quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019


SEMANA DA LEITURA 2019


Capitão miau, miau




O Professor Jorge Courela  veio à escola com o livro " Capitão miau, miau".

Houve várias sessões com os  alunos do pré-escolar ( Eco e D.Manuel I) , do 1º ano (EB 1 nº1) e do 3º e 4º ( D.Manuel I).

Os alunos ficaram a conhecer as aventuras do Capitão Miau Miau, o Gato Sapato e a Gata Felícia, em busca da ilha misteriosa e sua fonte sagrada.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2019


PRAZERES

O primeiro olhar da janela de manhã
O velho livro de novo encontrado
Rostos animados
Neve, o mudar das estações
O jornal
O cão
A dialética
Tomar duche, nadar
Velha música
Sapatos cómodos
Compreender
Música nova
Escrever, plantar
Viajar, cantar
Ser amável.


Bertold Brecht, in 'Do Pobre B.B.'

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Concurso Nacional de Leitura

 Informa-te na biblioteca da escola!
 

A 13.ª Edição do Concurso Nacional de Leitura (CNL) decorre entre o dia 3 de outubro de 2018, data oficial de abertura, e o dia 25 de maio de 2019, dia da grande final, em Braga.
O objetivo central do Concurso Nacional de Leitura é estimular o gosto e os hábitos de leitura e melhorar a compreensão leitora. A iniciativa tem como destinatários alunos dos 1.º,2.º, 3.º ciclos do ensino básico e alunos do ensino secundário.

SEMANA DA LEITURA 2019

A Semana da Leitura irá decorrer de 11 a 15 de março.

Guarda a data!

SEBASTIÃO, de Rosy Gadda Conti

OUTRA FORMA DE LER

No dia 30 de janeiro, alguns alunos do 5ºD participaram numa atividade de promoção da leitura, onde lhes foi proposto que imaginassem uma história a partir de ilustrações do livro " Sebastião". Como verdadeiros autores criativos, estes sonharam e  brincaram com as palavras, exteriorizando emoções e sentimentos. Um livro é também um objeto de afetos...há que os descobrir em cada voltar de página...










terça-feira, 29 de janeiro de 2019





Os números das armas são de prisioneiros de campos de concentração nazis. Os números substituíram os seus nomes nos campos e foram tatuados para que pudessem ser facilmente rastreados pelos alemães.



segunda-feira, 28 de janeiro de 2019





LIVROS QUE PODES ENCONTRAR NA BIBLIOTECA





Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.
Oitavo livro de poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, «Geografia» foi publicado pela primeira vez em 1967, pelas Edições Ática. Deste livro fala-nos Frederico Lourenço, eloquentemente, no seu prefácio a esta edição: «Trata-se de um livro cujo carisma de perfeição tenho vindo a confirmar renovadamente através de sucessivas releituras ao longo de várias décadas: livro onde não encontro somente alguns dos momentos mais altos da obra da autora, porque nele se encontram alguns dos momentos mais extraordinários de toda a história da poesia em língua portuguesa. Digo mais: "Geografia" contém enunciados poéticos que disputam com famosos versos de Virgílio, de Racine e de Keats a palma do verso mais belo da literatura universal.»
A presente edição respeita a fixação de texto resultante do trabalho de Maria Andresen Sousa Tavares e Carlos Mendes de Sousa, e mantém a antiga grafia.






Publicado pela primeira vez em 1972, «Dual» retoma a obsessão pelo mar, um tema muito frequente na obra da autora. Os poemas deste livro evocam uma luta dramática contra a injustiça, opondo a um real turvo e opaco um outro, idealizado como um espaço claro e transparente.


A presente edição respeita a fixação de texto resultante do trabalho de Maria Andresen e Carlos Mendes de Sousa, e conta com um prefácio de Eduardo Lourenço. É respeitada a antiga grafia.




«Coral é o terceiro livro de poesia de Sophia de Melo Breyner Andresen. Publicado pela primeira vez em 1950, segue-se a Poesia de 1944, em Coimbra e a Dia do Mar, que saíra em Lisboa em 1947.
Este novo livro de Sophia retoma e concentra-se naquelas formas poemáticas e naqueles procedimentos e gestos retóricos, estilísticos e prosódicos que, desde o início, contribuíram para a singularização da sua obra poética.» (Manuel Gusmão). As edições de Sophia de Mello Breyner Andresen na Assírio & Alvim preservam a antiga grafia.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

A bailarina


Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.

Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá

Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.

Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.

Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.
                                            Cecília Meireles

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

cartazes publicitários, 6ºA

Estes cartazes foram criados pelos alunos do 6ºA, nas aulas de Português. Criativos e apelativos...













cartazes publicitários - 6ºC


Estes cartazes foram elaborados pelos alunos do 6º C, nas aulas de Português. Os nossos publicitários estão todos de parabéns!








Ainda a tempo de as ver...aqui


Ainda se encontram em exposição, na biblioteca, as estrelas criadas pelos alunos do sétimo ano, na disciplina de Educação Visual. Vem admirar "um céu maior que este mundo".

Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo.
Cecília Meireles

Ligia Boldori veio à escola

No dia 15 de janeiro, a autora do livro O TRIATLO DO LUCCA E OS SEUS AMIGOS, veio contar esta história aos meninos do 1º ciclo.


A história traz uma empolgante competição, o Triatlo (ciclismo, natação e corrida). A história passa-se  no percurso traçado para a competição: entre o castelo, a vila e a floresta, no reino do príncipe Lucca,  personagem principal da coleção. Os seus amiguinhos, príncipes e princesas de outros reinos e as crianças da vila, assim como alguns animais amigos, estarão juntos nesta divertida disputa desportiva que,  além de divertida, fala sobre a alimentação saudável e o desporto amigável (fair play).
O livro está escrito em duas línguas (português e inglês) e aborda temas didáticos, ensinando sem perder o encanto da imaginação e a magia das histórias “era uma vez”.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019




Liberdade

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"




Uma das livrarias mais emblemáticas do país (e do mundo) celebrou este domingo, 13, o seu 113.º aniversário. Que bom seria entrar e sentir o silêncio dos livros, num doce apelo à leitura!
Parabéns, Livraria Lello!



quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

do orgulho que temos...

Um dos que por cá passou... A escola vai com ele, vai com todos...

Mariano Alejandro Tomasovic Ribeiro nasceu em Buenos Aires, em 1993.

Aos dez anos a sua família deixou a Argentina e estabeleceu-se em Portugal (Tavira). Estudou em várias Universidades, passando pelos cursos de História da Arte, Medicina e Psicologia, tendo uma licenciatura neste último e uma pós-graduação em Teoria da Literatura.
Colaborou com ficção e poesia nas revistas “Os Fazedores de Letras” (FLUL), “Modo de Usar & Co.”, “Flanzine” e “Enfermaria 6”, e escreve na secção de Literatura do Jornal i.
Antes da Iluminação é o seu primeiro livro de poemas, editado em 2016.
Em 2017, lançou, no Brasil, o livro Cabeça de Cavalo e, em Portugal, Carta em Fuga Para Cravo e Drá.


Antonin Artaud, de Mariano Alejandro

O poema começa com o Sr. Prufrock
A aparar os pelos do nariz
Com aquela tesourinha pequena
Então vem, diz ele
Till human voices wake us
E corta imediatamente para um  
Plano lato do celeiro em Paumanok
Ao amanhecer
O homem-pardo é o homem-montanha
Disso não há dúvida
Acordei hoje e soube logo  
Que a inclinação da janela
Para os lados da sombra
Com os lençóis suados e tudo
Era a melhor maneira de ler
Whitman
Mesmo com colheitas fracas
E com anos de seca
A vida permanece líquida
Num jeito que diz
De dentes cerrados
«O riacho voltou a correr» 
E a minha reacção é sempre
A mesma
Pões a quinta e roças-me
Gentilmente com as costas da mão  
Gordinha a perna
O joelho estremece
E as aves de passagem
Nem sei o que dizer


Aqui as manhãs sem neblina
Continuam a ser a melhor altura
Para ler Antonin Artaud
No jornal antigo engatafunhado
Por dísticos orientais
Dos tempos em que aprendia línguas
Na internet
A caneta rebentou no papel
Do jornal dizia 逸れる  
I’ve been lost and found
I’ve been lost and found
A montanha continua a ser
O melhor que aconteceu ao  
Meu diário
Depois disso, não sobrou ninguém
Mas é assim que funciona
O ar cá em cima, é sempre assim
Já o sabíamos
O Sr. Prufrock pousa
A tesourinha
Olha-se ao espelho
Fim do poema