terça-feira, 7 de junho de 2011
Miguel Torga sentido por ...
Este foi um trabalho apresentado pela aluna Heloísa Pereira, do 9ºA. Pela qualidade e empenho, os nossos Parabéns!!
quarta-feira, 1 de junho de 2011
hoje é o dia!!
É um dia em que cabem
todos os dias do ano
e as coisas mais bonitas
que não podem causar dano:
os sonhos e os brinquedos,
as festas, as guloseimas,
a sombra de alguns medos
a casmurrice das teimas
e também, com fartura
o afecto e o carinho
com que se faz a ternura,
para mostrar ao mundo
que a guerra é uma loucura
e que o gosto de ser menino
é o nosso eterno destino.
José Jorge Letria, O livro dos dias
domingo, 29 de maio de 2011
fui sabendo de mim
domingo, 15 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
viagem de 360 graus

Os alunos do 1º C da Escola da Estação partiram à descoberta da cidade, através de uma visita à Torre de Tavira. Numa viagem de 360 graus viram o rio Gilão e as pontes que o atravessam. Entre os telhados descobriram as torres das igrejas e observaram quem passeava pelas ruas e jardins, tudo em tempo real.
Através da palavra, viajaram no tempo enquanto escutavam a Lenda da Moura do Castelo, e muitos foram os valentões que se candidataram para a ir desencantar.
A Câmara Obscura funciona com o princípio óptico utilizado por Leonardo Da Vinci, e é como uma grande janela sobre a nossa cidade.
Quem quer ir espreitar?
Através da palavra, viajaram no tempo enquanto escutavam a Lenda da Moura do Castelo, e muitos foram os valentões que se candidataram para a ir desencantar.
A Câmara Obscura funciona com o princípio óptico utilizado por Leonardo Da Vinci, e é como uma grande janela sobre a nossa cidade.
Quem quer ir espreitar?
ser bom aluno, bora lá?

A Biblioteca Escolar vem por este meio informar toda a Comunidade Educativa que no dia 18 de Maio de 2011, pelas 10h15m, o Dr. Jorge Rio Cardoso, autor do livro: “Ser bom aluno, bora lá?”, realiza uma palestra no auditório da Escola Básica D. Manuel I.
Esta iniciativa deve-se ao convite da Biblioteca Municipal Álvaro de Campos e está aberta a toda a Comunidade Educativa.
Esperamos por ti!!!
Esta iniciativa deve-se ao convite da Biblioteca Municipal Álvaro de Campos e está aberta a toda a Comunidade Educativa.
Esperamos por ti!!!
quinta-feira, 5 de maio de 2011
imensos caminhos
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Na morada do tempo...
"Na morada do Tempo" é um projecto através do qual as crianças são convidadas a fazer uma viagem por um bosque onde vão encontrar diferentes árvores como metáforas do "Nascer" até ao "Nós". Enquanto a árvore dos "Ecos" simboliza a memória, a identidade, a árvore dos "Sonhos" representa o ciclo do crescimento, a partir da qual e depois de passar por outras etapas, se chega às árvores da "Palavra" e dos "Nós", enquanto elementos de relação com os outros. 

domingo, 1 de maio de 2011
às mães, de todos

Quando Eu For Pequeno
Quando eu for pequeno, mãe,
quero ouvir de novo a tua voz
na campânula de som dos meus dias
inquietos, apressados, fustigados pelo medo.
Subirás comigo as ruas íngremes
com a certeza dócil de que só o empedrado
e o cansaço da subida
me entregarão ao sossego do sono.
Quando eu for pequeno, mãe,
os teus olhos voltarão a ver
nem que seja o fio do destino
desenhado por uma estrela cadente
no cetim azul das tardes
sobre a baía dos veleiros imaginados.
Quando eu for pequeno, mãe,
nenhum de nós falará da morte,
a não ser para confirmarmos
que ela só vem quando a chamamos
e que os animais fazem um círculo
para sabermos de antemão que vai chegar.
Quando eu for pequeno, mãe,
trarei as papoilas e os búzios
para a tua mesa de tricotar encontros,
e então ficaremos debaixo de um alpendre
a ouvir uma banda a tocar
enquanto o pai ao longe nos acena,
lenço branco na mão com as iniciais bordadas,
anunciando que vai voltar porque eu sou
[pequeno
e a orfandade até nos olhos deixa marcas.
José Jorge Letria, in "O Livro Branco da Melancolia"
Quando eu for pequeno, mãe,
quero ouvir de novo a tua voz
na campânula de som dos meus dias
inquietos, apressados, fustigados pelo medo.
Subirás comigo as ruas íngremes
com a certeza dócil de que só o empedrado
e o cansaço da subida
me entregarão ao sossego do sono.
Quando eu for pequeno, mãe,
os teus olhos voltarão a ver
nem que seja o fio do destino
desenhado por uma estrela cadente
no cetim azul das tardes
sobre a baía dos veleiros imaginados.
Quando eu for pequeno, mãe,
nenhum de nós falará da morte,
a não ser para confirmarmos
que ela só vem quando a chamamos
e que os animais fazem um círculo
para sabermos de antemão que vai chegar.
Quando eu for pequeno, mãe,
trarei as papoilas e os búzios
para a tua mesa de tricotar encontros,
e então ficaremos debaixo de um alpendre
a ouvir uma banda a tocar
enquanto o pai ao longe nos acena,
lenço branco na mão com as iniciais bordadas,
anunciando que vai voltar porque eu sou
[pequeno
e a orfandade até nos olhos deixa marcas.
José Jorge Letria, in "O Livro Branco da Melancolia"
terça-feira, 26 de abril de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
SEMPRE!!!

Não podemos
deixar
que a liberdade seja
tornada em amargor
ou sonho apenas
feito de memória-luz, fragor
O cravo uma metáfora
que se esgueira.
Vinte e Cinco de Abril à beira-Tejo
Perigando e oscilante
a desfolharem-na,
da sua utopia, enquanto dela
sabemos de salvar e tanto
querer, por quem sempre
lutou para ser lume
Em tumulto de asa
quando voa, bela
redentora e visionária
A transformar
o mundo
e já mudando
Rútila
audaz
e passionária
deixar
que a liberdade seja
tornada em amargor
ou sonho apenas
feito de memória-luz, fragor
O cravo uma metáfora
que se esgueira.
Vinte e Cinco de Abril à beira-Tejo
Perigando e oscilante
a desfolharem-na,
da sua utopia, enquanto dela
sabemos de salvar e tanto
querer, por quem sempre
lutou para ser lume
Em tumulto de asa
quando voa, bela
redentora e visionária
A transformar
o mundo
e já mudando
Rútila
audaz
e passionária
Maria Teresa Horta
Lisboa, 25 de Abril de 2011
Lisboa, 25 de Abril de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
dia mundial do livro
O Fim é o princípio. Uma página que se vira.Somos a tinta fresca em folha áspera.
A capa dura. Aquilo que procura. Somos a História.
Desde sempre. O terramoto de 55 e a revolução de 74.
Somos todos os nomes. As pessoas do Pessoa.
Alexandre Herculano e Ramalho Ortigão.
O mundo na mão.
Ponto de encontro. De quem pensa. De quem faz pensar.
Temos pele enrugada de acontecimento. As páginas são nossas.
E o pó que descansa na capa também. Sabemos falar
de guerra e paz, explicar a origem das espécies e dizer qual
a causa das coisas. Somos o que temos. A tradição e a vocação.
A atenção. A opinião. A história de dor e de amor.
Somos o nome do escritor. A mão do leitor.
SOMOS LIVROS.
in "Público", 23 de Abril 2011
Marcadores: Livros
DIA DO LIVRO,
literatura,
livro
quarta-feira, 20 de abril de 2011
do rio que tudo arrasta...

Do rio que tudo arrasta se
diz que é violento
Mas ninguém diz violentas as
margens que o comprimem.
Bertold Brecht
diz que é violento
Mas ninguém diz violentas as
margens que o comprimem.
Bertold Brecht
quinta-feira, 14 de abril de 2011
à cata de novos leitores
CATA LIVROS é o novo projecto desenvolvido pela equipa GULBENKIAN/CASA DA LEITURA que utiliza a internet para aproximar os jovens leitores de um conjunto de títulos essenciais da literatura para infância e juventude, com destaque para a produção nacional, assentando no carácter lúdico e interactivo das narrativas e desafios propostos. A apresentação do sítio CATA LIVROS realizou-se no dia 5 de Abril, pelas 15 horas, na sala infantil da Biblioteca Municipal de Oeiras. Os livros abordados são escolhidos segundo critérios de qualidade literária e estética, mas também de representatividade histórica e estilística, sem descurar a atenção ao texto e ao grafismo. Cada mês terá um tema diferente (para começar, por exemplo, «Histórias de bichos estranhos») e, dentro desse tema, um livro destacado e, pelo menos, dezanove outros abordados de modos diversos. AQUI
Marcadores: Livros
ler é...,
literatura,
livro
segunda-feira, 11 de abril de 2011
regressou
sexta-feira, 8 de abril de 2011
e o vencedor será...
Os nossos agradecimentos a todas as equipas participantes (aqui desordenadas aleatoriamente!):
- Dit
- Asa
- M.D.J.
- Shakes e Fidget
- The best girls
- Damas
- Boys dead
- Os melhores
- Candies
- Street boys
- Mini-malaguetas
- Bolas de Berlim
- Pastelitos de nata
- As coelhas da Páscoa
- Xuxus
- @páscoa
- Cracks da leitura
toca a ler e a correr
Para acabar o 2º Período em beleza, a Biblioteca levou a cabo um Bibliopaper com equipas do 2º ciclo. Como a rapaziada gosta muito de correr e...um bocadinho menos de ler, juntaram-se as duas numa só...para correr deveriam ler cada quadra com atenção...Boa malha!!!
Seguem-se as quadras:
1.º posto
Neste espaço que é vosso
As mochilas podem guardar
Como às vezes não chegam
Têm que aprender a partilhar.
2.º posto
O que agora vamos testar
É se estão prontos a ler
Tentem lá adivinhar
Onde é que vão já a correr…
3.º posto
Segunda prova superada,
É tempo de ir conhecer
O espaço mais novo do Agrupamento
Onde começam a aprender.
4.º posto
Mens sana in corpore sanu
É latina esta expressão
Fala da saúde da mente e do corpo
Que devemos sempre ter em atenção.
5.º posto
Se vos apetece já lanchar
É melhor isso esquecer
Pois hão-de antes procurar
A próxima prova a fazer…
6.º posto
Já estão perto do final
Ao início devem voltar
Rapidez é palavra-chave
Para quem quer ganhar.
Esperamos que tenham gostado
E que voltem a participar
Agora é esperar pelos resultados
Que depois vamos afixar.
É importante lembrar
Que a leitura é um prazer
E é muito bom passar
Algum tempo a ler!!
terça-feira, 5 de abril de 2011
a outra lógica
Descoberta da «outra» matemática
Ai o ponteiro da tortura
naquela sala
que a matemática tornava mais escura
em vez de iluminá-la.
Felizmente só o nada-de-mim ficava lá dentro.
O resto corria no pátio-em-que-nos-sonhamos
pássaro a aprender os cálculos do vento
aos saltos para os ramos.
Mas só quando voltava para casa à tardinha
encontrava a minha verdadeira matemática à espera
na lógica dura das teclas do piano,
no perfil-oiro-pedra da vizinha,
na flauta de água macia do tanque-
chuva de Mozart nos zincos da Primavera…
José Gomes Ferreira
segunda-feira, 4 de abril de 2011
sentidos alerta
Durante a tarde de 23 de Março, a professora e artísta plástica Paula Rodriges orientou um workshop dirigido a todas as turmas da Escola da Estação O tema foi a poesia e a partir de poemas os alunos foram desafiados a realizar algumas pinturas, que se encontram expostas na biblioteca. Aqui fica um cheirinho do que por lá se pode apreciar...
" Mar"
" Mar" A tua presença iluminará o meu ser
e elevar-se-á ao infinito, ao mais alto,
como uma chama acesa dentro do meu peito...
E cessando sobre uma onda enrolada
na areia de uma praia,
que depois "morre" e acaba em nada!
" Aurora Boreal"
És o meu sonho do deserto,
Luz intensa que me aquece a Alma,
Ao anoitecer fez-se o certo,
no que parece uma ilustre Aurora... .
"Luz de uma flor"
"Luz de uma flor"Essa luz que mostras, encanta-me!...
encanta-me de verdade.
Pois com ela criaste a flor
que fez do pensamento, a palavra...
...saudade!!!
"Nascimento do Mar"
Ó tu meu belo mar de encanto,
nasceste como um embrião,
no deserto fez-se o embalar,
para navegar contigo no calor desta emoção...
domingo, 3 de abril de 2011
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