sábado, 6 de abril de 2019

ROSA, MINHA IRMÃ ROSA, de Alice Vieira

Os alunos do 6ºA e do 6ºC leram a história da Mariana, filha única,  que tem dez anos quando Rosa nasce. Mariana vive dias de angústia, pois vai passar a partilhar tudo com a irmã: o quarto, o tempo dos pais, o afeto da família - incluindo a Avó Elisa que desconfia do progresso, e a Tia Magda, que tem um dente de ouro, uma fala que mete medo e só gosta de estrelícias e antúrios. Mas pelo menos a recordação da Avó Lídia e a amizade de Rita ela não quer dividir com mais ninguém.  Mariana começa por sentir que a irmã Rosa é «uma intrusa», mas o tempo a fará mudar de sentimento...
 Os alunos destas turmas ilustraram passagens desta história. Parabéns, ilustres ilustradores!!!




















quinta-feira, 4 de abril de 2019

O 4ºano visitou hoje a Biblioteca

Hoje de manhã, as turmas do 4ºano vieram devolver e requisitar livros... porque ler faz parte dos seus planos de férias. E assim se vão formando e aproveitando o que de bom tem a vida. Aos professores dessas turmas a Biblioteca agradece o incentivo que vão teimando em dar.
Aos alunos foram-lhe oferecidos marcadores de livros, feitos com todo o carinho pela Dª Lurdes. Para ela vai uma salva de palmas...




POEMUS




Poemus
Ciclo de Poesia e Música da
Casa Álvaro de Campos / Tavira na Escola D.Manuel |
qui 28. MARÇO. 2019
Sessão #10
O Pássaro Escritor
Maria Adelaide Fonseca | Ricardo Coelho
Maria Adelaide Fonseca | voz
Ricardo Coelho | piano eléctrico

O PÁSSARO ESCRITOR é um recital dedicado aos alunos do 1ºciclo. O projeto alia a música à poesia, numa simbiose muito sensível que é característica destes dois mundos. Marca uma fronteira muito ténue entre a poesia/palavra e a poesia/música. É nesta sensibilidade que se desenvolve este projeto dirigido a crianças. Poemas de Fernando Pessoa, Cecília Meireles, Manuel António Pina, Maria Rosa Colaço, Luísa Ducla Soares, João Pedro Mésseder entre outros, aliam-se a compositores como L. V. Beethoven, Heitor Villa-Lobos, Debussy, Ivo Cruz, Freitas Branco, Astor Piazzola entre outros também.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

LIVROS QUE PODES REQUISITAR NA BIBLIOTECA


Vá lá, aproxima-te, leitor. E tu, leitora. Não tenhas medo. Estou preso vai para três anos. Não vês as grades? Não te consigo tocar. Receias sequer olhar-me? Então escuta só, vou contar-te do escritor conceituado. Soube agora que sou seu filho. Não se lembra sequer da minha mãe, não sabia de mim. Recompôs-se, aceita-me, vem-me buscar. Vai-me conseguir a liberdade. É famoso, influente, já viste a minha sorte? Se me ouvires, vais saber que a mulher dele nem sonha que existo, vais ver o neto autista que ele finge não ver. Mais o padre que se dedicou a mim na prisão, que acredita que ainda vou a tempo, que jurou que não me deixa apodrecer aqui. O padre que me perdoa o crime horrível. Sim, o crime. Mas não te assustes. Não te afastes agora. Confia nas grades. Aproxima-te. Vou-te contar.




Na Goa de finais do século XVI, e apesar dos enormes esforços da Inquisição no sentido de proibir nativos hindus e imigrantes judeus de praticar as suas crenças religiosas, a família Zarco, a viver nos limites do território colonial, mantém-se fiel às suas raízes luso-judaicas. Tiago e a irmã Sofia gozam uma infância serena, aprendendo com o pai a arte de ilustrar manuscritos e com a cozinheira Nupi o mundo inebriante das festividades hindus.
No entanto, quando primeiro o pai e depois o filho são feitos prisioneiros pela Inquisição, a família desmorona-se e a desconfiança começa a grassar no peito de Tiago. Apenas alguém próximo os poderia ter denunciado. Determinado a vingar-se, Tiago vê-se obrigado a enfrentar a traição e a reavaliar as suas mais profundas crenças.
Um romance histórico magistral. Um hino à vida. Um grito contra a intolerância. Uma história de amor, ciúme e vingança narrada com a mestria a que Richard Zimler nos habituou desde o primeiro livro.



Em 1974, uma revolução em Lisboa apanha de surpresa centenas de milhares de portugueses que vivem em Angola. A partir desse dia inicia-se a derrocada imparável de uma sociedade inteira que, tal como um navio a afundar-se, está condenada à destruição e à ruína. Em escassos meses, trezentos mil portugueses são obrigados a largar tudo e a fugir, embarcando numa ponte aérea e marítima que marca o maior êxodo da história deste povo. Para trás ficam as suas casas, os carros e até os animais de estimação. Empresas, fábricas, comércio e fazendas são abandonados enquanto Luanda, a capital da jóia da coroa do império português, é abalada por uma guerra civil que alastra ao resto do território angolano. Três movimentos de libertação, cujos exércitos estavam derrotados a 25 de Abril de 1974, estão novamente activos e combatem entre eles pelo poder deixado vazio pelas Forças Armadas portuguesas. É neste cenário de total desorientação social e de insegurança generalizada que Nuno, um aventureiro que há anos atravessa os céus do sertão angolano no seu avião, Regina e o filho de ambos se movem, numa extraordinária luta para sobreviverem à violência diária, às perseguições políticas, às intrigas e traições que fazem de Luanda uma cidade desesperada. Esta é a história de coragem e abnegação de um casal surpreendido, tal como milhares de outros, num processo de degradação que se deve à recusa do Exército em defender os seus próprios compatriotas a favor de um movimento até há pouco inimigo, ao desinteresse dos políticos, à total incapacidade do governo de Lisboa para impor os termos de um acordo assinado no Alvor e constantemente violado em Angola e à intervenção militar das duas potências mundiais envolvidas numa guerra fria que é combatida por intermédio dos exércitos regionais.



Há quanto tempo não se senta para um longo almoço entre amigos? Ou faz um passeio sem pressas com os seus filhos? Ou bebe um chá quente, lê um livro? Há quanto tempo sente que não tem tempo?
  O Slow Food, esteve na raiz do Movimento Slow. Nasceu da necessidade de defesa das tradições gastronómicas, em Itália no final da década de 1980. Ao longo dos anos o conceito slow cresceu, abrangendo várias áreas da sociedade. Hoje são comuns os termos Slow Food, slow Work, , Slow Travel, Slow School ou Slow Aging. O que une estes movimentos é o mesmo princípio: aprender a ter tempo para a vida e para tudo o que dela faz parte.
  Os dias são velozes, tão rápidos que na maioria das vezes achamos que os perdemos no meio de tanta obrigação. A tirania da pressa do dia a dia desvia-nos do fundamental: um espaço onde consigamos ser (mais) felizes. E como se pode mudar isso? Slow - As Coisas Boas Levam Tempo vai ensinar-lhe como pode começar a desfrutar dos dias e a saborear os momentos que enriquecem a vida.



Um canhão assombrando uma cidade. Um patíbulo armado de noite. Um istmo que conduz a uma cratera. Uma diligência cercada por cães selvagens. Nuvens de grifos imundos sobre o mar. A batalha sangrenta dos pescadores. Uma galeria de anarquistas, mais nobres que plebeus. A casa de Madame Ricciarda. A casa de Madame Musette. Dois jesuítas. Um padre que toca violoncelo. Um navio que não chega mais. Uma opereta com ecos de tragédia. Sol, luz, névoa e lua. Oito mulheres, amores duplos, triplos e quádruplos. De como a vida engana a morte. Ou o inverso. Porque há em gente pacata uma apetência de morte tão grande? Porque é que nunca se regressa daquela viagem? Porque é que aquele navio não chega? Porque é que aquele canhão jamais dispara?

domingo, 31 de março de 2019



POR TODOS OS CAMINHOS DO MUNDO

A minha poesia é assim como uma vida que vagueia
pelo mundo,

por todos os caminhos do mundo,
desencontrados como os ponteiros de um relógio velho,
que ora tem um mar de espuma, calmo, como o luar
num jardim noturno,

ora um deserto que o simum veio modificar,
ora a miragem de se estar perto do oásis,
ora os pés cansados, sem forças para além.

Que ninguém me peça esse andar certo de quem sabe
o rumo e a hora de o atingir,
a tranquilidade de quem tem na mão o profetizado
de que a tempestade não lhe abalará o palácio,
a doçura de quem nada tem a regatear,
o clamor dos que nasceram com o sangue a crepitar.

Na minha vida nem sempre a bússola se atrai ao mesmo
norte.
Que ninguém me peça nada. Nada.
Deixai-me com o meu dia que nem sempre é dia,
com a minha noite que nem sempre é noite
como a alma quer.

Não sei caminhos de cor.

Fernando Namora, in Mar de Sargaços (1940)


quinta-feira, 28 de março de 2019

CONFLITOS E PROBLEMAS

Integrado no Projeto+Contigo, algumas turmas do 8ºano tiveram a oportunidade de assistir a várias  sessões sobre conflitos e problemas, em parceria com o Centro de Saúde de Tavira.






É TÃO BOM SER PEQUENINO

No Dia Mundial da Poesia, o Dinis, do 6ºC, brindou-nos com a declamação deste lindo poema de Carlos Conde (poeta popular- 1901-1981). Foi um momento que surpreendeu colegas e professora. Parabéns, Dinis!!



É tão bom ser pequenino
Ter pai, ter mãe, ter avós
Ter esperança no destino
E ter quem goste de nós

A velhice traz revés
Mas depois da meninice
Há quem adore a velhice
Para ser menino outra vez
Ser menino que altivez
De optimismo e desatino
Ver tudo bom e divino
Tudo esperança, tudo fé
Enquanto a vida assim é
É tão bom ser pequenino


Ver tudo com alegria
Sem delongas sem demoras
Viver a vida numa hora
Eternidade num dia
Ter na mente a fantasia
Dum bem que ninguém supôs
Ter crença sonhar a sós
Com a grandeza deste mundo
E para bem mais profundo
Ter pai, ter mãe, ter avós

Ter muito elevo a sonhar
Acordar e ter carinho
Ter este Mundo inteirinho
No brilho do nosso olhar
Viver alheio ao penar
Deste orbe torpe ferino
Julgar-se eterno menino
Supor-se eterna criança
E num destino sem esperança
Ter esperança no destino

Oh! Desventura, Oh! Saudade
Causas da minha inconstância
Dai-me pedaços de infância
Retalhos de mocidade
Dai-me a doce claridade
Roubando-a ao tempo atroz
Eu queria ter a minha voz
Para cantar o meu passado
E é tão bom cantar o fado 
E ter quem goste de nós.

Dia Mundial da Poesia

O Dia Mundial da Poesia pelos alunos do 6º C.



O poema me levará no tempo
Quando eu não for a habitação do tempo
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê

O poema alguém o dirá
Às searas

Sua passagem se confundirá
Com o rumor do mar com o passar do vento


O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento

No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas

(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)


Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas

E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen, Obra Poética, “Livro Sexto”, Assírio & Alvim, 2015, p. 457

Alunos de PLNM

O Agrupamento foi-se transformando ao longo dos anos num espaço multicultural, havendo alunos de várias nacionalidades e falantes de outras línguas.
Perante esta população escolar linguisticamente heterogénea, a disciplina de Português Língua Não Materna vem dar resposta às necessidades específicas destes alunos, desenvolvendo as competências linguísticas necessárias à integração efetiva dos alunos no Currículo Nacional. Sob a orientação da professora Elisabete Melita, os alunos de PLNM redigiram, em bom português, os textos que se seguem. Parabéns a todos os intervenientes...estão no bom caminho!




OLÁ! O MEU NOME É ANDREEA, TENHO 14 ANOS E VIVO EM LUZ DE TAVIRA. EU
 GOSTO MUITO JOGAR FUTEBOL. TENHO 5 IRMÃOS QUE SÃO MAIS VELHOS. OS MEUS MELHORES AMIGOS: VALERIA, CARLOTTA E TIAGO. AS MINHAS AULAS FAVORITASSÃO: EDUCAÇÃO FÍSICA E HISTÓRIA.
                       
                                                                  Andreea, 6ºF




Olá! Chamo-me Antónia e tenho doze anos. Eu sou búlgara. Eu vivo em Tavira. Eu tenho um irmão e ele tem dezanove anos. O meu irmão vive na Bulgária. Eu não tenho animal. Eu gosto muito Portugal porque é muito bonito. Eu andava na dança e no futebol na Bulgária. Eu gosto muito da minha escola porque eu tenho muito amigas.
                                                      Antónia, 6.ºD




Olá!
O meu nome é Charlie . Eu sou Inglês e tenho 11 anos. Vivo em Tavira. Estou em Portugal desde 2018.Eu gosto de Portugal. Tenho alguns amigos portugueses.(:
                                                 Charlie, 5ºE



Olá! Eu chamo-me Bozhidar Toyaganov. Eu tenho 12 (doze) anos. Eu tenho um irmão. Ele chama-se Nikolay. A minha nacionalidade é Búlgara. Eu moro em Tavira. As minhas aulas favoritas da escola são Educação Física e Inglês. Eu muito gosto de jogar Fortnite. A minha escola chama-se D.Manuel I. Nesta escola eu tenho muitos amigos. Os meus amigos favoritos chamam-se Afonso e Lourenço.

                                                          Bozhidar, 5ºH


Olá, eu chamo‑me Gabriel! Eu sou romeno, moro aqui em Portugal há 3 anos. A minha disciplina favorita  é educação  física..

                                                   Gabriel, 8ºF



Olá! Eu sou a Jasmine Kennedy. Tenho 14 anos e sou tailandesa. Vivo em Tavira há 3 anos. Eu gosto de comer; desenhar e ir à praia no verão.  Adoro os gatos e também gosto de jogar um jogo que se chama DOTA2 no Steam.

                                                    
                                                                         Jasmine, 8º A




Eu sou o João. Sou do Brasil, mas moro em Portugal. Eu tenho 10 anos e gosto muito de Portugal e da escola, mas é muito mais difícil. Tenho algumas dificuldades. Quando eu cheguei a Portugal achei tudo estranho.     
                                                  João, 5ºH                     


Olá, sou a Kristina Emily-Joy Potts.

Tenho 13 anos e tenho um sonho:  ser atriz.
Eu gosto de ler, escrever histórias e ver filmes de romance e ação.
Eu sou de Inglaterra mas agora vivo em Tavira. Eu vivo num grande apartamento.
A minha comida favorita é massa e a minha bebida favorito é smoothie de frutas vermelhas
                                            Kristina,8ºA

                                                     
Olá, eu sou Leila Lipiec
Eu tenho 13 anos
Eu sou Polaca.  Eu nasci em Łódź
Eu vivo em Santa Margarida (Tavira) desde 2017.
Eu gosto de atuar.
                                                                      Leila, 7ºA


Olá! Eu chamo-me Lika Danylenko . Eu sou da Ucrânia, sou Ucraniana. Moro em Tavira. Eu tenho 11 anos.
Não tenho irmãos. Eu gosto desenhar e cantar. Tenho dois animais: uma gatinha e um cachorro. Gosto muito desta escola!!!

                                             Lika, 5º H

Olá! O meu nome é LUKE. Eu tenho 13 anos de idade. Eu sou de Londres, Inglaterra.
                                  
                                          Luke, 7º C




Olá! Eu chamo-me Luna Dagon. Tenho 11 anos, eu sou Francesa e eu estou em Portugal desde o ano passado. As minhas disciplinas preferidas são Educação Física e EVT. Eu tenho uma irmã que se chama Chiara. Agora tenho muitos amigos. Gostou muito de Portugal.

                                                      Luna, 6ºC



Olá, sou a Valeria Dubinina. Eu tenho 14 anos. A minha nacionalidade é ucraniana. Meu aniversário é 25 de abril, é dia da Liberdade em Portugal. Eu moro com minha mãe em Luz de Tavira. A minha família toda agora mora na Ucrânia. Normalmente, eu gosto de desenhar, tocar no piano, tirar fotografias, dançar e ouvir música. Eu gosto muito de kpop, os meus grupos favoritos são BTS e BlackPink. Quando tiver 16 anos, eu quero ir para Coreia do Sul.
  
                                                                  Valeria, 8º A



Olá, eu sou Zara Caleça.
Eu tenho onze anos.
Eu sou Inglesa.
As minhas aulas favoritas na escola são Educação Física e Inglês.
Eu moro na Porta Nova num apartamento, mas acabei de comprar uma casa na qual vamos começar a morar.

                                     Zara, 7ºA




quinta-feira, 21 de março de 2019

Passaporte da Leitura II

Ainda durante a Semana da Leitura, foi entregue outro Passaporte da Leitura...desta vez o premiado foi o aluno do 5ºE, João Neto, por ter sido o 2º melhor leitor do 1º Período. Parabéns, João! Que continues a ler com prazer...




Passaporte da Leitura I

No primeiro dia da Semana da Leitura (11 a 15 de março), o aluno do 5ºD, Artur Duarte, recebeu da Biblioteca Escolar o seu Passaporte da Leitura, por ter sido o melhor leitor do 1ºPeríodo. PARABÉNS, Artur! Continua as tuas viagens e aventuras...




SEMANA DA LEITURA

Para comemorar a SEMANA DA LEITURA, alguns alunos do 6ºA marcaram presença na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, lendo textos inéditos e de autores escolhidos por si. Ficam aqui os registos das suas interpretações. A Biblioteca Escolar agradece ao Dominic, à Laura, à Frederica e à Lia a disponibilidade e participação empenhada.




segunda-feira, 18 de março de 2019


No dia 13 de março, no âmbito da Semana da Leitura, alguns alunos da turma B do 8.º ano leram poemas e outros textos aos alunos do 1.º ciclo.



No mesmo dia, alguns alunos do 6.ºA deslocaram-se à Biblioteca Municipal a fim de ler textos (poemas inéditos e outros). O mesmo grupo também leu na biblioteca da nossa escola para os alunos do 3.º ano.




Alguns alunos do 1º ano também participaram na leitura de textos, assim como o  7.ºC. 










terça-feira, 12 de março de 2019

Cláudia R. Sampaio


Tragam-me um homem que me levante com os olhos
que em mim deposite o fim da tragédia
com a graça de um balão acabado de encher
tragam-me um homem que venha em baldes,
solto e líquido para se misturar em mim
com a fé nupcial de rapaz prometido a despir-se
leve, leve, um principiante de pássaro 
tragam-me um homem que me ame em círculos
que me ame em medos, que me ame em risos
que me ame em autocarros de roda no precipício
e me devolva as olheiras em gratidão de estarmos vivos
um homem homem, um homem criança
um homem mulher
um homem florido de noites nos cabelos
um homem aquático em lume e inteiro
um homem casa, um homem inverno
um homem com boca de crepúsculo inclinado
de coração prefácio à espera de ser escrito
tragam-me um homem que me queira em mim
que eu erga em hemisférios e espalhe e cante
um homem mundo onde me possa perder
e que dedo a dedo me tire as farpas dos olhos
atirando-me à ilusão de sermos duas 
novíssimas nuvens em pé.
 
Cláudia R. Sampaio, in Ver no Escuro, ed. Tinta da China 

Galeria de autores, no Sobe e Desce

A Semana da Leitura arrancou a nível nacional e também em Tavira. Hoje damos destaque à Galeria de Autores que está a circular nos transportes urbanos Sobe e Desce. Uma oportunidade de viajar bem acompanhado!




segunda-feira, 11 de março de 2019

Um pássaro e uma cabeça

No dia 1 de março, anunciando já a Semana da Leitura, duas turmas do 2º ciclo tiveram o privilégio de assistir a um BELO espetáculo teatral , inspirado na poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen  e de Manuel António Pina, intitulado " Um pássaro e uma cabeça". 






BASTA IMAGINAR

Basta imaginar
um pássaro para o aprisionarmos
e depois imaginar o ar para o libertar
e imaginar asas para ele voar
e imaginar uma canção para ele cantar.


                                      M.A.P.

SEMANA DA LEITURA




Durmo. Se sonho, ao despertar não Sei
Durmo. Se sonho, ao despertar não sei
Que coisas eu sonhei.
Durmo. Se durmo sem sonhar, desperto
Para um espaço aberto
Que não conheço, pois que despertei
Para o que inda não sei.
Melhor é nem sonhar nem não sonhar
E nunca despertar.

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"