sexta-feira, 14 de outubro de 2011
dia mundial da alimentação - 16 de outubro
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
outubro - mês das bibliotecas escolares
domingo, 9 de outubro de 2011
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
outubro - mês das bibliotecas escolares
terça-feira, 27 de setembro de 2011
contra o tempo (contratempo?)

Ó César
não sou uma mulher moderna
não me ligo à net
gosto de compras ao vivo
cujas listas faço em cadernos de argolas
que depois esqueço
e só me lembro de elixir para aclarar a voz,
tenho tantas embalagens
como Warhol de Tomato Soup
ou de detergente Brillo,
para que ao chegares a casa
te envolva, te abrace e te queira
mas nem só de voz vive o homem,
dizes tu,
e então a minha saúda-te
como a daqueles que vão morrer.
Ana Paula Inácio
revista Telhados de Vidro, nº3
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
ainda o (novo) acordo ortográfico

Recado para os mais renitentes...é preciso mudar para que tudo continue na mesma...
Não é a primeira vez que, em Portugal, se revê o modo como se redige o Português. Ao longo do século XX, houve várias reformas ortográficas. Em 1911, por exemplo, suprimiu-se o uso do "y" e as consoantes duplas como o "ph", o "ll" ou o "th" e, por isso, os nossos antepassados deixaram de escrever "orthographia", "diccionario" e "physica". Depois, em 1945, caiu o trema na variante portuguesa e, em 1973, os advérbios de modo deixaram de ser acentuados.
Se tiveres dúvidas em relação ao novo acordo, no Portal da Língua Portuguesa (www.portaldalínguaportuguesa.org), encontras uma aplicação gratuita que te permitirá converter o conteúdo de ficheiros de texto para a grafia que está, neste momento, a ser introduzida.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
JOSÉ NIZA - 1938-2011
A música “E Depois do Adeus”, interpretada por Paulo de Carvalho, e que ficou para a história como uma das senhas musicais do Movimento das Forças Armadas na revolução de 25 de Abril de 1974, foi escrita por si.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
POEMA

De tarde, no campo, nenhum pássaro cantou;
e só neste fim de dia um vento traz o assobio
da primavera melancólica: despedidas,
imagens breves, nenhuma inspiração. O sopro nocturno,
porém, anuncia um reflexo de espelho no fundo
do corredor. A voz surge de um dos quartos
em que a ausência se perde. Um baço
murmúrio se aproxima do gemido que evoca
o mar - sem que a onda se decida, quebrando
o som agonizante. Então, abro a porta
e chamo-te; sabendo que só a noite me responderá.
Nuno Júdice, in «Poesia Reunida 1967 -2000»,
o prazer da matemática

... é o título de uma colecção de livros da Gradiva.
«Não há homens mais inteligentes do que aqueles que são capazes de inventar jogos. É aqui que o seu espírito se manifesta mais livremente. Seria desejável que existisse um curso inteiro de jogos tratados matematicamente.» Leibniz, 1715
Alguns livros desta coleção acabaram de chegar à nossa biblioteca. Se gostas de desafios, passa por lá e aventura-te...Os títulos são sugestivos!
"O festival mágico da matemática"
"Ah, apanhei-te!" -( paradoxos de pensar e chorar por mais...)
"Rodas, vida e outras diversões matemáticas"
"Matemática, magia e mistério"
"Jogos, conjuntos e matemática" - (enigmas e mistérios)
"Matemáquinas" -(o ponto de encontro da matemática com a tecnologia)
"Círculos viciosos e o infinito" - (antologia de paradoxos)
"Aventuras matemáticas"
domingo, 11 de setembro de 2011
A viagem começa amanhã...

Que voz é essa
que vem da floresta
e não do meu coração?
Pois os pássaros não cantam apenas
na minha imaginação?
Existem em cor e penas
na realidade desta canção
de mim tão alheia?
Ó pássaro autêntico,
volta a ser ideia.
JOSÉ GOMES FERREIRA
terça-feira, 6 de setembro de 2011
novo ano, novas vidas
NA BIBLIOTECA

O que não pode ser dito
guarda um silêncio
feito de primeiras palavras
diante do poema, que chega sempre
demasiadamente tarde,
quando já a incerteza
e o medo se consomem
em metros alexandrinos.
Na biblioteca, em cada livro,
em cada página sobre si
recolhida, às horas mortas em que
a casa se recolheu também
virada para o lado de dentro,
as palavras dormem talvez,
sílaba a sílaba,
o sono cego que dormiram as coisas
antes da chegada dos deuses.
Aí, onde não alcançam nem o poeta
nem a leitura,
o poema está só.
E, incapaz de suportar sozinho a vida, canta.
MANUEL ANTÓNIO PINA
Cuidados intensivos
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
já não é possível

Já tudo é tudo. A perfeição dos
deuses digere o próprio estômago.
O rio da morte corre para a nascente.
O que é feito das palavras senão as palavras?
O que é feito de nós senão
as palavras que nos fazem
Todas as coisas são perfeitas de
Nós até ao infinito, somos pois divinos.
Já não é possível dizer mais nada
mas também não é possível ficar calado.
Eis o verdadeiro rosto do poema.
Assim seja feito a mais e a menos.
nem o princípio do mundo
calma
é apenas um pouco tarde
erva daninha
1982
quarta-feira, 20 de julho de 2011
mar dentro de folhas
sábado, 16 de julho de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
Fernanda de Castro por Maria Lencastre
No dia 21 de Maio, no auditório da EB D. Manuel I, realizou-se o Concurso de Poesia Declamada. Numa competição com um número considerável de participantes, bem como de assistentes, os concorrentes surpreenderam todos os presentes pela qualidade apresentada, nesta actividade organizada pelo Grupo Disciplinar de Língua Portuguesa (3.º ciclo).
A vencedora foi a aluna Maria Lencastre (7ºD), que declamou um belíssimo poema de Fernanda de Castro.
domingo, 19 de junho de 2011
comparar-te a um dia de Verão
Comparar-te a um dia de Verão?Há mais ternura em ti, ainda assim:
Um Maio em flor às mãos do furacão,
O foral do Verão que chega ao fim.
Por vezes brilha ardendo o olhar do céu;
Outras, desfaz-se a compleição doirada,
Perde beleza a beleza; e o que perdeu
Vai no acaso, na natureza, em nada.
Mas juro-te que o teu humano Verão
Será eterno; sempre crescerás
Indiferente ao tempo na canção;
E, na canção sem morte, viverás;
Porque o mundo, que vê e que respira,
Te verá respirar na minha lira"
William Shakespeare, in "SONETOS"








