quinta-feira, 14 de abril de 2016
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Dia Internacional do Beijo
O INSTANTE ANTES DO BEIJO
Não quero o primeiro beijo:
basta-me
O instante antes do beijo.
Quero-me
corpo ante o abismo,
terra no rasgão do sismo.
O lábio ardendo
entre tremor e temor,
o escurecer da luz
no desaguar dos corpos:
o amor
não tem depois.
Quero o vulcão
que na terra não toca:
o beijo antes de ser boca.
Mia Couto, in “Tradutor de Chuvas”
quinta-feira, 7 de abril de 2016
SEMANA DA LEITURA - ATIVIDADES
No dia 14 de março, veio à nossa escola o contador de
histórias Matia
Losego, que nos surpreendeu e prendeu
com as suas histórias. A sessão contou com a presença das turmas 7ºC e 7ºD e as duas turmas do ensino vocacional.
Atividade realizada no dia 16 de março, no âmbito do projeto Eco-Escolas (As aves e a sua alimentação).
Realização do concurso “Mostra o que sabes” sobre a Fada Oriana, no dia 18 de março.
Trabalhos realizados na disciplina de História pelos
alunos do 5º E
(expositor na Biblioteca).
Trabalhos realizados na disciplina de Ciências Naturais
pelos alunos do 7º ano (expositor na Biblioteca)
Atividade dos monitores com os alunos do 1º B ( uma história lida, uma ilustração).
Encontro com o ilustrador João Amaral, no dia 16 de março,
promovido pela biblioteca, para alunos do 9º ano.
Leitura de poemas por alunos das turmas do 7º ano,
atividade dinamizada pela professora Arminda Meirinhos.
segunda-feira, 28 de março de 2016
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam voo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
Mário Quintana
terça-feira, 22 de março de 2016
Canção da Primavera
(Para Érico Veríssimo)
Primavera
cruza o rio
Cruza
o sonho que tu sonhas.
Na
cidade adormecida
Primavera
vem chegando.
Cata-vento enlouqueceu,
Ficou
girando, girando.
Em
torno do cata-vento
Dancemos
todos em bando.
Dancemos
todos, dancemos,
Amadas,
Mortos, Amigos,
Dancemos
todos até
Não
mais saber-se o motivo…
Até
que as paineiras tenham
Por
sobre os muros florido!
Mário Quintana; Canções, 1946
sábado, 12 de março de 2016
quinta-feira, 10 de março de 2016
No dia 22 de fevereiro, teve lugar na nossa escola,
pelas 14.30, no Auditório, uma sessão com a escritora Manuela Ribeiro. Estiveram
presentes os alunos das turmas 7ºA,B, E e F, que ouviram a escritora
falar da sua obra e da sua experiência; fizeram-lhe várias perguntas e muitos
ficaram interessados em ler alguns dos seus livros de "aventuras do Miguel
e do Ricardo". O convite foi endereçado pela BMAC. Agradecemos a presença
da escritora e o entusiasmo e curiosidade dos alunos. São estas oportunidades
que enriquecem interiormente os nossos jovens.
segunda-feira, 7 de março de 2016
NOVIDADES EDITORIAIS
O Tesouro de Selma Lagerlöf
O Tesouro,
de Selma
Lagerlöf, recentemente recuperado pela Cavalo de Ferro na coleção Gente Independente, é efetivamente um “tesouro”.
Trata-se de uma pequena (em tamanho, não em grandeza, se me faço entender)
pérola da literatura sueca (e não só) do início do século XX. Uma das razões,
sem dúvida, que levou a que Selma Legerlöf se tornasse, em 1909, a primeira
escritora a ganhar o Nobel – ela é autora também de obras como A Viagem Maravilhosa de Nils Holgerssn Através da Suécia e A Saga de Gösta
Berling.
O Tesouro é uma espécie de fábula, com laivos
(muitos e intensos) de sobrenatural (as maldições são uma constante), onde o
tema central é o bem e o mal, e as dúvidas que os indivíduos sentem quando têm
de optar por um desses caminhos, especialmente quando em jogo há algo de
pessoal e íntimo. Selma Lagerlöf joga bem com as ambiguidades do ser humano, e,
dada a credibilidade que aplica na construção das personagens, leva o leitor a
ter dificuldade em julgar ou aplaudir quando decisões mais questionáveis são
tomadas. Porque, afinal, somos todos humanos e as personagens de O Tesouro bem refletem isso.
A EVASÃO
Estamos no verão de 1940 e o exército de Hitler está a
avançar por Paris, obrigando à evasão de milhões de civis franceses.
No meio do caos, duas crianças britânicas são perseguidas por
agentes alemães. O espião inglês Charles Henderson tenta alcançá-las primeiro,
mas só conseguirá fazê-lo com a ajuda de um órfão francês de 12 anos. Os
serviços secretos britânicos estão prestes a descobrir que as crianças podem
ajudá-los a vencer a guerra.
Para efeitos
oficiais, estas crianças não existe
LOBOS DO MAR
Filho de um multimilionário
americano, irritantemente presunçoso, impertinente e malcriado, Harvey estava
bem longe de imaginar que de uma tão simples prosápia como fumar um charuto
pudesse resultar uma tão grande modificação da sua vida. No entanto, assim
aconteceu. Após ter desmaiado no convés do paquete de luxo que o levava à
Europa, desperta a bordo de uma frágil embarcação de pesca na companhia de um
pescador português chamado Manuel que pertence a um navio pesqueiro.
Menosprezando o seu dinheiro e posição o capitão Disko Troop reduze-o a um
insignificante moço de limpezas e obriga-o a enfrentar a rude vida do mar. A
literatura juvenil enriqueceu-se, ganhou novas cores e personagens com este
clássico de Kipling. A tradução é de António Sérgio, notável ensaísta, crítico
e pedagogo.
CONVERGENTE
Sinopse
Uma escolha
Pode transformar-te
Uma escolha
Pode destruir-te
A tua escolha
Vai definir-te
A sociedade de fações em que Tris Prior acreditava está destruída -
dilacerada por atos de violência e lutas de poder, e marcada para sempre pela
perda e pela traição. Assim, quando lhe é oferecida a oportunidade de explorar
o mundo para além dos limites que conhece, Tris aceita o desafio. Talvez ela e
Tobias possam encontrar, do outro lado da barreira, uma vida mais simples,
livre de mentiras complicadas, lealdades confusas e memórias dolorosas.
Mas a nova realidade de Tris é ainda mais assustadora do que a que
deixou para trás. As descobertas recentes revelam-se vazias de sentido, e a
angústia que geram altera as vontades daqueles que mais ama.
Uma vez mais, Tris tem de lutar para compreender as complexidades da
natureza humana ao mesmo tempo que enfrenta escolhas impossíveis de coragem,
lealdade, sacrifício e amor.
Alternando as perspetivas de Tris e Quatro, Convergente encerra de
forma poderosa a série que cativou milhões de leitores em todo o mundo,
revelando por fim os segredos do universo Divergente.
Prémios
Veronica
Roth foi considerada a melhor
autora pelo GoodReads
Choice Awards em 2012. Divergente
foi eleito o melhor livro de 2011 e Insurgente o melhor livro de fantasia para
jovens-adultos em 2012, pela mesma entidade, a única cujas distinções são
atribuídas exclusivamente pelos leitores.
O RAPAZ QUE PRENDEU O VENTO
William Kamkwamba nasceu no Malawi, onde vivia na mais absoluta
pobreza e, aos 13 anos, teve de abandonar a escola por falta de meios. Mas isso
não refreou o seu otimismo nem a sua vontade de aprender e, graças a uma
biblioteca escolar, continuou a acompanhar as matérias escolares. Um dia
descobriu um livro que mudaria por completo a sua vida e que explicava o
funcionamento dos moinhos de vento. Utilizando materiais improvisados, muitas
vezes recolhidos em sucatas, William conseguiu montar dois moinhos de vento e,
assim, fornecer energia elétrica e água à sua pequena comunidade. O seu feito
tornou-se notícia em todo o mundo e é contado neste livro cativante, que
retrata os problemas que afligem o continente africano e sugere que as melhores
soluções não partem necessariamente da ajuda dos países ricos.
sexta-feira, 4 de março de 2016
Na chuva estava uma gaivota a sorrir
Numa manhã de chuva estava uma gaivota, numa chaminé, observando o mar.
No seu ninho quentinho, Antonita tentava aquecer os seus ovos azuis e às pintas
rosa néon. Antonita desejava que os seus filhos se sentissem protegidos com o
calor das suas asas.
Passadas umas semanas, os gaivotinhos
nasceram e a mãe foi à procura de algo para os alimentar. Depressa regressou ao
ninho. Surpreendida, reparou que cada filho tinha uma asa azul e uma pata cor
de rosa.
-Oh, meu deus! Que gaivotas são
estas? Serão gaivotas mágicas?
A mãe gaivota pegou neles e jogou-os
para a água.
Nesse mesmo dia, o pai Júlio
regressara da viagem que fizera a África. Ao ver a sua querida gaivota a
chorar, Júlio lançou-se imediatamente ao mar. Apanhou os gaivotinhos, que
estavam aflitos, pois tinham visto um tubarão na sua direção. De repente, começou
a chover e a tinta que estava nas suas asas e patas começou a dissolver-se.
Inexplicavelmente, o tubarão
espantou-se e fugiu a sete barbatanas.
6ºG,
aula de apoio, texto coletivo
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
No
fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que
o vento não conseguiu levar:
um
estribilho antigo
um
carinho no momento preciso
o
folhear de um livro de poemas
o
cheiro que tinha um dia o próprio vento...
Mário Quintana
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
No âmbito da
disciplina de Físico-Química,
os alunos das turmas
A, B e C do 7.º ano elaboraram trabalhos sobre o tema “Exploração
espacial ao longo dos tempos”, que
se encontram em exposição na Biblioteca da Escola Básica D. Manuel I.
A maioria dos
trabalhos foi realizada em pares, tendo alguns deles uma excelente qualidade,
pelo que os alunos estão de parabéns.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
DIA DAS AMIGAS
A biblioteca
da escola da estação comemorou o Dia das Amigas, na passada 3ª feira, com
atividades destinadas a todas as amigas da nossa escola. Durante os intervalos,
as meninas foram convidadas a entrar e a participar nos jogos e nos passatempos
que tinham como tema comum as histórias da Poppy.
Quem
gosta de pintar pôde inscrever-se e participar no concurso de pintura de uma
ilustração do livro “Uma Grande Confusão” e,
assim, colorir a história com a sua imaginação e criatividade.
No final
do dia, as amigas que escutaram a história “Catarina e a arca de chá” tiveram uma
surpresa: chá quente e docinho!
Para
recordar este dia, levaram como lembrança um marcador de livros, até porque Dia das Amigas
é todos os dias.
Atividades
Concurso de Ilustração – Dá – lhe cor…
Jogos e passatempos – Poppy em
linha + atividades do sítio da Poppy
Exposição de livros – “Livros Amigos”
Sessão de Conto – “Catarina e a arca de chá”
Hora do Chá – degustação
de chás
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
POEMA DO CORAÇÃO
Eu
queria que o Amor estivesse realmente no coração,
e
também a Bondade,
e
a Sinceridade,
e
tudo, e tudo o mais, tudo estivesse realmente no coração.
Então
poderia dizer-vos:
"Meus
amados irmãos,
falo-vos
do coração",
ou
então:
"com
o coração nas mãos".
Mas
o meu coração é como o dos compêndios.
Tem
duas válvulas (a tricúspida e a mitral)
e
os seus compartimentos (duas aurículas e dois ventrículos).
O
sangue ao circular contrai-os e distende-os
segundo
a obrigação das leis dos movimentos.
Por
vezes acontece
ver-se
um homem, sem querer, com os lábios apertados,
e
uma lâmina baça e agreste, que endurece
a
luz dos olhos em bisel cortados.
Parece
então que o coração estremece.
Mas
não.
Sabe-se,
e muito bem, com fundamento prático,
que
esse vento que sopra e ateia os incêndios,
é
coisa do simpático.
Vem
tudo nos compêndios.
Então,
meninos!
Vamos
à lição!
Em
quantas partes se divide o coração?
António Gedeão, Poesias Completas
No Coração, Talvez
No coração, talvez, ou diga antes:
Uma ferida rasgada de navalha,
Por onde vai a vida, tão mal gasta.
Na total consciência nos retalha.
O desejar, o querer, o não bastar,
Enganada procura da razão
Que o acaso de sermos justifique,
Eis o que dói, talvez no coração.
José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"
domingo, 7 de fevereiro de 2016
DEPUS
A MÁSCARA
Depus a máscara e vi-me ao espelho.
Era a criança de há quantos anos.
Não tinha mudado nada...
É essa a vantagem de saber tirar a máscara.
É-se sempre a criança,
O passado que foi
A criança.
Depus a máscara, e tornei a pô-la.
Assim é melhor,
Assim sem a máscara.
E volto à personalidade como a um términus de linha.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
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