cabeça de boi.
Seguidamente fomos almoçar a um jardim  que tinha um coreto, um lago com patos, gansos e pássaros . Depois de almoçarmos, brincamos no parque com os baloiços até à hora de ir embora.
No autocarro, na viagem de regresso, enquanto alguns jogavam psp, outros cantavam com o professor Orlando  a música do Tom Sawyer.
Terminando o dia, voltamos para Tavira!!!!
Nós gostamos muito e  quando vocês forem também vão gostar.
os alunos do 5ºA 
 

sábado, 22 de fevereiro de 2014

BIBLIOTECA DA ESCOLA DA ESTAÇÃO


JUNTOS CONSTRUIMOS UMA INTERNET MELHOR

A Biblioteca da Estação comemorou a Semana da Segurança na Internet com um conjunto de atividades destinadas aos alunos dos diferentes anos, das quais destacamos a visita virtual ao Americam Museum of Natural History; sessões de histórias realizadas com acesso à Biblioteca de livros digitais do Plano Nacional de Leitura e sessões de participação orientada nos jogos do sítio seguranet e acpkids, durante os intervalos.
Na escola sede, os alunos das turmas 1ºA e 4ºC tiveram oportunidade de assistir a uma sessão de informação e de jogos, preparada e dinamizada pelos alunos dos Cursos de Educação e Formação de Informática – CEF A2, orientados pelas professoras Ana Reis e Lucília Silvestre.
Às docentes e aos alunos que tão bem acolheram os colegas do 1º ciclo, deixamos o nosso agradecimento.

Nas iniciativas da Semana da Segurança na Internet, os pais foram convidados a assistir a uma sessão de informação e exploração de alguns sites de interesse lúdico pedagógico que poderão visitar em família. Fazendo justiça ao tema deste ano -  Juntos construímos uma internet melhor -  aqui ficam as sugestões para todos os que não puderam estar presentes:

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

A FADA ORIANA

Depois de lido e analisado o livro " A fada Oriana", de Sophia de Mello Breyner Andresen, os alunos do 5ºA realizaram os trabalhos que aqui publicamos. Brevemente serão expostos na biblioteca da nossa escola. Mais uma boa "desculpa" para passares por lá! Aparece! A biblioteca é de todos e, principalmente, TUA!
 


















Sangue Bom tem letras de Mia Couto e de José Eduardo Agualusa e é o título do novo disco de João Afonso. Este regressa, assim, com um novo trabalho de originais, na companhia de dois importantes escritores, um angolano e outro moçambicano. Também ele, João Afonso, nasceu em Moçambique em 1965 e só veio em 1978 para Portugal, que até então não era mais do que a terra dos seus avós. Licenciado em Engenharia Agrónoma, a sua vida e a sua carreira estão muito marcadas, como não poderia deixar de ser, pelo seu tio, Zeca Afonso.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014


A AUSÊNCIA DÓI, AI NÃO QUE NÃO DÓI…

Amo-te tanto, mas hoje tenho de levar o carro ao mecânico, as rodas fazem um barulho estranho, não deve ser nada mas é melhor prevenir, amanhã prometo que vamos ver que tal se come naquele restaurante novo junto à rotunda, e depois levo-te ao cinema, ai não que não levo!

Amo-te tanto, mas hoje tenho de ver o treino do miúdo, o treinador ligou e disse-me que temos craque, o nosso menino a jogar como gente grande, vê lá tu, quando chegar com ele vê se tens prontinha aquela comida que ele adora, o puto merece, ai não que não merece!
 Amo-te tanto, mas hoje tenho de ficar até tarde no escritório, há aquele projeto do estrangeiro para fechar, está aqui tudo perdido de nervos, não sei se aguento, daqui a pouco ligo-te para saber como vai tudo, o miúdo e as coisas aí em casa, agora tenho de ir mostrar a esta gente toda como se trabalha, ai não que não tenho!
 Amo-te tanto, mas hoje tenho de me deitar cedo, amanhã é aquela reunião importante de que te falei, se conseguir o cliente vamos ser tão felizes, aquela casa, o carro novo, quem sabe? Só tenho de o conseguir convencer, tenho tudo prontinho na minha cabeça e nada pode falhar, vamos ser ricos, é o que é, ai não que não vamos!
 Amo-te tanto, mas hoje não estás, cheguei à hora combinada para te levar a jantar e tu não estás, o miúdo também não, deve estar no treino, deixa-me cá ligar, ninguém atende, nem tu nem ele, provavelmente deves estar a preparar alguma, sempre foste tão assim, cheia de surpresas, daqui a nada entras pela porta e dizes que me amas, ai não que não dizes!
 Amo-te tanto, mas hoje tenho de assinar este papel, olho-te e peço-te perdão, prometo-te que não vai haver mais mecânicos nem treinos nem clientes estrangeiros nem reuniões entre nós, garanto-te que te quero acima de tudo, olho-te mais uma vez nos olhos e procuro acalmar o que te dói, mas tu só dizes para eu assinar e eu assino, as mãos tremem e até já uma lágrima caiu sobre elas, o nosso filho quando souber vai chorar como um menino pequeno outra vez, o nosso craque, podias ficar pelo menos pelo nosso craque, ou pelo menos por mim, para me manteres vivo, Deus me salve de não te ter comigo, sou uma impossibilidade se não te tiver para gostar, ai não que não sou!
 Amo-te tanto, mas hoje não tenho nada para fazer, a casa escura, um silêncio vazio e nada para fazer, apenas esperar que te esqueças de mim e me voltes a amar, e eu amo-te tanto, ai não que não amo!’

Pedro Chagas Freitas, in “O Livro dos Loucos”


"As canções e os poemas ignoram tanto acerca do amor! Como se explica, por exemplo, que não falem dos serões a ver televisão no sofá? Não há explicação. O amor também é estar no sofá, tapados pela mesma manta, a ver séries más ou filmes maus. Talvez chova lá fora, talvez faça frio, não importa. O sofá é quentinho e fica mesmo à frente de um aparelho onde passam as séries e os filmes mais parvos que já se fizeram. Daqui a pouco começam as televendas, também servem."
"Fonte - Visão, Janeiro 2012, Autor - Peixoto , José Luís

"Que é amar senão inventar-se a gente noutros gostos e vontades? Perder o sentimento de existir e ser com delícia a condição de outro, com seus erros que nos convencem mais do que a perfeição?"
Autor - Bessa-Luís , Agustina

"Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção."
Fonte - Terra dos Homens, Autor - Saint-Exupéry , Antoine de





As sem razões do amor


Eu te amo porque te amo,
 Não precisas ser amante,
 e nem sempre sabes sê-lo.
 Eu te amo porque te amo.
 Amor é estado de graça
 e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
 é semeado no vento,
 na cachoeira, no eclipse.
 Amor foge a dicionários
 e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
 bastante ou demais a mim.
 Porque amor não se troca,
 não se conjuga nem se ama.
 Porque amor é amor a nada,
 feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
 e da morte vencedor,
 por mais que o matem (e matam)
 a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade, in o corpo

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

DEFINIÇÃO DE AVÓ/AVÔ


O que é para mim um avô 

 Um avô é um homem que está sempre no sofá a ver televisão, na RTP 1, e a seguir as notícias do país. Os avôs não têm nada para fazer e têm diabetes e colesterol.
 Estão sempre a falar muito alto e a dizer que querem o jantar na mesa. Quando acabam de comer começam a falar sobre política e a dizer que o Passos Coelho só anda a roubar os reformados e o país. Os avôs estão sempre mal dispostos porque o seu clube perdeu o jogo. Quando os netos vão lá a casa os avôs dão sempre cinco euros e perguntam se não querem comer alguma coisa. Eu acho que todos devíamos ter um avô.
  
Trabalho realizado por Tiago Sousa, nº27,  7ºF


Uma avó é uma mulher com mais de cinquenta anos. Adora ver o Ronaldo a jogar com os seus diamantes. Tem muitas coisas para fazer como: comida, lavar roupa, coser… A sua atividade preferida é o croché. As avós adoram mais os netos do que os próprios filhos. Não sei porquê.!... Também vão àqueles cabeleireiros XPTO para fazer uns penteados todos encaracolados e marados. São fantásticas a ajudar e a cuidar das pessoas, mas não sabem cuidar de si próprias. É só medicamentos para aqui e medicamentos para ali. Gastam dezenas de euros com osteopatas e dizem:
- Ai! As minhas costas!…
Se não fossem elas a cuidar de nós na nossa infância, dos dois aos três anos, ninguém cuidava. Muitas vezes, vamos a casa das nossas avós e recebemos aqueles beijos babados e ficam todas felizes a dizer: “-Ai o meu netinho, há quanto tempo não o via?!”
Nós temos de cuidar das avós e elas cuidar de nós. Na minha opinião, as avós são muito fixes e merecem a nossa ida a suas casas.

  Trabalho realizado por Rodrigo Afonso, 7ºF


Uma avó é uma senhora que já teve filhos e agora tem netos. Algumas pessoas pensam que os avós servem só para cuidar dos netos, mas não. Os avós são muitos úteis para a vida de todos. Nós não sabemos algumas coisas do passado enquanto eles sabem … quando se lembram.!... Também se pensa:” Ai! Os avós já são velhos, não servem para nada!” Isso é mentira. Não é só por causa de tomarem medicamentos que são fracos. Eles são fortes porque conseguiram ultrapassar várias etapas da sua vida. 

Trabalho realizado por Carolina Caleça, Nº6, 7ºF


  Isabel era uma rapariga inteligente, calma e simpática. Tinha cabelo vermelho e laranja como as estrelas-do-mar e a pele bronzeada como o sol. Os seus olhos eram verdes como as algas do mar e a sua boca era mais rosa que uma alforreca. Ela tinha um pequenino segredo fora de água, mas que no fundo se tornava vida. Era diferente de todas as outras raparigas. Pois nascera com uma cauda verde escura e escamosa como a dos peixes.
 Ela tinha também um tesouro muito importante para ela: a sua pérola de tritão.
Aquilo era o seu maior tesouro…
Um dia, Isabel saiu do seu navio afundado, a que ela chamava casa. Foi passear para as ilhas “Plota”. Levou com ela o seu colar para lhe dar um pouco de sorte.
De repente apareceram os seus amigos Tico e Pico, os golfinhos gémeos.
Apesar de serem tagarelas, Isabel brincava com eles na antiga fábrica abandonada, agora habitada pelo mar. Pulavam, brincavam e por fim descansavam até que o escuro aparecesse.
Foi assim todos os dias…


Ana Afonso, 5º A

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014


Balada Astral – Miguel Araújo (com Inês Viterbo)

  



Quando Deus pôs o mundo
 E o céu a girar
 Bem lá no fundo
 Sabia que por aquele andar
 Eu te havia de encontrar

Minha mãe, no segundo
 Em que aceitou dançar
 Foi na cantiga
 Dos astros a conspirar

Que do seu cósmico vagar
 Mandaram o teu pai
 Sorrir pra tua mãe
 Para que tu
 Existisses também

Era um dia bonito
 E na altura, eu também
 O infinito
 Ainda se lembrava bem
 Do seu cósmico refém

Eu que pensava
Que ia só comprar pão
Tu que pensavas
Que ias só passear o cão
A salvo da conspiração
Cruzámos caminhos,
Tropeçámos num olhar
 E o pão nesse dia
Ficou por comprar

Ensarilharam-se
As trelas dos cães,
Os astros, os signos,
Os desígnios e as constelações
As estrelas, os trilhos
E as tralhas dos dois.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014



COM FÚRIA E RAIVA


Com fúria e raiva acuso o demagogo
E o seu capitalismo das palavras

Pois é preciso saber que a palavra é sagrada
Que de longe muito longe um povo a trouxe
E nela pôs sua alma confiada

De longe muito longe desde o início
O homem soube de si pela palavra
E nomeou a pedra a flor a água
E tudo emergiu porque ele disse

Com fúria e raiva acuso o demagogo
Que se promove à sombra da palavra
E da palavra faz poder e jogo
E transforma as palavras em moeda
Como se fez com o trigo e com a terra

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"




UNS A IMAGINAREM OS OUTROS

Deixo-te os números, esses são concretos: as oitenta e cinco pessoas mais ricas do mundo possuem tantos recursos como a metade mais pobre de toda a população do planeta.

Na semana passada, li num jornal que as oitenta e cinco pessoas mais ricas do mundo possuem tantos recursos como a metade mais pobre de toda a população do planeta.

Sei algumas coisas sobre ti. Estás aí, existes e respiras.

Há uns dois ou três anos, o diretor de uma revista portuguesa de informação generalista, contou-me que, em todos os inquéritos aos leitores, a maioria dos homens só tinha críticas negativas a fazer. Os elogios chegavam quase exclusivamente de leitoras.

O cálculo de probabilidades é uma forma discreta de mostrar que não se tem a certeza do que se está a dizer. Ainda assim, esta é uma revista e tu estás a lê-la, por isso, se fores um homem há a possibilidade de que estejas impaciente. Se ainda não desististe de ler, talvez te pareça que estou só a encher papel, que tenho pouco para dizer. Se fores uma mulher, é provável que estejas à espera de ver onde quero chegar, otimista. Mas as probabilidades são muito imperfeitas e tu, apesar delas, continuas a ser tu. É bem possível que sejas um homem e pertenças à minoria. Da mesma maneira, podes facilmente ser uma mulher e sentir a mesma necessidade de afirmação que a maioria dos homens nunca ultrapassa.

Ia agora desculpar-me e dizer que sempre embirrei com teorias à volta das diferenças entre homens e mulheres, o que seria verdadeiro, mas não o vou fazer porque me dá um certo alívio afirmar que a maior parte dos homens nunca ultrapassa uma necessidade de afirmação primária, mesquinha, patética. E irritante, como se nota pela adjetivação que escolhi. Se Freud aqui estivesse, diria que lhes faltou elogios. Um círculo, portanto.

Homem maioritário ou minoritário, mulher maioritária ou minoritária, uma grande parte daquilo que sei sobre ti nasce de mim próprio. Avalio-te por aquilo que me parece possível, parece-me possível aquilo que concebo, concebo aquilo que já fui ou considerei. Ao mesmo tempo, interpreto-te através do filtro da minha insegurança, do meu medo, da minha própria necessidade de afirmação. E acredito que contigo também é assim. Aquilo que sabes de mim nasce de ti, através dos teus filtros. De novo, um círculo.

Estas palavras são pretextos. De mim, estas palavras dizem-te que estou aqui, existo e respiro.

Com boa ou má vontade, tens razão nos dois casos. É certo que tenho pouco para dizer, mas também é certo que, se quiseres mesmo, podes tentar perceber onde quero chegar. Não sei se leste o mesmo jornal que eu, na semana passada, mas quero dizer-te, ou repetir-te, que as oitenta e cinco pessoas mais ricas do mundo possuem tantos recursos como a metade mais pobre de toda a população do planeta.

Não se trata de um cálculo de probabilidades, são números concretos. Eu sou uma pessoa. Tu és uma pessoa. Uns são oitenta e cinco pessoas. Outros são três mil e quinhentos milhões de pessoas, mais ou menos. Como eu, já estiveste em lugares com oitenta e cinco pessoas, oitenta e quatro se contarmos contigo. Custa mais imaginar três mil e quinhentos milhões de pessoas.

O que sabemos dessas pessoas? Existem? Respiram? Onde estão? Será que podemos compará-las connosco? Será que podemos compará-las umas com as outras? Umas são piores do que as outras? São melhores? Umas merecem mais do que as outras? Merecem menos?

Tu e eu não pertencemos nem aos oitenta e cinco, nem aos três mil e quinhentos milhões. Convenientemente, essa verdade pode ilibar-nos de procurar resposta para estas perguntas. Já temos tanto com que nos preocupar. Uma das coisas que sabes de ti é que não podes resolver todos os problemas do mundo. Ou será que, abusivamente, te estou a imaginar a partir do que me parece possível, do que concebo, do que já fui ou considerei?

De novo, as dúvidas. É-me difícil evitá-las. Também há as probabilidades, mas já te disse aquilo que penso acerca delas. Deixo-te os números, esses são concretos: as oitenta e cinco pessoas mais ricas do mundo possuem tantos recursos como a metade mais pobre de toda a população do planeta.

Li num jornal da semana passada. Ainda não se desatualizou. É deste tempo, deste mundo. Está a acontecer com tanta realidade como aqui, aí, como aquilo que iremos encontrar no momento em que deixarmos estas palavras e olharmos em volta.


José Luís Peixoto, Crónica publicada na VISÃO 1091, de 30 de janeiro


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014


HOJE É DIA INTERNACIONAL DA NÃO-VIOLÊNCIA

O dia 30 de janeiro foi proclamado pela ONU como o dia da não-violência em homenagem a Mohandas K. Gandhi cujo assassinato ocorreu nessa data, em 1948, na Índia.
Trata-se de uma iniciativa voltada à educação para a paz, a solidariedade e o respeito pelos direitos humanos.
Gandhi, também chamado Mahatma (que significa "grande alma", "alma iluminada"), nasceu na Índia, em 1869.
Mahatma Gandhi foi um dos maiores líderes pacifistas da história, levando multidões a conhecer e a praticar o significado da não-violência, na sua luta pela independência da Índia. Certa vez, o líder indiano comentou: “Posso até estar disposto a morrer por uma causa, mas nunca a matar por ela!”.
Quando, em certos momentos, a violência começou a se manifestar entre os indianos, Gandhi praticou o jejum, por duas vezes, colocando em risco a sua própria vida, com o objetivo de sensibilizar os  seus seguidores a não fazer uso da violência.
Gandhi, após estudar direito na Inglaterra, foi trabalhar na África do Sul como advogado. Lá começaram as suas primeiras ações de protesto não-violento contra o racismo, baseadas na resistência pacífica e na não cooperação com as autoridades.
Ao fim de anos de luta, e depois de ter conseguido algumas melhorias para a comunidade indiana na África do Sul, decidiu voltar ao seu país de origem - a Índia - e lutar pela sua independência. O país era uma colónia do Império Britânico. Graças aos seus esforços, a Índia conquistou a independência em 1947.
Os procedimentos e as formas de luta que Ghandi propôs e utilizou eram manifestações pacíficas, diálogos, testemunhos, petições, marchas, jejuns, greves de fome, orações e cooperação com os mais oprimidos.
Gandhi teve grande influência entre as comunidades religiosas hindus e muçulmanas da Índia.
Apesar de ter sido indicado cinco vezes entre 1937 e 1948, o pacifista que enfrentou o poder da Inglaterra nunca recebeu o prémio Nobel da Paz. Décadas depois, no entanto, o erro foi reconhecido pelo comité organizador do prémio.
Entretanto, trabalhar pela cultura da Não-Violência nas escolas é objetivo fundamental da ONU, visando que as crianças e adolescentes possam aprender a valorizar princípios como o respeito, a tolerância, o diálogo e a solidariedade. A cultura da Paz faz-se nas pequenas ações do dia a dia.

In Imprensa


BIBLIOTECA DA ESCOLA DA ESTAÇÃO



Os alunos da turma A do 1º ano foram à biblioteca da Escola da Estação para ouvirem ler a história Todos no Sofá, escrita por Luísa Ducla Soares e ilustrada por Pedro Leitão.
Numa leitura partilhada, aqui e ali, todos leram as palavras escritas com as letras que já tinham aprendido na sala de aula. A leitura em voz alta foi salpicada a várias vozes com palavras como: rato, pato, vaca, burro…
Ao ritmo das rimas foram contando até dez, tantos quanto os amigos sentados no sofá. Por fim, foi a vez de contarem por ordem decrescente, todos juntos!


As turmas do 4º ano participaram no projeto Grandes escritores, pequenos grandes leitores, que este mês abordou a obra de José Saramago. Após o visionamento de um ppt biográfico e depois de escutarem a leitura de um excerto do livro As Pequenas Memórias, os alunos de todas as turmas ficaram a compreender melhor a distinção entre: nome, apelido, alcunha e pseudónimo. Saramago
Em simultâneo, esteve patente uma breve exposição de algumas obras do autor, onde se incluíram livros para adultos traduzidos noutras línguas, representando a importância e o reconhecimento de Saramago no mundo.

 A turma B do 4º ano foi à biblioteca escolar, na passada semana, para responder aos desafios que José Saramago foi lançando na sua obra A Maior Flor do Mundo.
“Vou ou não vou?” foi a questão a que alguns tiveram de responder. Disseram aos colegas onde iriam e qual o objetivo dessa caminhada, passeio, viagem…
“… poderás contá-la de outra maneira…” diz Saramago aos leitores. A proposta de contar a história por outras palavras, introduzir outros elementos, personagens ou escolhendo outro final foi o que fizeram a Joana, a Madalena, a Margarida e a Ana Paula.
Por fim, todos foram dizendo algo que fariam e que fosse maior do que eles mesmos, desde proteger a Mãe Natureza; ajudar crianças com fome; cuidar dos idosos e doentes, até aos grandes jogos de futebol dos campeões do 4º B, tudo foi permitido. Afinal, os sonhos são sempre grandiosos.

domingo, 26 de janeiro de 2014



É fim de semana e os nossos meninos já têm algum tempo para enviar os seus textos. Desta vez, recebemos o texto da Maria Beatriz Carmo, do 9.ºD, que criou um belíssimo texto narrativo a partir da imagem da menina no lago. Toca de olhar lá para baixo, localizar a imagem e, sobretudo, o texto da Maria.

sábado, 25 de janeiro de 2014

E chegou à ”redação” um outro texto que nasceu da observação da imagem publicada um pouco mais abaixo (a menina junto ao lago…). Eu afirmei que haveria lugar a reflexões “filosóficas” e pensamentos mais profundos! Então desçam os olhos até à imagem e façam  o favor de ler o texto da Carolina André, do 9.ºD. ( Voando com a imaginação. Está aí em baixo…vá lá!)