sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

o que posso fazer por aqui?


NORMAS DE FUNCIONAMENTO da BE
Utilização do espaço
1. Zona de Atendimento
Para recolher as chaves dos cacifos do exterior, deixando o cartão;
para fazer requisições, renovações e devoluções do material requisitado : aos alunos, feito no Bibliobase, por um período máximo de duas semanas ( renovável em casos de necessidade comprovada);
aos professores, assistentes operacionais e alunos, para a sala de aula, em registos próprios existentes.

2. Zona de audiovisuais
Uma utilização de 10 utilizadores no máximo(por ex. metade de uma turma, para ver um filme)


3.Zona de computadores
Uma utilização de dois alunos por computador; vinte minutos de utilização, excepto se não existirem outros utilizadores à espera;
Jogos – apenas nos computadores 7 e 8 e os que estão instalados; tempo de utilização, 10 minutos por dia, cada utilizador.
O acesso ao youtube e às redes sociais está condicionado e sujeito a autorização prévia do professor responsável ou da assistente operacional.
A utilização do espaço total ou parcial por uma turma é possível, mas é necessário uma marcação antecipada (no mínimo na véspera). A responsabilidade será do professor acompanhante
.

4.Zonas de consulta e Leitura
Nestas zonas é permitida a utilização de jogos, mas apenas os da biblioteca e nos intervalos (da manhã e do almoço) e desde que não perturbe os outros utilizadores.
Este espaço é pequeno face ao número de utilizadores, pelo que se apela a uma utilização adequada, nomeadamente no respeito pelos materiais, cumprindo as regras semelhantes às da sala de aula e que estão no regulamento interno e nas normas de funcionamento da biblioteca;

e principalmente no que diz respeito ao trabalho dos outros, procurando neste espaço, o máximo de SILÊNCIO possível.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

"Ulisses"

ULISSES, de Maria Alberta Menéres é uma obra recomendada para o 6º ano pelo PNL. Assim, as várias turmas do 6º ano leram o livro e foram ao teatro ver as aventuras deste singular aventureiro e...diz quem acompanhou, que se divertiram à brava com as peripécias deste Ulisses dos tempos modernos. Seguem-se algumas apreciações deste livro, dos alunos do 6ºC, a quem agradecemos a colaboração empenhada. Eu acho que as aventuras de Ulisses foram giras,mas também assustadoras. Sem a ajuda de Circe para enfrentar o mar das sereias,sem a ajuda do rei Eólo e da sua deusa protectora Minerva,que o ajudou ao longo do caminho e da sua astúcia,Ulisses não conseguiria voltar a Ítaca . Acho que em vez de matar todos os pretendentes ao trono, eu tê-los-ia expulsado de Ítaca. A parte de que eu mais gostei no livro "Ulisses" foi ele ter tido a ideia de construir um cavalo de madeira para entrar dentro de Tróia, sem os troianos perceberem. Gostei muito das aventuras de Ulisses! Inês Horta- 6ºC Eu acho que as aventuras de Ulisses são muito impressionantes e fantásticas. Eu gosto particularmente da aventura em que ele foi a Tróia, porque usou um método inteligente: ter construído o cavalo de pau e ter entrado com os seus homens (dentro do cavalo) nas muralhas troianas. Os troianos foram um bocado “totós” em pensar que aquilo era um presente e isso facilitou as coisas para Ulisses e seus guerreiros. O que eu gosto em Ulisses é que é astuto e manhoso. Tomás Alves -6ºC

Eu gostei muito das aventuras de Ulisses: Ele tem um espírito vitorioso e é muito manhoso.Ele tinha umas manhas que talvez na realidade não resultassem ou mesmo que não se pudessem fazer. Um dos aspectos mais interessantes é que ele nunca desiste e quando o povo dele está em apuros ele consegue sempre dar a volta por cima. Uma das outras razões por que gostei das aventuras de Ulisses é que ele nunca se deixava enganar. Foi por isso que gostei tanto da obra Ulisses. Luís- 6ºC

Eu acho que Ulisses é aventureiro de mais em certos casos, porque no mar das sereias não quis colocar cera nos ouvidos. Nos restantes sítios apenas fez o mais certo, mas de qualquer forma foi muito aventureiro em partir para Tróia, para a guerra… Gostei das suas aventuras, mas acho que se estivesse no lugar dele não teria coragem para fazer isto tudo.Ana Carina 6ºC

Ulisses podia ser menos manhoso, mas acho que ele tinha boas intenções ao não querer fazer guerras.A chegada à Ciclópia podia ter sido mais vagarosa, terem ido com calma e irem tomando atenção para onde iam, assim já não eram apanhados pelo ciclope. Na ilha de Circe, Ulisses podia estar de olho nos seus companheiros, mas assim a história não tinha piada nem aventuras e ninguém o lia .A capa devia ter mais tipos de cores para parecer mais aventureiro e mais divertido. Adorei este livro! Analisa - 6ºC

Na minha opinião as aventuras de Ulisses foram sempre viradas para o mal. A Ciclópia tinha um gigante que comeu marinheiros, a Eólia fez com que houvesse uma tempestade (por causa do saco de pele de um dos melhores bois), Circe transformou os marinheiros em porcos (menos Ulisses e Euríloco), a Ilha dos Infernos foi mais um obstáculo com o guardião Cérbero … Eu gostei do final do livro, porque a família de Ulisses voltou a vê-lo. Não gostei muito da primeira vez que Ulisses naufragou, e também não gostei da Ilha dos Infernos, porque lá tudo era preto, cinzento e desagradável. Também gostei da Deusa Minerva, que aparecia sempre nos momentos de perigo (só aparecia a Ulisses). Nicole Pereira - 6ºC

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

concurso nacional de leitura


ATENÇÃO PARTICIPANTES DO CONCURSO NACIONAL DE LEITURA
FASE DISTRITAL
A fase distrital do Concurso Nacional de Leitura realizar-se-á na Biblioteca Municipal de Faro - António Ramos Rosa.

A data da realização das provas e as obras para leitura serão disponibilizadas em breve.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

eclipse- (se) e leia!

Agora já o podes levar para casa...requisita-o e delicia-te!



Eclipse é o terceiro livro da série Twilight de Stephenie Meyer, precedido por Crepúsculo e Lua Nova.

"No silêncio mortal, todos os detalhes de repente se encaixaram, numa explosão de intuição."

acordo ortográfico - guia prático


Entrado em vigor em Janeiro de 2009, este acordo ainda dá a volta a muitas cabeças...será que já não se usa este hífen?, será que ainda tem c?, será que já não precisa do t aqui?....Estas e outras serão AQUI esclarecidas!!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

concurso literário 2011


"CARTA DA TERRA AOS CIDADÃOS INCONSCIENTES"

A Biblioteca leva a cabo mais um CONCURSO LITERÁRIO, desta vez com o título "Carta da Terra aos cidadãos inconscientes". O tema pretende assinalar o ANO INTERNACIONAL DAS FLORESTAS (2011), alertando para os problemas ecológicos e, simultaneamente, promover atitudes responsáveis face ao meio ambiente.
O concurso destina-se a todos os alunos, que poderão concorrer em três escalões:

- Escalão A – alunos do 1.º ciclo
- Escalão B – alunos do 2.º ciclo
- Escalão C – alunos do 3.º ciclo


Os trabalhos, em prosa, deverão subordinar-se ao tema «Carta da Terra aos cidadãos inconscientes».

Cada participante poderá concorrer com dois trabalhos, no máximo.

Os trabalhos deverão ser inéditos.

A entrega dos trabalhos deverá ser feita nas bibliotecas do Agrupamento ou junto dos professores de Língua Portuguesa, até ao dia 24 de Fevereiro.
Para mais informações, consulta o REGULAMENTO AQUI

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

escola da Luz na BE da estação


No passado dia 7, os alunos do 2º ano da turma da Professora Paula Sol, da Escola da Luz de Tavira, visitaram a biblioteca da Escola da Estação para participarem numa sessão do projecto "Palavras... da cabeça aos pés".
A partir da história "Ferozes Animais Selvagens", de Chris Wormell, editado pela Caminho, os alunos iniciaram uma busca pelo verdadeiro feroz animal selvagem. Entre correrias pesadas, como as passadas de um urso, travessias em patas de elefante e saltos em círculos como valentes leões, todos conseguiram chegar ao final da história.

domingo, 16 de janeiro de 2011

modernices - e.books / e.readers


Um livro digital (livro electrónico ou e-book) é um livro em formato digital que pode ser lido em equipamentos electrónicos, tais como computadores, PDAs ou até mesmo telemóveis que suportem esse recurso.

Por ser um dispositivo de armazenamento de pouco custo e de fácil acesso devido à propagação da Internet, pode ser vendido ou até mesmo disponbilizado para download em alguns portais de Internet gratuitos.

Meia centena de sítios que disponibilizam e.books gratuitamente:
AQUI


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

recados da mãe


RECADOS DA MÃE, de Maria Teresa Maia Gonzalez

Acabaram de chegar novos livros a este canto...A leitura deste livro agradou já a muitos jovens deste país...Talvez a ti também!!! Atreve-te!

Clara e Leonor são duas irmãs que perderam a mãe com dez e seis anos, respectivamente. O pai, divorciado há muito tempo da falecida mãe, já não dá tanta atenção às duas irmãs. A inesperada visita da avó Matilde, que tinha cortado relações com a mãe revela-se cheia de surpresas e decisões.As duas irmãs acabam por ir viver com a avó, para desagrado da irmã mais velha, Clara, que se sente muito protectora em relação a Leonor.Um livro cheio de carinho, que retrata a força e amizade de duas irmãs.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

(des)trava-línguas

Trava-línguas é um conjunto de palavras formando uma frase que seja de difícil articulação em virtude da existência de sons que exijam movimentos seguidos da língua que não são usualmente utilizados.

Os alunos do 5ºB brincaram com estes...






























































domingo, 9 de janeiro de 2011

20ª malasartes


Nesta edição: Saramago, Agualusa, Matilde Rosa Araújo, Manuela Bacelar, João Paulo Seara Cardoso, entre outros

Está à venda a edição n.º 20 de Malasartes – Cadernos de Literatura para a Infância e a Juventude. Neste número, homenageiam-se grandes figuras da literatura que se perderam em 2010 – como Matilde Rosa Araújo, José Saramago ou João Paulo Seara Cardoso – e abordam-se as obras de autores e ilustradores contemporâneos – dos quais são exemplos Manuela Bacelar, José Eduardo Agualusa ou Fernando Pinto do Amaral.
Esta revista, cuja direcção editorial e artística e coordenação geral é portuguesa (José António Gomes, António Modesto e Maria Elisa Sousa) e a subdirecção galega (Blanca-Ana Roig Rechou), tem um comité científico constituído por professores do ensino superior (U. Aveiro, U. Santiago de Compostela, U. Évora, U. Açores, ESE Coimbra, U. de Vigo) e vários colaboradores permanentes.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

concurso nacional de leitura


Tal como sucedeu em anos anteriores, e levando em conta a necessidade de promover a leitura nas escolas de uma forma lúdica, o Plano Nacional de Leitura – em articulação com a RTP, com a DGLB /Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas e com a Rede das Bibliotecas Escolares –
promove, no ano lectivo de 2010 / 2011, o Concurso Nacional de Leitura. Tendo como objectivo
estimular a prática da leitura entre os alunos do Ensino Secundário e do 3º Ciclo do Ensino Básico, o concurso pretende avaliar a leitura de obras literárias pelos estudantes desses graus
de ensino. O Concurso Nacional de Leitura decorrerá em três fases diferentes:
a 1ª Fase, a realizar nas escolas; a 2ª Fase, a realizar nas Bibliotecas Municipais designadas pela DGLB; e a 3ª Fase, correspondente à Final Nacional, realizada em Lisboa em colaboração com a RTP.


Assim, decorreu na passada quarta-feira a 1ª fase deste concurso, tendo sido seleccionadas as seguintes alunas:


  • Mariana Afonso, 7ºD

  • Mariana Corvo, 8ºA

  • Heloísa Pereira, 9ºA
Estas alunas continuarão a aventura...MUITOS PARABÉNS!! E boas leituras!!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

o livro da sua vida

Um livro apaixonante que conta a história de um amor em evolução, ou mesmo de vários amores e formas de amar. O amor ingénuo de dois jovens, Florentino Ariza e Fermina Daza, cujas diferenças sociais vão separar. O amor construído com os anos da convivência, do respeito mútuo, da cumplicidade que pautam um casamento feliz: o de Fermina e o Dr. Juvenal Urbino. Florentino nada mais faz do que aguardar pela paixão da sua vida...
Além do amor, o autor leva-nos ainda a reflectir uma temática existencial importantíssima: a da impiedade inexorável do processo de envelhecer (e todas as transformações que ele pressupõe) e da inevitável e temida morte.

sábado, 1 de janeiro de 2011

devia morrer-se de outra maneira

...porque hoje o dia foi marcado pela morte de alguém...


Devia morrer-se de outra maneira.
Transformarmo-nos em fumo, por exemplo.
Ou em nuvens.
Quando nos sentíssemos cansados, fartos do mesmo sol
a fingir de novo todas as manhãs, convocaríamos
os amigos mais íntimos com um cartão de convite
para o ritual do Grande Desfazer: "Fulano de tal comunica
a V. Exa. que vai transformar-se em nuvem hoje
às 9 horas. Traje de passeio".
E então, solenemente, com passos de reter tempo, fatos
escuros, olhos de lua de cerimônia, viríamos todos assistir
a despedida.
Apertos de mãos quentes. Ternura de calafrio.
"Adeus! Adeus!"
E, pouco a pouco, devagarinho, sem sofrimento,
numa lassidão de arrancar raízes...
(primeiro, os olhos... em seguida, os lábios... depois os cabelos... )
a carne, em vez de apodrecer, começaria a transfigurar-se
em fumo... tão leve... tão subtil... tão pólen...
como aquela nuvem além (vêem?) — nesta tarde de outono
ainda tocada por um vento de lábios azuis...
José Gomes Ferreira

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

recomeçar outro ano


Recomeça….

Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…


Miguel Torga

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

enquanto houver Natal


Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se vai mais uma quadra
Sinto mais Natal nos pés.

Não quero ser dos ingratos
Mas, com este obscuro céu,
Puseram-me nos sapatos
Só o que a chuva me deu.

Fernando Pessoa (25-12-1930)

domingo, 19 de dezembro de 2010

o dia de Natal


Às vezes tenho saudades de coisas que nunca tive. O Dia de Natal, por exemplo.

Quando eu era mais pequeno o meu Natal era uma grande estafa, tudo porque a minha mãe e o meu pai estavam divorciados. Chegava o dia 25 de Dezembro e eu tinha de ir visitar a família da minha mãe e a família do meu pai. Cinco tios de um lado e mais três do outro. Uma barrigada de tios e tias, primos e primas que eu mal conhecia porque só encontrava no Dia de Natal. Diziam-me todos “Estás tão crescido!”, perguntavam-me coisas um bocadinho taralhoucas e davam-me imensas prendas idiotas porque não sabiam quais eram os meus brinquedos preferidos.

As prendas que eles me davam eram sempre as mesmas: uma quantidade enorme de carrinhos e comboios, comboios e carrinhos que eu não queria para nada porque gostava mas é de livros de histórias. E como ninguém me dava livros de histórias tinha que ser eu a inventá-las quando a noite chegava e me envolvia finalmente em paz.

Mas antes de chegar ao sossego da noite a infelicidade não parava de crescer. O pior era a comida. Tinha que almoçar, lanchar e jantar muitas vezes, quantas as tias que visitava.

A comida era sempre igual e vinha para cima das mesas a transbordar de grandes travessas, taças e terrinas. Canja, peru, salada de frutas, rabanadas, sonhos, trouxas de ovos, bolo rei, bolo rainha… Ao fim do almoço e do jantar ficavam todos muito vermelhos e a dar grandes gargalhadas e eu, que já não podia com tanta comida, mal acabava de almoçar na casa de uma tia da família da minha mãe tinha de ir a correr almoçar em casa duma tia da família do meu pai.

Pelo meio havia os lanches e o “Come mais qualquer coisinha que estás a crescer!”, frase que tinha de ouvir sempre que ia a sair muito agoniado de casa de uma das tias. Obrigavam-me sempre a voltar atrás para comer mais doces, bolos e chocolates e eu a protestar baixinho porque, além de estar muito cheio, gostava mas é de coroquetes.

Ao fim do dia a minha barriga parecia uma bola. Quase nem conseguia mexer-me. E tinha a cara toda lambuzada dos milhares de beijos que as tias me pespegavam nas bochechas, na testa e às vezes até no pescoço.

Por tudo isto é que tenho muitas saudades do Dia de Natal que nunca tive. Gostava que nesse Natal houvesse uma luz amiga e doce e muita gente à mesa, meninos, pais e mães, tios e primos, todos sorridentes e felizes. Ao canto havia de haver uma árvore de Natal cheia de bolinhas e não era preciso muita comida. Bastava haver música e uma canção que nos unisse a todos e alguém que contasse uma história feliz.

José Fanha