terça-feira, 14 de agosto de 2012
PACIÊNCIA
Faz-se o amor como se fosse um castelo
de cartas. Copas, paus, ouros, espadas. Um equilíbrio
difícil. Negros sobre vermelhos, damas e valetes
no meio de reis e ases. Ponho uma carta
sobre a carta que tu puseste; e tu acrescentas
a essa ainda outra. Até onde? Nesse jogo, não
convém respirar com muita força; evitemos
os gestos bruscos, os que deitam tudo abaixo,
de súbito; e espreitemos o olhar de cada um de nós,
quando nos preparamos para fazer subir o castelo.
Assim, ponho a minha emoção sobre o sentimento
que me confessas. Não precisas de mo dizer;
basta que eu saiba que os teus dedos brincam
entre corações e manilhas; que a tua voz treme
quando o edifício se parece com um labirinto;
e que ambos descobrimos uma saída, para um lado ou outro
da toalha. Na mesa, com efeito, podem já
nascer as flores, cantar as aves que brotam
de uma ilusão de primavera, ou morrerem frases
e borboletas que esvoaçam numa corrente de ar.
Por que abriste a janela? Agoira que tudo caiu,
sem que um nem o outro tivéssemos feito alguma coisa
para isso, de quem é a culpa? Então,
aproveitemos este silêncio breve, enquanto a tarde
não chega, e recomecemos o jogo.
Nuno Júdice, A Fonte da Vida
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Sobre o vaguear pelo matagal a apanhar violetas
Isto não tem graça nenhuma e eu recomendaria qualquer outro tipo de atividade.
Visitai antes um amigo doente. Se isso for impossível, vejam um espetáculo ou
tomem um banho quente e leiam. Qualquer coisa é melhor do que ir para um matagal
com um daqueles sorrisos vazios e amontoar flores num cesto. Quando derdes por
vós estareis a saltaricar de um lado para o outro. Afinal, o que é que se vai
fazer com as violetas depois de as ter apanhado? «Ora, pô-las numa jarra»,
dizeis. Que resposta tão estúpida. Hoje em dia podeis telefonar à florista e
encomendá-las. Deixai que seja ela a vaguear pelo matagal, é para isso que se
lhe paga. Assim, se houver trovoada ou se por acaso aparecer um enxame de
abelhas, a florista é que será empurrada para o monte Sinai.
A propósito, não penseis, por causa disto, que sou insensível às alegrias da natureza, embora tenha chegado à conclusão de que como puro divertimento não há nada melhor do que passar quarenta e oito horas na Cidade de Borracha e Espuma em meados de Agosto. Mas isso é outra história.
WOODY ALLEN
Sem Penas
A propósito, não penseis, por causa disto, que sou insensível às alegrias da natureza, embora tenha chegado à conclusão de que como puro divertimento não há nada melhor do que passar quarenta e oito horas na Cidade de Borracha e Espuma em meados de Agosto. Mas isso é outra história.
WOODY ALLEN
Sem Penas
quinta-feira, 19 de julho de 2012
O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
Sophia de Mello Breyner Andresen
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
Sophia de Mello Breyner Andresen
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Poema Pial não tem final!
No dia 28 de maio
escutou-se Fernando
Pessoa na biblioteca da escola da estação.
Os alunos do 3º ano
vieram à biblioteca escutar o Poema Pial.
Estava muito calor, por isso ninguém tinha as mãos frias mas todos quiseram
metê-las nas… pias.
POEMA
PIAL
Toda
a gente que tem as mãos friasDeve metê-las dentro das pias.
Pia número UM
Para quem mexe as orelhas em jejum.
Pia número DOIS,
Para quem bebe bifes de bois.
Pia número TRÊS,
Para quem espirra só meia vez.
Pia número QUATRO,
Para quem manda as ventas ao teatro.
Pia número CINCO,
Para quem come a chave do trinco.
Pia número SEIS,
Para quem se penteia com bolos-reis
Pia número SETE,
Para quem canta até que o telhado se derrete.
Pia número OITO,
Para quem parte nozes quando é afoito.
Pia número NOVE,
Para quem se parece com uma couve.
Pia número DEZ,
Para quem cola selos nas unhas dos pés.
E, como as mãos já não estão frias,
Tampa nas pias!
Fernando Pessoa
Depois de se divertirem
com os versos do poeta, foi a vez de cada aluno escrever os seus. No final, ilustraram
os versos e leram-nos aos colegas.
temos artistas...
Os alunos do 3º ano da professora Beatriz Silvestre visitaram
a exposição Integrar
pela Arte, patente na Casa André Pilarte.
A exposição é uma mostra de trabalhos de pintura realizados
pelos Amigos da Alegria, alunos e residentes
da Fundação Irene Rolo. O Sr. Carlos Pinto desenvolveu esta iniciativa e
recebeu-nos de braços abertos. Lançou-nos um desafio e alguns alunos do 3ºC
deixaram desenhos seus para os Amigos da Alegria.
Gostámos muito de ver as vossas obras de arte.
Parabéns!
sexta-feira, 1 de junho de 2012
ATIVA, A ESCOLA
EU SEI UM SEGREDO...que revelei...
sexta-feira, 25 de maio de 2012
A
Associação de Pesquisa e Estudo da Oralidade (APEOralidade), com sede em
Albufeira – centra a sua atividade na investigação e publicação bibliográfica e
fonográfica da Literatura Oral Popular Tradicional: provérbios, linquintinas (lengalengas
e travalínguas), adivinhas, quadras, despiques, cantigas de baile de roda,
contos, romances… Promove a sensibilização e a divulgação do Património Oral
com uma intervenção lúdica, pedagógico-cultural, junto das instituições e da
comunidade local, regional, e nacional.
No
dia 15 de maio, pelas 10.15h, estiveram no Auditório da Escola Básica D. Manuel
I, junto das turmas do 2º ano da Escola Básica nº1.
EU SEI UM SEGREDO
No próximo dia 28 de maio, estarão na nossa escola os autores do livro " EU SEI UM SEGREDO". Comparece no auditório da escola e ficarás a saber o segredo que têm para nós...
“Eu sei um segredo” é um livro de poesia, escrito por José Guedes, professor de Língua Portuguesa, e conta com ilustrações da professora Carla Mourão, docente de Educação Visual. A obra, publicada pela Editora Estratégias Criativas, e dedicada ao público infanto-juvenil, é composta por dez segredos/poemas/histórias.
TSF conta-nos...
Quando a
televisão ainda era coisa rara e quase ninguém tinha ouvido falar de
computadores, a telefonia ocupava lugar de destaque nas casas portuguesas. Ao
serão sentavam-se pais, filhos, avós, vizinhos, amigos… todos a escutarem as notícias,
os programas de discos pedidos ou as novelas radiofónicas.
Uma realidade
que tu desconheces mas que, certamente, os teus avós ainda se lembram.
Todos os dias,
pelas 15 horas, a biblioteca da escola da estação vai ligar a telefonia e
sintonizar a TSF para escutar os contos dos irmãos Grimm, que ganham vida pela
voz de contadores reconhecidos:
Segunda-feira - Maria Morais
Terça-feira - Rodolfo Castro
Quarta-feira -
Cristina Taquelim
Quinta-feira -
António Fontinha
Sexta-feira -
Thomas Bakk
TSF (98.5)
Todos os dias
após os noticiários das 15h/20h30
Compacto dos 5
contos da semana ao sábado, depois das 12h
"Contos Grimm" é uma rubrica produzida pela
editora Boca - palavras que alimentam e pelo IELT - Instituto de Estudos de
Literatura Tradicional, responsável pelo simpósio internacional "The Grimm
Brothers Today", que se realiza em Lisboa, nos dias 21, 22 e 23 de Junho
segunda-feira, 21 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Há muito tempo atrás, no alto de uma montanha, um nobre soldado que
trabalhava para o rei, pensava dias e dias no tesouro da espada de ouro branco
maciço.
Um dia, o soldado estava a fazer a sua ronda quando reparou que passava pelo
chão um mapa para encontrar a receita da espada. Ele pensou em
partir de viagem.
Na manhã seguinte despediu-se da família e partiu em direção ao mar.
Caminhou e reparou que já estava anoitecendo. Viu uma casa no
meio daquele mato, então bateu à porta e quem a abriu foi um velho mago. O soldado perguntou:
- Hoje posso dormir aqui?
- Claro que sim! O que fazes por aqui neste mato perigoso e sombrio? Deves
procurar alguma coisa.
- Venho em direção ao mar para embarcar num bote e ir até a ilha de North
Rend.
- Sabes, eu dou-te um conselho. Não confies em ninguém, aqui as pessoas são
matreiras.
- Sim, seguirei o seu conselho. Vamos dormir para continuar a minha
jornada amanhã.
O novo dia começou. Nascia o sol parecendo uma galinha cantando, o soldado
despediu-se do mago e continuou a sua jornada.
- Já sinto o cheiro da maré, ah …ah… cheguei à praia.
Mas o soldado reparou que lá se encontrava um pequeno bote dentro de uma
cabana, mas nessa cabana se encontrava o amigo do soldado.
- Ei Artur, o que fazes aqui?
-Eu venho para te ajudar. Disseram-me que foste numa viagem à caça do
tesouro da espada.
-E como chegaste primeiro? – perguntou o soldado.
-Vim de cavalo. – respondeu ele.
-Vamos em direção à ilha!
E eles lá foram a caminho.
Passados 2 dias já estavam quase a chegar à ilha só que, de repente, dá-se
um tremor de terra e lá ao fundo surge um tsunami. Eles ficaram em pânico, não
podiam fazer nada, pensaram, pensaram até que foram abalados pela onda.
Acordaram numa ilha, que por sorte era a ilha do tesouro. Viram à frente
a espada, só que de repente apareceu um dragão branco, de olhos azuis, com os
dentes afiadíssimos. Assustados, começaram a fugir, mas o soldado pensou:
- Temos de o enfrentar!
O nobre soldado
sacou a sua espada e bateu no dragão, uma batalha difícil, onde, infelizmente o
soldado foi ferido. O Artur lembrou-se que trouxer a arma da sorte, mandando-a ao
soldado. O soldado deu um golpe no dragão e ele ficou em coma.
Finalmente, ele conseguiu chegar ao tesouro. Voltaram para casa, mas
ainda foram perseguidos por dragões pequenos, mas nada de mais. Quando voltaram,
o soldado foi logo treinar com a sua espada nova e ficou o mais forte do seu
reino.
João Graça – 5ºB
Profª Paula Amaral
sexta-feira, 11 de maio de 2012
O GRITO
É sábado à tarde no centro comercial. Muita gente, um barulho ensurdecedor, um calor
asfixiante. De repente, ouve-se um grito cortante. Aquele som
desagradável ecoou na minha cabeça. Parei. Toda
a gente parou. O barulho parou. O grito parou.
Um silêncio
profundo instalou-se no centro comercial até que foi cortado por outro grito
estridente e desesperado! Mais uma vez, tudo parou. As pessoas começaram a
andar, afastando-se de tudo e de todos. Eu permaneci parada no mesmo lugar.
Decidi
continuar a minha vida. Quando o meu pé se descolou do escuro e frio chão, um
choro suavíssimo sobressaiu no meu das passadas das pessoas. Esse ia-se
tornando cada vez mais alto e violento.
Gritos de
desespero e tortura ressoaram nos meus ouvidos! Não parava! Gritava e chorava
sem parar! Entrei em pânico. Comecei a correr perdida! Procurei a origem do som, mas parecia vir de todas as direções! Parei e
olhei em meu redor. Fiquei espantada! As pessoas continuavam as suas vidas, as
suas compras.
Como era
possível ignorarem um choro terrível e um grito de ajuda? Corri em
direção a um casal. A minha expressão de pânico preocupou-os.
- Não ouvem?
Não ouvem? Porque o ignoram? – Perguntei.
- Está-se a
sentir bem? Não ouvimos o quê? – Responderam eles.
- O GRITO! NÃO
O OUVEM?! – Voltei a questionar.
Gritei isto
com todas as minhas forças. O casal assustado começou a fugir.
Encostei-me
a uma parede e deixei-me escorregar até ao chão. Estaria a
endoidecer? Estaria a imaginar? Estaria doente? Pensei. Só
depois me apercebi que o choro e o grito tinham parado. Os meus olhos perderam
a força e senti-me tão fraca…
O meu corpo
cambaleou para o lado e o meu coração parou.
Era eu. Era eu que gritava. Era eu que precisava de ajuda. Eu
desapareci…
Joana Perestrelo
Profª Alexandra Soares
Quando abro a janela do meu quarto
vejo tudo o que alguém que gosta da natureza pode admirar. Assim que a deslizo suavemente para o
lado, sinto uma brisa. Uma brisa fresca, calma e pura. Nem sempre é calma, pois quando as
nuvens se zangam, sopram com tanta força que transformam essa agradável brisa
em ventos violentos e cheios de raiva. Às vezes, o Sr. Sol decide aparecer e
com o seu energético sorriso ilumina a minha bela vista.
E querem saber como é essa beleza da
natureza? Eu digo-vos! À minha frente vejo um vasto campo cheio de flores e
relva tão verdinha como as ervilhas minúsculas que a minha mãe põe na sopa. Não
é uma comparação muito boa, eu sei, mas foi o melhor que eu consegui arranjar.
Continuando, mesmo à frente do meu
muro estão as minhas amigas figueiras, a Careca e a Calma. Pessoalmente gosto
mais de chamá-las C.C.
São muito queridas, apesar de não
fazerem nada…mas pronto, eu gosto muito delas.
À minha direita está a casa da minha
vizinha que está sempre a gritar com o marido. Coitado! O que o senhor tem que
aturar.
À minha esquerda tenho uma pequena
estrada que separa a minha casa de outro grande campo. Esse campo está sempre
cheio de vacas!
E é isto que eu vejo quando abro a
minha janela...
Joana Perestrelo - 6ºF
Profª Alexandra Soares
segunda-feira, 7 de maio de 2012
À procura de um tesouro
Há muitos, muitos anos, vivia numa ilha deserta um jovem aventureiro que era procurador.
Andava há algum tempo à procura de um
tesouro. Foi pedir indicações a um velho, um velho muito velho e perguntou:
-Senhor, sabe onde é a gruta dos Piratas Amaldiçoados?
-Sim, meu jovem, tenho um mapa, posso-te dar se quiseres.
-Está bem!
O jovem aventureiro despediu-se do seu
amigo “velho”.
Seguindo o mapa, parte à aventura, de
barco. No caminho encontra um amigo, o Harry, que vai com ele no barco.
Seguindo a rota descrita no mapa, deparam-se com um grupo de piratas a fazer descarga de ouro.
Os piratas, ao verem que estavam a ser
observados, ficaram muito zangados e mandaram-nos parar junto deles.
Os dois amigos ficaram encurralados. Os
piratas prenderam-nos com uma corda ao seu barco, até que Harry teve uma ideia
brilhante: lembrou-se que tinha um punhal no bolso.
Cortou a corda e safaram-se, atirando-se
para dentro de águas. Foram para o barco e puseram-se em fuga a caminho da ilha.
Quando chegaram olharam para o mapa e
viram que estavam a norte da ilha. Ancoraram e foram para o meio da ilha seguindo as indicações do mapa. Quando lá
chegaram verificaram que lá morava um inimigo dele de há muito tempo - o anão,
que era um homem de estrutura baixa e o seu irmão, o gigante, que era de
estrutura bastante alta.
O azar foi que os dois irmãos se
aperceberam que tinham companhia na ilha e descobriram que eram os seus
inimigos. Perseguiram-nos até à gruta dos Piratas Amaldiçoados.
Conseguiram capturar o aventureiro e o
seu amigo, levaram-nos e prenderam-nos numa jaula. Estes ficaram lá durante algum
tempo.
Eles são condenados à morte.
Harry, com o seu punhal castanho, conseguiu enfraquecer o cadeado e libertar-se mais uma vez dos bandidos.
Foram a correr para a gruta, escavaram
um buraco e fizeram uma armadilha para que os inimigos caíssem e ficassem lá
presos.
Ao escavarem o buraco descobriram o
tesouro lá enterrado que tanto procuravam.
E regressam a casa. Mas os aliados do
inimigo, sabendo que eles tinham descoberto o tesouro, perseguem-no até à sua
casa tentando roubá-lo.
Mas o aventureiro e o amigo temendo que lhes roubassem o tesouro e lhes fizessem mal, dirigiram-se
à polícia e contaram o que tinha acontecido.
Fazendo assim com que os bandidos fossem
presos.
Fernando Reis - 5ºB
Profª Paula Amaral
sábado, 5 de maio de 2012
LUA ADVERSA
Tenho fases, como a lua,
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...).
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles, in 'Vaga Música'
sexta-feira, 4 de maio de 2012
A CRIANÇA SALVADORA
Era uma vez um rapazinho chamado Gaspar. Ele era muito curioso e
gostava de fazer muitas experiências
e jogos engraçados.
Ele animava
os que estavam tristes e
dava-lhes alegria . Todos gostavam muito dele. Tinha apenas
dez anos.
Um dia
andava a dar uma volta de bicicleta pelo jardim quando viu um camponês sentado
à sombra de uma laranjeira, muito triste. O rapaz foi ter com ele e perguntou-lhe :
- Porque está
assim tão triste, senhor Amadeu?
Está doente?
- A minha mulher está doente, tem uma
doença que pode ser grave, se eu não lhe
arranjar o remédio que ela precisa
rapidamente.
-
E o que é? Se eu o puder ajudar...
- Ela precisa de uma alga que há no alto mar,
mas eu não tenho como lá chegar. - disse o camponês, a chorar.
- Não
chore, eu tenho um amigo que é marinheiro e ele talvez nos possa ajudar.
Então o
Gaspar foi ter com o amigo marinheiro, o Zé do Polvo, e disse-lhe:
- Bom dia, senhor Zé do Polvo,
tenho um amigo que tem a mulher muito doente e precisa de uma alga que só há
no alto mar para a curar. Será que o senhor nos pode ajudar?
- Claro que sim, meu rapaz! Prepara-te e
amanhã a seguir ao almoço vamos buscar a
alga. Diz ao senhor Amadeu que fique descansado que nós a traremos.
- Ok, vou já tratar disso, obrigado e até
amanhã.
O rapaz foi para casa, consultou a
internet e pesquisou sobre o assunto. Encontrou um livro com o título " A Sabedoria" que falava sobre como lidar com o mar... e pensou
que seria um objeto precioso para ter à mão naquela aventura no mar, talvez fosse um bem precioso. Na manhã seguinte foi à livraria comprá-lo.
Ao sair
de casa, a avó disse-lhe:
-
Gaspar, vais para o mar, leva este talismã para que te ajude nos maus momentos,
pois ele é um tesouro para mim, tem me
ajudado muito nos maus momentos da minha vida...
Depois do almoço, o rapaz vai ter
com o senhor Zé do Polvo e vão para o alto mar no seu barquinho. Na viagem, o
rapaz lê ao marinheiro os conselhos que estão no livro e também as experiências
de um sábio para o tratamento de doenças como a da mulher do senhor Amadeu.
Já vão a algumas milhas do cais quando, de repente, salta para cima do livro um
pequeno vulto: era um mágico para lhe explicar que há algas de vários tipos e
qual seria a que ele tinha que trazer. Este mágico passa a ser o seu grande
amigo, que lhe fala de uma amiga sua que é fada e também o poderá ajudar e
acompanha-os na viagem.
De repente o marinheiro vê-se confrontado com
um obstáculo que lhe aparece à frente do barco, uns monstros marinhos que os
querem atacar. Então o rapaz fica assustado, olha para o mágico e espera que
ele tenha uma atitude para os afastar, mas como ele fica sem palavras, o rapaz
resolve atirar-lhe o lanche que levavam e diz ao marinheiro para andar mais
rápido em direção às grutas. Enquanto os monstros se distraem a comer, eles
tentam esconder-se nas grutas.
Dali
conseguem ver os monstros afastarem-se e
respiram de alívio, pois já podem
continuar a viagem porque os monstros os perderam, graças ao lanche.
Chegam ao lugar onde estão as algas, e depois
de as apanharem são confrontados com um reino desconhecido. Como o rapaz é
muito curioso quer observar e tirar algumas fotografias ao que lhe é
desconhecido, mas é confrontado com mais um adversário. Desta vez um
extraterrestre! Parece uma bola com alguns pelos que, às vezes, se transformam em
picos muito afiados e com um olho só muito brilhante.
O
extraterrestre salta para cima da mão do rapaz e ele vai fazer-lhe uma festa,
mas os pelos transformam-se em picos e o rapaz fica com a
mão ferida, atirando-o para a água.
Muito
assustado, o mágico grita-lhe:
- Estás
condenado à morte!
O rapaz, que não esperava ouvir aquilo, começou a chorar, olhando para a sua mão, vendo-a a sangrar e com muitas dores.
- Tem
calma, rapaz, não vais desistir, viemos para ajudar a mulher do Amadeu, não
podemos desanimar! - diz o marinheiro também um pouco assustado.
Então o
mágico diz-lhe:
-
Gaspar, vamos pôr uma destas algas milagrosas na tua mão e ficarás bom num
instante!
Agora é o mágico que faz uma magia
e deixa o monstro a dormir, apanhando mais umas algas para trazer, pois ainda
poderão precisar de mais!
O rapaz
mostra ao mágico o talismã que a avó lhe dera. De regresso a casa ainda são
perseguidos por aliados do seu inimigo, outros extraterrestres, mas que agora
já não têm tanta força, pois estão sob a magia do mágico que os acompanha e a
força que o talismã tem para os proteger. O marinheiro lembra-se que tem as
armadilhas de apanhar os polvos no barco
e atira-as para água. Os monstros, ao sentirem aquilo na água, entram para dentro e ficam presos dando tempo para que o barco se afaste e o
percam de vista.
Quando
chegam a terra, vão ter com o senhor Amadeu que corre logo à mulher. Esta, após colocar
as algas, começa logo a melhorar.
Passados dois
dias já estava curada. O senhor
Amadeu vai ter com o Gaspar para lhe agradecer, pois ele foi um "HERÓI
", salvou-lhe a mulher. Convidou-o para uma festa de agradecimento, a ele e ao
senhor Zé do Polvo.
Na
festa estiveram presentes os aventureiros: Gaspar, Zé do Polvo e o Mágico, onde são
descritas todas as aventuras que passaram naquela tarde ...
Todos
gritam e aplaudem ao rapaz de dez anos:
- VIVA O GASPAR!
- VIVA A CRIANÇA SALVADORA!
Vasco Pereira 5 º B Nª 25
Profª Paula Amaral
sexta-feira, 27 de abril de 2012
AS ESTÓRIAS DO SERAFIM
Serafim esteve na nossa escola, ontem, para mais umas estórias... cozinheiro nas artes da boa disposição, Serafim conta para afagar silêncios fundos e afagar tristezas demoradas. Desta vez os privilegiados foram os alunos das turmas A, C e D do 8º ano e os alunos do 4º ano.
Jorge Serafim foi técnico da Biblioteca Municipal de Beja durante muitos anos, no setor infanto-juvenil, desenvolvendo funções na área da narração oral e na promoção do livro e da leitura. Desde 2007 trabalha exclusivamente não só como narrador/mediador de leitura, como também fazendo algumas incursões pela escrita.
“Tenho em mim que as palavras repõem os sentidos à beira-mar do corpo. Fazem temperatura. Reinventam a meteorologia. Traçam geografias. Escavam caminhos nos sentimentos. As palavras dão uso aos homens. Amadurecem-nos. As palavras serão frutos se os homens forem árvores. E que a rega da fala cumpra o seu dever. Aguar para respirar.”
Jorge Serafim
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Era uma vez uma menina pequena e
aventureira, que gostava muito de ter um animal, de preferência, mágico.
Um dia, ela pensou que fosse possível
encontrá-lo e por isso passou dias e dias a ler livros sobre animais mágicos.
Ela tomou uma decisão apressadamente e disse:
- Vou procurar um unicórnio no castelo do
gigante.
De repente apareceu uma fada que cantou
uma rima esquisita:
- Eu irei aparecer,
Mas tu não me irás
ver,
Ajuda hei de te dar,
Sem parar!
A menina ficou muito baralhada, mas mesmo
assim continuou a querer ir ao castelo.
Foi de imediato preparar uma mochila com
tudo o que ia precisar, montou-se na sua bicicleta e pôs-se a caminho com o
mapa que tinha encontrado num dos livros.
Passadas algumas horas, encontrou na
estrada um cão perdido, cheio de fome e sede.
A menina tinha na mochila comida e água, por isso deu um pouco ao cão.
Depois pensou:
- Ele é amigo, será que quer ir comigo?
Então deu uns passos à frente para ver se
o cão vinha a trás. Ele veio e por isso continuaram a aventura.
Passado pouco tempo, encontraram umas
árvores com um olho mágico, que se pôs a andar à roda para os hipnotizar.
Mas o cão, como era esperto, não olhou e
conseguiu desipnotizar a menina batendo 5 palmas.
Um dia depois, ao passar uma floresta,
eles encontraram um monstro peludo com dentes de vampiro.
O cão teve uma ideia:
- Tu tens uma corda na mochila?
- Sim!- Respondeu a menina.
O cão tirou a corda da mochila, enrolou-a
à volta dos pés do monstro e jogaram-no para um buraco que estava perto deles.
Continuando a sua aventura, chegaram a uma
ponte que estava fechada. Nessa ponte encontraram uma cabana, de onde saiu um
velho com barba branca até aos pés.
O velho disse com uma voz rouca e cansada:
- Se querem por aqui passar, uma palavra
sábia têm que me dar!
A menina e o cão ficaram todos
atrapalhados, mas o cão reparou que dentro da cabana estava a palavra “unicórnio”.
O cão sussurrou ao ouvido da menina:
- Por favor, diz a palavra “unicórnio”!!!
A menina respondeu bem alto:
- “Unicórnio”!
O velho, apesar de muito contrariado, lá
abriu a ponte, deixando-os passar.
Passadas algumas horas, depois de muito
pedalarem, vislumbraram ao longe o castelo do gigante.
Aproximaram-se para descobrir a melhor
entrada para o castelo, sem serem vistos.
Entraram por uma pequena janela que estava
coberta de arbustos. Mal entraram foram ter à casa de banho do gigante.
O susto ao vê-lo foi tão grande que
gritaram bem alto.
O gigante, que nesta altura estava a tomar
banho na sua gigantesca banheira, saltou ainda despido e correu atrás deles
para os apanhar.
Como não conheciam o castelo, foram ter a
uma sala que não tinha saída.
Rapidamente o gigante agarrou a menina com
a sua enorme mão, mas deixou escapar o cão por entre as pernas.
O gigante prendeu a menina numa gaiola
que estava dentro das masmorras do castelo.
O
cão, no jardim do castelo, avistou ao longe o unicórnio e foi ter com ele.
- Unicórnio!! Unicórnio!! - Disse-lhe muito assustado:
- Por favor, vem comigo ajudar a minha
amiga menina e depois vens connosco para a sua casa.
- Ajudar-te? Contra o gigante mal humorado?
É um prazer, pois eu já não o consigo aturar!
E lá foram os dois, tentando não serem
vistos pelo gigante, salvar a menina que estava presa, muito triste e desolada,
naquela masmorra húmida, mal cheirosa, cheia de musgos e fria.
O unicórnio tinha o poder da transparência,
e quem lhe tocasse também ficava invisível por breves minutos.
Ficaram ambos invisíveis, tiraram a chave
ao gigante enquanto este dormia e foram soltar a menina.
Já iam no jardim, quando o poder da
transparência desapareceu. Então foram avistados pelos monstros - guardas do
gigante, que deram o sinal de alarme, acordando-o.
O gigante ficou furioso ao ver que a
prisioneira tinha fugido e mandou os seus monstros apanhá-los e matá-los.
Começou
a perseguição, mas os monstros estavam a aproximar-se muito. Estavam
desesperados!
Finalmente soou uma voz ao ouvido do
unicórnio:
- Usa o teu chifre para lançares chamas
sobre os monstros. (Esta era a voz da fada que os tinha prometido ajudar.)
Neste instante o unicórnio começou a
lançar fogo forte sobre os monstros que logo começaram a arder e a fugir.
Esta foi a maneira de se verem livres do
gigante.
Rapidamente, a cavalo do unicórnio, chegaram
a casa, onde se abraçaram e muito felizes prometeram nunca mais se separarem…
Miriam
Brito 5ºB Nº18
Profª Paula Amaral
UMA GRANDE AVENTURA
Há muitos anos atrás, um pobre camponês era triste, pois para ser feliz queria ter de volta algo que a rainha má lhe tinha roubado. Ele foi pedir conselhos a um velho, que vivera no palácio. Pôs num saco, comida, água, agasalho e algo para se proteger. No dia seguinte, partiu no seu burrinho, numa madrugada fria de nevoeiro. No caminho vê um rato a afogar-se num rio. O camponês atirou-se à água, apesar desta estar gelada e salvou-o. O rato ficou grato e o camponês, com a sua bondade, fez mais um amigo!
Há muitos anos atrás, um pobre camponês era triste, pois para ser feliz queria ter de volta algo que a rainha má lhe tinha roubado. Ele foi pedir conselhos a um velho, que vivera no palácio. Pôs num saco, comida, água, agasalho e algo para se proteger. No dia seguinte, partiu no seu burrinho, numa madrugada fria de nevoeiro. No caminho vê um rato a afogar-se num rio. O camponês atirou-se à água, apesar desta estar gelada e salvou-o. O rato ficou grato e o camponês, com a sua bondade, fez mais um amigo!
No decorrer da viagem passaram por uma montanha, mas acharam que iam
demorar tempo na subida; arriscaram, então, ir por uma gruta onde sabiam existir
muitos perigos.
Depois de muito andarem, chegaram ao
palácio da rainha má. O camponês mal lá chegou foi preso só porque pedira que
lhe devolvessem o que a ele pertencia.
O burro e o rato, ao ouvirem tal, planearam que o burro daria um coice
no guarda e o rato pegaria nas chaves e tirá-lo-ia dali. Ao porem o plano em
prática, libertaram-no.
Em seguida o camponês disfarçou-se de
cozinheiro e na comida pôs umas ervas que provocaram o sono a todos os
habitantes do palácio, incluindo a rainha má. Cuidadosamente e cheio de medo, o
pobre camponês tirou a chave que estava presa num fio ao pescoço da rainha e
libertou então o que ele procurava. Nada mais, nada menos do que a princesa!
Quando iam no caminho de regresso, na floresta, foram vítimas de uma
emboscada. Os soldados da rainha má iam atacar e os aldeões amigos do nosso
querido camponês salvaram-no, porque o consideravam um herói por ter salvado a
princesa das garras da rainha má.
Com a ajuda do povo prenderam a rainha má e a princesa e o camponês
passaram a governar o reino com justiça!
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