segunda-feira, 7 de março de 2016

NOVIDADES EDITORIAIS





O Tesouro de Selma Lagerlöf

O Tesouro, de Selma Lagerlöf, recentemente recuperado pela Cavalo de Ferro na coleção Gente Independente, é efetivamente um “tesouro”. Trata-se de uma pequena (em tamanho, não em grandeza, se me faço entender) pérola da literatura sueca (e não só) do início do século XX. Uma das razões, sem dúvida, que levou a que Selma Legerlöf se tornasse, em 1909, a primeira escritora a ganhar o Nobel – ela é autora também de obras como A Viagem Maravilhosa de Nils Holgerssn Através da Suécia e A Saga de Gösta Berling.

O Tesouro é uma espécie de fábula, com laivos (muitos e intensos) de sobrenatural (as maldições são uma constante), onde o tema central é o bem e o mal, e as dúvidas que os indivíduos sentem quando têm de optar por um desses caminhos, especialmente quando em jogo há algo de pessoal e íntimo. Selma Lagerlöf joga bem com as ambiguidades do ser humano, e, dada a credibilidade que aplica na construção das personagens, leva o leitor a ter dificuldade em julgar ou aplaudir quando decisões mais questionáveis são tomadas. Porque, afinal, somos todos humanos e as personagens de O Tesouro bem refletem isso.



A EVASÃO

Estamos no verão de 1940 e o exército de Hitler está a avançar por Paris, obrigando à evasão de milhões de civis franceses.

No meio do caos, duas crianças britânicas são perseguidas por agentes alemães. O espião inglês Charles Henderson tenta alcançá-las primeiro, mas só conseguirá fazê-lo com a ajuda de um órfão francês de 12 anos. Os serviços secretos britânicos estão prestes a descobrir que as crianças podem ajudá-los a vencer a guerra.

Para efeitos oficiais, estas crianças não existe


.                                

LOBOS DO MAR

Filho de um multimilionário americano, irritantemente presunçoso, impertinente e malcriado, Harvey estava bem longe de imaginar que de uma tão simples prosápia como fumar um charuto pudesse resultar uma tão grande modificação da sua vida. No entanto, assim aconteceu. Após ter desmaiado no convés do paquete de luxo que o levava à Europa, desperta a bordo de uma frágil embarcação de pesca na companhia de um pescador português chamado Manuel que pertence a um navio pesqueiro. Menosprezando o seu dinheiro e posição o capitão Disko Troop reduze-o a um insignificante moço de limpezas e obriga-o a enfrentar a rude vida do mar. A literatura juvenil enriqueceu-se, ganhou novas cores e personagens com este clássico de Kipling. A tradução é de António Sérgio, notável ensaísta, crítico e pedagogo.





CONVERGENTE
Sinopse

Uma escolha
Pode transformar-te
Uma escolha
Pode destruir-te
A tua escolha
Vai definir-te

A sociedade de fações em que Tris Prior acreditava está destruída - dilacerada por atos de violência e lutas de poder, e marcada para sempre pela perda e pela traição. Assim, quando lhe é oferecida a oportunidade de explorar o mundo para além dos limites que conhece, Tris aceita o desafio. Talvez ela e Tobias possam encontrar, do outro lado da barreira, uma vida mais simples, livre de mentiras complicadas, lealdades confusas e memórias dolorosas.

Mas a nova realidade de Tris é ainda mais assustadora do que a que deixou para trás. As descobertas recentes revelam-se vazias de sentido, e a angústia que geram altera as vontades daqueles que mais ama.
Uma vez mais, Tris tem de lutar para compreender as complexidades da natureza humana ao mesmo tempo que enfrenta escolhas impossíveis de coragem, lealdade, sacrifício e amor.

Alternando as perspetivas de Tris e Quatro, Convergente encerra de forma poderosa a série que cativou milhões de leitores em todo o mundo, revelando por fim os segredos do universo Divergente.

Prémios
Veronica Roth foi considerada a melhor autora pelo GoodReads Choice Awards em 2012. Divergente foi eleito o melhor livro de 2011 e Insurgente o melhor livro de fantasia para jovens-adultos em 2012, pela mesma entidade, a única cujas distinções são atribuídas exclusivamente pelos leitores.


O RAPAZ QUE PRENDEU O VENTO

William Kamkwamba nasceu no Malawi, onde vivia na mais absoluta pobreza e, aos 13 anos, teve de abandonar a escola por falta de meios. Mas isso não refreou o seu otimismo nem a sua vontade de aprender e, graças a uma biblioteca escolar, continuou a acompanhar as matérias escolares. Um dia descobriu um livro que mudaria por completo a sua vida e que explicava o funcionamento dos moinhos de vento. Utilizando materiais improvisados, muitas vezes recolhidos em sucatas, William conseguiu montar dois moinhos de vento e, assim, fornecer energia elétrica e água à sua pequena comunidade. O seu feito tornou-se notícia em todo o mundo e é contado neste livro cativante, que retrata os problemas que afligem o continente africano e sugere que as melhores soluções não partem necessariamente da ajuda dos países ricos.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Na chuva estava uma gaivota a sorrir


        Numa manhã de chuva estava uma gaivota, numa chaminé, observando o mar. No seu ninho quentinho, Antonita tentava aquecer os seus ovos azuis e às pintas rosa néon. Antonita desejava que os seus filhos se sentissem protegidos com o calor das suas asas.
     Passadas umas semanas, os gaivotinhos nasceram e a mãe foi à procura de algo para os alimentar. Depressa regressou ao ninho. Surpreendida, reparou que cada filho tinha uma asa azul e uma pata cor de rosa.
          -Oh, meu deus! Que gaivotas são estas? Serão gaivotas mágicas?
          A mãe gaivota pegou neles e jogou-os para a água.
       Nesse mesmo dia, o pai Júlio regressara da viagem que fizera a África. Ao ver a sua querida gaivota a chorar, Júlio lançou-se imediatamente ao mar. Apanhou os gaivotinhos, que estavam aflitos, pois tinham visto um tubarão na sua direção. De repente, começou a chover e a tinta que estava nas suas asas e patas começou a dissolver-se.
Inexplicavelmente, o tubarão espantou-se e fugiu a sete barbatanas.
                                                        6ºG, aula de apoio, texto coletivo

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016



No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...

Mário Quintana

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

No âmbito da disciplina de Físico-Química, os alunos das turmas A, B e C do 7.º ano elaboraram trabalhos sobre o tema “Exploração espacial ao longo dos tempos”, que se encontram em exposição na Biblioteca da Escola Básica D. Manuel I.
A maioria dos trabalhos foi realizada em pares, tendo alguns deles uma excelente qualidade, pelo que os alunos estão de parabéns.














quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016


DIA DAS AMIGAS

A biblioteca da escola da estação comemorou o Dia das Amigas, na passada 3ª feira, com atividades destinadas a todas as amigas da nossa escola. Durante os intervalos, as meninas foram convidadas a entrar e a participar nos jogos e nos passatempos que tinham como tema comum as histórias da Poppy.
Quem gosta de pintar pôde inscrever-se e participar no concurso de pintura de uma ilustração do livro “Uma Grande Confusão” e, assim, colorir a história com a sua imaginação e criatividade.
No final do dia, as amigas que escutaram a história “Catarina e a arca de chá” tiveram uma surpresa: chá quente e docinho!
Para recordar este dia, levaram como lembrança um marcador de livros, até porque Dia das Amigas é todos os dias.

Atividades

 Concurso de IlustraçãoDá – lhe cor… 


 Jogos e passatempos – Poppy em linha + atividades do sítio da Poppy

 Exposição de livros – “Livros Amigos”

 Sessão de Conto – “Catarina e a arca de chá”

  Hora do Chá – degustação de chás


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016


POEMA DO CORAÇÃO 

Eu queria que o Amor estivesse realmente no coração,
e também a Bondade,
e a Sinceridade,
e tudo, e tudo o mais, tudo estivesse realmente no coração.
Então poderia dizer-vos:
"Meus amados irmãos,
falo-vos do coração",
ou então:
"com o coração nas mãos".

Mas o meu coração é como o dos compêndios.
Tem duas válvulas (a tricúspida e a mitral)
e os seus compartimentos (duas aurículas e dois ventrículos).
O sangue ao circular contrai-os e distende-os
segundo a obrigação das leis dos movimentos.

Por vezes acontece
ver-se um homem, sem querer, com os lábios apertados,
e uma lâmina baça e agreste, que endurece
a luz dos olhos em bisel cortados.
Parece então que o coração estremece.
Mas não.
Sabe-se, e muito bem, com fundamento prático,
que esse vento que sopra e ateia os incêndios,
é coisa do simpático.
Vem tudo nos compêndios.

Então, meninos!
Vamos à lição!
Em quantas partes se divide o coração?

António Gedeão, Poesias Completas





No Coração, Talvez
No coração, talvez, ou diga antes:
Uma ferida rasgada de navalha,
Por onde vai a vida, tão mal gasta.
Na total consciência nos retalha.
O desejar, o querer, o não bastar,
Enganada procura da razão
Que o acaso de sermos justifique,
Eis o que dói, talvez no coração.

José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"

domingo, 7 de fevereiro de 2016


DEPUS A MÁSCARA

Depus a máscara e vi-me ao espelho.  
Era a criança de há quantos anos.
Não tinha mudado nada...
É essa a vantagem de saber tirar a máscara.
É-se sempre a criança,
O passado que foi
A criança.
Depus a máscara, e tornei a pô-la.
Assim é melhor,
Assim sem a máscara.
E volto à personalidade como a um términus de linha.

Álvaro de Campos, in "Poemas"




sábado, 6 de fevereiro de 2016

O QUE EU QUERO SER…



Os alunos do 2º ano foram à biblioteca  da escola da estação para escutarem os poemas da obra de José Jorge Letria, O que eu quero ser
Depois de uma leitura em jeito de jogo de adivinhas, os alunos deram asas aos seus sonhos e a imaginação coletiva compôs os seguintes versos:

Eu quero ser cabeleireira
Porque é uma profissão com arte.
Gosto de penteados à maneira,
Aqui ou em qualquer parte.


Eu quero ser mergulhador em alto mar,
Quero ver tubarões, peixes e peixinhos aos milhões
E com eles nadar, nadar, nadar
Sem nunca parar.

Eu quero ser futebolista
Porque gosto de jogar.
De bola nos pés sou um artista
E nunca me vou lesionar.
         Alunos do 2º C – Professora Fátima Valente



Eu quero ser artista
Porque gosto muito de pintar,
O sol, as nuvens, as borboletas e flores a brilhar.
Vou ser uma pintora famosa e “sair numa revista”.

Eu quero ser professora
Porque gosto de ensinar.
Vou fazer ditados e contas sem calculadora,
E se os alunos forem bem comportados,
                                                                   nunca me vou zangar.

Eu quero ser escritora
Porque gosto de escrever histórias de encantar.
De muitos livros serei a autora,
E levarei as crianças numa viagem a sonhar.

Alunos do 2º A – Professora Sónia Viegas


Eu quero ser domador de animais
Porque gosto de bichos da floresta,
Da savana, do pântano e muitos mais
E todos juntos fazemos uma festa.

Eu quero ser taxista
Porque gosto muito de guiar.
Sigo sempre pela pista
E levo os clientes a passear.

Eu quero ser cantora
Porque gosto muito de cantar.
Das minhas músicas serei compositora
E no palco irei brilhar.

            Alunos do 2º B – Professora Filomena Gil
A coordenadora da biblioteca realizou uma atividade acerca da obra " O Príncipe Feliz ", de Oscar Wilde, com as turmas do quarto ano.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016







UMA VISITA AO REI D.FILIPE II

   Certo dia, eu pensei em visitar o magnânimo Filipe II, Rei de Espanha, Portugal e de um vasto império, e comecei a interrogar-me como é que eu iria viajar para o passado!
Decidi ir a um museu procurar uma máquina do tempo para viajar até 1580. E encontrei-a!
Sem perceber como, estava no palácio do Escorial.
Entrei no palácio, deliciei-me com a grandeza e luxo ali instalados e vi aquela figura curiosa, em folhos atafulhado, brilhando como as leds de Natal:   D.Filipe II, Rei de Espanha e Portugal.
Quando entrei na sala fiquei ainda mais espantado pois ele comia num prato de prata lavrada.
- Boa noite! - exclamei.
- Entre - disse Filipe II.- Que me trazes, estranho das terras distantes?
Eu pensei em como poderia impressionar aquele Rei poderoso que já possuía tudo e lembrei-me que trazia um fecho éclair.
-Que objeto é esse ?–Interrogou Filipe II.
- O fecho éclair é um fecho que abre e fecha casacos que se usa na minha época . –exclamei, a medo.
-Já estou a ver.Tu já vives naqueles tempos mais avançados, não é ?-perguntou o Rei.
- Sim, Minha Majestade, eu já vivo nesses tempos.
- Queres alguma coisa em troca dessa coisa aí? Pode valer muito dinheiro. -disse o rei.
- Não, Sua Majestade. Deixa apresentar-me.Eu sou o Lourenço.
-Eu sou o Filipe II e esta é a minha mulher, Isabel I de Inglaterra.
-Tive uma ideia. Tu irás com a minha tripulação. Quem manda na parte marítima é Pedro Álvares de Cabral. Podes ir com ele até ao Brasil!
-Não me importava nada – respondi.
Dormi no palácio do rei Filipe II onde as camas eram de prata maciça.
De manhã cedinho parti para o Brasil com a tripulação de Filipe II e mais o seu filho, o príncipe Filipe, e quando voltei para casa contei as aventuras perigosas aos meus amigos.
 Não sei o que o Rei fez com o fecho Éclair!!


Lourenço Ferreira
DM4C

2016/01/25
Inspirado em:  « Poema do Fecho Éclair», de António Gedeão. 






O FECHO ÉCLAIR

     Eu estava a pedir um desejo, na floresta, e fechei os olhos. Mas, quando voltei a abri-los, estava à frente do castelo do Rei D. Filipe II.   Fui a andar na sua direção e encontrei seis guardas à porta.  Pedi-lhes para ir visitar o Rei D. Filipe II, mas os guardas disseram:
   -Não podes entrar. Só quem tem o fecho éclair.
    E eu fiquei muito chateada. Tive de voltar ao meu mundo real para ir buscar um fecho. Para eles, um fecho era valioso porque não havia aquilo na época.
    Quando voltei, encontrei o  meu amigo Rodrigo com um fecho éclair e eu tive a ideia de irmos juntos. Mais à frente estava o Bernardo e o Daniel e  resolvemos ir dizer a eles para irem connosco. Os guardas deixaram-nos entrar e nós ficámos a falar com o Rei. Mostrámos-lhe o fecho éclair, mas o Rei tinha medo porque nesse tempo não havia.
    -Eu gostei do fecho éclair. Por isso ofereço - vos uma visita ao castelo e uma dormida.
     Eu agradeci ao Rei e os meus amigos também. Nós aproveitámos para perguntar ao Rei umas coisinhas porque a nossa professora mandou fazer uma pesquisa.
    Quando voltámos, a nossa professora ficou contente por temos feito o trabalho de casa.
      E aquele dia foi especial para mim e para os meus amigos.
                                                               
D. Manuel I
Bruna Valente Domingos
Bernardo José Marques
4C


Inspirado em:  « Poema do Fecho Éclair», de António Gedeão.



quinta-feira, 28 de janeiro de 2016



A Vila das Cores


No passado dia 22, a biblioteca da Escola da Estação recebeu a visita do escritor Bruno Magina. O Autor apresentou a sua obra A Vila das Cores, às turmas do 2º B, 2º C e 3ºA, que gostaram muito de conhecer o António, o Manuel e os seus filhos adotivos, o Bernardo e a Gabriela. Com a Família Violeta compreendemos melhor que devemos respeitar as diferenças e que a diversidade nos enriquece o coração.
De seguida, houve uma sessão de perguntas e respostas acerca da história e das histórias do autor e dos vários alunos. A manhã terminou com uma sessão de autógrafos tão coloridos como a Vila das Cores.
Agradecemos ao Bruno Magina pela sua presença e pela sessão animada que dinamizou, bem como à Biblioteca Municipal Álvaro de Campos que proporcionou este encontro.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016


A prova do Concurso Nacional de Leitura realizou-se no dia 14 de janeiro, às 14.30, no auditório da nossa escola. Os alunos apurados foram: João Teixeira,nº13, do 9ºC; Inês Livramento, nº15, e Beatriz Silva, nº5, ambas do 9ºB. Parabéns aos alunos e que a leitura seja, para eles, um prazer que se prolongue ao longo dos tempos.




terça-feira, 19 de janeiro de 2016


BIBLIOTECA VERDE

– Papai, me compra a Biblioteca Internacional de Obras Célebres.
São só 24 volumes encadernados em percalina verde.
– Meu filho, é livro de mais para uma criança!...
– Compra assim mesmo, pai, eu cresço logo.
– Quando crescer, eu compro. Agora não.
– Papai, me compra agora. É em percalina verde,
só 24 volumes. Compra, compra, compra!
– Fica quieto, menino, eu vou comprar.
– Rio de Janeiro? Aqui é o Coronel.
Me mande urgente sua Biblioteca
bem acondicionada, não quero defeito.
Se vier com um arranhão, recuso. Já sabe:
Quero a devolução de meu dinheiro.
– Está bem, Coronel, ordens são ordens.
 
Segue a Biblioteca pelo trem-de-ferro,
fino caixote de alumínio e pinho.
Termina o ramal, o burro de carga
vai levando tamanho universo.
Chega cheirando a papel novo, mata
de pinheiros toda verde.
Sou o mais rico menino destas redondezas.
(Orgulho, não; inveja de mim mesmo)
Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres.
Tenho de ler tudo. Antes de ler,
que bom passar a mão no som da percalina,
esse cristal de fluida transparência: verde, verde...
Amanhã começo a ler. Agora não.
Agora quero ver figuras. Todas.
Templo de Tebas, Osíris, Medusa, Apolo nu, Vénus nua...

Nossa Senhora, tem disso nos livros?!...
Depressa, as letras. Careço ler tudo.
A mãe se queixa: Não dorme este menino.
O irmão reclama: Apaga a luz, cretino!
Olha que eu tomo e rasgo essa Biblioteca
antes que pegue fogo na casa.
Vai dormir, menino, antes que eu perca a paciência e te dê uma sova.
Dorme, filhinho meu, tão doido, tão fraquinho.
Mas leio, leio... Em filosofias tropeço e caio,
cavalgo de novo meu verde livro,
em cavalarias me perco, medievo;
em contos, poemas me vejo viver.
Como te devoro, verde pastagem!...
Ou antes carruagem de fugir de mim
e me trazer de volta à casa
a qualquer hora num fechar de páginas?
Tudo que sei é ela que me ensina.
O que saberei, o que não saberei nunca,
está na Biblioteca em verde murmúrio
de flauta-percalina eternamente.

                               (Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

15 de janeiro de 1929, data do nascimento de Martin Luther King



Foi uma das maiores personalidades da história da humanidade. Lutou contra a desigualdade racial através de discursos e protestos.

Martin Luther King era um pastor norte-americano e em 1964 recebeu o prémio Nobel. Foi um dos maiores líderes contra a opressão racial.
O seu discurso mais famoso chama-se “Eu tenho um sonho” (“I have a dream”) pronunciado em 1963 no Lincoln Memorial em Washington.
Os seus ideais de justiça, não-violência e amor ao próximo eram inspirados em outro grande mestre: Gandhi.
Em 1955, coordenou um boicote aos autocarros da cidade de Montgomery. Os líderes negros da cidade decidiram boicotar o transporte após a prisão de uma mulher negra (Rosa Parks) que se recusou a ceder o lugar para uma passageira branca. Por causa do protesto, King foi preso e recebeu ameaças de morte.
Após tantos protestos, a Suprema Corte decidiu tornar ilegal o transporte público separatista. Esta decisão deu vitória ao protesto e King foi considerado um líder respeitado. Por causa disto, tornou-se presidente da Conferência de Lideranças Cristãs do Sul (organizado pelos padres negros sulistas).

Outros protestos de King:
* Campanha a favor dos direitos civis no Alabama.
* Realização de um censo para aprovar o voto dos negros.
* Luta para melhorar a educação e a moradia dos negros nos estados do sul.
* Luta contra a discriminação racial.
King não foi somente um defensor dos direitos dos negros, ele também defendia as mulheres.
Porém, em 1965, King começou a criticar a participação dos EUA na Guerra do Vietnam e a sua influência perante os negros começava a incomodar várias pessoas. Foi então que no dia 4 de abril de 1968 ele foi assassinado.
Mas até hoje ele é lembrado, discutido e estudado nas escolas. Nos EUA existe um feriado para relembrar os seus feitos e  suas lutas.


FRASES DE MARTIN LUTHER KING

“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”.

“Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios”.

“Eu também sou vítima de sonhos adiados, de esperanças dilaceradas, mas, apesar disso, eu ainda tenho um sonho, porque a gente não pode desistir da vida”.

“Quem aceita o mal sem protestar, coopera realmente com ele".