sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Educação Literária






Nos dias 21 e 23 de fevereiro, os alunos do 2ºano da EB D. Manuel I estiveram na biblioteca, onde ouviram a história para a Educação Literária “ A girafa que comia estrelas”, de José Eduardo Agualusa e realizaram uma atividade. A sessão foi dinamizada pela coordenadora da biblioteca.



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Semana da Internet Segura


A Semana da Internet Segura foi comemorada na Escola da Estação com sessões de sensibilização para a utilização responsável das redes sociais, dinamizada pelos alunos do Curso Vocacional, orientados pela professora Ana Reis, da escola sede.

Após uma apresentação das potencialidades das redes sociais e de diversos recursos que estão disponíveis on-line, os alunos foram alertados para alguns riscos que podem correr caso não façam um bom uso da internet.

Através de exemplos práticos e com recursos a imagens e a um vídeo, desenrolou-se uma sessão muito participativa, permitindo aos alunos mais novos aprender a:

- Usar a internet sempre na presença de um adulto;

- Nunca fornecer dados pessoais (nome, morada, escola que frequenta)

- Não publicar fotos suas, da família e amigos;

- Não acreditar em tudo o que lhe é dito ou que está escrito na internet;

- Não aceitar pedidos de amizade sem autorização dos pais;

- Nunca aceitar convites feitos através da internet.

A biblioteca escolar agradece aos alunos e docentes do Curso Vocacional o empenho nesta parceria para comemorar a Semana da Internet Segura.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

TRILHO das LENDAS de MOURAS ENCANTADAS

No passado dia 2 de fevereiro, os alunos do 3º ano da Escola da Estação participaram no Trilho das Lendas de Mouras Encantadas. Numa atividade de articulação curricular, entre a biblioteca escolar e a sala de aula, os alunos puderam escutar algumas das lendas de mouras encantadas, que fazem parte da memória coletiva do concelho de Tavira.
Feito o enquadramento histórico, ouviram a Lenda da Moura do Castelo, no jardim do Castelo de Tavira, e muitos foram os aventureiros que prometeram subir a muralha na noite de São João. Será que algum deles vai conseguir desencantar a bela princesa moura?
De seguida, desceram à beira rio para ficarem a conhecer a Lenda da Fonte da Praça, quase esquecida, e a Lenda do rio Séqua/Gilão.

No final, foi-lhes lançado um desafio, recolherem lendas da sua terra, junto da família, para que o património oral se mantenha vivo.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

A Guitarra mágica


Um dia, no meu aniversário, recebi uma guitarra, velha mas usável. Eu não a sabia usar, mas cada nota que tocava parecia uma música; quando tocava, as pessoas aplaudiam e eu só sorria. Descobri que o poder dela era deixar as pessoas felizes.

     -Olá, Júlio!

     -Olá!

      -Então, estás triste?

      -Um bocado.

      -Porquê?

       - O meu pai foi hoje para Lisboa trabalhar. Sabes que estamos aqui no Algarve e é longe até Lisboa, são quase trezentos quilómetros.

     -Isso é longe. Mas anima-te, hoje é dia de música, tenho uma guitarra e vou tocar para ti. 
                                                                       
      Quanto comecei a tocar, o Júlio ficou logo com um sorriso na cara.

      No dia da festa, quando era a minha vez, todos aplaudiram… até os cães começaram a abanar a cauda e a ladrar de felicidade.

      Eu sentia-me um profissional com a guitarra que o meu pai me dera.

     Comecei a frequentar uma escola de guitarras e deram-me uma guitarra que não era a minha. Comecei a tocar e foi horrível. Resolvi sair da escola de guitarras.

      “É da guitarra” , estava sempre a dizer isso.

       Um dia não sabia onde estava a guitarra e era dia de música( eu era uma das atrações principais).

      Pedi a um amigo a sua guitarra:

     -Diogo, emprestas-me a tua guitarra?

      -Está bem.

      O Diogo foi buscar a guitarra e deu-ma.

      -Obrigado, eu depois devolvo.

      Fui para o concerto e quando foi a minha vez eu toquei muito mal. As pessoa ficaram aborrecidas e algumas até se foram embora. De repente, a minha guitarra veio a voar como um passarinho e quando toquei nela(a guitarra) foi um espectáculo. As pessoas que tinham ido embora, voltaram com mais pessoas que foram atraídas pela música, todos os que estavam aborrecidos ficaram logo felizes.


 Tiago Correia - N°24 - 5C

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

A varinha mágica

No dia 25 de março, estava eu a preparar a minha festa de anos na piscina, quando vejo o meu pai vir a correr lá do fundo com uma caixa nas mãos. Quando chega ao pé de mim dá-me a caixa e diz:

      -Abre depressa, pois ninguém pode ver o que está lá dentro!~

      Eu abri e bem lá no fundo da caixa encontrei uma varinha mágica com um papel a dizer que aquela varinha tinha o poder da invisibilidade e da cura de pessoas.

     De repente liga-me a minha melhor amiga (a quem eu lhe conto tudo) muito triste.

     -Era só para te dar os parabéns, amiga!-diz ela, mas com uma voz muito triste.
     -Obrigada! Olha, nem sabes no que me aconteceu! O meu pai deu-me uma varinha mágica com o poder da invisibilidade e da cura de pessoas.

      Quando acabo a frase, a voz dela animou e logo de seguida diz-me:

      -Ainda bem! Só uma pergunta… podes usar para as outras pessoas ou é só para a tua família?

    -Claro, mas há algum problema…

    -Bem… Ok, pronto, há um grande problema.

    -O quê? Estás a deixar-me preocupada…

      -Lembras-te do meu avô…bem…ele está muito doente… podes ajudá-lo?

      -Claro, onde está ele?

      -Está na Arábia Saudita, no Qafit Central Hospital.

      -Ok, amanhã apanho o primeiro avião e vou ter com ele, podes estar descansada.

      -Obrigada!

      -De nada.

     No dia seguinte, às 7:00 da manhã, já estava eu no avião e às 11 da manhã já estava na Arábia Saudita.

      Quando já estava no hospital, olho para a mala e constato que não tinha a varinha. Fiquei em pânico, tentei lembrar-me dos lugares por onde passara, mas não me vinha nada à cabeça.

     Voltei para trás onde vi um indivíduo com uma varinha igual à minha. Quando ele olhou para mim começou a correr. Eu continuava em pânico.

       Segui o homem. Quando se cansou, parou numa loja de tapetes, onde eu entrei também. Vi-o a esconder a varinha no meio de uns tapetes. Fui lá buscá-la e voltei para  hospital ainda a tremer.

     Quando cheguei à receção para pedir para entrar no quarto do avô, eles não deixaram, pois ele estava a morrer. Eu ainda insisti em dizer que tinha a cura, mas ninguém me deixava entrar.

   Até que chegou uma mulher muito simpática a dizer que era minha irmã, o que era mentira.

    Quando entrei no quarto os batimentos cardíacos dele estavam muito baixos.

    Bastou agitar a varinha e o avô levantou-se da cama e foi para o corredor dançar.

    Voltei para casa com ele e tudo ficou bem.


                                                       Matilde Nobre, 6ºC

O Acordeão Mágico

      

      Tudo começou no dia 14 de fevereiro em casa do meu avô, um monge guerreiro. No seu leito de morte deu-me um acordeão com poderes mágicos. Este acordeão tinha a forma de um paralelograma e era vermelho às riscas douradas. Se eu tocasse um dó agudo ele conceder-me-ia um desejo.

       Então, eu toquei um dó agudo e desejei ser mágico, porque era um sonho que tinha desde a infância. Depois de muitas subidas ao palco, um outro mágico perguntou-me se eu queria ir a uma convenção de magia, e eu, sem problemas, aceitei.

       Durante a viagem adormeci e quando acordei estava no inferno, com o diabo à minha frente. Foi então que percebi que o mágico que me convidara era o diabo disfarçado. Ele queria saber onde eu tinha o acordeão, mas eu fingi que não o tinha ouvido. Então, o diabo contou-me as inúmeras batalhas que travara contra o meu avô para chegar ao acordeão.

         De repente, ele prendeu-me os pés e eu, que tinha o acordeão escondido atrás das costas, toquei um dó agudo e desejei ir para o céu, para junto dos anjos.

         No céu, juntei-me aos anjos para combater as criaturas do submundo, mas depois de uma batalha intensa, o meu exército saiu derrotado, sendo eu o único sobrevivente.

        No momento final, estávamos frente a frente e o diabo pediu-me brutamente o acordeão. Não vi outra alternativa senão usar a minha astúcia. Subitamente, surgiu-me a ideia de utilizar o velho truque que o meu avô me ensinara. Entreguei ao diabo uma bomba disfarçada de acordeão, que explodiria assim que ele tocasse o dó agudo. Comecei a correr, para não ser apanhado pela explosão, mas o diabo, desejoso de poder, tocou o dó agudo e a explosão foi tão forte que acabou com ele e transportou-me de volta ao mundo dos humanos.

       Nesse mesmo dia, fui à campa do meu avô e enterrei o acordeão junto a ele, pois nunca mais precisaria de o proteger. A partir daí tudo foi diferente, tinha dinheiro, mas já não tinha o acordeão nem o meu avô. 

Nuno Miguel Baptista Guerreiro, 6ºC                                      


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A ocarina do tempo

   



 Este texto não começa com “Era uma vez…” porque isso já se torna irritante. Esta história conta a minha aventura e como eu mudei a vida de todas as pessoas no mundo. Esta história começa numa segunda-feira. Estava a ir para a escola quando comecei a sentir alguém a respirar para cima do meu pescoço. Olhei  para trás e vi um homem.


      -Toma, não consigo aguentar mais transportar isto! –disse ele.

       O homem pôs uma coisa na minha mão e eu olhei para ela: era uma ocarina. Quando  dou por mim, o homem já não estava lá… e continuei a caminhar. Passado algum tempo  estava a ter a aula de português; tinha-me esquecido de estudar para o teste e disse para uma meu colega de carteira:

       -Vou ter nega, esqueci-me de estudar para o teste.

       Nos dias seguintes a professora entregou o teste e eu (devo ser vidente…) tive nega. Quando vi a nota, a ocarina começou a tocar. Voltei atrás no tempo… com a correção do teste, felizmente, repito o teste, mas desta vez com as cábulas da correção e tenho 100%. Pedi  dinheiro à minha mãe e ela não me deu. Depois  vamos ao banco, já não me lembro qual a razão, mas enquanto estávamos lá,  o banco foi assaltado. Só me lembro de ouvir a ocarina  dizer “ROUBA! ROUBA!!!”  Eu estava a precisar de dinheiro, mas não queria roubar.  Já estava farto de a ouvir falar; então peguei  no saco de dinheiro e viajei no tempo. Fui ter a uma vida completamente diferente: o Afonso era o professor, o Martim um tal de Hitler, o Caldas um génio multimilionário, ao Duarte saiu-lhe a lotaria… e eu exploro um bocado aquela dimensão.

          Finalmente  apercebo-me que a ocarina me estava a tornar corrupto. Vou ao banco daquela dimensão e conto o que se passou, mas claro que não acreditaram e aceitaram o dinheiro. Quando de lá saí, parti a ocarina. Só me lembro de ver um luz azul a vir na minha direção e bater-me. Desmaiei e quando acordei estava  numa sala onde coexistem várias vidas de pessoas, o futuro e o passado delas.


        Se estiverem a ler este texto é porque consegui sair daquele sítio.

                                                           Tiago Lopes                                                                                                               6ºC nº27

sábado, 28 de janeiro de 2017

O meu querido peluche




        No Natal passado recebi uma coisa fantástica dos meus avós, um peluche. Estava em casa da minha tia, a passar a consoada, quando me ofereceram o presente. Mas não era um peluche qualquer, era mágico, andava, falava e compreendia-me, era a minha alma gémea. Ainda era um aprendiz, não sabia muito bem como andar, mas a falar era profissional. Tinha um vocabulário excelente, às vezes até me ajudava a estudar português. Mas o problema era que, quando andava, chocava com tudo, com os móveis que tinha em casa… Tinha de fazer alguma coisa, tinha de o ensinar a andar. Foi uma tarefa difícil, mas finalmente, passado algum tempo, consegui ensiná-lo a andar.
         
        Naqueles meses notei que se passava qualquer coisa. Um dia, quando saí à rua para buscar o jornal, vi uma folha pregada a uma árvore, que dizia: “Procura-se peluche”.
         
       Quando vi aquele anúncio percebi logo que o peluche afinal não era meu, tinha sido trocado, por engano, numa loja. Foi muito difícil para mim entregar o peluche ao seu verdadeiro dono, mas tinha de ser, era a atitude correta! Telefonei para o número que estava no anúncio e combinei um encontro para fazer a entrega do peluche. Como recompensa, o verdadeiro dono do peluche, um menino chamado Rodrigo, deixou-me de recordação o chapéu que o peluche usava. E ainda hoje eu e o Rodrigo somos grandes amigos e brincamos com o nosso peluche.

         Esta minha história tem um final feliz, embora não tenha ficado com o peluche de que tanto gostava, a minha atitude fez com que encontrasse um bom amigo.

Catarina Basílio Silva

5ºC; N.º 5

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O Poder entre Gerações


   Na noite de Natal estava em casa da minha tia à espera que fosse meia-noite… faltavam cinco minutos e estava ansiosa para poder abrir os presentes.
   Quando chegou a meia-noite reparei que uma das minhas prendas era muito, muito grande e tinha um certo brilho. Quando a abri tinha 11 embrulhos que,  por coincidência, era a idade que tinha. A prenda que era muito grande ficou 11 vezes mais pequena. Era uma caixa quadrada com um embrulho cheio de estrelas; era um pouco pesada, mas quando a abri vi que continha um simples dado gigante.
     No dia seguinte, quando a estava a arrumar as coisas que tinha recebido, reparei no dado e pensei em voz alta:
     -Quem é que me terá oferecido este dado? A caixa não tem o nome de ninguém!
      No sítio onde era suposto estar o ponto um estava escrito MAGIA. Lancei o dado e algo de mágico aconteceu. Comecei a voar e enquanto estava a tentar voltar ao chão, apareceu uma frase no dado a dizer «Este é o teu primeiro poder, a tua primeira pista para me encontrares.»
    E assim foi. Todos os dias descobria poderes novos: super elasticidade, super força, super raciocínio e muito mais… mas nunca cheguei a encontrar a pessoa que me oferecera a prenda.
     Mas um dia lancei o dado para conseguir mais um poder e apareceu o espírito do meu bisavô a dizer:
    -Este é o poder que passa de geração em geração na família, guarda-o e escolhe a próxima pessoa a que queres passar o poder.

                                                             Sofia Cruz 6ºC   Nº25

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Atividades com o 1º Ciclo

Depois da belíssima história e da fantástica ilustração do livro,"Orelhas de Borboleta", os alunos do 1.º ano...criaram borboletas!





sexta-feira, 4 de novembro de 2016

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Atividades dos alunos na Biblioteca.

Trabalhos de alunos do 6A,  6B e 6C realizados na 
disciplina de História, sobre a República






Exposição de cartazes sobre as mulheres da República.





Atividade com as turmas de 1º ano: os alunos pintam a roda dos alimentos, depois de ouvirem uma história de José Fanha, sobre a alimentação.


segunda-feira, 27 de junho de 2016

segunda-feira, 23 de maio de 2016



Livros e leituras para os mais pequeninos

Na quarta-feira, dia 18 de maio, a turma do 1ºB veio à Biblioteca ouvir “O alfabeto trapalhão”, de Lurdes Breda. Para cada letra do abecedário, uma quadra. Foi tempo de aprender, lembrar e imaginar. E perceber a importância de juntar letras para ler…


sexta-feira, 20 de maio de 2016




No dia 11 de maio, pelas 14.30, os monitores Fazli Mola e Cíntia Bento, da turma 6ºA, contaram a história “O pequeno alfaiate valente”, de Grimm, aos alunos do 1ºA da EB D. Manuel I, utilizando o teatro de papel japonês “Kamishibai”. O Fazli a e Cíntia realizaram a atividade com muito à vontade e fizeram ainda alguma perguntas, no final.

domingo, 15 de maio de 2016

DIA DA FAMÍLIA



No dia 15 de Maio,  celebra-se o Dia Internacional da Família,  proclamado como tal pela Assembleia Geral das Nações Unidas, através da resolução 47/237 de 20 de setembro de 1993, para destacar a importância das famílias como unidades básicas da sociedade.
O Dia Internacional da Família promove a reflexão e a discussão acerca do conceito de família nas sociedades do mundo inteiro. Este dia serve também para refletir sobre os problemas económicos, sociais e culturais que afetam as famílias, sem esquecer o problema do decréscimo demográfico que está a atingir as sociedades ocidentais.


segunda-feira, 9 de maio de 2016

DIA DA EUROPA



O “Dia da Europa”, comemorado a 9 de maio, nasceu no Conselho Europeu de Milão, de 28 e 29 de junho de 1985 e foi celebrado pela primeira vez em 1986.
No dia 9 de maio de 1950, pelas 16h00, Robert Schuman, o então ministro francês dos Negócios Estrangeiros, apresentou, no Salon de l'Horloge do Quai d'Orsay, em Paris, uma proposta com as bases fundadoras do que é hoje a União Europeia.
Esta proposta, conhecida como "Declaração Schuman", baseada numa ideia originalmente lançada por Jean Monnet, trazia consigo valores de paz, solidariedade, desenvolvimento económico e social, equilíbrio ambiental e regional e incluía a criação de uma instituição europeia supranacional incumbida de gerir as matérias-primas que nessa altura constituíam a base do poderio militar: o carvão e o aço.

Por se considerar que esse dia foi o marco inicial da União Europeia, os Chefes de Estado e de Governo, na Cimeira de Milão de 1985, decidiram consagrar o dia 9 de maio como "Dia da Europa".

domingo, 1 de maio de 2016


Quando Eu For Pequeno

Quando eu for pequeno, mãe,
quero ouvir de novo a tua voz
na campânula de som dos meus dias
inquietos, apressados, fustigados pelo medo.
Subirás comigo as ruas íngremes
com a certeza dócil de que só o empedrado
e o cansaço da subida
me entregarão ao sossego do sono.

Quando eu for pequeno, mãe,
os teus olhos voltarão a ver
nem que seja o fio do destino
desenhado por uma estrela cadente
no cetim azul das tardes
sobre a baía dos veleiros imaginados.

Quando eu for pequeno, mãe,
nenhum de nós falará da morte,
a não ser para confirmarmos
que ela só vem quando a chamamos
e que os animais fazem um círculo
para sabermos de antemão que vai chegar.

Quando eu for pequeno, mãe,
trarei as papoilas e os búzios
para a tua mesa de tricotar encontros,
e então ficaremos debaixo de um alpendre
a ouvir uma banda a tocar
enquanto o pai ao longe nos acena,
lenço branco na mão com as iniciais bordadas,
anunciando que vai voltar porque eu sou
                                                       [pequeno
e a orfandade até nos olhos deixa marcas.


José Jorge Letria, in "O Livro Branco da Melancolia" 






Pequeno Poema

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...

Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...


Sebastião da Gama, in  “Antologia Poética”

quinta-feira, 28 de abril de 2016

NOVIDADES EDITORIAIS



Sinopse
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 6º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma.

Autora dos êxitos Será Que Tudo Me Acontece Por Acaso? e O Primeiro Ano de Uma Escola Fantástica, Margarida Fonseca Santos volta a surpreender com a criatividade da sua escrita. Neste livro somos transportados até S. Pedro de Moel, onde o jovem Daniel costuma passar as férias de Verão. Este ano, além de reencontrar os amigos dos anos anteriores conhece um amigo novo que vem do mundo dos sonhos e tem a forma de um belíssimo peixe azul. Mas este peixe é apenas o início de uma espantosa série de peripécias que irão suceder. Imperdível!
O Peixe Azul de Margarida Fonseca Santos




Uma enorme aventura aguarda a irmã mais velha. A Maria vai estudar um ano para os Estados Unidos da América e deixa para trás uma família muito ansiosa e um namorado que não aguenta nada bem a sua ausência! Um mundo de emoções e muita agitação aguarda-a nesta sua inesquecível experiência do outro lado do Atlântico. A Maria parte cheia de entusiasmo por ter uma nova escola, uma nova família e uma nova “irmã”. Contudo, a pouco e pouco, vai-se sentindo dividida entre dois mundos separados por um oceano. Será que aguenta o embate? A separação? As saudades? É tudo tão diferente! Por um lado, a novidade: os bailes, as festas, as aulas, os novos professores, os colegas, a família e, quem sabe, uma nova paixão… Por outro, aquela dor no coração que não a deixa esquecer o seu Portugal, a sua família, os seus amigos… E tudo piora com a aproximação do Natal! Como irá a Maria resolver este desafio tão complicado, quando tem apenas 17 anos?

Maria Atravessa o Atlântico, de Margarida Fonseca Santos Maria João Lopo de Carvalho

segunda-feira, 25 de abril de 2016


EU SOU PORTUGUÊS AQUI

Eu sou português
aqui
em terra e fome talhado
feito de barro e carvão
rasgado pelo vento norte
amante certo da morte
no silêncio da agressão.

Eu sou português
aqui
mas nascido deste lado
do lado de cá da vida
do lado do sofrimento
da miséria repetida
do pé descalço
do vento.

Nasci
deste lado da cidade
nesta margem
no meio da tempestade
durante o reino do medo.
Sempre a apostar na viagem
quando os frutos amargavam
e o luar sabia a azedo.

Eu sou português
aqui
no teatro mentiroso
mas afinal verdadeiro
na finta fácil
no gozo
no sorriso doloroso
no gingar dum marinheiro.

Nasci
deste lado da ternura
do coração esfarrapado
eu sou filho da aventura
da anedota
do acaso
campeão do improviso,
trago as mão sujas do sangue
que empapa a terra que piso.

Eu sou português
aqui
na brilhantina em que embrulho,
do alto da minha esquina
a conversa e a borrasca
eu sou filho do sarilho
do gesto desmesurado
nos cordéis do desenrasca.

Nasci
aqui
no mês de Abril
quando esqueci toda a saudade
e comecei a inventar
em cada gesto
a liberdade.

Nasci
aqui
ao pé do mar
duma garganta magoada no cantar.
Eu sou a festa
inacabada
quase ausente
eu sou a briga
a luta antiga
renovada
ainda urgente.

Eu sou português
aqui
o português sem mestre
mas com jeito.
Eu sou português
aqui
e trago o mês de Abril
a voar
dentro do peito.


Eu sou português aqui

Obras de José Fanha